{"id":42639,"date":"2017-04-24T17:53:05","date_gmt":"2017-04-24T20:53:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42639"},"modified":"2023-06-17T09:51:02","modified_gmt":"2023-06-17T12:51:02","slug":"entrevista-death","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/24\/entrevista-death\/","title":{"rendered":"Entrevista: Death"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nome musical da cena de Detroit dos anos 70 que foi completamente ignorado em sua \u00e9poca, passou as tr\u00eas d\u00e9cadas seguintes numa esp\u00e9cie de limbo de um universo paralelo musical at\u00e9, no final da primeira d\u00e9cada do novo s\u00e9culo, ser redescoberto, ganhar um baita document\u00e1rio e come\u00e7ar a fazer shows novamente. Voc\u00ea j\u00e1 ouviu (e assistiu) essa hist\u00f3ria antes, mas n\u00e3o estamos falando de Sixto Rodriguez, que inspirou o document\u00e1rio vencedor do Oscar \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/06\/tres-filmes-francois-rodriguez-e-grohl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Searching for Sugar Man<\/a>\u201d (2012), mas sim do Death, power trio\u00a0protopunk de Detroit que sumiu sem deixar vest\u00edgios ap\u00f3s um compacto em 1976 e ressurgiu em 2009 com for\u00e7a total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cInfelizmente, n\u00e3o conseguimos tocar ao vivo em Detroit nos anos 70!\u201d, conta o baixista Bobby Hackney em entrevista ao Scream &amp; Yell. Quem assistiu ao brilhante document\u00e1rio \u201cA Band Called Death\u201d (2012), dirigido por Jeff Howlett e Mark Covino, exibido no In-Edit Brasil, sabe que o quarteto fez muito barulho no quartinho da casa da fam\u00edlia Hackney, a ponto dos vizinhos reclamarem da zoeira. Era o come\u00e7o dos anos 70, e nomes como MC5 e Stooges assombravam a cena local. \u201cNos definiamos como hard-driving Detroit Rock and Roll\u201d, conta Bobby, lembrando a forte influencia automobil\u00edstica da ind\u00fastria nos moradores da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por tr\u00eas irm\u00e3os negros (David, Dannis e Bobby) fazendo proto punk tosco e barulhento sob o nome Death nos anos 70 na cidade da Motown dificultou a trajet\u00f3ria da banda, que gravou um disco cheio, prensou \u00e0s pr\u00f3prias custas um compacto das sess\u00f5es e, n\u00e3o conseguindo aten\u00e7\u00e3o, hibernou durante mais de 30 anos, at\u00e9 ser redescoberta por jovens na Calif\u00f3rnia (um deles, o pr\u00f3prio filho de um dos m\u00fasicos que n\u00e3o sabia da hist\u00f3ria punk da fam\u00edlia) e ganhar relan\u00e7amentos in\u00e9ditos de toda a obra por selos indies badalados como Drag City e Third Man Records (Jack White \u00e9 de Detroit). &#8220;Espere at\u00e9 ouvir algumas das coisas que estamos trabalhando agora&#8221;, avisa Bobby. Confira o papo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/klCL0krHKqc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um ano depois de shows em S\u00e3o Paulo e Curitiba voc\u00eas est\u00e3o de volta. Como foi a experi\u00eancia de tocar no pa\u00eds em 2016 e descobrir que o Death realmente tem um p\u00fablico por aqui?<\/strong><br \/>\nFoi \u00f3timo. N\u00f3s sab\u00edamos que o Brasil era um lugar onde as pessoas realmente apreciam m\u00fasica e o fato de voc\u00eas gostarem do Death significa muito para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como eram os shows do Death em Detroit nos anos 70? A cidade da Motown entendia o som de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o conseguimos tocar ao vivo em Detroit nos anos 70! As pessoas n\u00e3o entendiam o nosso som, e o nome Death realmente nos isolou da cena mainstream que estava acontecendo na \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas tinham conhecimento das outras bandas, como MC5 e Stooges, que estavam tocando na cidade? Ou era tudo mais isolado?<\/strong><br \/>\n\u00c9 claro que est\u00e1vamos cientes do MC5, Iggy e The Stooges, e tamb\u00e9m de Ted Nugent e The Amboy Dukes, e outros. Esses caras eram nossas influ\u00eancias! O termo Punk n\u00e3o era usado na \u00e9poca ent\u00e3o n\u00f3s todos nos definiamos como \u201chard -driving Detroit Rock and Roll\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu o contato com a Drag City, que lan\u00e7ou o \u201c&#8230;For the Whole World to See\u201d em 2009.<\/strong><br \/>\nA Drag City chegou at\u00e9 n\u00f3s atrav\u00e9s do historiador de rock Robert Manis e tamb\u00e9m de meu filho, Bobby Jr., que era f\u00e3 da cena hardcore \/ punk desde que tinha 12 anos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zQMMQXlEd3E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O document\u00e1rio \u201cA Band Called Death\u201d teve sess\u00f5es bastante concorridas em um festival de cinema aqui em S\u00e3o Paulo, o In-Edit. Como foi para voc\u00eas ver a hist\u00f3ria da banda recontada na tela?<\/strong><br \/>\nFoi extraordin\u00e1rio. E saber que essas pessoas foram atr\u00e1s da hist\u00f3ria do Death \u00e9 um sonho tornado-se realidade. \u00c9 maravilhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o fazer a conex\u00e3o de \u201cA Band Called Death\u201d com \u201cSearching For Sugar Man\u201d, o document\u00e1rio sobre o Sixto Rodriguez. O que acontece com Detroit (risos)? H\u00e1 mais tesouros musicais que v\u00e3o vir \u00e0 tona?<\/strong><br \/>\nBem, \u00e9 Detroit, voc\u00ea sabe. Todos n\u00f3s fomos grandemente tocados e influenciados pela cena musical da cidade, e n\u00e3o seria surpreendente para n\u00f3s que outros tesouros musicais fossem descobertos. Quem sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O single &#8220;People Save the World&#8221;\/&#8221;RockFire Funk Express&#8221; saiu pela Third Man Records, do Jack White, que tamb\u00e9m \u00e9 de Detroit, certo? Como rolou esse lan\u00e7amento?<\/strong><br \/>\nFoi coisa do Ben Blackwell, sobrinho e parceiro do Jack White. Tocamos l\u00e1 na Third Man Records, em Nashville, em fevereiro passado, enquanto est\u00e1vamos em turn\u00ea pelo sul dos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 2015 voc\u00eas lan\u00e7aram \u201cN.E.W.\u201d, o primeiro \u00e1lbum de in\u00e9ditas da banda depois de tanto tempo. Como foi voltar ao est\u00fadio como Death?<\/strong><br \/>\nFoi \u00f3timo. E ainda \u00e9&#8230; espere at\u00e9 ouvir algumas das coisas que estamos trabalhando agora.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RDPDm9_nX0o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QrMmlyOJawY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BnFp8Xh6bYs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Formada por tr\u00eas irm\u00e3os negros fazendo proto punk tosco e barulhento nos anos 70 na cidade da Motown, conhe\u00e7a a trajet\u00f3ria do Death\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/24\/entrevista-death\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":42640,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1885,3052],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42639"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42639\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42684,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42639\/revisions\/42684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}