{"id":41336,"date":"2016-12-12T16:00:04","date_gmt":"2016-12-12T18:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41336"},"modified":"2017-01-30T01:38:00","modified_gmt":"2017-01-30T03:38:00","slug":"entrevista-fresno-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/12\/entrevista-fresno-2016\/","title":{"rendered":"Entrevista: Fresno (2016)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas 11 faixas que comp\u00f4s para \u201cA Sinfonia de Tudo que H\u00e1\u201d (2016), novo disco da Fresno, Lucas Silveira, vocalista e l\u00edder da banda, imaginou construir algo como uma \u00f3pera-rock. \u00c9 ele mesmo quem admite isso ao explicar como concebeu o s\u00e9timo \u00e1lbum de est\u00fadio do quarteto criado em Porto Alegre e radicado em S\u00e3o Paulo. Se chegou ao seu objetivo, s\u00e3o os f\u00e3s que poder\u00e3o dizer ao ouvir este trabalho conceitual, que traz um som bem diferente daquele que, durante um per\u00edodo, tornou a Fresno protagonista no mainstream do rock brazuca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais independentes do que nunca, Lucas, Thiago Guerra (bateria), Gustavo Mantovani (guitarra) e Mario Camelo (teclado) \u2013 a banda n\u00e3o tem baixista fixo \u2013 se permitiram neste disco ter o acompanhamento da orquestra do maestro Lucas Lima. E conseguiram uma proeza: arrastar ningu\u00e9m menos que Caetano Veloso pra participar de uma das faixas, no caso, \u201cHoje Sou Trov\u00e3o\u201d. Nesta entrevista, Lucas conta mais sobre a concep\u00e7\u00e3o do novo projeto ao PLUG, parceiro do Scream &amp; Yell:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WVjb_oBwhVo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea diz no material de divulga\u00e7\u00e3o do novo disco que ele foi \u201cconcebido como uma \u00f3pera-rock, mas sem necessariamente fazer uso do que classifica uma obra como \u00f3pera\u201d. Voc\u00ea pode explicar essa ideia?<\/strong><br \/>\nEsteticamente, o disco mostra que fizemos v\u00e1rias escolhas que inevitavelmente o tornariam diferente. H\u00e1 mais de um ano, quando tivemos a primeira conversa sobre o disco, a ideia era n\u00e3o repetir nada do que a gente tinha feito, tenha dado certo ou n\u00e3o. Por n\u00e3o sermos t\u00e3o veteranos, n\u00e3o temos aquela obriga\u00e7\u00e3o de tocar aqueles mesmos hits pra sempre, e isso nos d\u00e1 uma liberdade. A partir disso, decidimos fazer m\u00fasicas sem pensar em formato, em o que as pessoas v\u00e3o achar ou em que r\u00e1dio vai tocar. Ent\u00e3o comecei a pensar em como amarrar as m\u00fasicas, a partir de uma hist\u00f3ria que eu j\u00e1 tinha pr\u00e9-concebido. O disco conta uma hist\u00f3ria com in\u00edcio, meio e fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o \u00e9 um disco f\u00e1cil, que prende o ouvinte na primeira audi\u00e7\u00e3o ou que ir\u00e1 tocar em r\u00e1dios. Voc\u00eas pensaram nisso enquanto compunham?<\/strong><br \/>\nEssa liberdade que tivemos pra fazer o disco soar dessa maneira \u00e9 fruto do momento que o rock, o pop rock e at\u00e9 o formato banda vivem. Qual r\u00e1dio de fato toca rock no Brasil? Em S\u00e3o Paulo, centro do pa\u00eds, tem uma r\u00e1dio que dedica uma porcentagem de tempo m\u00ednima, pra n\u00e3o dizer nula, ao que se est\u00e1 fazendo hoje. A mensagem \u00e9 de como o rock era bom antigamente. H\u00e1 menos de 10 anos, as r\u00e1dios tocavam System of a Down, que \u00e9 mais extrema do que a gente. O formato \u201cradio rock\u201d, que tem nos EUA e aqui teve muito, \u00e9 uma parada que n\u00e3o existe. Se voc\u00ea n\u00e3o precisa pensar nisso, seu processo fica muito mais livre e voc\u00ea pode mandar uma banana pra esse mercado. A influ\u00eancia externa, pra atender esse formato de r\u00e1dio, pode ser cruel pro trabalho. O p\u00fablico de rock costuma perceber quando a m\u00fasica \u00e9 feita pro r\u00e1dio e n\u00e3o gosta disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de um bom tempo desfrutando de muita popularidade, a Fresno voltou a ser independente h\u00e1 cinco anos. At\u00e9 por isso \u00e9 poss\u00edvel fazer trabalhos experimentais como o disco novo?