{"id":42310,"date":"2017-03-19T22:58:11","date_gmt":"2017-03-20T01:58:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42310"},"modified":"2017-04-07T11:52:06","modified_gmt":"2017-04-07T14:52:06","slug":"boteco-cinco-cervejas-belgas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/19\/boteco-cinco-cervejas-belgas\/","title":{"rendered":"Boteco: Cinco cervejas belgas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo uma s\u00e9rie belga com a Jupiler, uma Pale Lager produzida desde 1966 em Jupille ainda quando esta era considerada uma cidade (hoje o distrito faz parte de Li\u00e9ge). Fabricada pela Piedb\u0153uf, cervejaria fundada em 1912 e hoje parte do imp\u00e9rio Ambev, a Jupiler segue a risca os mandamentos do estilo: colora\u00e7\u00e3o dourada brilhante e creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, do\u00e7ura caramelada, sugest\u00e3o de cereais e papel\u00e3o intensamente distingu\u00edvel. Na boca, a textura \u00e9 melada e levemente metalizada. O primeiro toque oferece do\u00e7ura de caramelo acentuada \u2013 que consegue diminuir o incomodo do papel\u00e3o \u2013 seguida de amargor praticamente inexistente abrindo as portas para um conjunto que querer ser uma Vienna Lager, mas n\u00e3o chega l\u00e1, deixando pelo caminho do\u00e7ura e metalizado, que se esticam at\u00e9 o retrogosto. Simples e indicada para dias quentes (mas h\u00e1 melhores dentro do estilo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/jupiler.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Brasserie de Jandrain-Jandrenouille \u00e9 uma cervejaria fundada em 2006 na cidade de mesmo nome, localizada no Brabante Val\u00e3o belga, a menos de 50 minutos da capital Bruxelas. A Saison IV foi a primeira cerveja produzida pela casa, j\u00e1 em 2007, e trata-se de uma Farmhouse Ale r\u00fastica, que utiliza apenas malte, l\u00fapulo, levedura e \u00e1gua, sem especiarias ou a\u00e7\u00facar, uma pr\u00e1tica comum ao estilo. De colora\u00e7\u00e3o amarelo turvo com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Jandrain Saison IV exibe um aroma frutado e doce sugerindo p\u00eassego, mel, uva verde e leve tangerina. Na boca, a textura \u00e9 picante e efervescente, como manda o figurino. O primeiro toque traz do\u00e7ura frutada levemente c\u00edtrica (p\u00eassego, mel e tangerina) seguida de um amargor bastante suave e levemente picante. Dai pra frente, uma cerveja bastante agrad\u00e1vel e totalmente dentro da beleza r\u00fastica do estilo Saison. O final \u00e9 seco e picante. No retrogosto, leve cereais, frutado e c\u00edtrico. Muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/jandrain.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzida em Leuven, na B\u00e9lgica, cidade vizinha a Bruxelas, a nova aposta da Leffe \u00e9 uma Belgian Ale que atende pelo nome de Nectar, pois recebe adi\u00e7\u00e3o de mel. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o dourada exibe um creme bege clarinho, quase branco, de boa forma\u00e7\u00e3o e alta perman\u00eancia. No nariz se entende porque decidiram trabalha-la no Brasil em vers\u00f5es de 250 ml: do\u00e7ura intensa sugerindo mel, caramelo e banana com leve remiss\u00e3o a frutas c\u00edtricas. H\u00e1 ainda discreta percep\u00e7\u00e3o de condimenta\u00e7\u00e3o. Na boca, textura levemente picante e sedosa. O primeiro toque confirma a pegada doce do conjunto com mel seguido de banana, caramelo e floral. Amargor? N\u00e3o existe. Ou se existe \u00e9 absolutamente impercept\u00edvel diante de tanto mel. O conjunto que se segue pende entre muito mel e caramelo e um bocadinho de banana com discreta condimenta\u00e7\u00e3o tentando chamar a aten\u00e7\u00e3o, sem sucesso. O final \u00e9 seco e&#8230; doce. No retrogosto, mel e banana. Acho que s\u00f3 harmonizando, viu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/nectar.