{"id":42170,"date":"2017-02-22T10:03:28","date_gmt":"2017-02-22T13:03:28","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42170"},"modified":"2017-03-31T09:57:47","modified_gmt":"2017-03-31T12:57:47","slug":"entrevista-bratislava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/22\/entrevista-bratislava\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bratislava"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\">Daniel Tavares<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som da Bratislava, banda composta pelos irm\u00e3os Victor (vocais\/teclas) e Alexandre Meira (guitarra\/vocais) com Sandro Cobeleanschi (baixo) e Lucas Felipe Franco (bateria), tem um muito de psicod\u00e9lico, mas eles pr\u00f3prios se definem como rock alternativo (&#8220;Porque \u00e9 mais abrangente&#8221;) e ainda mant\u00e9m a capacidade de surpreender, o que \u00e9 algo cada vez mais raro na m\u00fasica brasileira que toca nas r\u00e1dios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As v\u00e9speras de levar (o \u00e1lbum) &#8220;Um Pouco Mais de Sil\u00eancio&#8221; para o festival Lollapalloza Brasil 2017, Victor Meira rebate: &#8220;N\u00e3o acho o nosso solo inf\u00e9rtil. Acho que h\u00e1 muita coisa surpreendente sendo feita hoje no Brasil, muita coisa original e inovadora. \u00c9 s\u00f3 cavar mais fundo que voc\u00ea acha&#8221;. No Lolla, os integrantes se dividem entre o que querem ver e citam Strokes, Glass Animals, Haikaiss, M\u00d8 e Metallica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discografia do quarteto conta com o EP \u201cLonge do Sono\u201d (2011), o \u00e1lbum \u201cCarne\u201d (2012), e o disco fanzine \u201cUm Pouco Mais de Sil\u00eancio\u201d (2015), todos dispon\u00edveis para download gratuito no Bandcamp da banda (<a href=\"https:\/\/bratislavabr.bandcamp.com\" target=\"_blank\">https:\/\/bratislavabr.bandcamp.com<\/a>). No papo abaixo, Victor Meira fala sobre o convite do Lolla, conta a hist\u00f3ria da banda, sua pausa na carreira liter\u00e1ria e a comunica\u00e7\u00e3o entre o Victor escritor e o Victor m\u00fasico. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g-K-_x2UgxM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar do come\u00e7o, pelo nome? Que mensagem voc\u00eas gostariam de passar para quem toma conhecimento da m\u00fasica de voc\u00eas dando \u00e0 banda o nome de um cidade europeia? N\u00e3o h\u00e1 nenhuma cr\u00edtica nisso, s\u00f3 gostaria de entender mesmo.<\/strong><br \/>\nA ideia inicial da banda era misturar rock com m\u00fasica cigana. Quando eu e o Alexandre (meu irm\u00e3o) come\u00e7amos, ali no finzinho de 2009, est\u00e1vamos ouvindo muitos sons do leste e norte europeu, desde m\u00fasica cigana como Taraf de Haidouks e Mahala Rai Banda, ou como o metal-progressivo-klezmer-finland\u00eas da Alamaailman Vasarat, at\u00e9 sons folks mais suaves tamb\u00e9m. Aos poucos fomos mudando o rumo da nossa est\u00e9tica, mas quando nomeamos a banda est\u00e1vamos nessa onda, pra n\u00f3s fazia sentido. E, acho que acima disso, curt\u00edamos a sonoridade do nome, ach\u00e1vamos que soava maneiro. Anos depois, um amigo nosso nos falou sobre a etimologia da palavra Bratislava, que vem de uma jun\u00e7\u00e3o de \u201cBrat\u201d, que \u00e9 \u201cirm\u00e3o\u201d e \u201cSlava\u201d, que \u00e9 algo como \u201csucesso, gl\u00f3ria\u201d. A\u00ed achamos mais legal ainda, com a coincid\u00eancia e o significado. Acho que n\u00e3o h\u00e1 necessariamente uma carga simb\u00f3lica, uma mensagem que queiramos passar com o nome da banda por si s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas definiriam o som que voc\u00eas fazem?