{"id":42080,"date":"2017-02-09T09:48:01","date_gmt":"2017-02-09T11:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42080"},"modified":"2017-03-16T10:48:21","modified_gmt":"2017-03-16T13:48:21","slug":"tres-perguntas-antiprisma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/09\/tres-perguntas-antiprisma\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Antiprisma"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O duo <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/projetoantiprisma\/\" target=\"_blank\">Antiprisma<\/a>, formado por Elisa Moreira e Victor Jos\u00e9, lan\u00e7ou seu primeiro disco, \u201cPlanos Para Esta Encarna\u00e7\u00e3o\u201d, em 2016, e entra em 2017 divulgando um v\u00eddeo para a faixa \u201cSerm\u00e3o\u201d, delicado encerramento do \u00e1lbum. Produzido pela Coagula Produ\u00e7\u00f5es, o clipe \u00e9 simples, apresentando o registro da grava\u00e7\u00e3o da faixa, com o mesmo car\u00e1ter intimista que \u00e9 usual da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando do lan\u00e7amento do \u201cPlanos Para Esta Encarna\u00e7\u00e3o\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/11\/tres-cds-moromo-dillo-antiprisma\/\" target=\"_blank\">escrevemos aqui<\/a> que o Antiprisma era \u201cquase um ant\u00eddoto para a velocidade cotidiana\u201d, constata\u00e7\u00e3o que soa ainda mais necess\u00e1ria em 2017. Em meio \u00e0 necessidade de fazermos deste ano algo melhor e mais palat\u00e1vel, nada mais importante do que pararmos alguns minutos, respirarmos e tentarmos concatenar as coisas com mais calma, mais delicadeza. E \u00e9 sobre isso o trabalho da dupla: olhar a vida com mais simplicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o pense assim em um car\u00e1ter hipponga, nada disso. A simplicidade do duo se aproxima mais do nosso sertanejo, daquela perspectiva de enxergar a nossa brejeirice com bons olhos e fazer disso parte do nosso cotidiano. Essa busca pela simplicidade \u00e9 refletida no v\u00eddeo de \u201cSerm\u00e3o\u201d, faixa que na vers\u00e3o do disco faz refer\u00eancia a \u201cEasy Rider\u201d, cl\u00e1ssico de Dennis Hopper de 1969. Uma refer\u00eancia que congrega perfeitamente com tudo falado aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final das contas, o Antiprisma segue buscando uma unidade em suas produ\u00e7\u00f5es, querendo refor\u00e7ar seu car\u00e1ter intimista e delicado, que traz consigo um cuidado quase artesanal. Nesse sentido, trocamos uma ideia com eles sobre esses processos de trabalho, as escolhas est\u00e9ticas e tamb\u00e9m futuras de Elisa e Victor. Confira abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QAm6FyFX9BM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam um cuidado com tudo que cerca o Antiprisma, indo desde esse clima intimista do disco e do v\u00eddeo at\u00e9 os kits que est\u00e3o \u00e0 venda e acompanham uma embalagem feita \u00e0 m\u00e3o. Esse processo mais pessoal e pr\u00f3ximo do p\u00fablico \u00e9 algo que voc\u00eas j\u00e1 refletiram sobre ou que surgiu de forma natural, como uma perspectiva mesmo de enxergar a arte e a vida?<\/strong><br \/>\nVictor: A gente costuma pensar em fazer as coisas de modo que d\u00ea para se aproximar dos outros. Qualquer m\u00ednimo detalhe que fa\u00e7a uma pessoa perceber que ali est\u00e1 sua m\u00e3o j\u00e1 vale mais que muitos likes! A gente gosta muito dessa coisa de \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d, ainda mais sendo um grupo independente. E voc\u00ea tem raz\u00e3o, a gente tem muito cuidado com o visual das coisas, gostamos de participar de tudo que envolve nosso pr\u00f3prio universo e queremos dividir isso com os outros o m\u00e1ximo que pudermos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 sempre um caminho que, quando se fala em folk, muitos acabam relacionando a instrumentos menos usuais no Brasil, como o ukulele, por exemplo. Voc\u00eas acabaram indo para o lado da viola caipira, que cria uma est\u00e9tica singular ao disco. Como foi esse \u201cencontro\u201d de voc\u00eas com esse instrumento t\u00e3o t\u00edpico da nossa cultura?