<\/strong><br \/>\nNos moldes mais antigos, quando a gravadora ia lan\u00e7ar o disco de um artista que j\u00e1 tinha p\u00fablico, existia um investimento bem consider\u00e1vel, em divulga\u00e7\u00e3o, r\u00e1dio, TV, que custava muito dinheiro. Esse investimento, pra uma empresa que visa lucro, precisa voltar multiplicado. \u00c9 uma troca, em que voc\u00ea entra com seu material art\u00edstico e a gravadora, com esse suporte. Mas tem uma coisa muito importante nessa mec\u00e2nica, que hoje em dia n\u00e3o existe mais, que \u00e9 o dinheiro. [Risos] As gravadoras at\u00e9 faturam de outras maneiras, com contratos de edi\u00e7\u00e3o super bizarros ou com parte do cach\u00ea das bandas. Porque o dinheiro da compra de m\u00fasica \u00e9 muito menor do que j\u00e1 foi. Se n\u00e3o existe mais o dinheiro, ceder a sua cria\u00e7\u00e3o pros caras n\u00e3o vale a pena. A gente vive disso. A gravadora vive de 100 ou 200 artistas, e se um deles der errado, n\u00e3o tem o menor problema. Mas se eu fizer uma escolha art\u00edstica ruim, quem vai se dar mal sou eu. Justamente por causa da dimens\u00e3o que a Fresno teve, e do p\u00fablico que a gente tem, podemos nos dar ao luxo de lan\u00e7ar um disco independente e de correr certos riscos. A gente educou nosso p\u00fablico a esperar isso da gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neste disco, que \u00e9 conceitual, as letras trazem mensagens otimistas, que se contrap\u00f5em ao clima musical, um tanto sombrio. Foi proposital?<\/strong><br \/>\nComo compositor, sempre toco num tipo de emo\u00e7\u00e3o. N\u00e3o consigo me livrar muito disso. J\u00e1 trabalhei com publicidade, e \u00e0s vezes me pedem um tipo de leveza que n\u00e3o consigo dar. Normalmente, crio sequ\u00eancias de acordes que, se n\u00e3o s\u00e3o sombrias, s\u00e3o melanc\u00f3licas, tristes, ou caem pro lado raivoso. N\u00e3o consigo ser super ensolarado. Mas, talvez pela mensagem das letras, nesse disco a gente at\u00e9 consiga neutralizar um pouco isso. E ao mesmo tempo uso isso a meu favor, \u00e9 uma maneira de fazer m\u00fasica com a qual me identifico. As bandas de que gosto quase sempre caem pra esse lado de provocar emo\u00e7\u00f5es fortes, reflex\u00f5es. Gosto de bandas dif\u00edceis de ficar indiferente. O disco n\u00e3o \u00e9 aquele que voc\u00ea vai colocar num churrasco com seus amigos e deixar tocando sem prestar aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma m\u00fasica feita pra outro momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que a ideia de utilizar uma orquestra no disco?<\/strong><br \/>\nNos discos mais recentes, de uns cinco anos pra c\u00e1, eu vinha usando as cordas pra sublinhar algumas nuances da m\u00fasica e trazer uma emo\u00e7\u00e3o, um arrepio. Neste disco, a gente reduziu o tamanho da banda justamente pra que essas cordas falassem mais alto e de fato tomassem o protagonismo. \u00c9 um disco que funcionaria perfeitamente se fosse somente uma orquestra tocando. Da mesma maneira, no processo inicial da grava\u00e7\u00e3o, quando est\u00e1vamos fazendo as m\u00fasicas, \u00e9ramos os quatro tocando guitarra, baixo, bateria e teclado, e tamb\u00e9m funcionou bem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ty-rpUhz2Ns?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m da orquestra, tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o do Caetano Veloso, que deve ser o sonho de 10 entre 10 artistas. Como rolou isso?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 cruzamos com o Caetano em v\u00e1rios eventos, e j\u00e1 trabalhei com a Paula Lavigne, mulher e empres\u00e1ria dele. Vinha rolando uma onda de se usar participa\u00e7\u00f5es pra conseguir um viral entre as pessoas que curtem aquele artista, pelo sentido puramente comercial. No nosso caso, n\u00e3o. Quando gravamos o disco, est\u00e1vamos ouvindo muito o \u201cAbra\u00e7a\u00e7o\u201d no camarim, que me fez revisitar tudo o que eu j\u00e1 conhecia de Caetano e ouvir os trabalhos mais recentes que nunca tinha escutado. Um dia perguntei pra Paula se o Caetano toparia ouvir uma faixa e cantar com a gente. Rolou a oportunidade de ir a casa dele e ele pediu pra tocarmos a m\u00fasica. Foi uma parada surreal, pensei nos meus pais, nos meus amigos. [Risos] Destrinchei a m\u00fasica verso por verso e expliquei o conceito do disco. O Caetano n\u00e3o parou no tempo e est\u00e1 sempre ligado em tudo. Ele entendeu muito bem nosso idioma musical e gostou da m\u00fasica. Meses depois, ele estava no est\u00fadio com a gente. Somos uma banda de rock do Rio Grande do Sul, tem um monte de ideias pr\u00e9-concebidas sobre a gente, e o Caetano Veloso topou gravar no nosso disco. Isso nos deu uma puta inje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No \u201cMar\u00e9 Viva\u201d, voc\u00eas j\u00e1 tiveram Lenine e Emicida como convidados. As participa\u00e7\u00f5es vieram pra ficar no trabalho da Fresno?