<\/strong><br \/>\nIsso sempre foi uma quest\u00e3o cabeluda. A gente se descreve como \u201crock alternativo\u201d, mas justamente por que \u00e9 uma maneira abrangente, gen\u00e9rica, de se descrever. Tem gente que acha a gente psicod\u00e9lico, outros acham teatral\/liter\u00e1rio, outros acham rock progressivo, cabe\u00e7udo&#8230; J\u00e1 ouvimos de tudo e a gente curte ir coletando essas impress\u00f5es. Nosso compromisso \u00e9 com cada composi\u00e7\u00e3o em si, cada m\u00fasica que a gente cria, independente de estilo. As influ\u00eancias de cada um da banda s\u00e3o muito variadas e isso mant\u00e9m essa caracter\u00edstica de uma est\u00e9tica musical difusa, que curtimos cultivar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das m\u00fasicas que mais gostei em &#8220;Um Pouco Mais de Sil\u00eancio&#8221; foi &#8220;Ingest\u00e3o&#8221;. Surpreendeu-me. \u00c9 algo imprescind\u00edvel na m\u00fasica, mas que tem se perdido no Brasil hoje. Voc\u00eas acreditam que a m\u00fasica produzida no Brasil hoje perdeu essa capacidade de surpreender? Como voc\u00eas veem nossa m\u00fasica hoje?<\/strong><br \/>\nAh, que massa! \u201cIngest\u00e3o\u201d \u00e9 uma das preferidas da banda tamb\u00e9m. Acho que \u00e9 uma m\u00fasica pouco convencional, sem um centro\/refr\u00e3o bem definido, n\u00e3o repete trechos, possui partes instrumentais longas&#8230; e fala sobre o cansa\u00e7o do amor, a aliena\u00e7\u00e3o da vida a dois, o desgaste dos relacionamentos, seja uma forte amizade, seja um namoro, um casamento. Sobre o elemento surpresa, acho que existem maneiras de se fazer existir no cen\u00e1rio musical, de se fazer interessante, e tamb\u00e9m existem atalhos. Muitas bandas decidem moldar suas composi\u00e7\u00f5es em est\u00e9ticas quase caricatas, \u00e0 luz de refer\u00eancias consolidadas, o que faz com que elas sejam mais facilmente assimiladas, relacionadas a determinados estilos, \u00e9pocas ou figuras. Muitas dessas obras s\u00e3o maravilhosas, mas acho que \u00e9 um caminho que pode te impedir de surpreender. E n\u00e3o acho o nosso solo inf\u00e9rtil n\u00e3o, viu? Acho que h\u00e1 muita coisa surpreendente sendo feita hoje no Brasil, muita coisa original e inovadora. \u00c9 s\u00f3 cavar mais fundo que voc\u00ea acha.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0lj41aLGtww?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Lollapalooza \u00e9 um festival que traz sempre grandes medalh\u00f5es da m\u00fasica, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma grande vitrine. Como surgiu o convite para tocar no Lolla?<\/strong><br \/>\nCom certeza \u00e9 uma vitrine, a gente t\u00e1 muito feliz de fazer parte dessa edi\u00e7\u00e3o do evento. O convite veio por telefone, no dia 30 de agosto de 2016, n\u00e3o esque\u00e7o a data! Foi uma alegria sem tamanho, comemoramos juntos em um show de amigos nossos no SESC Pompeia (a instrumental recifense Kalouv tava tocando esse dia no Prata da Casa, era uma ter\u00e7a-feira).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dos artistas que v\u00e3o se apresentar com voc\u00eas, quais voc\u00eas est\u00e3o mais ansiosos para ver? Algum faria com que voc\u00eas se comportassem como f\u00e3s mais, digamos, desesperados se voc\u00eas cruzassem com eles no backstage? E, principalmente, quais tem alguma influ\u00eancia sobre a m\u00fasica de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEssa eu posso responder pela banda toda, j\u00e1 sei o que cada um mais quer ver no festival. O Sandro \u00e9 muito f\u00e3 do Metallica desde moleque, Xande e Lucas se amarram no Haikaiss, e todos n\u00f3s curtimos a M\u00d8! Hahaha, pega essa mistura! Queremos curtir tamb\u00e9m Glass Animals e Strokes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 tocaram fora do Brasil? N\u00e3o sei se tocaram especialmente em Bratislava? Seria inusitado, interessante&#8230; Como voc\u00eas acham que seria um show do Bratislava l\u00e1?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, a gente at\u00e9 tem amigos que moram l\u00e1&#8230; Quem sabe um dia fazemos um show em Bratislava, s\u00f3 por fazer, s\u00f3 pela brincadeira, haha! E n\u00e3o, ainda n\u00e3o tocamos fora do pa\u00eds. \u00c9 uma das nossas maiores vontades, mas \u00e9 algo que requer planejamento e um grande investimento. Acho que vai rolar na hora certa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas lan\u00e7aram o \u00e1lbum &#8220;Um Pouco Mais de Sil\u00eancio&#8221; no formato de um zine, ou acompanhado de um zine, se assim \u00e9 melhor dizer. Conte um pouco sobre ele, sobre esse formato, sobre essa iniciativa.