{"id":42046,"date":"2017-02-03T18:21:04","date_gmt":"2017-02-03T20:21:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42046"},"modified":"2017-02-24T21:59:53","modified_gmt":"2017-02-25T00:59:53","slug":"boteco-10-paises-20-cervejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/03\/boteco-10-paises-20-cervejas\/","title":{"rendered":"Boteco: 10 pa\u00edses, 20 cervejas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Esc\u00f3cia, a m\u00edtica Brewdog surge com sua nova investida na \u00e1rea das American IPAs: Elvis Juice, que ap\u00f3s duas vers\u00f5es teste em 2015 ganhou sua vers\u00e3o final com cinco l\u00fapulos e muita (mesmo) adi\u00e7\u00e3o de grapefruit. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar translucida com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, as notas c\u00edtricas saltam para fora da ta\u00e7a e perfumam o ambiente sugerindo grapefruit, suco em p\u00f3 (Ki-Suco e Tang) tanto como vitamina C efervescente sobre uma base suave de caramelo. Na boca, textura levemente picante e, na sequencia, sedosa. O primeiro toque confirma a caracter\u00edstica c\u00edtrica do conjunto, caprichado e sugerindo mais a grapefruit e menos a vitamina C. O amargor \u00e9 moderado (40 IBUs corretos) e abre as portas para um perfil deliciosamente c\u00edtrico e refrescante. O final \u00e9 levemente amargo com c\u00edtrico e herbal (pinho) presentes. No retrogosto, caramelo, pinho e grapefruit. \u00d3tima!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/brewdogelvis.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colaborativa da Brewdog com a cervejaria californiana Lost Abbey, a Lost Dog \u00e9 uma Imperial Porter engarrafada em 2011 ap\u00f3s passar por envelhecimento em barris de rum por quase um ano. Segundo o r\u00f3tulo, a validade \u00e9 de 10 anos (2021), mas ela j\u00e1 soa estar em descendente com 5 anos apresentando um l\u00edquido marrom escuro turvo quase preto (lembrando caf\u00e9 mau coado). O creme \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte: ele surge estranhamente efervescente, sobe pouco e desaparece rapidamente. No nariz, por\u00e9m, um sonho: notas frutadas remetendo a ameixa em calda, baunilha, alca\u00e7uz e a\u00e7\u00facar queimado sobre uma base delicada que sugere rum. Na boca, textura licorosa e picante (de 11.5% de \u00e1lcool). O primeiro toque junta do\u00e7ura frutada (ameixa em calda e a\u00e7\u00facar queimado) com alca\u00e7uz e rum. O amargor (35 IBUs) \u00e9 totalmente alco\u00f3lico e abre as portas para um conjunto agrad\u00e1vel \u2013 entre a do\u00e7ura, o frutado e o alco\u00f3lico \u2013 mas inferior a outras Barrel Aged produzidas pela casa. No final, do\u00e7ura longa e alco\u00f3lica. J\u00e1 o retrogosto oferece ameixa, baunilha, rum e calor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lostdog.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Esc\u00f3cia para a Nova Zel\u00e2ndia com dois r\u00f3tulos da Tuatara Brewing, cervejaria da cidade de Paraparaumu, na costa de Kapiti, a 55 quil\u00f4metros da capital, Wellington. A primeira da casa \u00e9 a APA, uma Aotearoa Pale Ale (Neozelandesa Pale Ale), j\u00e1 que utiliza 100% de l\u00fapulos cultivados na Nova Zel\u00e2ndia (Pacific Jade, Cascade, Sauvin e Wai-iti). De colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Tuatara APA exibe um aroma delicioso de notas c\u00edtricas (laranja n\u00e3o t\u00e3o doce) e herbal suave (pinho discreto) sobre uma delicada base de malte caramelada. Na boca, textura \u00e1spera e picante. O primeiro toque traz do\u00e7ura r\u00e1pida atropelada pelos l\u00fapulos caseiros, que refor\u00e7am a pancada de amargor (46 IBUs, mas se dissessem 55, passava). Dai pra frente uma cerveja robusta e interessante, que surpreende o bebedor at\u00e9 o final, seco e refrescante. No retrogosto, c\u00edtrico suave e mais refrescancia. Delicia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/tuataraapa.