{"id":41396,"date":"2016-12-27T09:56:50","date_gmt":"2016-12-27T11:56:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41396"},"modified":"2017-03-10T11:21:08","modified_gmt":"2017-03-10T14:21:08","slug":"tres-series-luke-cage-luther-e-chefs-table","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/27\/tres-series-luke-cage-luther-e-chefs-table\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas s\u00e9ries: Luke Cage, Luther e Chef&#8217;s Table"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/lukecage.jpg\" width=\"310\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Luke Cage&#8221;, de Cheo Hodari Coker (Netflix)<\/strong><br \/>\n<strong>por <a href=\"http:\/\/www.coisapop.com.br\/\" target=\"_blank\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><br \/>\nNo final de setembro, a Netflix deu continuidade em sua rela\u00e7\u00e3o com a Marvel e estreou a s\u00e9rie estrelada por Mike Colter como Luke Cage. O personagem criado por Archie Goodwin, John Romita e George Tuska no in\u00edcio dos anos 70 faz parte do circuito \u201curbano\u201d da editora e a s\u00e9rie vem no encal\u00e7o de \u201cDemolidor\u201d e \u201cJessica Jones\u201d (tamb\u00e9m dispon\u00edveis na plataforma). Criada por Cheo Hodari Coker, produtor com trabalhos na tev\u00ea como \u201cRay Donovan\u201d, \u201cLuke Cage\u201d se alterna entre ser uma hist\u00f3ria de origem e conversar com eventos recentes vinculados as demais produ\u00e7\u00f5es da Marvel. Al\u00e9m disso, ainda investe pesado (e acerta muito nessa op\u00e7\u00e3o) na rela\u00e7\u00e3o do personagem e da s\u00e9rie em si com a cultura do Harlem \u2013 onde est\u00e3o ambientados os epis\u00f3dios \u2013 e com a m\u00fasica negra. Por exemplo, todos os 13 epis\u00f3dios s\u00e3o nomes de can\u00e7\u00f5es do grupo Gang Starr, que mesclava jazz e hip-hop e contava com o falecido rapper Guru como integrante. A trama parte depois do assassinato da esposa de Luke Cage e da rela\u00e7\u00e3o fracassada com Jessica Jones (exibida na s\u00e9rie dela), com o personagem tentando seguir a vida trabalhando em uma barbearia at\u00e9 que fatos desencadeados pelo g\u00e2ngster Cottonmouth (o sempre competente Mahersala Ali) e a prima Mariah Dillard (Afre Woodard) o fazem surgir como her\u00f3i, mesmo sem ele querer essa persona. Fantasmas do passado surgem e os atos que o levaram a ter a pele invulner\u00e1vel invadem a trama que durante seu percurso inclui a enfermeira Claire Temple (Rosario Dawson, exuberante) e conhecidos dos quadrinhos como Willis Stryker (Erik LaRay Harvey) e Misty Knight (Simone Missick). \u201cLuke Cage\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie que, apesar de di\u00e1logos rasos e sem muita inspira\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7a seu objetivo e \u00e9 pe\u00e7a importante dentro desse universo que a Netflix vem criando junto com o Marvel, sendo superior as duas temporadas de Demolidor, mas abaixo de Jessica Jones. Ainda brilha ao colocar a m\u00fasica como parte fundamental em uma trilha que re\u00fane funk, jazz, soul, rap, hip-hop e R&amp;B e exibe apresenta\u00e7\u00f5es de nomes como Charles Bradley e Method Man (Wu-Tang Clan) para fechar com a grande Sharon Jones e seus Dap-Kings.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/luther.jpg\" width=\"310\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cLuther\u201d, de Neil Cross (BBC)<\/strong><br \/>\n<strong>por <a href=\"http:\/\/www.coisapop.com.br\/\" target=\"_blank\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><br \/>\nO detetive policial que precisa resolver casos da mais complexa e absurda estirpe enquanto tem a vida pessoal brincando na corda bamba a cada hora do dia \u00e9 um tipo de personagem utilizado com bastante frequ\u00eancia seja no cinema, televis\u00e3o, quadrinhos ou literatura, mas que costumeiramente rende boas hist\u00f3rias. \u00c9 o caso de \u201cLuther\u201d, s\u00e9rie inglesa da BBC que est\u00e1 toda dispon\u00edvel no Netflix. Como acontece nas produ\u00e7\u00f5es da emissora brit\u00e2nica, as temporadas exibem poucos epis\u00f3dios (s\u00e3o 16 no total de 4 anos), o que condensa a for\u00e7a da trama e exerce um poder maior no telespectador. Mesmo usando essa esp\u00e9cie conhecida de protagonista, \u201cLuther\u201d se sobressai pela intensidade com que acontece e pela atua\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel do elenco, principalmente de Idris Elba, que atua no papel do detetive cheio de perturba\u00e7\u00f5es, problemas e transtornos que \u00e9 brilhante no trabalho que praticamente suga toda a sua vida. Luther \u00e9 o tipo de pessoa que carrega o passado nas costas sempre que sai de casa, o que se reflete em todos os casos que resolveu e nas pessoas que sofreram com eles. Contudo, Idris Elba n\u00e3o faz disso um fardo que deixe a s\u00e9rie como