{"id":4269,"date":"2010-02-03T17:31:04","date_gmt":"2010-02-03T19:31:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=4269"},"modified":"2023-03-29T00:39:17","modified_gmt":"2023-03-29T03:39:17","slug":"os-dois-livros-de-jonathan-safran-foer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/03\/os-dois-livros-de-jonathan-safran-foer\/","title":{"rendered":"Os dois livros de Jonathan Safran Foer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4270\" title=\"tudo_se_ilumina\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/tudo_se_ilumina.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8216;Tudo Se Ilumina&#8217;, de Jonathan Safran Foer<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/gymnopedies.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jonas Lopes<\/a><br \/>\nTexto publicado no Scream &amp; Yell em 22\/01\/2006<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deveria haver mais autores como Jonathan Safran Foer &#8211; no Brasil, principalmente. Foer \u00e9 jovem: tem 28 anos hoje (em 2006), tinha 24 quando lan\u00e7ou seu primeiro romance, &#8220;Tudo Se Ilumina&#8221; (365 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Reis e Sergio Moraes Rego), lan\u00e7ado no Brasil pela Rocco; \u00e9 bem humorado, mas n\u00e3o engra\u00e7adinho; tem coragem para experimentar, sem cair nos lugares-comuns da literatura p\u00f3s-moderna; utiliza elementos autobiogr\u00e1ficos sem fazer confessionalismo barato; suas refer\u00eancias pop (como a hil\u00e1ria cadela Sammy Davis, Junior, Junior) est\u00e3o ali para rechear a narrativa, e n\u00e3o para conduzi-la sozinhas, em detrimento da densidade psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O romance \u00e9 inspirado na viagem que o autor fez \u00e0 Ucr\u00e2nia, para tentar encontrar a mulher que salvou seu av\u00f4 dos nazistas na Segunda Guerra. Foer n\u00e3o chegou a conhecer o av\u00f4; tinha apenas uma fotografia da tal mulher, Augustine. N\u00e3o a encontrou, mas saiu de l\u00e1 com uma id\u00e9ia para um livro. &#8220;Tudo Se Ilumina&#8221; foi sucesso imediato nos Estados Unidos, com elogios rasgados de ve\u00edculos como New York Times, Esquire e Guardian. A revista New Yorker o apontou como a grande estr\u00e9ia liter\u00e1ria dos \u00faltimos anos. Houve ainda uma adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, com Elijah Wood, que chegou ao Brasil como &#8220;Uma Vida Iluminada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na trama, Jonathan \u00e9 recebido na Ucr\u00e2nia por Alex, um jovem impag\u00e1vel que ser\u00e1 seu tradutor, seu av\u00f4 deprimido e que acredita estar cego e por Sammy Davis, Junior, Junior. Enquanto atravessam um pa\u00eds em frangalhos, descobrem que o av\u00f4 de Alex pode ter uma rela\u00e7\u00e3o muito mais pr\u00f3xima com Augustine do que se imaginava. O problema \u00e9 que o ingl\u00eas de Alex \u00e9 terr\u00edvel, e a comunica\u00e7\u00e3o entre Jonathan e os ucranianos \u00e9 t\u00e9trica. Cabe aqui um elogio \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o brasileira, pois o livro \u00e9 cheio de trocadilhos, de dif\u00edcil adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tudo Se Ilumina&#8221; utiliza uma estrutura polif\u00f4nica, com tr\u00eas narrativas revezando-se nos cap\u00edtulos. Uma delas, a jornada em busca de Augustine, \u00e9 narrada por Alex (as primeiras p\u00e1ginas s\u00e3o sensacionais). A segunda narrativa \u00e9 a hist\u00f3ria dos antecedentes de Jonathan, desencadeada por um acidente de carro\u00e7a em 1791. Depois descobrimos que esse \u00e9 o livro escrito por ele, fruto da viagem &#8211; o livro, dentro do livro. A terceira narrativa \u00e9 epistolar: cartas de Alex ao amigo, depois da viagem. O ponto de vista do pr\u00f3prio Jonathan Safran Foer n\u00e3o aparece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que o escritor faz de uma pequena aldeia (ou shtetl) do final do s\u00e9culo 18 \u00e9 excelente. Depois do acidente com a carro\u00e7a, o condutor (Trachim) desaparece no rio. L\u00e1 \u00e9 encontrada uma menina. Ningu\u00e9m sabe de onde o beb\u00ea surgiu. Ela \u00e9 adotada por um velho abandonado pela esposa, e ganha o nome de Brod &#8211; mais tarde o nome da aldeia muda para Trachimbrod. Brod \u00e9 a m\u00e3e da m\u00e3e da m\u00e3e da tatarav\u00f4 de Jonathan. A hist\u00f3ria avan\u00e7a para seu av\u00f4 &#8211; j\u00e1 na d\u00e9cada de quarenta do s\u00e9culo vinte -, que, gra\u00e7as a um bra\u00e7o morto atrai as mulheres e satisfaz as vi\u00favas da regi\u00e3o. A narrativa vai e vem entre esses dois tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel perceber no texto de Safran Foer tra\u00e7os da acidez judaica do Philip Roth da \u00e9poca de &#8220;O Complexo de Portnoy&#8221;, al\u00e9m de um surrealismo que n\u00e3o