{"id":41374,"date":"2016-12-16T10:44:06","date_gmt":"2016-12-16T12:44:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41374"},"modified":"2017-03-03T17:07:51","modified_gmt":"2017-03-03T20:07:51","slug":"tres-cds-green-day-descendents-wander-wildner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/16\/tres-cds-green-day-descendents-wander-wildner\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas CDs: Green Day, Descendents, Wander Wildner"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/greenday.jpg\" width=\"440\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cRevolution Radio\u201d, Green Day (Reprise)<\/strong><br \/>\n<strong>por <a href=\"http:\/\/www.coisapop.com.br\/\" target=\"_blank\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><br \/>\nDepois do insucesso do projeto triplo que envolveu os discos \u201c\u00a1Uno!\u201d, \u201c\u00a1Dos!\u201d e \u201c\u00a1Tr\u00e9!\u201d, lan\u00e7ados entre setembro e dezembro de 2012, Billie Joe Armstrong, Tr\u00e9 Cool e Mike Dirnt retornam em 2016 com \u201cRevolution Radio\u201d. Novamente distribu\u00eddo pela Reprise Records, o trio deixou o velho amigo e produto Rob Cavallo e fez tudo sozinho no disco. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum cru, sem grandes invencionices, que aponta para os primeiros registros sem esquecer coisas posteriores como \u201cAmerican Idiot\u201d (2004), o que \u00e9 normal para uma banda com os anos de vida que o Green Day ostenta. A banda nunca foi de deixar problemas atuais ficarem longe das m\u00fasicas e isso novamente aparece como na en\u00e9rgica faixa-t\u00edtulo e em \u201cTroubled Times\u201d (e vem se alongando ao vivo devido ao momento ainda mais cr\u00edtico dos EUA). Os 44 minutos de \u201cRevolution Radio\u201d n\u00e3o exibem nenhuma can\u00e7\u00e3o estupenda e as que ficam mais pr\u00f3ximas disso s\u00e3o \u201cBang Bang\u201d, primeiro single, com as paradas caracter\u00edsticas do grupo, e a pra cima \u201cYoungblood\u201d, mas \u201cRevolution Radio\u201d deve ser entendido como um disco de transi\u00e7\u00e3o, com o trio novamente tomando as r\u00e9deas da carreira, saindo em turn\u00ea, sentido prazer em tocar. O grande problema do Green Day \u2013 e isso vem desde \u201cAmerican Idiot\u201d \u2013 \u00e9 querer se alinhar entre o punk e o rock de arena, o que gerou bons trabalhos, mas tudo indica ter chegado a um limite de satura\u00e7\u00e3o. Isso fica claro em faixas como \u201cSomewhere Now\u201d, \u201cOutlaws\u201d e \u201cStill Breathing\u201d. J\u00e1 que a banda pensou esse \u201cRevolution Radio\u201d como uma retomada de origens, seria interessante, no futuro, retomar esse caminho sem concess\u00f5es, com tudo, pois o trio aparenta ainda ter f\u00f4lego para tanto \u2013 basta s\u00f3 deixar de lado as pretens\u00f5es. A conferir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6 (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=28k-ELS9uiQ\" target=\"_blank\">ou\u00e7a no Youtube<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/descendents.jpg\" width=\"440\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cHypercaffium Spazzinate\u201d, Descendents (Epitaph)<\/strong><br \/>\n<strong>por <a href=\"http:\/\/www.coisapop.com.br\/\" target=\"_blank\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><br \/>\nBanda essencial do punk rock californiano formada em 1977 e influ\u00eancia para diversos grupos, o Descendents retomou a estrada em 2010 na quinta volta do quarteto e agora chega ao s\u00e9timo \u00e1lbum da carreira, \u201cHypercaffium Spazzinate\u201d, o primeiro de in\u00e9ditas desde 2004 (ano do bom \u201cCool To Be You\u201d). Lan\u00e7ado pela gravadora Epitaph, \u201cHypercaffium Spazzinate\u201d apresenta 16 m\u00fasicas na vers\u00e3o principal e mais cinco numa vers\u00e3o deluxe que longe de ser apenas uma enche\u00e7\u00e3o de lingui\u00e7a traz can\u00e7\u00f5es do mesmo n\u00edvel do disco como \u201cDays of Desperation\u201d, \u201cBusiness A.U\u201d e \u201cUnchaged\u201d. Banda punk de primeira hora com discos na bagagem do porte de \u201cI Don\u2019t Want to Grow Up\u201d (1985) e \u201cEverything Sucks (1996)\u201d (sem contar a seminal estreia com \u201cMiles Goes to College\u201d de 1982), o grupo j\u00e1 