{"id":41595,"date":"2017-01-19T11:14:42","date_gmt":"2017-01-19T13:14:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41595"},"modified":"2017-02-13T18:48:07","modified_gmt":"2017-02-13T20:48:07","slug":"boteco-de-sao-paulo-dogma-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/19\/boteco-de-sao-paulo-dogma-parte-1\/","title":{"rendered":"Boteco: De S\u00e3o Paulo, Dogma (parte 1)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgida em julho de 2015 ap\u00f3s a jun\u00e7\u00e3o das Cervejas Sazonais (Noturna, Prima Satt e Serra de Tr\u00eas Pontas), a Dogma \u00e9 hoje um dos grandes destaques cervejeiros do pa\u00eds colocando, enfim, S\u00e3o Paulo na rota do melhor que se faz em cerveja artesanal no Brasil. Abrindo esse passeio pelo card\u00e1pio da Dogma, duas cervejas produzidas para o clube WBeer, sendo a primeira uma Sour Rye Ale inspirada na escola Berliner Weisse, mas sem trigo. Chamada de Sour Dogma, a cerveja apresenta uma colora\u00e7\u00e3o amarelo palha levemente turva com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o (comum ao estilo). No nariz, acidez e leve azedinho em primeiro plano seguido de notas florais e c\u00edtricas (mel\u00e3o e lim\u00e3o) suaves. Na boca, textura \u00e1spera. O primeiro toque oferece acidez e salgado para, depois, amaciar suavemente com c\u00edtrico at\u00e9 a pancadinha de amargor (40 IBUs), embalada em azedume e acidez. Dai pra frente, uma cerveja deliciosa e refrescante, um tiquinho mais macia que uma Berliner tradicional. O final \u00e9 salgado e levemente adstringente. J\u00e1 o retrogosto oferece lim\u00e3o, sal e refrescancia. Bem boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/sourdogma.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tentar recriar o estilo famoso transformado em arte pelo belga Pierre Celis atrav\u00e9s da Hoegaarden, os cervejeiros da Dogma resolveram radicalizar tirando as especiarias tradicionais (casca de laranja e semente de coentro) e colocando no lugar os l\u00fapulos Mandarina e Hallerau Blanc. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarelo palha levemente turva com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, a levedura chama a aten\u00e7\u00e3o do bebedor com uma rusticidade (condimentada) que remete levemente ao estilo Saison enquanto notas c\u00edtricas sugerindo tanto casca de laranja quanto lim\u00e3o tenta aproximar a paleta arom\u00e1tica do benchmarketing do estilo. Na boca, aspereza e efervesc\u00eancia novamente remetendo ao estilo Saison. O primeiro toque oferece acidez c\u00edtrica suave seguida de do\u00e7ura maltada e amargor mais presente do que os 30 IBUs adiantam. Dai em diante, uma Witbier que queria ser Saison e finaliza mais refrescante do que arisca. No retrogosto, condimenta\u00e7\u00e3o e c\u00edtrico. Gostei!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/whitedogma.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra voc\u00ea ver, caro leitor: a White Dogma me soou t\u00e3o arisca que, bebida na sequencia, a maravilhosa Panopticon Times, uma Belgian Saison incr\u00edvel com Caja-Manga (que eu j\u00e1 tinha provado, mas n\u00e3o escrito), est\u00e1 soando doce demais (risos). Colaborativa com a cervejaria norte-americana Modern Times e com um r\u00f3tulo incr\u00edvel inspirado no centro penitenci\u00e1rio ideal desenhado pelo fil\u00f3sofo Jeremy Bentham em 1785 (que se assemelha muito a sociedade do espet\u00e1culo que vivemos hoje, constantemente observados), a Panopticon Times apresenta uma colora\u00e7\u00e3o amarelo caj\u00e1 com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, caj\u00e1 manga em destaque ao lado de sutis notas frutadas c\u00edtricas (laranja e pera) e condimentadas. Na boca, textura picante e levemente frisante (a levedura mostrando suas garras). O primeiro toque traz r\u00e1pida do\u00e7ura melada seguida de frutado (caj\u00e1 manga) e acidez de levedura. O amargor \u00e9 baixo (23 IBUs), mas o conjunto arisco pode passar outra ideia ao bebedor, que ter\u00e1 pela frente uma cerveja incr\u00edvel, doce e picante, frutada e \u00e1cida. O final \u00e9 seco e frutado. No retrogosto, leve adstring\u00eancia, caj\u00e1 manga e condimenta\u00e7\u00e3o. Uma delicia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/panopticom.