{"id":42208,"date":"2017-03-02T02:28:14","date_gmt":"2017-03-02T05:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42208"},"modified":"2022-01-13T01:37:06","modified_gmt":"2022-01-13T04:37:06","slug":"tres-filmes-a-jovem-rainha-a-criada-elle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/02\/tres-filmes-a-jovem-rainha-a-criada-elle\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: A Jovem Rainha, A Criada, Elle"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/jovemrainha.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Jovem Rainha\u201d, de Mika Kaurism\u00c4ki (Finl\u00e2ndia, Alemanha, Su\u00e9cia, 2015)<\/strong><br \/>\nDo cap\u00edtulo \u201ca vida real pode ser muito mais ficcional do que a pr\u00f3pria fic\u00e7\u00e3o\u201d, a hist\u00f3ria de Cristina Augusta \u00e9 um deslumbre. \u00danica herdeira do rei Gustavo II Adolfo, Cristina foi criada como Pr\u00edncipe (para atender as \u201cnecessidades\u201d do reino) e ascendeu ao trono sueco em 1632, quando tinha apenas 6 anos de idade. Em 1644, aos 18 anos, foi coroada Rainha da Su\u00e9cia e, apaixonada por filosofia e artes, in\u00edcio uma grande reforma no pa\u00eds visando tornar Estocolmo \u201ca nova Atenas\u201d. Paralelamente, enquanto s\u00faditos, Igreja e seu pr\u00f3prio governo pediam um herdeiro, ela mantinha um romance secreto com sua dama de companhia, a condessa Ebba Sparre, para desespero da corte, que tratou de \u201cabrir os olhos\u201d da amante, que a abandonou. Desiludida, Cristina tomou uma s\u00e9rie de decis\u00f5es inacredit\u00e1veis: transformou seu primo (quatro anos mais velho do que ela) Carlos Gustavo em seu filho (sim, isso que voc\u00ea leu), passou-lhe a coroa e, contrariando a todos, abdicou do trono de um reino luterano, se converteu ao cristianismo e foi viver em Roma com o Papa. Amiga de Descartes e Bernini, Cristina morreu virgem aos 63 anos e \u00e9 uma das raras mulheres enterradas no Vaticano, numa hist\u00f3ria que teria tudo para render um grande filme, o que n\u00e3o \u00e9 o caso de \u201cA Jovem Rainha\u201d (\u201cTyttokuningas\u201c no original), um pastel\u00e3o melodram\u00e1tico com diversos momentos dignos das passagens mais bregas das novelas mexicanas, como cabelos esvoa\u00e7antes ao vento, intriga e olhares sedutores. Quem esperava algo no n\u00edvel do \u00f3timo \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/14\/cinema-argentina-eua-e-dinamarca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Amante da Rainha<\/a>\u201d (2012) sair\u00e1 decepcionado, ainda que \u201cA Jovem Rainha\u201d seja daqueles filmes que de t\u00e3o ruim chegam a ser bons. Cristina merecia algo melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 0.5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/acriada.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Criada\u201d, de Park Chan-wook (Cor\u00e9ia do Sul, 2016)<\/strong><br \/>\nA escritora galesa feminista Sarah Waters lan\u00e7ou seu terceiro romance, \u201cFingersmith\u201d, em 2002, e o livro, indicado ao Booker Prize, ganhou uma s\u00e9rie da BBC em 2005 e um f\u00e3 famoso: David Bowie, que incluiu o livro em seu Top 100 pessoal. Em \u201cFingersmith\u201d, uma \u00f3rf\u00e3 adotada por um grupo de trapaceiros ganha uma miss\u00e3o: trabalhar como criada de uma herdeira rica visando facilitar o romance dela com um dos trapaceiros, que pretende aplicar um golpe na mo\u00e7a, herdar a fortuna e dividi-la com o bando. Ningu\u00e9m contava, por\u00e9m, que a criada pudesse se apaixonar pela herdeira. Imaginou a confus\u00e3o? A trama pode parecer simples, mas simplicidade n\u00e3o iria atrair David Bowie e muito menos o diretor sul-coreano Park Chan-wook, que comprou os direitos do livro, tirou a trama da Inglaterra vitoriana (onde se passa grande parte das hist\u00f3rias escritas por Sarah Waters) e a levou para a Coreia dos anos 30, durante a \u00e9poca da ocupa\u00e7\u00e3o japonesa. Conhecido pela violent\u00edssima trilogia da vingan\u00e7a (\u201cMr. Vingan\u00e7a\u201d, \u201cOldboy\u201d e \u201cLady Vingan\u00e7a\u201d, de 2002, 2003 e 2005, respectivamente), em \u201cA Criada\u201d (\u201cThe Handmaiden\u201d no original) Park Chan-wook deixa o sangue de lado em 98% do filme (mas h\u00e1 uns 2% de dedos decepados que ir\u00e3o fazer o f\u00e3 Quentin Tarantino sorrir) para focar em abuso sexual, amor, mentiras, jogos de sedu\u00e7\u00e3o, vingan\u00e7a e sexo numa trama circular dividida em tr\u00eas