{"id":42429,"date":"2017-04-03T23:05:23","date_gmt":"2017-04-04T02:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42429"},"modified":"2017-05-09T16:46:20","modified_gmt":"2017-05-09T19:46:20","slug":"entrevista-muntchako","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/03\/entrevista-muntchako\/","title":{"rendered":"Entrevista: Muntchako"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014, tr\u00eas m\u00fasicos extremamente atarefados decidiram ocupar seu escasso tempo com um projeto conjunto. Rodrigo \u201cBarata\u201d Tavares (bateria e samplers), Macaxeira Acioli (percuss\u00e3o e samplers) e Samuel Mota (guitarra, banjo e synths) formaram o Muntchako para tocar m\u00fasica instrumental dan\u00e7ante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece simples? Sim, porque, na ess\u00eancia, \u00e9 s\u00f3 isso mesmo. Em dois minutos de conversa com qualquer um dos tr\u00eas, \u00e9 poss\u00edvel perceber o conhecimento quase enciclop\u00e9dico de m\u00fasica e o entusiasmo pela execu\u00e7\u00e3o e pela composi\u00e7\u00e3o. O que d\u00e1 o sabor \u00fanico da receita do trio \u00e9 a sua ambi\u00e7\u00e3o: combinar m\u00fasica dan\u00e7ante, mesmo que aparentemente discrepante, em faixas que tenham sabor pop e nenhuma pressa alguma para chegar ao fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Muntchako pode equacionar, na mesma can\u00e7\u00e3o, tango e batid\u00e3o, dubstep e jazz, ska, afro beat e calipso. E, ainda que apenas \u201cYoung O\u2019 Brien\u201d seja o \u00fanico single entre os lan\u00e7ados a respeitar \u201cbarreira dos tr\u00eas minutos\u201d que \u00e9 essencial na can\u00e7\u00e3o pop, o resultado final das composi\u00e7\u00f5es do trio fica na cabe\u00e7a, apesar da aus\u00eancia de refr\u00f5es ou de letras convencionais (a maior parte das faixas \u00e9 instrumental, e as palavras que ocasionalmente aparecem soam mais como efeitos sonoros ou instrumentos adicionais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas dessas can\u00e7\u00f5es foram apresentadas como singles at\u00e9 o momento (<a href=\"http:\/\/yuccafrita.com\/muntchako\/singles.html\" target=\"_blank\">baixe aqui<\/a>): \u201cCardume de Volume\u201d (com a participa\u00e7\u00e3o de Deize Tigrona), \u201cCoqueirinho Verde\u201d e a j\u00e1 citada \u201cYoung O\u2019 Brien\u201d. O primeiro \u00e1lbum da banda, hom\u00f4nimo, ser\u00e1 lan\u00e7ado em breve. Produzido por Curumim, tem quatro faixas novas, al\u00e9m de regrava\u00e7\u00f5es de \u201cCardume&#8230;\u201d, \u201cCoqueirinho&#8230;\u201d e \u201cEmojub\u00e1\u201d, que estava dispon\u00edvel apenas no Youtube. Ele ser\u00e1 editado fisicamente apenas em vinil, embalado numa impressionante arte do ilustrador paraibano Shiko (autor das graphic novels \u201cLavagem\u201d, \u201cO Azul Indiferente do C\u00e9u\u201d e \u201cPiteco \u2013 Ing\u00e1\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em paralelo a esse caminho de est\u00fadio, o trio acumula milhagem na estrada e nos palcos, tendo viajado mais que muita banda com o dobro de tempo de carreira deles. Para este bate papo, o trio pediu para responder coletivamente \u00e0s perguntas do Scream &amp; Yell por e-mail, e tamb\u00e9m foi em conjunto em que eles atenderam uma liga\u00e7\u00e3o durante uma passagem de som. A edi\u00e7\u00e3o dessa animada conversa (a fala dos tr\u00eas tem tantos elementos quanto suas composi\u00e7\u00f5es) est\u00e1 logo a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MI-s4vRxJtE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos falar do disco novo primeiro. A primeira quest\u00e3o \u00e9: por que um \u00e1lbum, depois de tantos singles? H\u00e1 um conceito, uma unidade que seja importante para esse conjunto de can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nOs singles foram gravados no Zarabatana Records, [est\u00fadio] do nosso guitarrista e produtor musical, Samuel Mota. Isso era importante pra ter material na rede, se inscrever em festivais, vender shows, enfim, entrar no circuito. Essas foram as nossas primeiras composi\u00e7\u00f5es, primeiros experimentos musicais. Pensamos que um \u00e1lbum reunindo tudo seria muito importante pra marcar uma fase. Ent\u00e3o, nos inscrevemos em um edital em Bras\u00edlia para gravar o vinil, e fomos contemplados. As faixas s\u00e3o todas gigantes, e tivemos que dar uma enxugada no disco pra n\u00e3o perder qualidade nos graves, conforme nosso mestre da master, Arthur Joly, sugeriu: 18 minutos de cada lado. No lado A temos as faixas instrumentais e no lado B faixas com vozes, que na verdade funcionam como um instrumento, pois s\u00e3o pequenas inser\u00e7\u00f5es. Essa oportunidade de ter lado A e lado B estimula as pira\u00e7\u00f5es. O conceito do disco \u00e9 trazer a energia do show pro disco. M\u00fasicas pra pista, pra balan\u00e7ar! \u00c9 levar a m\u00fasica instrumental para um lado mais pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas falam desse lado pop, mas n\u00e3o trabalham com o formato cl\u00e1ssico da can\u00e7\u00e3o pop. Onde entra isso?