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da Tuatara Brewing \u00e9 a Sauvinova, uma Single Hop Pale Ale que valoriza um dos l\u00fapulos do pa\u00eds mais prestigiados no mundo: Nelson Salvin. De colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Tuatara Sauvinova apresenta um aroma tropical delicioso sugerindo abacaxi e manga al\u00e9m, claro, de vinho Sauvignon Blanc sobre uma base discreta de malte, que faz o poss\u00edvel para deixar que todas as honras da receita recaiam sobre o l\u00fapulo. H\u00e1, ainda, leve floral. Na boca, textura \u00e1spera e frisante. O primeiro toque oferece muito mais frutado c\u00edtrico (abacaxi) do que do\u00e7ura, que fica na retaguarda. O amargor (34 IBUs) \u00e9 agrad\u00e1vel e n\u00e3o interfere no \u201cbrilho\u201d do l\u00fapulo, que segue ditando as regras da receita at\u00e9 o final, seco e c\u00edtrico. No retrogosto, mais abacaxi, leve floral e refrescancia. Delicinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/tuatarasauvinova.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Nova Zel\u00e2ndia para os EUA com mais uma Stillwater Artisanal, de Baltimore, Maryland, dessa vez com A Saison Darkly, uma Dark Saison cuja receita \u00e9 temperada com frutos de rosa canina (rose hips), hibisco e bagas de Schisandra, uma planta medicinal conhecida no Jap\u00e3o pelo nome de Cinco Sabores. De colora\u00e7\u00e3o marrom bastante escura (quase preta) com creme bege espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta reten\u00e7\u00e3o, a Saison Darkly exibe um aroma doidinho, ainda que menos r\u00fastico do que uma Saison tradicional: h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o frutada (amora, mirtilo e alcacuz), leve do\u00e7ura, azedinho e condimenta\u00e7\u00e3o suaves. Na boca, textura sedosa com leve pic\u00e2ncia. O primeiro toque oferece do\u00e7ura frutada r\u00fastica que vai se amaciando aos poucos. O amargor \u00e9 baixo e fica em segundo plano diante de um conjunto frutadamente arisco que, no final, soa seco enquanto o retrogosto recupera o frutado delicioso. Bem interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/stilldark.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segunda da Stillwater Artisanal (e as duas vieram na mala de Nova York), a As Follows \u00e9 uma releitura da casa para o potente estilo Belgian Strong Pale Ale. De colora\u00e7\u00e3o amarela com leve turbidez e creme branco de excelente forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta reten\u00e7\u00e3o, a Stillwater As Follows exibe um aroma com predom\u00ednio de levedura ofertando condimenta\u00e7\u00e3o (pimenta) em meio a notas frutadas c\u00edtricas (frutas amarelas), algo que remete a vinho branco, floral delicioso e discreto herbal (ervas). Na boca, textura picante no in\u00edcio, mas depois aconchega. O primeiro toque traz do\u00e7ura seguida de frutado (tamb\u00e9m doce, mas levemente condimentado) e leve acidez. O amargor \u00e9 baixinho e, dai pra frente, surge um conjunto bastante saboroso que remete muito ao estilo Saison. O final \u00e9 seco e levemente condimentado. No retrogosto, frutas amarelas e felicidade. Muito boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/stillfollows.