<\/strong><br \/>\nVictor: Na verdade, nem foi muito pensando em termos de folk, mesmo porque a maior parte das nossas influ\u00eancias n\u00e3o vem desse lugar espec\u00edfico do folk. Mas n\u00e3o d\u00e1 pra negar que a viola caipira nos puxou ainda mais pra esse universo. A ideia de us\u00e1-la veio durante a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, e lembro que est\u00e1vamos procurando um som diferente, explorando afina\u00e7\u00f5es. Gosto muito da afina\u00e7\u00e3o em sol aberto que o Keith Richards usa nos Stones, e por coincid\u00eancia acabei descobrindo que a afina\u00e7\u00e3o que os violeiros chamam de \u201cRio Abaixo\u201d \u00e9 exatamente a mesma coisa, ent\u00e3o me animei com a ideia de explorar o instrumento puxando um pouco as coisas pro blues tamb\u00e9m, e acho que casou bem com a gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cPlanos Para Esta Encarna\u00e7\u00e3o\u201d saiu no ano passado, ent\u00e3o certamente voc\u00eas j\u00e1 pensaram nesse caminho do que vem agora, os pr\u00f3ximos passos, n\u00e3o? No primeiro registro voc\u00eas buscaram manter a grava\u00e7\u00e3o o mais pr\u00f3xima do que voc\u00eas realizam no show, com esse clima mais \u00edntimo mesmo, de roda de viola, por\u00e9m voc\u00eas j\u00e1 pensaram em outras possibilidades, como por exemplo, de, em algum momento, gravar com uma banda cheia ou mesmo inserir sonoridades mais distintas ao projeto?<\/strong><br \/>\nElisa: Este ano n\u00f3s pretendemos continuar dando um g\u00e1s na divulga\u00e7\u00e3o do \u201cPlanos\u2026\u201d, atrav\u00e9s dos shows e do lan\u00e7amento de clipes e tal. Mas j\u00e1 estamos em processo de composi\u00e7\u00e3o de novos materiais, e algumas m\u00fasicas novas est\u00e3o pedindo uma abordagem mais el\u00e9trica, com percuss\u00e3o, piano\u2026 Ainda n\u00e3o sabemos exatamente o que vamos fazer a respeito. Por enquanto, nossa abordagem ac\u00fastica est\u00e1 sendo suficiente para n\u00f3s e para servir \u00e0s nossas m\u00fasicas, mas n\u00e3o queremos ficar presos a nenhum formato espec\u00edfico. Ent\u00e3o se as m\u00fasicas pedirem, n\u00f3s podemos gravar ou at\u00e9 nos apresentarmos com banda cheia, por que n\u00e3o? Vamos ver pra onde as m\u00fasicas v\u00e3o nos levar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Confira abaixo uma entrevista exclusiva em v\u00eddeo com a Elisa e o Victor, produzida pela Coagula Produ\u00e7\u00f5es:<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R3lNyMrTcnI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/YouMeDancin\" target=\"_blank\">You! Me! Dancing!<\/a> e Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carolmunhozfoto\/\" target=\"_blank\">Carol Munhoz Fotografia<\/a> \/ Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Antiprisma segue buscando uma unidade em suas produ\u00e7\u00f5es, querendo refor\u00e7ar seu car\u00e1ter intimista e delicado, que traz consigo um cuidado quase artesanal\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/09\/tres-perguntas-antiprisma\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":42081,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[856],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42080"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42080"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42084,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42080\/revisions\/42084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}