{"id":42477,"date":"2017-04-10T10:48:06","date_gmt":"2017-04-10T13:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42477"},"modified":"2017-05-26T09:13:19","modified_gmt":"2017-05-26T12:13:19","slug":"tres-perguntas-blind-horse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/10\/tres-perguntas-blind-horse\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Perguntas: Blind Horse"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100011036646439\" target=\"_blank\">Lucas Vieira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Blind Horse surgiu com o fim da banda The Mothers, da qual essa mesma turma fazia parte anteriormente. Com a nova empreitada, entregam ao p\u00fablico um som bastante pesado, veloz e com timbres muito violentos. As influ\u00eancias chegam dos anos 1970, principalmente dos grupos de rock mais heavy. Mas n\u00e3o para por a\u00ed: \u201cElementos de blues, soul, funk, folk, jazz, m\u00fasica renascentista, progressivo, bubblegum, m\u00fasica indiana\u201d tamb\u00e9m est\u00e3o nas refer\u00eancias, segundo Eddie Asheton (baixo e vocais) e Alejandro Sainz (guitarra e vocais), que concederam essa entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada em 2014, por Alejandro Asinz (vocais e guitarra), Rodrigo Blasquez (guitarra), Eddie Asheton (baixo e vocais) e Maicon Martins (bateria), a banda lan\u00e7ou no ano seguinte seu primeiro EP, \u201cIn The Arms Of The Road\u201d. Com uma capa que lembra os filmes cl\u00e1ssicos de blaxploitation, s\u00e3o tr\u00eas m\u00fasicas venenosas cantadas em ingl\u00eas. A segunda faixa do EP, \u201cRainbows In The Dark\u201d, foi selecionada pela revista inglesa Classic Rock Magazine para fazer parte de uma de suas colet\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo m\u00eas, o Blind Horse investiu em gravar um single em portugu\u00eas. \u201cNoite Estranha\u201d tem mais de seis minutos de dura\u00e7\u00e3o, com diversas varia\u00e7\u00f5es, o caracter\u00edstico som pesado da banda, mas, pela mudan\u00e7a de idioma, algumas influ\u00eancias brasileiras ficam mais evidentes. Ou\u00e7a o novo single abaixo e confira o bate papo o nosso r\u00e1pido bate papo com o trio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cpUxlgRUM0g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00faltimo som que voc\u00eas divulgaram foi em portugu\u00eas. O que conclu\u00edram mudando o idioma das m\u00fasicas? A recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi diferente?<\/strong><br \/>\nEddie: Bem, como esse single, \u201cNoite Estranha\u201d, foi lan\u00e7ado h\u00e1 bem pouco tempo, eu s\u00f3 posso falar de uma recep\u00e7\u00e3o a curto prazo, que devo dizer que tem sido muito boa. Sinceramente eu n\u00e3o sei te dizer se essa rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico seria mais positiva ou mais negativa se fosse uma m\u00fasica em ingl\u00eas. Fazer uma m\u00fasica em portugu\u00eas para n\u00f3s foi algo bem natural, afinal somos influenciados por v\u00e1rias bandas nacionais dos anos 70, como Casa das M\u00e1quinas, M\u00f3dulo 1000, Made in Brazil, o Ter\u00e7o, entre outras. Assim como n\u00e3o ser\u00e1 de se estranhar se aparecermos tamb\u00e9m com m\u00fasicas em espanhol, j\u00e1 que tamb\u00e9m adoramos muitas bandas argentinas, chilenas, espanholas&#8230; E, quanto a isso, temos uma facilidade, afinal o nosso vocalista, o Alejandro, \u00e9 argentino. Trapaceamos, hahaha!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alejandro: La garant\u00eda soy yo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 o elemento que voc\u00eas consideram como a pe\u00e7a indispens\u00e1vel para o som do Blind Horse?<\/strong><br \/>\nEddie: \u00c9 dif\u00edcil escolher um \u00fanico elemento indispens\u00e1vel, mas com certeza a variedade \u00e9 important\u00edssima para o nosso som. Em muitos casos h\u00e1 uma variedade de estilos dentro de uma mesma m\u00fasica. Mas n\u00e3o \u00e9 uma coisa de atirar para todos os lados e ver qual desses tiros acerta o alvo. \u00c9 um processo natural, dentro de uma coer\u00eancia. Na verdade isso est\u00e1 longe de ser uma exclusividade nossa, j\u00e1 que muitas bandas fazem ou faziam isso, de englobar mais de um ritmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alejandro: Dentro dessa diversidade de influ\u00eancias, do prog ao funk, o que pode ser considerado o n\u00facleo duro da banda \u00e9 que sempre vamos soar \u201crock pauleira\u201d, hahaha. A gente quer que, em termos de timbre e estilo, quando escutarem qualquer m\u00fasica nossa, as pessoas se lembrem das bandas mais pesadas dos anos 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas chamaram muita aten\u00e7\u00e3o l\u00e1 fora com a apari\u00e7\u00e3o na Classic Rock Magazine. Voc\u00eas acham que h\u00e1 um mercado e um p\u00fablico mais pr\u00f3ximo do som de voc\u00eas no exterior?<\/strong><br \/>\nEddie: Esse lance da revista Classic Rock foi uma surpresa muito grande pra gente. \u00c9 uma revista inglesa bem antiga e important\u00edssima para o estilo, e de repente um dos colaboradores dela, o jornalista Ken McIntyre, nos convidou para participar do CD que vem junto com a revista. E melhor ainda: a nossa m\u00fasica, \u201cRainbows in the Dark\u201d, foi a escolhida para abrir o disco! Ou seja, todo mundo que ouviu o CD, assim que botava o disco, dava de cara com a gente! Quanto a um mercado no exterior, sim, esperamos que haja! Quanto mais pessoas escutarem a banda, tanto aqui no Brasil quanto no exterior, melhor. Amamos tanto a m\u00fasica que fazemos que queremos dividi-la com o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alejandro: Existe um mercado e um p\u00fablico muito maior no exterior. Mas no Brasil j\u00e1 existe uma cena para esse tipo de rock psicod\u00e9lico, stoner, setentista, etc que \u00e9 o nosso p\u00fablico. \u00c9 uma cena pequena e em forma\u00e7\u00e3o, se comparada com a cena europeia ou norte-americana, mas j\u00e1 \u00e9 uma cena muito amadurecida, com p\u00fablico que ama, adora e entende muito de m\u00fasica. E esse p\u00fablico tem tamb\u00e9m um ecletismo musical que \u00e9 ao mesmo tempo espec\u00edfico. Gente que curte, por exemplo, psicodelia nordestina ou Som Nosso de Cada Dia, n\u00e3o s\u00f3 Kyuss, Led Zeppelin ou Graveyard. \u00c9 para esse p\u00fablico que a gente quer mais tocar e do qual gostamos de fazer parte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vncKGQNabcg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Lucas Vieira (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100011036646439\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>) est\u00e1 no \u00faltimo per\u00edodo da faculdade de jornalismo, escreve sobre m\u00fasica desde 2010 e assina o blog <a href=\"https:\/\/dizconauta.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">Dizconauta<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Dentro dessa diversidade de influ\u00eancias, do prog ao funk, o que pode ser considerado o n\u00facleo duro da banda \u00e9 que sempre vamos soar \u201crock pauleira\u201d\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/10\/tres-perguntas-blind-horse\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":37,"featured_media":42478,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1836],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42477"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42479,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42477\/revisions\/42479"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}