destoaria nas p\u00e1ginas de Kurt Vonnegut. Tamb\u00e9m fizeram compara\u00e7\u00f5es com &#8220;Laranja Mec\u00e2nica&#8221;, pela cria\u00e7\u00e3o de termos e express\u00f5es, como &#8220;dissemina\u00e7\u00e3o de moeda-corrente&#8221; (e o estranho &#8220;Livro dos Sonhos Recorrentes&#8221;). Nada que ofusque a originalidade de Foer, que entorta a forma e o tempo todo. E \u00e9 sempre uma ousadia entregar a narra\u00e7\u00e3o a algu\u00e9m com linguagem problem\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4271\" title=\"extremamente_alto\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/extremamente_alto.jpg\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" \/><br \/>\n<strong>&#8216;Extremamente Alto &amp; Incrivelmente Perto&#8217;, de Jonathan Safran Foer<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/gymnopedies.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jonas Lopes<\/a><br \/>\nTexto publicado no Scream &amp; Yell em\u00a0 05\/11\/2006<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele conseguiu de novo. Em seu segundo romance, &#8220;Extremamente Alto &amp; Incrivelmente Perto&#8221; (Rocco, 360 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Daniel Galera), Jonathan Safran Foer d\u00e1 um passo \u00e0 frente de &#8220;Tudo se Ilumina&#8221; e se mant\u00e9m como uma das grandes promessas da literatura contempor\u00e2nea. As qualidades da boa estr\u00e9ia continuam: o humor corrosivo, as refer\u00eancias que situam o romance em seu tempo (como \u00e0 internet e \u00e0 cultura pop), o arrojo narrativo. E Jonathan, que esteve na Feira Liter\u00e1ria Internacional de Parati, ainda utiliza uma pedreira como tema: o 11 de setembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Extremamente Alto &amp; Incrivelmente Perto&#8221; segue tamb\u00e9m os caminhos narrativos do primeiro livro. Uma hist\u00f3ria principal envolvendo um jovem em busca de um segredo familiar, e narrativas alternadas dispostas em algum ponto do passado, elucidando alguns desses segredos. N\u00e3o se trata de repeti\u00e7\u00e3o ou acomoda\u00e7\u00e3o: Safran Foer apenas aprimorou seus recursos, agora utilizados com muito mais dom\u00ednio. &#8220;Tudo se Ilumina&#8221; ainda tinha cara de estr\u00e9ia &#8211; vigoroso, mas com um pouco de imaturidade e inconseq\u00fc\u00eancia. O novo romance traz um Foer bem mais consistente. O equil\u00edbrio entre o humor e a melancolia agora \u00e9 maior. No primeiro o humor vencia na compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oskar Schell tem nove anos e perdeu seu pai h\u00e1 dois, na trag\u00e9dia do World Trade Center. Os dois tinham uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima e intelectualizada (procuravam erros no New York Times, como hobby). Agora Oskar vive com a m\u00e3e, a quem culpa por tentar fazer a vida seguir sem o marido morto, e a av\u00f3, abandonada pelo marido d\u00e9cadas antes e que criou seu \u00fanico filho, o pai de Oskar, sozinha. Dedica seu tempo a uma s\u00e9rie de atividades, ahn, curiosas: aulas de franc\u00eas, inven\u00e7\u00f5es, elabora\u00e7\u00e3o de j\u00f3ias, cole\u00e7\u00f5es de borboletas e moedas raras, um pandeiro, envio di\u00e1rio de cartas a Stephen Hawking.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma noite, irritado porque a m\u00e3e ria com um amigo na sala, Oskar vai ao closet do pai, encontra um vaso azul e, dentro dele, um envelope com a palavra &#8220;black&#8221; escrita nele e uma chave dentro. Depois de testar, sem sucesso, a chave em todas as fechaduras de sua casa, decide procurar pessoalmente todas as pessoas com o sobrenome Black de Nova York. Para acompanh\u00e1-lo na fe\u00e9rica odiss\u00e9ia, escala um vizinho idoso, ex-jornalista e corresponde de guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na narrativa alternativa, o av\u00f4 de Oskar relembra o bombardeio americano em Dresden, da qual foi sobrevivente, a paix\u00e3o por uma adolescente que morreu no desastre, a migra\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos e o casamento com outra mulher, irm\u00e3 de sua paix\u00e3o de inf\u00e2ncia e futura av\u00f3 de Oskar. Ele a abandona quando descobre que est\u00e1 gr\u00e1vida. Passa as quatro d\u00e9cadas seguintes, escrevendo uma carta por dia ao filho que deixou, e nunca as envia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca de Oskar \u00e9 por algo mais complexo que uma simples fechadura. O que ela pode abrir, afinal? Seu pai n\u00e3o pode ser trazido de volta. Alguma revela\u00e7\u00e3o in\u00e9dita? Dif\u00edcil. O que ele procura &#8211; embora sequer saiba disso &#8211; \u00e9 uma forma de exorcizar a trag\u00e9dia. A intelig\u00eancia fora do comum do garoto o ajudou menos do que ele se ele fosse uma crian\u00e7a &#8220;normal&#8221;, por assim dizer, j\u00e1 