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos EUA para a Inglaterra com duas ic\u00f4nicas cervejas da Samuel Smith Old Brewery, a mais antiga cervejaria do norte da Inglaterra, aqui presente primeiro com sua Nut Brown Ale, uma English Brown Ale tradicional\u00edssima. De colora\u00e7\u00e3o marrom translucida com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Samuel Smith Nut Brown Ale exibe um aroma que sugere frutas escuras (nozes em primeiro plano, ainda que a receita n\u00e3o receba adi\u00e7\u00e3o), do\u00e7ura caramelada suave, toffee, biscoito, caf\u00e9 fraco e discreto terroso. Na boca, a textura \u00e9 seca. O primeiro toque refor\u00e7a a sugest\u00e3o de nozes seguida de caramelo, toffee e biscoito at\u00e9 a chegada do amargor, m\u00e9dio, mas marcante. Dai em diante, uma cerveja que consegue valorizar o malte e a sugest\u00e3o de nozes de forma eficiente e saborosa. O final traz maltado e terroso. No retrogosto, terroso, nozes e toffee. Excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/samuelnut.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da Samuel Smith Old Brewery \u00e9 a Taddy Porter cuja receita une malte tostado, candy sugar, cevada torrada, l\u00fapulos brit\u00e2nicos, \u00e1gua e di\u00f3xido de carbono. De colora\u00e7\u00e3o marrom bastante escura com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 longa reten\u00e7\u00e3o, a Samuel Smith Taddy Porter apresenta um aroma com notas que sugestionam caf\u00e9, chocolate, baunilha e caramelo levemente tostado. Na boca, a textura \u00e9 levemente suave com uma p\u00edcancia discreta. O primeiro toque traz caf\u00e9, mas na sequencia o conjunto \u00e9 tomado por uma forte e deliciosa sugest\u00e3o de chocolate ao leite com leve fris\u00e2ncia que afasta a do\u00e7ura. O amargor subsequente \u00e9 baixo e abre caminho para um conjunto caprichado e elegante, que continua na ponte caf\u00e9 \/ chocolate at\u00e9 o final, levemente amarguinho. No retrogosto, mais chocolate. Uma delicia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/samueltaddy.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Inglaterra a B\u00e9lgica com duas cervejas da Brussels Beer Project, projeto colaborativo de co-cria\u00e7\u00e3o nascido em 2013 na capital belga que busca fugir das tradi\u00e7\u00f5es nacionais, como exibe muito bem a Baby Lone, uma autodenominada Bread Bitter (?), ou melhor, uma English Special Bitter belga com l\u00fapulo norte-americano Chinook. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada turva com creme bege claro espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e longa reten\u00e7\u00e3o, a Brussels Beer Project Baby Lone exibe um aroma maltad\u00edssimo sugerindo caramelo e cereais acompanhados de um leve toque herbal (pinho) e de uma suave condimenta\u00e7\u00e3o. Na boca, textura cremosa e levemente picante. O primeiro toque oferece do\u00e7ura caramelada seguida de suave c\u00edtrico e herbal. O amargor \u00e9 caprichado, mas n\u00e3o chega aos 55 IBUs que o r\u00f3tulo promete (40 t\u00e1 bem bom). O final \u00e9 seco e condimentado. No retrogosto, leve caramelo, herbal e condimenta\u00e7\u00e3o. Boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/babylone.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra da Brussels Beer Project \u00e9 a Grosse Bertha, releitura de um estilo tradicionalmente alem\u00e3o, o German Hefeweizen, aqui rebatizado de Belgian Hefeweizen. Assim como a Baby Lone, ela \u00e9 produzida na f\u00e1brica da Brouwerij Anders, respons\u00e1vel pela cerveja Halen. Na receita, cevada, trigo e trigo n\u00e3o malteado mais l\u00fapulos Challenger e Smaragd e levedura de Weizen. A cor \u00e9 amarela com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e alta reten\u00e7\u00e3o. No nariz, percep\u00e7\u00e3o clara de notas frutadas remetendo a banana, lim\u00e3o suave e tamb\u00e9m frutas cristalizadas. H\u00e1 leve toque de cravo e do\u00e7ura agrad\u00e1vel. Na boca, textura levemente picante. O primeiro toque traz frutado (banana) seguido de sugest\u00e3o de frutas cristalizadas. O amargor \u00e9 baixo e, dai pra frente, um conjunto saboroso que consegue seu intento: criar uma cerveja de fronteira, meio alem\u00e3, meio belga. O final \u00e9 levemente picante. No retrogosto, do\u00e7ura de banana mais frutas cristalizadas e leve cravo. Gostosa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/grosse.