<\/strong><br \/>\nDesde o planejamento do \u00e1lbum, na \u00e9poca ainda da composi\u00e7\u00e3o dos arranjos, come\u00e7amos a discutir isso. Questionamos o formato tradicional (nenhum dos quatro da banda ouve m\u00fasica usando CD, CD player) e ficamos incomodados, com vontade de fazer algo diferente. Chegamos at\u00e9 a perguntar pros nossos seguidores no instagram e a maioria das respostas estava em sintonia com as nossas intui\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, quer\u00edamos um formato no qual pud\u00e9ssemos explorar aspectos gr\u00e1ficos. Eu coleciono zines que compro em feiras de arte gr\u00e1fica (como a Feira Plana) e a\u00ed me veio o estalo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Escrever \u00e9 algo que j\u00e1 est\u00e1 no seu sangue tamb\u00e9m. Agora, j\u00e1 com alguns anos desde o lan\u00e7amento de \u201cUm Pouco Mais de Sil\u00eancio\u201d e \u201cCarne\u201d, como voc\u00ea v\u00ea a diferen\u00e7a entre escrever um conto, uma est\u00f3ria e a letra de uma m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, s\u00e3o formatos que parecem pr\u00f3ximos, de certa forma, mas s\u00e3o t\u00e3o diferentes quanto l\u00ednguas diferentes, sabe? Pra mim, escrever um conto e escrever uma letra de m\u00fasica \u00e9 como a diferen\u00e7a entre falar grego e falar japon\u00eas. S\u00e3o linguagens radicalmente diferentes, cada qual com suas possibilidades, com suas exig\u00eancias, com suas limita\u00e7\u00f5es e pot\u00eancias. Hoje em dia escrevo pouqu\u00edssima literatura. T\u00f4 completamente dentro do processo l\u00edrico e quando vou criar, minha \u201cl\u00edngua-criativa\u201d atual \u00e9 a letra de m\u00fasica. Nem sei se eu saberia escrever um bom conto hoje. Se fosse o caso, seria necess\u00e1rio novamente um gradual e \u00e1rduo retorno a essa linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que da parte mais liter\u00e1ria, digamos assim, da sua carreira voc\u00ea aproveitou na parte musical? E vice-versa, o que voc\u00ea pode dizer que mudou na sua forma de escrever depois de ter entrado de cabe\u00e7a na m\u00fasica? E h\u00e1 algum &#8220;v\u00edcio&#8221; de uma carreira contra o qual voc\u00ea teve que lutar na outra carreira?<\/strong><br \/>\nAh, acho que trago da literatura no\u00e7\u00f5es de narrativa, vocabul\u00e1rio, coer\u00eancia figurativa&#8230; Sobre o \u201cvice-versa\u201d, n\u00e3o sei dizer por que ainda n\u00e3o fiz o caminho de retorno (que sei que um dia vou fazer). Quanto aos v\u00edcios, acho que no comecinho eu tinha muitos. Conforme o tempo passa, mais eu me torno consciente dos que ainda me restam e consigo ir me livrando dos v\u00edcios que n\u00e3o me servem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Um Pouco Mais de Sil\u00eancio&#8221; foi feito por financiamento coletivo. Hoje voc\u00ea acha que foi a melhor op\u00e7\u00e3o? E para quem quiser adquirir hoje o CD e o Zine, conte como fazer.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o existe o CD do \u201cUm Pouco Mais de Sil\u00eancio\u201d. O \u00e1udio mora todo na internet. E o zine continua \u00e0 venda nos shows, mesmo depois do financiamento coletivo. Foi uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o mesmo, porque funcionou como uma pr\u00e9-venda e uma divulga\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do novo trabalho. E em breve iremos disponibilizar a lojinha online com os produtos da banda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1_BxTEeLJs8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos aproveitar para falar um pouco sobre o livro &#8220;Bem\u00f3is&#8221; tamb\u00e9m. Ele veio antes dos discos, mas voc\u00ea consegue enxergar alguma correla\u00e7\u00e3o entre eles?