que a sua precocidade acabou por revestir sua dor, como se Oskar se sentisse obrigado a ser t\u00e3o maduro quanto \u00e9 inteligente. No fat\u00eddico dia dos atentados, ele ainda teve tempo de ouvir e gravar liga\u00e7\u00f5es de seu pai durante os ataques. Oskar nunca as mostrou as grava\u00e7\u00f5es \u00e0 m\u00e3e, por medo de deix\u00e1-la deprimida. O que \u00e9 absurdo: ele tem nove anos, e \u00e9 quem deveria estar sendo poupado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de exorcizar a dor, o que Oskar consegue \u00e9 atar o fio geracional que se perdeu quando o av\u00f4 abandonou seu pai. Sem saber, os dois est\u00e3o espiritualmente ligados por terem vivenciado (e sobrevivido a) grandes trag\u00e9dias (Dresden e o 11\/09). E o abandono de d\u00e9cadas antes pode ser uma das raz\u00f5es da proximidade entre Oskar e o pai e a subseq\u00fcente solid\u00e3o que a perda traz ao garoto. Natural que o av\u00f4 seja a primeira pessoa a quem ele finalmente mostra as grava\u00e7\u00f5es, mesmo sem saber ainda quem ele \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma grande vantagem de Jonathan Safran Foer em rela\u00e7\u00e3o a outros escritores que se prop\u00f5em a fazer o tal p\u00f3s-modernismo \u00e9 n\u00e3o se limitar aos truques de linguagem, jogos de espelho e contrapontos temporais. Foer, como Don DeLillo, mant\u00e9m os p\u00e9s fincados em seu pa\u00eds, na hist\u00f3ria e em fatos importantes. E aqui me refiro n\u00e3o s\u00f3 ao 11 de setembro, mas \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o do atual esp\u00edrito norte-americano em cada personagem, mesmo que secund\u00e1rio. Um esp\u00edrito paran\u00f3ico, evidentemente, e tamb\u00e9m derrotado, desnudo. Patri\u00f3tico? N\u00e3o diria. Pelo menos n\u00e3o mais do que o normal (que \u00e9 alto); os americanos est\u00e3o t\u00e3o cambaleantes que se Bush tivesse invadido Saturno, ao inv\u00e9s do Iraque, ningu\u00e9m teria estranhado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Foer domina um outro problema liter\u00e1rio comum: a personaliza\u00e7\u00e3o de pontos de vista. Muitos autores dividem seus romances em v\u00e1rias narra\u00e7\u00f5es, todas elas iguais, como se a personalidade, a forma de falar, agir e pensar de cada personagem fossem as mesmas. Em &#8220;Tudo se Ilumina&#8221; j\u00e1 havia as diferen\u00e7as de linguagem e abordagem entre cada personagem, e isso continua em &#8220;Extremamente Alto &amp; Incrivelmente Perto&#8221;. Outra coisa interessante \u00e9 a forma como ele utiliza as possibilidades gr\u00e1ficas: fotos, desenhos, di\u00e1logos espalhados, p\u00e1ginas apenas com n\u00fameros ou com apenas uma frase, centralizada, ou sem nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coragem de Safran Foer est\u00e1 n\u00e3o apenas em almejar uma linguagem pr\u00f3pria, um estilo que come\u00e7a a tomar formas cada vez mais reconhec\u00edveis, mas em encarar um assunto como o 11 de setembro t\u00e3o pouco tempo depois. \u00c9 muito mais f\u00e1cil explorar grandes eventos depois de um longo per\u00edodo, quando j\u00e1 o entendemos melhor &#8211; e aqui n\u00e3o se trata de um evento qualquer, mas o mais marcante dos \u00faltimos anos. Caso mantenha a qualidade nos pr\u00f3ximos livros, Foer ser\u00e1, dentre os jovens autores, aquele com maior chance de se tornar um futuro cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jonas Lopes \u00e9 jornalista da Veja S\u00e3o Paulo e assina o blog <a href=\"http:\/\/gymnopedies.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gymnopedies<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/3697948800\/sizes\/o\/in\/set-72157620981946914\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4272 aligncenter\" title=\"jonfen_paris\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/jonfen_paris.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Foer l\u00ea trechos do ainda in\u00e9dito &#8220;Eating Animals&#8221;, na Shakespeare and Co, Paris<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Foto: Marcelo Costa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Jonas Lopes\nUm jovem escritor que sabe usar o humor corrosivo, as refer\u00eancias que situam o romance em seu tempo e o arrojo narrativo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/03\/os-dois-livros-de-jonathan-safran-foer\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":122,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4269"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/122"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4269"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4269\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73585,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4269\/revisions\/73585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}