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda apostando na linha arisca, a Sourmind \u00e9 uma Berliner Weisse que utiliza centeio no lugar de trigo, (\u201cpara deixar seu corpo mais aveludado\u201d, conforme avisa o r\u00f3tulo), recebe adi\u00e7\u00e3o de \u201cuma gigantesca quantidade de suco de manga e goiaba\u201d e dry-hopping de l\u00fapulo Citra. O resultado \u00e9 uma cerveja amarela remetendo a suco de laranja com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e media reten\u00e7\u00e3o. No nariz, azedume e acidez em destaque com suave remiss\u00e3o a manga e goiaba branca. Na boca, a textura come\u00e7a suave e vai se tornando frisante. O primeiro toque oferece do\u00e7ura c\u00edtrica (manga e goiaba branca) que vai diminuindo o impacto enquanto aumenta a acidez. O amargor \u00e9 baixo (8 IBUs) com o ac\u00e9tico potente podendo confundir o bebedor, que ter\u00e1 pela frente um conjunto saboroso e refrescante, que finaliza seco e azedo. No retrogosto, leve adstring\u00eancia, manga, goiaba branca e refrescancia. Bem boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/sourmind.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quinta da sequencia \u00e9 a \u00c9den, uma American Wheat interessante cuja receita mistura cevada e trigo com os l\u00fapulos Azacca, Mandarina Bavaria, Hallertau Blanc e Huell Mellon numa proposta de \u201ccomplexidade para o ver\u00e3o\u201d. De colora\u00e7\u00e3o amarela turva (menos suco de laranja que a anterior) com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e permanencia, a Dogma \u00c9den apresenta uma aroma suave de notas c\u00edtricas (laranja, manga, tangerina e raspas de casca de lim\u00e3o) sobre uma base discret\u00edssima de cereais. H\u00e1 ainda algo de anis. Na boca, a textura suave com leve fris\u00e2ncia. O primeiro toque oferece r\u00e1pida do\u00e7ura com c\u00edtrico batendo ponto no segundo seguinte e trazendo consigo um suave toque de amargor, que bate os 30 IBUs e abre as portas para um conjunto c\u00edtrico, amarguinho e refrescante, que finaliza seco e c\u00edtrico. No retrogosto, casca de lim\u00e3o e refrescancia. Curti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/eden.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nAbrindo o passeio pelas cervejas da Dogma com uma \u00f3tima Sour com centeio, a Sour Dogma, que cai perfeitamente bem para um dia de ver\u00e3o. A White Dogma, por sua vez, conta a hist\u00f3ria da Witbier que queria ser Saison (hehe), e o resultado \u00e9 bastante agrad\u00e1vel. Quem \u00e9 f\u00e3 do estilo de Pierre Celis talvez estranhe um pouco, mas quem curte umas asperezas de Saison pode curtir. Dando um pequeno salto, a Dogma Panopticon Times tem um r\u00f3tulo incr\u00edvel a altura do l\u00edquido que carrega, uma Belgian Saison deliciosa com Cajamaga. J\u00e1 a Sourmind \u00e9 uma Berliner que n\u00e3o decepciona. Muito boa. Finalizando esse primeiro passeio, a \u00c9den mant\u00e9m o n\u00edvel numa receita meio doidinha, que vira do avesso o estilo American Wheat e resulta numa cerveja bem bacana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sour Dogma<br \/>\n\u2013 Produto: Sour<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,25\/5<\/p>\n<p>White Dogma<br \/>\n\u2013 Produto: Wheat Beer<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,25\/5<\/p>\n<p>Dogma Panopticon Times<br \/>\n\u2013 Produto: Belgian Saison<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.6%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,75\/5<\/p>\n<p>Dogma Sourmind<br \/>\n\u2013 Produto: Berliner Weisse<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.4%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,48\/5<\/p>\n<p>Dogma \u00c9den<br \/>\n\u2013 Produto: American Wheat<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.1%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,48\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-41596\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dogma.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dogma.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dogma-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cinco cervejas da Dogma come\u00e7ando pela linha Sour, Wheat e Berliner Weisse da casa. O destaque: Dogma Panopticon Times\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/19\/boteco-de-sao-paulo-dogma-parte-1\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":41596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[526],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41595"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41595"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41595\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41597,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41595\/revisions\/41597"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}