<\/strong><br \/>\nO &#8220;Bem\u00f3is&#8221; foi lan\u00e7ado em 2014, por uma cole\u00e7\u00e3o do selo Poesia Maloqueirista. Re\u00fane contos que escrevi entre 2009 e 2014, a maioria deles j\u00e1 antes publicado nos blogs liter\u00e1rios dos quais eu participava (Man\u00e1 Zinabre, Poema Dia e o meu pr\u00f3prio, Quadrado Vermelho). Ele veio depois do \u201cCarne\u201d (2012), antes do \u201cUm Pouco Mais de Sil\u00eancio\u201d (2015), mas j\u00e1 era uma fase em que eu escrevia pouca literatura. Acho que veio pra fechar um ciclo pra mim, e foi uma \u00e9poca entre-atividades da banda, que pude trabalhar o lan\u00e7amento do livro em saraus liter\u00e1rios na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais s\u00e3o os seus planos pro futuro, para depois do Lolla, tanto no campo liter\u00e1rio quanto na m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nNo campo liter\u00e1rio permane\u00e7o estacionado, por hora. Mas h\u00e1 muitos planos musicais e trabalhos j\u00e1 em andamento, coisas que ser\u00e3o lan\u00e7adas nesse ano com a Bratislava e, talvez, tamb\u00e9m com projetos paralelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 uma pergunta que sempre fa\u00e7o para os entrevistados. Para os gringos pergunto o que eles conhecem de m\u00fasica brasileira. De voc\u00ea eu quero saber o que conhece e gosta de m\u00fasica nordestina, que artistas voc\u00ea escuta em sua casa ou at\u00e9 mesmo que tenham alguma influ\u00eancia no seu som.<\/strong><br \/>\nDe m\u00fasica nordestina especificamente acho que o disco que mais ouvi na adolesc\u00eancia foi o \u201cUm Concerto a Palo Seco\u201d (1974), do Belchior. \u00c9 engra\u00e7ado, porque \u00e9 um disco que n\u00e3o consta em algumas discografias oficiais do cantor, acho que por ser meio que um \u201cbest of\u201d, mas \u00e9 t\u00e1 entre meus preferidos. Arranjos simples, puros, voz e viol\u00e3o. O Belchior tem essa pureza constrangedora, um jeito naive de escrever, soa despretensioso e sincero. S\u00e3o sempre hist\u00f3rias muito bonitas e sens\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um recado&#8230;<\/strong><br \/>\nCora\u00e7\u00e3o aberto pra novas experi\u00eancias, ouvir m\u00fasica com uma atitude atenciosa e participativa, atenta, mesmo quando ela for trilha sonora no tr\u00e2nsito, mesmo quando tiver tocando em um churrasco. Uma m\u00fasica \u00e9 uma pe\u00e7a de carga sens\u00edvel, que existe pra nos mostrar (ou nos lembrar de) certos sentimentos, descobertas, deslumbramentos. Pode ser um grito politizado, pode contar a dor da perda ou o medo da morte, pode falar sobre como somos fortes ou como somos pequenos \u00e1tomos em um universo em expans\u00e3o. Pode apenas descrever cen\u00e1rios, ou contar hist\u00f3rias sem cen\u00e1rio algum. \u00c9 abstrata e nos pega de assalto. Nos faz chorar nas horas certas e nas horas erradas, no escrit\u00f3rio, no trabalho. \u00c9 uma entidade poderosa, invis\u00edvel e inevit\u00e1vel (voc\u00ea vai ouvir m\u00fasica por a\u00ed, na rua, mesmo que n\u00e3o procure por ela) e, por isso, deve ser ouvida e selecionada com crit\u00e9rio. \u00c9 a forma de arte mais constantemente presente na nossa vida. \u00c9 uma forma de ser, de sentir e de amar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6fyQTzXZ78g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Daniel Tavares (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>) \u00e9 jornalista e mora em Fortaleza. A foto que abre o texto \u00e9 de Daniel Moura \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As v\u00e9speras de levar (o \u00e1lbum) &#8220;Um Pouco Mais de Sil\u00eancio&#8221; para o festival Lollapalloza Brasil 2017, Victor Meira conversa com o Scream &#038; Yell\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/22\/entrevista-bratislava\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":10,"featured_media":42174,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1721],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42170"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42170"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42172,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42170\/revisions\/42172"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42174"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}