atos e 145 minutos. O resultado n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade no cinema (um dos melhores \u2013 sen\u00e3o o melhor \u2013 filmes argentinos deste s\u00e9culo usa um m\u00e9todo semelhante), mas consegue prender a aten\u00e7\u00e3o do espectador devido \u00e0 carga de emo\u00e7\u00e3o, sexo, tens\u00e3o e sedu\u00e7\u00e3o que Chan-wook despeja com voracidade na tela. A inten\u00e7\u00e3o secreta do diretor, que brincou deliberadamente com o jogo de espelhos proposto pelo livro chegando a filmar a mesma cena de forma levemente diferente em diversos \u00e2ngulos para mostrar o ponto de vista difuso de cada personagem, <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2017\/01\/1849054-sul-coreano-park-chan-wook-troca-violencia-por-erotismo-em-a-criada.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">era fazer um filme feminista<\/a>, e \u201cA Criada\u201d cumpre bem o papel ao mostrar tanto a for\u00e7a do amor entre duas mulheres quanto a alma doentia dos homens. Filme indicado pela Coreia ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, \u201cThe Handmaiden\u201d ficou fora da corrida pela estatueta por ser um filme muito mais intenso do que a Academia est\u00e1 acostumada (ponto a menos pra ela), mas merece aten\u00e7\u00e3o especial pela qu\u00edmica do trio de atores principais, pela eleg\u00e2ncia da dire\u00e7\u00e3o de arte e por sua encantadora perversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8.5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/elle.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cElle\u201d, de Paul Verhoeven (Fran\u00e7a e B\u00e9lgica, 2016)<\/strong><br \/>\nPara entender \u201cElle\u201d, o filme mais badalado do ano passado na Fran\u00e7a arrastando meio milh\u00e3o de pessoas para o cinema nos primeiros 20 dias em cartaz, \u00e9 preciso voltar a 1992, ano em que o neerland\u00eas Paul Verhoeven lan\u00e7a seu terceiro sucesso seguido em Hollywood: precedido pelos futuristas \u201cRobocop\u201d (1987) e \u201cVingador do Futuro\u201d (1990), Verhoeven adentrava o territ\u00f3rio do suspense er\u00f3tico com \u201cInstinto Selvagem\u201d, que consagrou a cruzada de pernas de Sharon Stone, rendeu a Michael Douglas uma indica\u00e7\u00e3o de Pior Ator e abriu caminho para o fracasso retumbante de \u201cShowgirls\u201d (1995), at\u00e9 hoje recordista em indica\u00e7\u00f5es ao Framboesa de Ouro (13, da qual \u201cvenceu\u201d 7). \u201cShowgirls\u201d escancarava uma tend\u00eancia c\u00f4mico \/ brega que \u201cInstinto Selvagem\u201d apenas acenava (como n\u00e3o rir quando Sharon Stone pega o picador de gelo?) e que, 20 anos depois, parece mover \u201cElle\u201d, pois a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que Verhoeven est\u00e1 ca\u00e7oando (inadvertidamente) de todos os clich\u00eas (c\u00f4micos, tr\u00e1gicos e bregas) que moldam o cinema cl\u00e1ssico franc\u00eas. O esqueleto de suspense er\u00f3tico est\u00e1 l\u00e1: Mich\u00e8le Leblanc \u00e9 uma executiva charmosa e poderosa (Isabelle Huppert, o Oscar que a Emma Stone levou pra casa \u00e9 seu; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/27\/balanco-do-oscar-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00f3 trocaram o envelope<\/a>) que passa como um trator por cima de todos que cruzam seu caminho (filho, ex-marido, funcion\u00e1rio, s\u00f3cia, marido da s\u00f3cia, m\u00e3e) at\u00e9 que algo acontece: ela sofre um estupro por um homem mascarado em sua pr\u00f3pria casa. O abuso violento n\u00e3o diminui o \u00edmpeto de Mich\u00e8le, que inicia um jogo de sedu\u00e7\u00e3o com seu pr\u00f3prio estuprador, e que, claro, como numa tradicional trag\u00e9dia francesa, n\u00e3o terminar\u00e1 bem. A tend\u00eancia c\u00f4mico \/ brega do diretor bate ponto em diversas cenas de \u201cElle\u201d (no romance do filho paspalh\u00e3o, no catolicismo da vizinha, no para-choque do carro do ex-marido, no telefonema p\u00f3s-acidente, etc&#8230;) e alivia os temas pesados que o filme utiliza como provoca\u00e7\u00e3o, sem aprofunda-los. Ao final, \u201cElle\u201d soa bastante interessante como um elogio c\u00ednico ao cinema franc\u00eas, e (ignorado) merecia a vaga do simp\u00e1tico australiano \u201cTanna\u201d na sele\u00e7\u00e3o de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar (assim como \u201cAquarius\u201d poderia ocupar o lugar de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ove<\/a>\u201d), mas n\u00e3o