{"id":41161,"date":"2016-11-30T14:57:58","date_gmt":"2016-11-30T16:57:58","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41161"},"modified":"2019-04-01T21:50:22","modified_gmt":"2019-04-02T00:50:22","slug":"domingos-oliveira-1966-2002-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/30\/domingos-oliveira-1966-2002-2011\/","title":{"rendered":"Domingos Oliveira: 1966, 2002, 2011"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/todas.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"649\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cTodas as Mulheres do Mundo\u201d, de Domingos Oliveira (1966)<\/strong><br \/>\nLeila Diniz! Esse filme poderia ser resumido apenas em Leila e no seu olhar de moleca, sua verve arruaceira e sedu\u00e7\u00e3o poderosa, mas esse pequeno filme da zona sul carioca conseguiu ir ainda mais al\u00e9m. Grande sucesso da carreira de Domingos, \u201cTodas as Mulheres do Mundo\u201d tem a honra de ser uma dos raros sucessos de cr\u00edtica e p\u00fablico em nosso cinema, lotando salas e tornando Paulo Jos\u00e9 e Leila em astros da \u00e9poca. Com a leveza dos anos 60 e certa frivolidade sem culpas, a estreia de Domingos no cinema tem a cara da zona sul carioca, que se banhava nas areias de Ipanema sem pensar em pol\u00edtica. Com tintas autobiogr\u00e1ficas (o diretor era ent\u00e3o casado com Leila Diniz), \u201cTodas as Mulheres do Mundo\u201d acompanha o ciclo completo do relacionamento dos protagonistas, com um olhar sagaz e uma linguagem bastante pop, com as marcas do autor j\u00e1 delineadas: a verborragia, o existencialismo fanfarr\u00e3o e a paix\u00e3o desmedida. Despretensiosamente, o filme tem uma das sequ\u00eancias mais belas filmadas por Domingos: completamente apaixonados, Maria Alice e Paulo dan\u00e7am, sobre a cama, ao som de \u201cJambalaya\u201d, at\u00e9 que ele se traveste com as roupas dela, enquanto ouvimos o riso apaixonante de Alice \u2013 mais Leila do que nunca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: *****<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/separacoes.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"645\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSepara\u00e7\u00f5es\u201d, de Domingos Oliveira (2002)<\/strong><br \/>\n\u201cO amor \u00e9 uma selvageria.\u201d, diz o personagem de Domingos em certo momento do filme \u201cSepara\u00e7\u00f5es\u201d, desiludido do amor e j\u00e1 encharcado de u\u00edsque. Como na \u201cQuadrilha\u201d, de Carlos Drummond, \u201cSepara\u00e7\u00f5es\u201d re\u00fane v\u00e1rios personagens que amam uns aos outros, por\u00e9m cada um em seu momento, desencadeando situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o da com\u00e9dia a trag\u00e9dia grega. Centrado no casal Cabral e Glorinha (Domingos\/Priscilla Rozenbaum), \u201cSepara\u00e7\u00f5es\u201d consegue alinhar essa ciranda, criando uma mise-en-sc\u00e8ne que faz com que suas personagens disponham-se de forma quase ordenada em meio a verborragia po\u00e9tica de seu texto, que mescla pequenos poemas entre as falas de cada personagem. \u201cSepara\u00e7\u00f5es\u201d define Domingos que, como diz uma das personagens, \u201ctende para a overdose no amor\u201d. Al\u00e9m disso, o elenco, j\u00e1 tarimbado em suas obras (Priscilla, Ricardo Kosovski, Maria Ribeiro), consegue dar conta de uma hist\u00f3ria que capta a delicadeza e a intensidade do amor de forma sincera e atemporal. Certamente o poema de Cabral \u00e9 um dos momentos mais apaixonados\/apaixonantes do filme: \u201cVamos foder o dia inteiro? Vamos aceitar tudo o que o outro \u00e9? Defender tudo o que o outro \u00e9? Amar tudo o que o outro \u00e9? Vamos foder o dia inteiro?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Separa\u00e7\u00f5es: ****\u00bd<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/domingos1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"603\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cDomingos\u201d, de Maria Ribeiro (2011)<\/strong><br \/>\nFilmado de forma \u00edntima durante oito anos por Maria Ribeiro, \u201cDomingos\u201d n\u00e3o se apresenta como um document\u00e1rio que busca dar conta da biografia de Domingos Oliveira. N\u00e3o h\u00e1 depoimentos buscando uma linearidade, nem h\u00e1 a necessidade de dar conta do todo de seu personagem. \u00c9 um recorte muito claro: este \u00e9 o Domingos de Maria. Com um olhar fraternal, de quem tem na figura de Oliveira um pai, Maria filma momentos de intimidade, espa\u00e7os de cria\u00e7\u00e3o e re\u00fane poucas falas de personalidades, como Fernanda Montenegro. A principal inten\u00e7\u00e3o do longa \u00e9 captar aquela ess\u00eancia de fil\u00f3sofo de bar do Baixo G\u00e1vea que paira sobre Domingos. Maria quer nos fazer ouvir e vivenciar as mesmas experi\u00eancias que ela, como amiga \u00edntima do personagem, vivencia constantemente. Com esse car\u00e1ter, o longa se fecha em seu pr\u00f3prio universo, n\u00e3o servindo em nenhum momento de porta de entrada para quem tenta conhecer a obra de Domingos, mas soando claramente um filme para iniciados e, mais que isso, para apaixonados pela obra deste artista. \u201cDomingos\u201d \u00e9 como uma carta de amor e amizade de Maria para Domingos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: ****<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YyJ7SFSxOU0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p9wfU_n5W0o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SnSmcfN_-tM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/YouMeDancin\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">You! Me! Dancing!<\/a> e Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas filmes de Domingos de Oliveira &#8211; 1971, 1998, 2005 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/09\/domingos-oliveira-1971-1998-2005\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cTodas as Mulheres do Mundo\u201d (com Leila Diniz, de 1966), \u201cSepara\u00e7\u00f5es\u201d (de 2002) e o document\u00e1rio &#8220;Domingos&#8221;, de Maria Ribeiro (2011)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/30\/domingos-oliveira-1966-2002-2011\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":41162,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[1445],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41161"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41161"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41161\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50880,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41161\/revisions\/50880"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}