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da B\u00e9lgica para a Dinamarca com a m\u00edtica Mikkeller, presente aqui primeiramente com a Arh Hvad?!, uma releitura bastante personal da Orval, famosa belga trapista. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada com creme bege espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Mikkeller Arh Hvad?! apresenta um aroma que combina notas frutadas (p\u00eassego e manga) com bastante do\u00e7ura caramelada, leve condimenta\u00e7\u00e3o e uma baixa, mas interessante, sugest\u00e3o de azedume. H\u00e1, ainda, sugest\u00e3o de frutas cristalizadas e toffee. Na boca, textura picante e levemente ac\u00e9tica. O primeiro toque oferece r\u00e1pida do\u00e7ura atropela por uma pancadinha de acidez, leve herbal e condimenta\u00e7\u00e3o. O amargor \u00e9 baixo, mas a acidez faz o trabalho com capricho abrindo as portas para um conjunto mais rebelde que melado, e que finaliza levemente seco e picante. No retrogosto, suave adstring\u00eancia, herbal e toffee discretos mais leve azedinho. Bem boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/mikkellerorval.jpg\" \/><br \/>\nA segunda dinamarquesa da s\u00e9rie, assim como a anterior, foi produzida na m\u00edtica cervejaria belga De Proefbrouwerij. Atende pelo nome de Mikkeller Raspberry Triplebock e alguns locais a definem como uma Fruit Beer (de 13% de \u00e1lcool) enquanto outros optam por Doppelbock. De colora\u00e7\u00e3o marrom (remetendo a caf\u00e9 mal coado) que remete a Doppelbock com creme bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Mikkeller Raspberry Triplebock exibe um aroma com framboesa em destaque sobre uma base de caramelo, a\u00e7\u00facar mascavo e \u00e1lcool. H\u00e1 ainda uma leve sugest\u00e3o terrosa. Na boca, textura \u00e1spera e picante. O primeiro toque oferece r\u00e1pida sugest\u00e3o de framboesa atropelada por azedume, \u00e1lcool, do\u00e7ura caramelada e leve terroso. O amargor \u00e9 alco\u00f3lico e terroso. Dai pra frente, um conjunto arisco que junta bastante \u00e1lcool, caramelo e framboesa finalizando de maneira picante e frutada. No retrogosto, framboesa e calor. Interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/mikkellerfruit.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Dinamarca para a Fran\u00e7a com a primeira de duas Kronenbourg, cervejaria fundada em 1664 em Obernai, na regi\u00e3o da Als\u00e1cia, cidade de 10 mil habitantes a poucos minutos da fronteira com a Alemanha e a quatro horas da capital Paris. \u00c9 a marca mais consumida na Fran\u00e7a tendo sido adquirida pela Scottish and Newcastle em 2000 e, depois, pela Carlsberg, em 2008, que a controla desde ent\u00e3o. A primeira \u00e9 uma Wheat Beer tradicional com adi\u00e7\u00e3o de semente de coentro e casca de laranja que exibe uma colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com creme branco bonito de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No aroma, bastante do\u00e7ura de trigo, sugest\u00e3o de suco de laranja e cravo bem discreto, mas percept\u00edvel. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e levemente frisante. O primeiro toque traz r\u00e1pida do\u00e7ura de trigo seguida de suco de laranja. O amargor \u00e9 baixo e dai em diante surge um conjunto saboroso e refrescante que finaliza levemente c\u00edtrico. No retrogosto, casca de laranja e do\u00e7ura de trigo. Bem boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/blanc1664.