{"id":42165,"date":"2017-02-21T09:47:53","date_gmt":"2017-02-21T12:47:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42165"},"modified":"2019-03-21T00:45:11","modified_gmt":"2019-03-21T03:45:11","slug":"tres-filmes-capitao-fantastico-moonlight-e-manchester-a-beira-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/21\/tres-filmes-capitao-fantastico-moonlight-e-manchester-a-beira-mar\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: Capit\u00e3o Fant\u00e1stico, Moonlight e Manchester \u00e0 Beira-Mar"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/capitao.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCapit\u00e3o Fant\u00e1stico\u201d, de Matt Ross (2016)<\/strong><br \/>\nLogo no come\u00e7o do filme, o protagonista Ben Cash (Viggo Mortensen, indicado ao Oscar) leva seus seis filhos (entre 5 e 16 anos, aparentemente) para um treinamento matinal na selva visando incutir habilidades de sobreviv\u00eancia na prole, que precisa ca\u00e7ar sua pr\u00f3pria comida, acender fogueiras com gravetos e escalar montanhas, entre outras atividades incomuns. N\u00e3o, o filme n\u00e3o se passa em uma \u00e9poca remota da hist\u00f3ria, mas nestes anos estranhos de Internet, junk food e consumismo acelerado. Ben e a esposa decidiram abandonar a sociedade e criar os filhos no meio do deserto do estado de Washington, educando-os com pol\u00edtica de esquerda, filosofia e grandes romancistas. O cen\u00e1rio \u00e9 po\u00e9tico e provocante: crian\u00e7as em volta da fogueira lendo \u201cOs Irm\u00e3os Karamazov\u201d e \u201cArmas, Germes e A\u00e7o\u201d, discutindo \u201cLolita\u201d, festejando o Noam Chomsky Day em vez do Natal e tocando can\u00e7\u00f5es num formato hippie como se fossem sobreviventes altamente politizados do fracasso do Ver\u00e3o do Amor. A coisa toda, por\u00e9m, sofre um abalo quando a m\u00e3e dos garotos se suicida, e o road movie no que a trama se transforma oferece o tradicional choque de costumes que muitas vezes faz do cinema divertida galhofa, mas aqui funciona como cr\u00edtica direta ao capitalismo (uma cr\u00edtica solta no espa\u00e7o sem argumenta\u00e7\u00e3o profunda, vazia, mas, ainda assim, uma cr\u00edtica). O diretor Matt Ross, que tamb\u00e9m assina o interessante roteiro, n\u00e3o tem respostas, e isso acrescenta charme a \u201cCapit\u00e3o Fant\u00e1stico\u201d, que se sustenta sobre incertezas tateando o caminho pelo qual as fam\u00edlias devem seguir no mundo moderno. Essa busca \u00e9 o grande m\u00e9rito do filme, que oferece radicaliza\u00e7\u00e3o repleta de buracos n\u00e3o visando mostrar a fal\u00eancia das utopias de esquerda ou o vazio dos pensamentos de direita, mas sim tentar entender a fam\u00edlia em um mundo hiper-conectado, difuso e sem foco, cujo o status quo pol\u00edtico e econ\u00f4mico &#8211; na tentativa de organizar &#8211; desorganiza. Delicado em sua brutalidade, \u201cCapit\u00e3o Fant\u00e1stico\u201d oferece ao espectador muito mais do que se v\u00ea na tela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/moonlight.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMoonlight\u201d, de Barry Jenkins (2016)<\/strong><br \/>\nIndicado a oito Oscars (incluindo Melhor Filme e Diretor), \u201cMoonlight\u201d \u00e9 uma das joias raras desta edi\u00e7\u00e3o dos pr\u00eamios da Academia, repleta de filmes medianos condenados a papeis coadjuvantes na hist\u00f3ria. Com roteiro (tamb\u00e9m indicado ao Oscar) adaptado pelo diretor e baseado numa pe\u00e7a semiautobiogr\u00e1fica do jovem escritor Tarell Alvin McCraney, \u201cMoonlight\u201d \u00e9 daqueles filmes t\u00e3o maravilhosos em sua completude que escrever sobre torna-se uma \u00e1rdua tarefa de esconde-esconde, pois quanto menos se sabe sobre sua hist\u00f3ria, mais ela ir\u00e1 surpreender. O plot b\u00e1sico, no entanto, n\u00e3o entrega muito: um garoto chamado Chiron tem como apelido \u201cLittle\u201d, por ser pequeno, magro e t\u00edmido, o que o torna uma v\u00edtima rotineira dos valent\u00f5es de uma escola de periferia de Miami, um territ\u00f3rio em que o bullying \u00e9 uma pr\u00e1tica t\u00e3o comum quanto a venda de crack. E \u00e9 exatamente um vendedor de crack que salva Chiron de uma poss\u00edvel surra: Juan (Mahershala Ali, de \u201cHouse of Cards\u201d, indicado ao Oscar) leva o pequeno garoto pra casa, e no dia seguinte o entrega para a m\u00e3e, a junkie Paula (Naomie Harris, tamb\u00e9m indicada ao Oscar), mais um peso que o garoto ter\u00e1 que carregar. Essa \u00e9 apenas a primeira parte de \u201cMoonlight\u201d, e a previs\u00e3o de desastre \u00e9 constante. O espectador olha a tela esperando, com medo, o momento em que o roteirista ir\u00e1, de surpresa, lhe brindar com uma facada sem d\u00f3 no peito, deixando o sangue dos sonhos escorrer e