cinquent\u00e3o exibe uma obra com a mesma pegada que conquistou tantos e tantos f\u00e3s. As faixas s\u00e3o elaboradas por todos os integrantes \u2013 a saber: Stephen Egerton (guitarra), Milo Aukerman (vocal), Karl Alvarez (baixo) e Bill Stevenson (bateria) \u2013 e apresentam as tem\u00e1ticas cotidianas e bem humoradas j\u00e1 conhecidas de outrora, com algumas mais s\u00e9rias como \u201cFeel This\u201d que fala sobre perda. Com faixas como \u201cVictim Of Me\u201d, \u201cShameless Halo\u201d, \u201cComeback Kid\u201d, \u201cBeyond The Music\u201d e principalmente a chicletuda \u201cWithout Love\u201d, o Descendents retorna com um \u00e1lbum que rememora seus melhores momentos e um dos grandes discos desse ano. Escute alto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5 (<a href=\"http:\/\/epitaph.com\/artists\/descendents\/release\/hypercaffium-spazzinate\" target=\"_blank\">ou\u00e7a no site da Epitaph<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/wander1.jpg\" width=\"440\" height=\"439\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Vida \u00e9 Uma Toalha Estendida no Varal\u201d, Wander Wildner (Fora da Lei)<\/strong><br \/>\n<strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><br \/>\nWander Wildner \u00e9 um her\u00f3i punk, mas n\u00e3o o her\u00f3i tradicional do mundo moderno, constru\u00eddo por factoides estilha\u00e7ados de uma grande m\u00eddia \u00e1vida por audi\u00eancia e dinheiro p\u00fablico, her\u00f3is cuja m\u00e1scara pode cair a qualquer momento. N\u00e3o, Wander \u00e9 daqueles her\u00f3is antigos, t\u00e3o poderoso quanto rabugento, t\u00e3o genial quanto arisco. E antissocial, um adjetivo que poderia soar crudel\u00edssimo para viciados em redes sociais, mas que cai bem em caminhoneiros de s\u00e9ries televisivas e roqueiros que s\u00f3 precisam de uma mochila com \u201cduas camisetas de bandas que eu gosto, uma bermuda, um chinelo e o viol\u00e3o nas costas\u201d porque eles sabem que a verdade est\u00e1 no \u00e2mago, l\u00e1 fundo da carne sangrando, nas rela\u00e7\u00f5es humanas verdadeiras, e n\u00e3o numa foto do Instagram, num text\u00e3o do Facebook ou num tweet engra\u00e7adinho que vira meme. \u00c9 um clich\u00ea, mas \u00e9 sincero: \u00e9 dif\u00edcil escolher uma m\u00fasica s\u00f3 de \u201cA Vida \u00e9 Uma Toalha Estendida no Varal\u201d, 10\u00ba \u00e1lbum de Wander, e um de seus melhores trabalhos. Podia ser \u201cSempre Que Posso, Eu Fujo do Inverno\u201d (da boa frase \u201ceu aprendi a ignorar as minhas d\u00favidas \/ o que n\u00e3o entendo eu decidi deixar pra tr\u00e1s\u201d) as arrepiantes \u201cCom Lineker e com Desapego\u201d e \u201cFantasma\u201d, a brilhante \u201cAmigo\u201d (\u201cMeu amigo transcenda o preciosismo cultural \/ Ningu\u00e9m comove em rede social\u201d), \u201cScript\u201d (com participa\u00e7\u00e3o deliciosa de Lulina), a genial \u201cPensando em Ratos\u201d ou mesmo \u201cMeio Bauhaus, Meio Inverno\u201d, que combina com esse ano macabro em que (sobre)vivemos uma \u201cvida de merda, de porra nenhuma, med\u00edocre, meio rock and roll moderno, completo e sem sal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9 (<a href=\"https:\/\/wanderwildner.bandcamp.com\/album\/a-vida-uma-toalha-estendida-no-varal\" target=\"_blank\">ou\u00e7a no Bandcamp<\/a>)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mg5Bp_Gzs0s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Fa8RmCf9CjI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1R4TWRmikYs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><br \/>\n\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Green Day tentar voltar as origens; Descendents num dos grandes discos do ano; Wander Wildner em um dos seus melhores trabalhos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/16\/tres-cds-green-day-descendents-wander-wildner\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":41375,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1543,1542,213],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41374"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41374"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41379,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41374\/revisions\/41379"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}