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da Kronenbourg \u00e9 a autodenominada \u201cprimeira cerveja francesa\u201d da hist\u00f3ria, a 1664, uma Pale Lager mais pra Bohemian Pilsener do que para Budweiser, que exibe colora\u00e7\u00e3o dourada com leves tra\u00e7os \u00e2mbar com creme branco de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o \u00e9 media alta reten\u00e7\u00e3o. No nariz, uma p\u00e1lida amostra maltada sugerindo cereais e cevada al\u00e9m de um discreto tra\u00e7o de l\u00fapulo herbal. H\u00e1, ainda, leve percep\u00e7\u00e3o met\u00e1lica. Na boca, a textura \u00e9 \u00e1spera e picante. O primeiro toque traz leve herbal seguido de papel\u00e3o molhado e met\u00e1lico. O amargor \u00e9 baixo, mas eficiente diante de um conjunto t\u00edmido, com leve tra\u00e7o de do\u00e7ura maltada, de herbal e met\u00e1lico. O final \u00e9 seco e refrescante. No retrogosto, do\u00e7ura discreta, herbal e refrescancia. Ok para o estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lager1964.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Fran\u00e7a para o Canad\u00e1 com duas cervejas da Le Trou Du Diable, cervejaria de Quebec, aberta em 2005, que j\u00e1 havia passado por aqui com outros tr\u00eas r\u00f3tulos (Sangd\u2019encre, Saison du Tracteur e La Blanche de Shawi). A quarta atende pelo note de Albert 3 e \u00e9 uma Belgian Ale que une o malte Pilsener com o l\u00fapulo Cascade resultando numa colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com creme branco de alta forma\u00e7\u00e3o e longa perman\u00eancia. No nariz, notas c\u00edtricas suaves (lim\u00e3o) dan\u00e7am de m\u00e3os dadas com uma suave do\u00e7ura, sugest\u00e3o de coentro e presen\u00e7a assertiva da levedura, que adianta acidez. Na boca, textura levemente frisante e ac\u00e9tica. O primeiro toque traz do\u00e7ura de cereais seguida de leve c\u00edtrico (lim\u00e3o) e acidez potente derivada da levedura, que potencializa a percep\u00e7\u00e3o de amargor e abre as portas para um conjunto saboroso que soa mais Saison que Belgian Ale, e finaliza de maneira seca e c\u00edtrica. No retrogosto, lim\u00e3o, cravo, do\u00e7ura de trigo e refrescancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/letroualbert.jpg\" \/><br \/>\nA segunda canadense da Le Trou Du Diable \u00e9 uma White IPA que tenta combinar os exageros de l\u00fapulo da escola norte-americana com a refrescancia azedinha da escola witbier belga. O resultado atende pelo nome de Les Quatre Surfeurs de L\u2019Apocalypso, uma cerveja que exibe uma colora\u00e7\u00e3o amarela levemente turva com creme branco ralo de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, notas c\u00edtricas suaves \u00e0 frente (manga em primeiro plano e tangerina na retaguarda), do\u00e7ura de trigo na base, mel \u00e9 leve percep\u00e7\u00e3o de resina. Na boca, a textura \u00e9 sedosa e picante (resina). O primeiro toque refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de frutas c\u00edtricas (manga), mas o amargor resinoso (60 IBUs) surge logo na sequencia e domina o conjunto, que se seguir\u00e1 com percep\u00e7\u00e3o de mel e c\u00edtrico envoltos em resina e amargor. O final \u00e9 c\u00edtrico e amarguinho. No retrogosto, mais tangerina que manga, resina leve e refrescancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/letrouapo.