{"id":42605,"date":"2017-04-21T19:34:51","date_gmt":"2017-04-21T22:34:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42605"},"modified":"2017-07-23T14:17:01","modified_gmt":"2017-07-23T17:17:01","slug":"tres-eps-ana-carolina-spinosa-e-qinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/21\/tres-eps-ana-carolina-spinosa-e-qinho\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas EPs: Ana Carolina, Spinosa e Qinho"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anacarolina.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSom (Ru\u00eddo Branco)\u201d, Ana Carolina (Armaz\u00e9m \/ Sony Music Brasil)<\/strong><br \/>\nAna Carolina tem um s\u00e9quito de f\u00e3s e mant\u00e9m uma carreira s\u00f3lida de mais de 20 anos, por\u00e9m, desde o in\u00edcio dos anos 2000, Ana firmou-se numa est\u00e9tica e sobre ela se repetiu exaustivamente at\u00e9 alcan\u00e7ar o fundo do po\u00e7o com \u201c#AC\u201d (2013), disco que flerta com o pop e a eletr\u00f4nica em meio a uma poesia de gosto duvidoso (voltem l\u00e1 e ou\u00e7am \u201cPelo Iphone\u201d e tirem suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es). Em 2016, Ana resolveu ir por outros caminhos e lan\u00e7ou o livro de poesias \u201cRu\u00eddo Branco\u201d, que deu nome tamb\u00e9m a sua nova turn\u00ea, mais intimista e podada de seus exageros usuais. \u00c9 desse trabalho que surge o EP \u201cSom (Ru\u00eddo Branco)\u201d, com poesias musicadas a partir do livro hom\u00f4nimo. Com ecos de spoken words, as faixas lembram algumas experimenta\u00e7\u00f5es de Adriana Calcanhotto (l\u00e1 pelos idos de \u201cA F\u00e1brica do Poema\u201d), trazendo essa mescla entre canto e declama\u00e7\u00e3o, navegando por camadas e camadas de eletr\u00f4nica (sonoridade que se comunica com o \u00f3timo disco \u201cTurbul\u00eancia\u201d, de Sandra-X). \u201cVelho Piano\u201d \u00e9 a faixa mais comercial do disco, a que mais se aproxima da Ana-Carolina-das-trilhas-de-novela, mas mesmo assim j\u00e1 apresenta um dedilhar de piano turbulento, que demarca novos horizontes para a cantora. No todo, a po\u00e9tica apresentada aqui n\u00e3o \u00e9 surpreendente ou inovadora, mas o simples fato de Ana Carolina sair de sua mon\u00f3tona repeti\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 louv\u00e1vel e por isso vale a audi\u00e7\u00e3o. Que ela siga inquieta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n&#8211; \u201cMultishow Registro Ana Car9lina + Um\u201d soa como um playback de motel (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/06\/ana-carolina-jimi-hendrix-rogerio-skylab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/spinosa.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBeijo Burocr\u00e1tico\u201d, Spinosa (Independente)<\/strong><br \/>\nRenato Spinosa \u00e9 formado em Composi\u00e7\u00e3o pela USP e \u00e9 professor da Escola do Audit\u00f3rio do Ibirapuera, por\u00e9m j\u00e1 tem um longo caminho pelo universo pop: tocou piano com as bandas Onagra Claudique e Seychelles e fez parte do grupo vocal The Fellas. Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas para deixar claro que Spinosa n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o nova com a m\u00fasica, e servem tamb\u00e9m para clarear o fato de que seu trabalho n\u00e3o engendra-se em qualquer academicismo ou formata\u00e7\u00e3o r\u00edgida. Sua primeira aventura solo, o EP \u201cBeijo Burocr\u00e1tico\u201d, traz um frescor pop ao cen\u00e1rio nacional, um vi\u00e7o juvenil, que se comunica com o rock nacional dos anos 80 e com uma est\u00e9tica kitsch (no maior estilo Almod\u00f3var 80\u2019s). H\u00e1 aqui um tratado sobre amores e desilus\u00f5es, num olhar bem maturado pelo tempo, demonstrando um artista meticuloso, que parece premeditar cada passo, gerando um trabalho delicado, que soa como natural. \u201cBeijo Burocr\u00e1tico\u201d tem menos de 20 minutos, mas traz refr\u00e3os pegajosos, que falam sobre temas universais e atuais: dor de cotovelo, desilus\u00f5es, comprimidos para dormir e o sentido da exist\u00eancia. Com um curr\u00edculo forte e tem\u00e1ticas complexas, o que Spinoza nos oferta \u00e9 um trabalho leve, que nos faz dan\u00e7ar e rir em meio aos estilha\u00e7os dos problemas modernos. Para se ouvir no repeat enquanto esperamos um disco completo do artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/qinho.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFullg\u00e1s\u201d, Qinho (Independente)<\/strong><br \/>\nQinho aventurou-se pelo repert\u00f3rio de Marina Lima para o programa Vers\u00f5es, do Canal Bis. Depois da participa\u00e7\u00e3o, Qinho acabou levando suas vers\u00f5es para os palcos e, contando com a b\u00ean\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Marina, lan\u00e7a agora o EP \u201cFullg\u00e1s\u201d, que traz novas sonoridades para as cl\u00e1ssicas faixas \u201cFullg\u00e1s\u201d, \u201cUma noite e meia\u201d, \u201cCrian\u00e7a\u201d e \u201cCharme do Mundo\u201d. A primeira impress\u00e3o \u00e9 de que seriam escolhas demasiado \u00f3bvias ou hits marcantes demais para releituras, mas Qinho traz novo f\u00f4lego a elas, com batidas eletr\u00f4nicas que remetem ao passado, mas sem nostalgia, apenas com um ar cool, que combina com essa zona sul praiana do universo sonoro de Marina e Ant\u00f4nio C\u00edcero, seu irm\u00e3o e parceiro de composi\u00e7\u00f5es. A sonoridade do EP segue coerente com aquilo que o artista carioca havia apresentado em seu disco \u201c\u00cdmpar\u201d (2015), por\u00e9m demonstra ainda mais maturidade de Qinho, que consegue dosar cada vez mais o seu universo po\u00e9tico com as batidas eletr\u00f4nicas. \u00c9 delicioso de ver como \u201cUma noite e meia\u201d se tornou um reggae sensual e como o EP se divide em dois momentos: os anos 80 e sua est\u00e9tica kitsch nas duas primeiras faixas e os anos 90, com sua est\u00e9tica sensual, por\u00e9m entristecida, nas duas faixas finais. Em menos de 20 minutos, Qinho consegue penetrar na obra de Marina (uma artista com material suficiente para muitas redescobertas) e reconfigura essas can\u00e7\u00f5es j\u00e1 conhecidas, dando a elas novos cen\u00e1rios e possibilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hO3sTppcGB0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XgMkyqqdHQg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oK3GtU5ihV4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a> e Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ana Carolina sai da zona de conforto em \u201cSom (Ru\u00eddo Branco)\u201d; Renato Spinosa se comunica com o rock nacional anos 80 e com uma est\u00e9tica kitsch; Qinho reconfigura can\u00e7\u00f5es de Marina Lima\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/21\/tres-eps-ana-carolina-spinosa-e-qinho\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":42606,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1878,1072,1879],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42605"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42605"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42608,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42605\/revisions\/42608"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}