{"id":4186,"date":"2010-01-26T18:54:29","date_gmt":"2010-01-26T21:54:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=4186"},"modified":"2010-02-16T16:31:39","modified_gmt":"2010-02-16T19:31:39","slug":"musica-the-mountain-heartless-bastards","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/26\/musica-the-mountain-heartless-bastards\/","title":{"rendered":"The Mountain, do Heartless Bastards"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4188\" title=\"heartless\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless.jpg 400w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless-300x299.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por William Alves<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, o Southern Rock. Por tr\u00e1s de bandeiras e fl\u00e2mulas exibindo o orgulho truculento de ser um confederado, est\u00e3o um bom n\u00famero de homens sens\u00edveis, que gostam de agregar ao seu rock puramente macho elementos incontest\u00e1veis do blues e do country, combinados \u00e0s letras objetivas que tentam exprimir os anseios e vis\u00f5es de homens simples. Letras que, mesmo dotadas de sensibilidade, deixam bem clara a testosterona em demasia que um homem tipicamente sulista carrega. Como diria o Lynyrd Skynyrd em \u201cMississipi Kid\u201d: \u201cI was born in Mississipi and I don\u2019t take any stuff from you\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Heartless Bastards n\u00e3o tem nenhum troncudo assumindo os vocais e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma banda sulista. O microfone fica a cargo de uma garota, Erika Wennerstrom e a banda \u00e9 de Ohio, estado localizado bem acima de toda a turma que defendia a escravatura. Eles s\u00e3o constantemente comparados ao j\u00e1 estabelecido duo de blues-rock Black Keys, e o fato de que a banda s\u00f3 conseguiu um contrato com a ajuda de Patrick Carney (baterista do Black Keys) tamb\u00e9m ajuda nas refer\u00eancias ao grupo. O fato de a nome da banda (j\u00e1 agressivo por si s\u00f3) ter sido achado por Erika em uma tr\u00edvia de boteco tamb\u00e9m ajuda na aura de \u201cbanda de bar\u201d que permeia \u201cThe Mountain\u201d, novo disco da banda de Cincinatti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Heartless Bastards chegou a apresentar uma de suas can\u00e7\u00f5es (\u201cOut At Sea\u201d) no programa de David Letterman, no come\u00e7o de 2009. Ainda sim, \u201cThe Mountain\u201d n\u00e3o emplacou em nenhuma lista dos grandes peri\u00f3dicos especializados do mundo. Pode ser um sinal de que o mundo n\u00e3o tem mais paci\u00eancia com as bandas garageiras, mas vamos ser esperan\u00e7osos e acreditar acreditar em pura e simples lerdeza, mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzido por Mike McCarthy, que costuma trabalhar com os indie rockers do Spoon, \u201cThe Mountain\u201d veio ao mundo em 3 de fevereiro do ano passado. \u00c9 o primeiro disco sem Mike Lamping no baixo e Kevin Vaughn na bateria, que tocaram no (tamb\u00e9m) \u00f3timo debute \u201cStairs and Elevators\u201d, que j\u00e1 havia sido tremendamente elogiado pela Rolling Stone matriz. A talentosa Wennerstrom conta com um timbre de voz um tanto andr\u00f3gino. N\u00e3o o andr\u00f3gino Brian Molko, e sim um andr\u00f3gino mais Babe Ruth, digamos. Um timbre absolutamente irresist\u00edvel e McCarthy parece ter sacado isso. \u00c9 s\u00f3 ouvir \u201cWide Awake\u201d e perceber como a voz da mo\u00e7a se sobrep\u00f5e com facilidade ao instrumental, tamb\u00e9m refinad\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira m\u00fasica, a faixa-t\u00edtulo, pode tamb\u00e9m levar a (hiperb\u00f3lica, talvez) alcunha de melhor m\u00fasica an\u00f4nima de 2009. O tom triste mas pungente de Erika versa sobre o qu\u00e3o alto o seu desejo pode ir. At\u00e9 o cume de montanha, talvez? E o qu\u00e3o baixo ele pode despencar? Tudo isso acompanhado por uma excepcional arranjo sobreposto de guitarras, desembocando em um final instrumental estupendo. A can\u00e7\u00e3o seguinte, \u201cCould Be So Happy\u201d, segue a mesma linha melanc\u00f3lica de lirismo, acompanhada apenas por viol\u00f5es desta vez. O rock garageiro dos primeiros discos reaparece com virul\u00eancia na terceira m\u00fasica, \u201cEarly In The Morning\u201d, em pouco mais de dois minutos de objetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco continua nas faixas seguintes sua jornada de desesperan\u00e7a l\u00edrica e arranjos primais de rock. Sem frescura, sem teclados, sem solos. Algo como Neil Young, s\u00f3 que com mais Jack Daniels. \u201cOut And Sea\u201d, a j\u00e1 citada can\u00e7\u00e3o de trabalho que a banda executou no Late Show, termina com o verso \u201coh, the current is pulling me out\u201d, demonstrando que ela n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 uma mulher muito otimista, pelo menos como escriba. Mas tudo bem. O mestre Paulinho da Viola tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00fanica \u201cidiossincrassia\u201d de \u201cThe Mountain\u201d \u00e9 o bandolim e o violino que aparecem em \u201cHad To Go\u201d, a faixa mais longa e experimental do \u00e1lbum, beirando os 8 minutos. Trata-se de uma balada de amarga despedida e, como acontece na faixa-t\u00edtulo, o final da m\u00fasica n\u00e3o conta com vocais. Nem precisa. O Heartless Bastards botou na pra\u00e7a algo muito, muito s\u00e9rio. Espero n\u00e3o ter sido o \u00fanico a notar, mas voc\u00ea ainda tem tempo. Agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.theheartlessbastards.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.theheartlessbastards.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">William Alves assina o blog <a href=\"http:\/\/www.lazarusthrewtheparty.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Sleepwalk Capsule<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"605\" height=\"403\" class=\"size-full wp-image-4187 aligncenter\" title=\"heartless1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/heartless1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Foto: Cambria Harkey (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por William Alves\nA primeira m\u00fasica pode levar a (hiperb\u00f3lica, talvez) alcunha de melhor m\u00fasica an\u00f4nima de 2009. 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