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grande estrela da adorada cervejaria De Struise, de Oostvleteren, uma vila de pouco mais de mil habitantes na comunidade flamenca dos Flanders Ocidentais (perto de Bruges), a Pannepot (safrada) j\u00e1 havia passado por este espa\u00e7o em sua vers\u00e3o 2014, e agora retorna na vers\u00e3o 2013 exibindo uma colora\u00e7\u00e3o marrom escura com creme bege de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, algumas mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a vers\u00e3o 2014: o Vinho do Porto pulou para frente e um leve tra\u00e7o de bals\u00e2mico foi acrescentado, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel perceber ameixa, baunilha e bem levemente caf\u00e9. Na boca, a textura \u00e9 levemente picante (novamente diferente da 2014). O primeiro toque do\u00e7ura (baunilha) logo envolvida em sugest\u00e3o de Vinho do Porto com um toque suave de bals\u00e2mico e azedume. Esque\u00e7a amargor e concentre-se no qu\u00e3o os 10% de \u00e1lcool passam completamente batido pelo paladar, que se delicia com as sugest\u00f5es de ameixa, baunilha, Vinho do Porto, madeira, bals\u00e2mico e leve azedume. O final e o retrogosto refor\u00e7am a remiss\u00e3o a Vinho do Porto numa cerveja que soa uma experi\u00eancia. Palmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/pannepot.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o quinteto com uma cerveja premiada, a Blanche de Namur, da Brasserie Du Bocq, de Purnode (distante uma hora de Bruxelas e meia hora da fronteira com a Fran\u00e7a), eleita melhor cerveja de trigo no World Awards Beer 2009. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e longa reten\u00e7\u00e3o (com direito a rendas ao redor da ta\u00e7a), a Blanche de Namur exibe um aroma delicioso, tradicional do estilo, com sugest\u00e3o c\u00edtrica (lim\u00e3o e casca de laranja) e de semente de cravo sobre uma base suave de trigo. Na boca, a textura come\u00e7a frisante, mas depois aconchega suavemente na l\u00edngua. O primeiro toque oferece notas c\u00edtricas (lim\u00e3o) e suave acidez seguida de percep\u00e7\u00e3o de semente de cravo. O amargor \u00e9 baixo e abre caminho para um conjunto tradicional e bastante caprichado, com notas c\u00edtricas, herbal e do\u00e7ura muito bem equilibrados. O final \u00e9 seco e levemente adstringente. No retrogosto, mais c\u00edtrico (suave), coentro e azedinho doce. Muito boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/namur.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nEu sei que \u00e9 meio triste abrir uma s\u00e9rie belga com uma American Premium Lager&#8230; e \u00e9 isso mesmo. A Jupiler \u00e9 uma cerveja triste, melada, metalizada e com sugest\u00e3o de papel\u00e3o. Vamos tentar sorrir com a pr\u00f3xima. Dando um salto, a Jandrain Saison IV \u00e9 uma Farmhouse que honra o estilo. Excelente. J\u00e1 a Leffe Nectar, que chega ao Brasil em garrafinhas de 250 ml, \u00e9 um po\u00e7o de do\u00e7ura que, sozinha, \u00e9 dif\u00edcil de descer. Talvez mesmo s\u00f3 harmonizando, viu (com queijo de cabra, por exemplo). A segunda Pannepot a passar por aqui, vers\u00e3o 2013, deu um baile na vers\u00e3o 2014 aplicando mais complexidade e soando mais arisca. Se a 2013 era excelente, essa 2014 soa incr\u00edvel. S\u00f3 melhora. Fechando a s\u00e9rie belga com a Blanche de Namur, uma Witbier tradicional do jeito que tem que ser: lim\u00e3o, laranja, azedinho doce, coentro, refrescancia, t\u00e1 tudo aqui. \u00d3tima!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jupiler<br \/>\n\u2013 Produto: Pale Lager<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 1,89\/5<\/p>\n<p>Jandrain Saison IV<br \/>\n\u2013 Produto: Farmhouse Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,53\/5<\/p>\n<p>Leffe Nectar<br \/>\n\u2013 Produto: Belgian Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,89\/5<\/p>\n<p>De Struise Pannepot 2013<br \/>\n\u2013 Produto: Belgian Strong Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 10%<br \/>\n\u2013 Nota: 4,41\/5<\/p>\n<p>Blanche de Namur<br \/>\n\u2013 Produto: Belgian Witbier<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,33\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-42311\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/belgas.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/belgas.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/belgas-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia t<\/strong><strong>amb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jupiler Pale Lager, Leffe Nectar, Jandrain Saison IV , Blanche de Namur e De Struise Pannepot 2013\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/19\/boteco-cinco-cervejas-belgas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":42311,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[607,710,1784,642,1287],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42310"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42310"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42312,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42310\/revisions\/42312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}