<\/strong><br \/>\nMais do que pra ficar, \u00e9 pra somar. E pra passar uma mensagem pro nosso p\u00fablico, que \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 familiarizado com os caras, de que as diferen\u00e7as musicais que as pessoas enxergam quase sempre v\u00eam de preconceito, que tentamos quebrar. Quando anunciamos que o Emicida iria cantar com a gente, havia f\u00e3s da Fresno que nem tinham ideia de quem ele \u00e9, das ideias que ele defende, da m\u00fasica que ele faz. E com certeza deve haver f\u00e3s do Emicida que questionaram ele cantar com uma banda \u201cemo\u201d. E a\u00ed, por uma curiosidade m\u00f3rbida, a pessoa pode ir ouvir e achar legal, ou confirmar o preconceito mesmo. Mas passamos a mensagem de que h\u00e1 muita coisa pra se fazer dentro da m\u00fasica e que misturar \u00e9 sempre muito saud\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A ideia \u00e9 continuar sem um baixista fixo?<\/strong><br \/>\nDados o momento e a idade da banda, ainda n\u00e3o fez sentido pra gente incorporar um baixista s\u00f3 porque tem que ter um. No novo disco, eu gravei o baixo. E temos um baixista contratado, que toca com a gente nos shows, que cumpre muito a fun\u00e7\u00e3o dele. Mas quando a pessoa entra na banda, ela vira s\u00f3cia de um trabalho que est\u00e1 em andamento h\u00e1 muito tempo. A coisa \u00e9 bem mais complicada que s\u00f3 colocar uma pessoa. O Natiruts, por exemplo, \u00e9 uma banda de dois caras, e o resto \u00e9 tudo contratado. E isso \u00e9 mais normal do que se imagina. Como no rock tem essa no\u00e7\u00e3o de banda, muita gente estranha o cara estar no palco e n\u00e3o na foto. Mas pra gente \u00e9 normal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas v\u00eam emendando uma turn\u00ea na outra. Como est\u00e1 essa agenda?<\/strong><br \/>\nPela primeira vez, a gente parou um pouco entre uma turn\u00ea e outra, mas n\u00e3o deu nem pra descansar. Foram dois meses em que lan\u00e7amos o disco digitalmente e trabalhamos bastante na internet. Agora lan\u00e7amos o disco f\u00edsico e come\u00e7amos os shows. J\u00e1 fizemos Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Porto Alegre. Em 2017, vamos rodar o Brasil inteiro com o disco novo. A ideia \u00e9 nunca parar de fazer shows, porque \u00e9 de onde a gente tira o nosso sustento. E tamb\u00e9m \u00e9 o que faz a banda ter uma rela\u00e7\u00e3o direta com o p\u00fablico. Os shows novos t\u00eam sido incr\u00edveis, os f\u00e3s querem muito ouvir as m\u00fasicas do disco novo ao vivo, pedem at\u00e9 pra tocar inteiro, na ordem. Isso n\u00e3o rola muito, ainda mais numa banda que tem 17 anos. Normalmente, as pessoas querem ouvir os hits. Isso mostra que a galera curtiu mesmo o trabalho.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HZd0gVnHOzY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira. A foto que abre o texto \u00e9 de Jonas Tucci \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013 &#8220;Beeshop \u00e9 um projeto mais est\u00e9tico, mais de cria\u00e7\u00e3o, do que um porta-voz&#8221;, diz Lucas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-beeshop-2016\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Entrevista 2014: \u201c A liberdade de ser independente \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o e um fardo\u201d, diz Lucas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/08\/entrevista-fresno\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Entrevista 2013: \u201cA gente diversificou muito nossa gama de influ\u00eancias\u201d, diz Lucas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/08\/entrevista-fresno\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cRevanche\u201d, quinto \u00e1lbum da Fresno, \u00e9 muito bem resolvido, por Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/21\/cd-revanche-fresno\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Novo disco da Fresno, \u201cA Sinfonia de Tudo que H\u00e1&#8221;, \u00e9 uma \u00f3pera-rock que conta com a participa\u00e7\u00e3o de Caetano\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/12\/entrevista-fresno-2016\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":41337,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1052],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41336"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41336"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41339,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41336\/revisions\/41339"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}