tiraria a estatueta nem de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/04\/cinema-o-apartamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Apartamento<\/a>\u201d, nem de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Land of Mine<\/a>\u201d, que \u00e9 melhor sem ter 90% do hype. Para assistir com um balde de pipoca, refrigerante e sarcasmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9.5<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9jixjqBXgAo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XhpSSz1Xtzk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LiIexR_lL4k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Oscar 2016<\/strong><br \/>\n\u2013 Absolutamente dolorido, \u201cManchester-by-the-Sea\u201d \u00e9 uma pequena joia de sofrimento (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/21\/tres-filmes-capitao-fantastico-moonlight-e-manchester-a-beira-mar\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 O medo \u00e9 apenas um detalhe que faz de \u201cMoonlight\u201d em um dos grandes filmes do ano (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/21\/tres-filmes-capitao-fantastico-moonlight-e-manchester-a-beira-mar\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Delicado em sua brutalidade, \u201cCapit\u00e3o Fant\u00e1stico\u201d oferece muito mais do que se v\u00ea na tela (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/21\/tres-filmes-capitao-fantastico-moonlight-e-manchester-a-beira-mar\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tom Ford carrega a m\u00e3o no estilismo em \u201cAnimais Noturnos\u201d. Filme podia ir mais longe (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/30\/tres-filmes-animais-noturnos-a-qualquer-custo-o-lagosta\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cA Qualquer Custo\u201d fu\u00e7a as entranhas do sonho americano destro\u00e7ado pelo capitalismo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/30\/tres-filmes-animais-noturnos-a-qualquer-custo-o-lagosta\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cO Lagosta\u201d \u00e9 daquelas obras sublimes que v\u00e3o arrebatar o cora\u00e7\u00e3o de gatos pingados (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/30\/tres-filmes-animais-noturnos-a-qualquer-custo-o-lagosta\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 O sueco\u00a0\u201cUm Homem Chamado Ove\u201d \u00e9 um filme bonito e delicado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Apesar das arestas pontudas, \u201cToni Erdmann\u201d \u00e9 uma pequena joia cinematogr\u00e1fica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 O brilhante \u201cCampo de Minas\u201d versa sobre humanidade em 101 minutos de suspense (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cDr. Estranho\u201d vai muito al\u00e9m da deliciosa sensa\u00e7\u00e3o escapista de ver o rel\u00f3gio correr (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/03\/cinema-doutor-estranho\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cAnimais Fant\u00e1sticos e Onde Habitam\u201d: o futuro das franquias est\u00e1 aqui (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/21\/cinema-animais-fantasticos-e-onde-habitam\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cA Chegada\u201d \u00e9 fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica das boas, digna de figurar entre as melhores do g\u00eanero (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/09\/cinema-a-chegada-de-denis-villeneuve\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013\u00a0 Asghar Farhadi\u00a0 conduz a trama de \u201cO Apartamento\u201d com delicadeza e genialidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/04\/cinema-o-apartamento\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O sueco \u201cA Jovem Rainha\u201d \u00e9 novel\u00e3o mexicano; o coreano \u201cA Criada\u201d \u00e9 tenso e sedutor; o franc\u00eas &#8220;Elle&#8221; \u00e9 puro sarcasmo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/02\/tres-filmes-a-jovem-rainha-a-criada-elle\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":42209,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[5404],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42208"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42208"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45079,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42208\/revisions\/45079"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}