{"id":42331,"date":"2017-03-21T10:47:57","date_gmt":"2017-03-21T13:47:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42331"},"modified":"2017-05-19T16:24:22","modified_gmt":"2017-05-19T19:24:22","slug":"tres-perguntas_esdras-nogueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/21\/tres-perguntas_esdras-nogueira\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Esdras Nogueira"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esdras Nogueira passou 15 anos no M\u00f3veis Coloniais de Acaju, um dos mais curiosos casos da m\u00fasica independente brasileira. A banda circulou por quase todos os festivais de peso, teve discos produzidos por Carlos Eduardo Miranda, ganhou status de cult em v\u00e1rias cidades por onde passou (em especial sua Bras\u00edlia natal), virou case de gest\u00e3o de carreira e fundou seu pr\u00f3prio festival, o M\u00f3veis Convida. Ainda assim, em 2016 eles anunciaram a famosa \u201cpausa por tempo indeterminado\u201d, deixando seus componentes mais envolvidos em outros projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esdras j\u00e1 embalara na carreira solo em 2014, com o \u00e1lbum \u201cCapivara\u201d, dedicado inteiramente a releituras de Hermeto Pascoal. &#8220;<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/esdrasnogueira\/sets\/nabarriguda-esdras-nogueira-1\" target=\"_blank\">NaBarriguda<\/a>&#8221; (assim mesmo, tudo junto), de 2016, veio com mais reinterpreta\u00e7\u00f5es (de Hamilton de Holanda, Cartola e Egberto Gismonti), por\u00e9m trouxe composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, e envereda claramente por um caminho mais dan\u00e7ante, dando a t\u00f4nica das apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo que agora ele come\u00e7a a levar pelo Brasil e logo depois chegar\u00e1 a palcos europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u00e9 verdade que ao vivo o saxofonista apresenta um show t\u00e3o dan\u00e7ante quanto na \u00e9poca do M\u00f3veis (ainda que menos festivo e baseado em uma est\u00e9tica diferente), tamb\u00e9m \u00e9 fato que ele encontrou melhor tradu\u00e7\u00e3o para sua sonoridade em est\u00fadio, um ambiente no qual sua antiga banda n\u00e3o apresentava resultados t\u00e3o bons. \u201cO M\u00f3veis foi minha escola durante mais de 15 anos. As linguagens musicais s\u00e3o diferentes, sim, mas o jeito de pensar \u00e9 o mesmo, com liberdade pra fazer o que achar legal. E assim como nos shows do M\u00f3veis, gostaria que as pessoas sa\u00edssem felizes e que a m\u00fasica as tocasse, conta Esdras, por e-mail, ao Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da estrada, pouco antes de seu segundo show em S\u00e3o Paulo, o m\u00fasico respondeu a outras perguntas sobre essa \u201cestrada sem letras\u201d, que o leva tanto por Taguatinga (DF) como pelos pa\u00edses ib\u00e9ricos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YlKgCR0scIM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A linguagem instrumental sempre esteve presente na m\u00fasica brasileira &#8211; ali\u00e1s, o instrumental precede a can\u00e7\u00e3o. Mas a profus\u00e3o de bandas instrumentais &#8211; de diversos estilos &#8211; em festivais e em shows sugere que ela atravessa um momento muito bom, com mais popularidade do que tinha em d\u00e9cadas recentes. Voc\u00ea concorda?<\/strong><br \/>\nRealmente, a m\u00fasica instrumental est\u00e1 num bom momento. Hamilton de Holanda \u00e9 dos artistas brasileiros com mais visibilidade no exterior, esse \u00e9 um bom exemplo. Acho que os artistas instrumentais est\u00e3o t\u00e3o preocupados com o publico e em tocar uma carreira quanto com o som. Pensar nessa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. N\u00e3o adianta fazer um som que agrade s\u00f3 aos m\u00fasicos e depois ningu\u00e9m mais entende nada. Eu adoro musica instrumental bem esquisita, mas pensar na rela\u00e7\u00e3o com o publico tamb\u00e9m me agrada. O Hermeto \u00e9 \u00f3timo nisso, ele faz um som super particular, que ningu\u00e9m mais faz, e ao mesmo tempo \u00e9 um showman que conquista todo mundo ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por outro lado, temos aquelas pessoas que entendem &#8220;m\u00fasica instrumental&#8221; como um r\u00f3tulo, como se o que voc\u00ea faz fosse o mesmo que, digamos, o Bixiga70, ou mesmo Os Gatunos (risos). Existe um meio bacana de &#8220;educar&#8221; o p\u00fablico no sentido de compreender que todo g\u00eanero musical pode ser instrumental?<\/strong><br \/>\nAcho sim, mas sem ser pedante ou como se soubesse mais que qualquer um. O processo de tocar, apresentar o som, e entender o resultado precisa ser natural e agrad\u00e1vel, seja pro Bixiga, Passo Largo ou Egberto Gismonti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem shows j\u00e1 agendados na Alemanha. Acredita que sua m\u00fasica possa ter maior repercuss\u00e3o no exterior, j\u00e1 que pode pesar o &#8220;exotismo&#8221; da m\u00fasica brasileira junto aos p\u00fablicos locais?<\/strong><br \/>\nNa verdade, vou \u00e0 Alemanha participar do Jazzahead, uma feira de neg\u00f3cios importante do meio instrumental. Mas n\u00e3o vou tocar, vou porque quero entender como funciona o mercado europeu e apresentar meu trabalho. Em julho sim, faremos shows em Portugal e Espanha, e espero que tenham uma boa repercuss\u00e3o que nos fa\u00e7a voltar mais e mais. Mas n\u00e3o quero deixar de fazer shows pelo Brasil, aqui tem um mercado muito legal de festivais de m\u00fasica instrumental, e agora que o M\u00f3veis parou, estou contente com a possibilidade desse recome\u00e7o. Quero tocar onde me chamarem e apresentar o trampo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zTggrb2jX84?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o post \u00e9 de Celio Maciel \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Esdras Nogueira passou 15 anos no M\u00f3veis Coloniais de Acaju, e embarcou na carreira solo em 2014. Aqui ele fala sobre seu segundo disco solo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/21\/tres-perguntas_esdras-nogueira\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":42329,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1794],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42331"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42331"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42331\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42332,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42331\/revisions\/42332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}