esvaziar a alma, expectativa inspirada nas trag\u00e9dias que brotam como ervas daninhas todos os dias na nossa triste rotina. O medo, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/05\/22\/a-base-e-o-fundamento-da-vida-moderna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">descreveu Aldous Huxley em 1949<\/a>, \u201c\u00e9 a pr\u00f3pria base e fundamento da vida moderna\u201d. Mas esse medo, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 fruto direto do filme, que delicadamente fala sobre crescer e envelhecer a todo custo, como se n\u00e3o houvesse escolha (h\u00e1?), lutando contra tudo e todos numa busca por sobreviv\u00eancia e para ser&#8230; voc\u00ea mesmo. Nesse contexto, o medo \u00e9 apenas um detalhe que transforma \u201cMoonlight\u201d em um dos grandes filmes do ano. Assista duas vezes e descubra os demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/manchester.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cManchester \u00e0 Beira-Mar\u201d, de Kenneth Lonergan (2016)<\/strong><br \/>\nManchester-by-the-Sea \u201c\u00e9 uma cidade de Massachusetts, Estados Unidos, conhecida por praias c\u00eanicas e, segundo o censo de 2010, com uma popula\u00e7\u00e3o de 5.136 pessoas\u201d, avisa a Wikipedia. Lee Chandler viveu nesta pacata cidade litor\u00e2nea, mas trocou-a por Quincy, do outro lado do Estado, uma cidade 20 vezes maior (que n\u00e3o chega a 100 mil habitantes), e l\u00e1 trabalha como zelador em um conjunto de pr\u00e9dios. Sua vida simboliza o Purgat\u00f3rio de Dante, mas o espectador s\u00f3 perceber\u00e1 problemas reais ap\u00f3s uns 10 minutos de proje\u00e7\u00e3o, quando em um bar, Lee \u201cdecide\u201d deixar de lado uma aparente sugest\u00e3o de paquera para ser espancado por um grupo de homens (briga que ele mesmo causou). Dai em diante, a m\u00e3o \u201cdrama\u201d do filme ir\u00e1 pegar o est\u00f4mago do espectador com todo carinho e iniciar um processo de sufocamento que n\u00e3o se encerrar\u00e1 com o final da pel\u00edcula. Indicado a seis Oscars (os merecidos Melhor Filme, Diretor, Ator para Casey Affleck \u2013 como Lee \u2013 e Roteiro Original al\u00e9m de Coadjuvantes tanto para Lucas Hedges quanto Michelle Williams), \u201cManchester-by-the-Sea\u201d \u00e9 uma obra composta por delicadas camadas, cujo m\u00e9rito maior do brilhante roteiro \u00e9 virar as p\u00e1ginas suavemente sem entregar o que vir\u00e1 \u00e0 frente, transformando o espectador em um ref\u00e9m do purgat\u00f3rio vivido por Lee numa cidadezinha dos Estados Unidos. \u201cA carne \u00e9 triste\u201d, descreveu Mallarm\u00e9 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2017\/02\/20\/a-brisa-marinha-e-manchester-a-beira-mar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">num poema<\/a> de pouco mais de 100 anos chamado \u201cBrisa Marinha\u201d, que ainda fala em t\u00e9dio e sil\u00eancio cruel, adjetivos que tamb\u00e9m explicam \u201cManchester-by-the-Sea\u201d, um filme poderoso que mostra que a vida pode ser sim um fardo imenso. Michelle Williams est\u00e1 muito bem (em seus nem 10 minutos em cena), mas n\u00e3o tira esse Oscar (merecido) de Viola Davis. J\u00e1 o jovem Lucas Hedges, com seus 21 anos, tem na indica\u00e7\u00e3o seu maior premio. Quem brilha (um brilho opaco) \u00e9 Casey Affleck, que consegue carregar o mart\u00edrio de seu personagem nas costas e, auxiliado pelo bom roteiro e por uma dire\u00e7\u00e3o certeira, transforma \u201cManchester-by-the-Sea\u201d em uma pequena joia de sofrimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YgRo_taGWPg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QZffUwFcdMs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9jkQuK4IK8o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Oscar 2016<\/strong><br \/>\n\u2013 Tom Ford carrega a m\u00e3o no estilismo em \u201cAnimais Noturnos\u201d. Filme podia ir mais longe (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/30\/tres-filmes-animais-noturnos-a-qualquer-custo-o-lagosta\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cA Qualquer Custo\u201d fu\u00e7a as entranhas do sonho americano destro\u00e7ado pelo capitalismo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/30\/tres-filmes-animais-noturnos-a-qualquer-custo-o-lagosta\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cO Lagosta\u201d \u00e9 daquelas obras sublimes que v\u00e3o arrebatar o cora\u00e7\u00e3o de gatos pingados (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/30\/tres-filmes-animais-noturnos-a-qualquer-custo-o-lagosta\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 O sueco\u00a0\u201cUm Homem Chamado Ove\u201d \u00e9 um filme bonito e delicado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Apesar das arestas pontudas, \u201cToni Erdmann\u201d \u00e9 uma pequena joia cinematogr\u00e1fica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 O brilhante \u201cCampo de Minas\u201d versa sobre humanidade em 101 minutos de suspense (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/10\/tres-filmes-um-homem-chamado-ove-toni-erdmann-e-terra-de-minas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013\u00a0 Asghar Farhadi\u00a0 conduz a trama de \u201cO Apartamento\u201d com delicadeza e genialidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/04\/cinema-o-apartamento\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Oscar 2015<\/strong><br \/>\n\u2013 \u201cIda\u201d \u00e9 uma complexa jornada de descoberta (tardia) de identidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/15\/tres-filmes-tangerines-leviata-ida\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cLeviat\u00e3\u201d \u00e9\u00a0 movido a vodka, desmandos, contradi\u00e7\u00f5es religiosas e trai\u00e7\u00f5es\u00a0 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/15\/tres-filmes-tangerines-leviata-ida\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013\u00a0Com roteiro bem constru\u00eddo, \u201cTangerines\u201d tem na inoc\u00eancia sua maior for\u00e7a (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/15\/tres-filmes-tangerines-leviata-ida\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Representante argentino no Oscar, \u201cRelatos Selvagens\u201d era uma obra em muta\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/10\/27\/cinema-relatos-selvagens-de-damian-szifron\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cDois Dias, Uma Noite\u201d, dos Irm\u00e3os Dardenne, supera v\u00e1rios filmes do Oscar (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/04\/tres-filmes-big-eyes-wild-two-days\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tudo \u00e9 intencionalmente exagerado em \u201cBirdman\u201d. E funciona brilhantemente (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/31\/cinema-birdman-de-inarritu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n-\u201cBoyhood \u2013 Da Inf\u00e2ncia \u00e0 Juventude\u201d soa tanto um elogio \u00e0 fam\u00edlia quanto ao destino (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/02\/cinema-boyhood-de-richard-linklater\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cO Jogo da Imita\u00e7\u00e3o\u201d: Alan Turing merece mais que uma homenagem torta (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/01\/cinema-o-jogo-da-imitacao\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cWhiplash\u201d \u00e9 um tratado sociol\u00f3gico moderno (embalado numa bela trilha sonora) (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/14\/cinema-whiplash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cO Abutre\u201d \u00e9 o retrato de uma sociedade viciada na espetaculariza\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/05\/cinema-o-abutre-dan-gilroy\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cFoxcatcher\u201d se arrasta em meio a clich\u00eas numa trama repleta de buracos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/13\/tres-filmes-alice-foxcacther-hawkings\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Badalado filme brit\u00e2nico do ano, \u201cA Teoria de Tudo\u201d \u00e9 esquem\u00e1tico e chapa branca (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/13\/tres-filmes-alice-foxcacther-hawkings\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Drama b\u00e1sico sobre doen\u00e7a, \u201cPara Sempre Alice\u201d \u00e9 salvo por Juliane Moore (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/13\/tres-filmes-alice-foxcacther-hawkings\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 As atua\u00e7\u00f5es de Reese Witherspoon e Laura Dern fazem valer a pena \u201cLivre\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/04\/tres-filmes-big-eyes-wild-two-days\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cCapit\u00e3o Fant\u00e1stico\u201d tateia incertezas; &#8220;Moonlight&#8221; e o medo; \u201cManchester-by-the-Sea\u201d \u00e9 uma pequena joia de sofrimento\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/21\/tres-filmes-capitao-fantastico-moonlight-e-manchester-a-beira-mar\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":42166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[1635],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42165"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42165"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42165\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50827,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42165\/revisions\/50827"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42166"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}