<\/strong><br \/>\nO pop entra como figuras de refer\u00eancia: um bumbo reto que remete \u00e0 pista de dan\u00e7a, alguns timbres, o peso que a gente quer botar no PA&#8230; Tem tamb\u00e9m a linguagem da m\u00fasica popular, em certo sentido. Tem quem escute a gente e pense que j\u00e1 ouviu algo parecido. Isso \u00e9 porque a gente trabalha com coisas que permeiam o imagin\u00e1rio coletivo, e a\u00ed que est\u00e1 o nosso lado pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas chegaram ao Curumim como produtor? Ele teve uma influ\u00eancia grande no resultado final, contribuiu com algo na estrutura e no arranjo das faixas?<\/strong><br \/>\nO Barata \u00e9 do coletivo Criolina e j\u00e1 tinham feito v\u00e1rias fitas juntos com Curumin, ent\u00e3o j\u00e1 tinha essa proximidade. O primeiro contato do Curumin com o som do Muntchako foi quando tocamos juntos no Festival Cena Contempor\u00e2nea [em 2015], em Bras\u00edlia. Ele estava com o projeto D\u00ea um Rol\u00ea, onde ele, Anelis Assump\u00e7\u00e3o, M\u00e1rcia Castro e Saulo Duarte interpretam Novos Baianos. N\u00f3s tocamos antes, e quando terminou nosso show, ele chegou pra elogiar, tinha curtido muito, e esse foi o pretexto para o convite. Curumas saca muito de cozimento de \u00e1udio, \u00e9 um timbreiro nato, chegou com id\u00e9ias super interessantes com gravador de rolo, com uma textura mais old school, mais suja. Engra\u00e7ado que ele sempre escolhia os takes mais imperfeitos para captar a energia dos tr\u00eas, deixar a m\u00fasica mais verdadeira poss\u00edvel. Sugeriu levadas, editou, cortou aqui, cortou acol\u00e1, o cabra saca dos paranau\u00eas e a conex\u00e3o musical foi irada! Aprendemos muito com o professor, al\u00e9m de ser um ser humano extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco sair\u00e1 em vinil apenas? Ou ter\u00e1 download pago tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nCurtimos a coisa da m\u00fasica livre na internet, ent\u00e3o al\u00e9m da bolacha preta, o disco estar\u00e1 dispon\u00edvel em todas as plataformas para download e streaming. Ser\u00e3o 1000 c\u00f3pias em vinil 12 polegadas, foi um projeto contemplado pelo FAC \u2013 Fundo de Apoio \u00e0 Cultura do Distrito Federal.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g0vHpMLjiqY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam circulado em muitos festivais: o mais recente foi a edi\u00e7\u00e3o de 20 anos do Psicod\u00e1lia, um evento que est\u00e1 ganhando status lend\u00e1rio entre alguns artistas e uma faixa de p\u00fablico. Como foi tocar l\u00e1?<\/strong><br \/>\nFoi uma bela surpresa. Podemos dizer que foi um dos festivais mais surpreendentes que tocamos nesse \u00faltimo ano, e olha que tocamos em muitos. O fato de n\u00e3o ter patroc\u00ednio, acontecer no meio do mato, quase um Woodstock e com um p\u00fablico muito envolvido&#8230; Todos os shows, sem exce\u00e7\u00e3o, a galera \u201ccomprava\u201d, e ia ao \u00eaxtase. Todo o conceito do festival era muito bacana, desde os banheiros separados (nota: cada um para uma \u201cnecessidade\u201d espec\u00edfica), passando pelo copo recicl\u00e1vel, alimenta\u00e7\u00e3o e envolvimento de mais de mil volunt\u00e1rios. Line up impressionante. Incrivelmente foda!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a que voc\u00eas atribuem tantos convites para festival?<\/strong><br \/>\nNa banda, existe um equil\u00edbrio que deu muito certo. Somos um trio, e cada um exerce um papel dentro do todo. Samuel Mota, \u00e9 o produtor musical, vive e respira isso. Macaxeira \u00e9 sangue nos olhos, n\u00e3o para quieto com as produ\u00e7\u00f5es executivas e matuta\u00e7\u00f5es. Barata \u00e9 o cara do networking, com anos na estrada, o cabra tem contato at\u00e9 na cochinchina&#8230; quando junta tudo isso, facilita pra n\u00f3s. Por\u00e9m, \u00e9 claro que se a banda n\u00e3o estivesse em cima, solta no palco, com um produto interessante, isso n\u00e3o seria nada. O que faz a diferen\u00e7a s\u00e3o os produtores terem acesso a um material profissa somado com o produto final, que \u00e9 o show&#8230; A gente tem se divertido no palco, fazendo shows com personalidade e press\u00e3o. Naturalmente, isso reverbera com o p\u00fablico e um festival tem puxado o outro. O burburinho foi acontecendo, e os produtores v\u00e3o vendo que a gente tem circulado em importantes festivais, em diversos estados, em muitos deles fomos mencionados como um dos melhores shows, e a gente t\u00e1 feliz\u00e3o na estrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As fantasias, as brincadeiras de palco, o quanto essas coisas s\u00e3o importantes para a identidade do Muntchako?