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Canad\u00e1 para o Brasil com duas cervejas da Micro X, \u201ca primeira microcervejaria cigana do centro-oeste\u201d, sediada em Bras\u00edlia, com mais duas receitas produzidas em Goi\u00e2nia (antes j\u00e1 haviam passado por aqui a Blanche do Cerrado, a Oberkon e 61IPA). A primeira \u00e9 Angel Tripel, uma Belgian Tripel de 9.1% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica que exibe uma colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, notas delicadas frutadas sugerindo banana, p\u00eassego, abacaxi e frutas cristalizadas al\u00e9m de percep\u00e7\u00e3o de do\u00e7ura e remiss\u00e3o a p\u00e3o doce. A levedura acrescenta leve sugest\u00e3o de especiarias. Na boca, r\u00e1pida frisante seguido de quase licorosidade. O primeiro toque traz do\u00e7ura frutada (banana e abacaxi) seguido de leve calor alco\u00f3lico na fun\u00e7\u00e3o de amargor. Dai pra frente um conjunto agrad\u00e1vel e bem frutado que finaliza melado e alco\u00f3lico. No retrogosto, banana, abacaxi e leve melado de \u00e1lcool. Boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/xangel.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da Micro X \u00e9 a RISputnik do Cerrado, uma colaborativa criada no 3\u00ba Acampamento Cigano Beer, em Goi\u00e2nia, em parceria com a Cervejaria Sum\u00e9ria, que resultou numa potente Russian Imperial Stout que recebe adi\u00e7\u00e3o inusitada de Jatob\u00e1 e Baru em sua receita e alcan\u00e7a 12.5% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. De colora\u00e7\u00e3o marrom praticamente preta com creme bege de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a RISputnik do Cerrado exibe um aroma adocicado e com clara percep\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool, que n\u00e3o incomoda, mas adianta a pancada que dever\u00e1 vir (e vem) no paladar. Al\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel sentir sugest\u00e3o de frutas escuras e, levemente, chocolate. Na boca, textura inicialmente picante (de \u00e1lcool) e, segundos depois, licorosa. O primeiro toque traz do\u00e7ura frutada logo entorpecida pelo \u00e1lcool, que domina a percep\u00e7\u00e3o dai em diante, mas novamente n\u00e3o atrapalha o conjunto que, ainda assim, carece de corpo. O amargor fica em segundo plano (e parece metade dos 90 IBUs sugeridos) num conjunto que finaliza maltado. No retrogosto, um herbal interessante, frutado, calor alco\u00f3lico e leve madeira. Interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/xris.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar o passeio (mantendo-se na Am\u00e9rica do Sul), duas cervejas peruanas da Barbarian, cerveceria fundada na capital Lima em 2011, que aqui surge representada primeiramente pela La Nena Hoppy Wheat, medalha de prata na Southbeer Cup 2016. De colora\u00e7\u00e3o amarela com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Barbarian La Nena Hoppy Wheat exibe um aroma levemente condimentado com notas c\u00edtricas (bastante lim\u00e3o), sugest\u00e3o de coentro, leve herbal e nada de banana. Na boca, textura frisante que vai ficando cremosa quando a l\u00edngua se acostuma. O primeiro toque oferece leve do\u00e7ura c\u00edtrica que vai suavemente ficando amarguinha (mas bem suave, afinal s\u00e3o 21 IBUs apenas). Dai pra frente, um conjunto bastante agrad\u00e1vel, refrescante e suavemente c\u00edtrico, que finaliza seco e (ainda) c\u00edtrico. No retrogosto, lim\u00e3o, coentro, leve tangerina e refrescancia. Delicia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/barbariannena.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar a sequencia de 10 pa\u00edses, a segunda Barbarian, que atende pelo nome de L.I.M.A. Pale Ale (Lager Industriales Me Aburren ou Lagers Industriais Me Aborrecem), uma American Pale Ale Single Hop cuja receita utiliza o l\u00fapulo norte-americano Simcoe. De colora\u00e7\u00e3o amarelo turva com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Barbarian L.I.M.A. Pale Ale exibe um aroma levemente c\u00edtrico (laranja e maracuj\u00e1), herbal e floral com percep\u00e7\u00e3o suave de levedura. Na boca, a textura \u00e9 bastante frisante e um tiquinho \u00e1spera. O primeiro toque traz algo de c\u00edtrico (mais laranja do que maracuj\u00e1) e tamb\u00e9m de do\u00e7ura maltada bem suave. O amargor que surge na sequencia \u00e9 agrad\u00e1vel (35 IBUs) e de longa dura\u00e7\u00e3o, chegando a pinicar a garganta segundos depois da cerveja ingerida (n\u00e3o \u00e9 a pancada na hora, mas sim com um leve retardo). No final, do\u00e7ura beeem suave. J\u00e1 no retrogosto, herbal e c\u00edtrico suaves. Boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/barbarianlima.