um dramalh\u00e3o chinfrim, mas assume essa caracter\u00edstica como parte integrante do que faz o personagem existir, sem choro nem vela e muito menos buscas por reden\u00e7\u00e3o (por mais que elas estejam encobertas por ali). Criada por Neil Cross (que depois criaria \u201cCrossbones), \u201cLuther\u201d traz bons e calejados atores no elenco como os parceiros de for\u00e7a interpretados por Michael Smiley e Dermut Cowley e novos nomes como Ruth Wilson (que tem uma rela\u00e7\u00e3o complicada com o detetive) e o parceiro vivido por Warren Brown. Trabalhando entre o nublado e o cinza e tomando atitudes n\u00e3o convencionais durante o caminho (o que faz o telespectador se perguntar com const\u00e2ncia se os meios justificam os fins), temos uma \u00f3tima s\u00e9rie policial que supera os chav\u00f5es que exibe devido a for\u00e7a e profundidade com que se apresenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/chefs.jpg\" width=\"324\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cChef&#8217;s Table\u201d, de David Gelb (Netflix)<\/strong><br \/>\n<strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><br \/>\nOs chefs de cozinha s\u00e3o os novos rockstars, algu\u00e9m (na verdade, v\u00e1rios) j\u00e1 descreveu, e esta caprichada web s\u00e9rie da Netflix, que estreou suas duas primeiras temporadas em 2015 e ganhou um spin-off esperto em 2016, est\u00e1 ai para comprovar a tese. Criada pelo diretor nova-iorquino David Gelb, \u201cChef&#8217;s Table\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie de document\u00e1rios que flagra alguns dos mais famosos chefs de cozinha do mundo focando primeira em sua hist\u00f3ria pessoal, depois em sua cozinha. Num momento em que a culin\u00e1ria soa hiperbolizada em sua exposi\u00e7\u00e3o televisiva com Masters Chefs em cada canto do planeta transformando o prazer pela cria\u00e7\u00e3o em competi\u00e7\u00e3o e agora com um canal dedicando sua programa\u00e7\u00e3o inteira \u00e0 comida (Food Network) na TV fechada, o resultado de \u201cChef&#8217;s Table\u201d \u00e9 excepcional porque une um roteiro conciso com uma fotografia incr\u00edvel (elevando imagens captadas por drones a um n\u00edvel m\u00e1gico) aliada a hist\u00f3rias imperd\u00edveis de vontade, sofrimento e perseveran\u00e7a, que permeiam quase todas as narrativas. Interessante: se a cr\u00edtica musical e cinematogr\u00e1fica soa entretenimento no mundo moderno, a cr\u00edtica culin\u00e1ria mant\u00e9m a for\u00e7a que Pauline Kael tinha nos anos 70, podendo transformar algo em \u00edcone com algumas palavras. A primeira temporada, por exemplo, \u00e9 aberta por Massimo Bottura, respons\u00e1vel pela Osteria Francescana, de Modena, na It\u00e1lia, atual restaurante n\u00famero 1 do mundo, e se n\u00e3o fosse o problema no carro de um cr\u00edtico culin\u00e1rio, que se viu obrigado a parar na cidade e adentrar inesperadamente o restaurante, talvez j\u00e1 tivesse fechado \u00e1s portas. Seguem-se Dan Barber (EUA), Francis Mallmann (Argentina), Niki Nakayama (EUA), Ben Shewry (Austr\u00e1lia) e Magnus Nilsson (Su\u00e9cia) na primeira temporada, mais Grant Achatz (EUA), Alex Atala (Brasil), Dominique Crenn (EUA), Enrique Olvera (M\u00e9xico), Ana Ros (Slovenia) e GAGGAN Anand (Tail\u00e2ndia) na segunda. Sentiu falta de chefs franceses? Eles ganharam um spin-off em 2016 com quatro epis\u00f3dios. Impressiona as hist\u00f3rias de Atala e Ana Ros, que ca\u00edram meio sem querer nessa de cozinhar, e hoje s\u00e3o reverenciados. A temporada de 2017 j\u00e1 est\u00e1 escalada (Ivan Orkin, Jeong Kwan, Nancy Silverton, Tim Raue, Virgilio Martinez e Vladimir Mukhin) e mesmo que voc\u00ea odeie programas culin\u00e1rios televisivos, d\u00ea uma chance porque a qualidade de \u201cChef&#8217;s Table\u201d vai al\u00e9m do tema: s\u00e3o document\u00e1rios no que o estilo tem de melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wQGemT66yhc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vTZvxT03y1U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qKqj85oo2wI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><br \/>\n\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Luke Cage se sai melhor que Demolidor; Luther \u00e9 uma boa s\u00e9rie inglesa; Chef&#8217;s Table \u00e9 absolutamente impec\u00e1vel \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/27\/tres-series-luke-cage-luther-e-chefs-table\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":41397,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36],"tags":[1559,1557,1558,153,154],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41396"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41396"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41398,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41396\/revisions\/41398"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}