<\/strong><br \/>\nQuando temos a oportunidade, pensamos em um figurino que dialogue com o som. O fato de ser uma banda instrumental, pede um som en\u00e9rgico, dan\u00e7ante e que tenha algo a mais no palco que chame a aten\u00e7\u00e3o. Quando fazemos um show que tem boa infra, levamos nosso VJ, Marcio Mota, que \u00e9 um artista pl\u00e1stico da pesada, que pensa as imagens sincronizadas com o som e faz todo um desenho est\u00e9tico da banda. E isso faz a diferen\u00e7a, uma proje\u00e7\u00e3o, um figurino, um show dan\u00e7ante, pra frente, como se o palco fosse sempre uma celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vendo voc\u00eas ao vivo, parece ser algo muito livre. Por\u00e9m, o som \u00e9 cheio de samplers e programa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, voc\u00eas acabam de falar que podem rolar proje\u00e7\u00f5es de v\u00eddeo. Como conciliar essa estrutura mais programada com uma livre improvisa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA gente toca com uma programa\u00e7\u00e3o. O som \u00e9 bem mapeado, e a gente mapeia at\u00e9 onde rola a improvisa\u00e7\u00e3o, um solo e percuss\u00e3o ou de guitarra. Escuta um clique e vai. Para quem assiste, soa como uma coisa solta, meio progressiva, mas \u00e9 tudo amarrado, a gente j\u00e1 internalizou tudo. A estrutura das m\u00fasicas n\u00e3o \u00e9 linear, por isso d\u00e1 essa impress\u00e3o de ser mais solto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas chegaram no nome do Shiko para fazer a capa?<\/strong><br \/>\nShiko \u00e9 conterr\u00e2neo do Macaxeira, l\u00e1 da Para\u00edba, e ele \u00e9 um cara da cena, j\u00e1 fez v\u00e1rias coisas, como o audiovisual do [quarteto instrumental] Burro Morto. \u00c9 uma figura carimbada dos bares de Jo\u00e3o Pessoa. Mandamos v\u00e1rias palavras-chave para ele, como \u201clatinidade\u201d, \u201csudorese\u201d, \u201ctropical\u201d, \u201crebolation\u201d, e outras. Ele fez essa figura meio trans, com m\u00e1scara de \u201clucha libre\u201d e carregando um boombox no ombro. Na contracapa, tem um ringue, e a\u00ed voc\u00ea v\u00ea as armas&#8230; O instrumento de porrada, de transforma\u00e7\u00e3o dele, \u00e9 a m\u00fasica. A\u00ed tem outros elementos, como um globo de luz em cima do ringue e&#8230;. n\u00e3o vamos entregar tudo agora, mas tem toda essa identidade da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o uma banda muito ativa no pa\u00eds, mas n\u00e3o tocam tanto no DF. Como est\u00e1 a movimenta\u00e7\u00e3o musical a\u00ed? Hoje existe uma &#8220;cena&#8221;, muitas &#8220;cenas&#8221;, ou cena nenhuma? (risos)<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio da banda tocamos somente em Bras\u00edlia, mas logo no segundo ano fizemos turn\u00eas em diversos festivais e casas noturnas de v\u00e1rios Estados e acabou que a agenda apertou pra tocar na cidade. Mas j\u00e1 tocamos em grandes festivais na nossa cidade, em casas pequenas, de gra\u00e7a na rua e vamos continuar tocando, porque foi Bras\u00edlia que nos juntou e nos inspira muito. Temos muitos parceiros locais, e a cena segue na luta como em qualquer cidade. Vamos ocupando as ruas, as casas e juntando com bandas que admiramos muito como Almirante Shiva, Passo Largo, Lista de Lily, Scalene, Joe Silhueta, Esdras Nogueira, Rios Voadores, Komodo, Forro Red Light e muitos outros.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eK0tlb7fsDw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sZ0dFYqvQpc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Muntchako pode equacionar, na mesma can\u00e7\u00e3o, tango e batid\u00e3o, dubstep e jazz, ska, afro beat e calipso, tudo isso de uma maneira pop!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/03\/entrevista-muntchako\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":42433,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1824],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42429"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42575,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42429\/revisions\/42575"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}