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nAbrindo uma s\u00e9rie de cinco pa\u00edses com a Esc\u00f3cia, representada aqui por duas Brewdog: a primeira \u00e9 a deliciosa Elvis Juice, que me soou ainda mais fresca (e melhor) na torneira, mas vale muito ir atr\u00e1s dessa garrafa com arte caprichada em relevo. Delicia. J\u00e1 a Lost Dog, mesmo sendo boa, decepciona um tiquinho pois soa inferior as outras vers\u00f5es Barrel Aged da casa \u2013 sendo muito mais cara. Tem seus atributos, mas espera-se mais ainda do que ela apresenta aqui. Da Esc\u00f3cia para a Nova Zel\u00e2ndia com duas boas surpresas da Tuatara Brewing, que chega com uma APA caprichada, que poderia passar facilmente por uma Session IPA. Muito boa! A Tuatara Sauvinova valoriza o l\u00fapulo Nelson Sauvin num conjunto deliciosamente refrescante. Partindo para os EUA com A Saison Darkly, da Stillwater Artisanal, rebeldezinha e bastante frutada. Uma del\u00edcia, adjetivo que pode ser replicado \u00e0 pr\u00f3xima Stillwater, Us Follows, com jeit\u00e3o de Saison. A Inglaterra surge representada pela Samuel Smith\u2019s Nut Brown Ale, uma bel\u00edssima English Brown Ale com sugest\u00e3o de nozes. A segunda inglesa da Samuel Smith\u2019s, Taddy Porter, d\u00e1 um passo \u00e0 frente com uma incr\u00edvel sugest\u00e3o de chocolate. A B\u00e9lgica surge com a Brussels Beer Project Baby Lone, uma ESB mais porreta que as inglesas. Interessante. Por\u00e9m, se sai melhor a Grosse Bertha, uma cerveja de fronteira, pois traz um pouco do estilo belga numa receita alem\u00e3. Gostosa! A Mikkeller Arh Hvad?! \u00e9 uma releitura personal dinamarquesa da Orval que soa bem interessante mesmo sem chegar aos p\u00e9s da original. A segunda dinamarquesa, Mikkeller Raspberry Triplebock, \u00e9 uma porrada alco\u00f3lica com frutada bastante presente. A coisa toda parece meio fora do lugar, mas \u00e9 uma proposta interessante (de 13% de \u00e1lcool). Cuidado com a crian\u00e7a. Partindo para a Fran\u00e7a com a primeira Kronenbourg, uma surpresa deliciosa que atende pelo nome de Blanch, um Wheat Beer que segue a risca a linha tradicional, e cumpre sua fun\u00e7\u00e3o. Da Fran\u00e7a para Quebec, no Canad\u00e1, casa da Le Trou Du Diable, que marca presen\u00e7a com uma deliciosa Blond Ale com um pezinho no estilo Saison. Muito boa. A Wheat IPA Les Quatre Surfeurs de L\u2019Apocalypso, da Le Trou Du Diable, \u00e9 uma surpresa bem agrad\u00e1vel. Agora no Brasil, a Micro X Angel Tripel \u00e9 uma boa Belgian Tripel que pode evoluir um pouquinho, mas do jeito que est\u00e1 j\u00e1 desce macio e reanima. Minha favorita da Micro X at\u00e9 agora \u00e9 a RISputnik do Cerrado, uma Russian Imperial Stout caprichad\u00edssima e extremamente alco\u00f3lica: 12.5% de \u00e1lcool. Para beber devagar e sempre. Fechando a s\u00e9rie pa\u00edses com duas cervejas do Peru, da Cerveceria Barbarian. A primeira \u00e9 a La Nena Hoppy Wheat, uma cerveja c\u00edtrica e deliciosamente refrescante. Para fechar o passeio todo (muito bem), a Barbarian L.I.M.A. Pale Ale mant\u00e9m o padr\u00e3o agrad\u00e1vel da cerveja anterior da casa. Bem boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/saisondark.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brewdog Elvis Suice<br \/>\n\u2013 Estilo: American IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Esc\u00f3cia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,64\/5<\/p>\n<p>Brewdog Lost Dog<br \/>\n\u2013 Estilo: Imperial Porter<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Esc\u00f3cia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,72\/5<\/p>\n<p>Tuatara Aotearoa Pale Ale<br \/>\n\u2013 Estilo: American Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Nova Zelandia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,47\/5<\/p>\n<p>Tuatara Sauvinova<br \/>\n\u2013 Estilo: American Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Nova Zelandia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,48\/5<\/p>\n<p>Stillwater Saison Darkly<br \/>\n\u2013 Estilo: Dark Saison<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: EUA<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,59\/5<\/p>\n<p>Stillwater As Follows<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Strong Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: EUA<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,57\/5<\/p>\n<p>Samuel Smith Nut Brown Ale<br \/>\n\u2013 Estilo: Brown Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Inglaterra<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,50\/5<\/p>\n<p>Samuel Smith Taddy Porter<br \/>\n\u2013 Estilo: Porter<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Inglaterra<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,57\/5<\/p>\n<p>Brussels Beer Project Baby Lone<br \/>\n\u2013 Estilo: Bitter<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,28\/5<\/p>\n<p>Brussels Beer Project Grosse Bertha<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Hefeweizen<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,35\/5<\/p>\n<p>Mikkeller Arh Hvad?!<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,51\/5<\/p>\n<p>Mikkeller Raspberry Trippelbock<br \/>\n\u2013 Estilo: Fruit Beer<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 13%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,54\/5<\/p>\n<p>Kronenbourg 1664 Blanc<br \/>\n\u2013 Estilo: Wheat Beer<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Fran\u00e7a<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,20\/5<\/p>\n<p>Kronenbourg 1664<br \/>\n\u2013 Estilo: Premium American Lager<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Fran\u00e7a<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,55\/5<\/p>\n<p>Le Trou Du Diable Albert 3<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.49%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,31\/5<\/p>\n<p>Le Trou Du Diable\u00a0 Les Quatre Surfeurs de L\u2019Apocalypso<br \/>\n\u2013 Estilo: Imperial IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,49\/5<\/p>\n<p>Micro X Angel Tripel<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Tripel<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9.1%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,22\/5<\/p>\n<p>Micro X RISputnik do Cerrado<br \/>\n\u2013 Estilo: Russian Imperial Stout<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 12.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,46\/5<\/p>\n<p>Barbarian La Nena Hoppy Wheat<br \/>\n\u2013 Estilo: Wheat Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Peru<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.1%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,37\/5<\/p>\n<p>Barbarian L.I.M.A. Pale Ale<br \/>\n\u2013 Estilo: Russian Imperial Stout<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Peru<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.1%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,37\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/surfers.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Duas cervejas de cada um dos 10 pa\u00edses: B\u00e9lgica, Brasil, Canad\u00e1, Dinamarca, Esc\u00f3cia, EUA. 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