{"id":41118,"date":"2016-11-24T09:16:26","date_gmt":"2016-11-24T11:16:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41118"},"modified":"2017-02-01T11:10:52","modified_gmt":"2017-02-01T13:10:52","slug":"entrevista-cuscobayo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/24\/entrevista-cuscobayo\/","title":{"rendered":"Entrevista: Cuscobayo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVamo\u2019 Cuscobayo \/ Ustedes pongan huevos que ganamos&#8230;\u201d O canto da torcida do Boca Juniors, adaptado para servir \u00e0 causa pr\u00f3pria, abre o primeiro LP da banda ga\u00facha Cuscobayo. O riff de viol\u00e3o, emoldurado por percuss\u00e3o, vocais em un\u00edssono e riff punk de trompete, d\u00e1 ao ouvinte todo o contexto que ele precisa para saber o que se seguir\u00e1: um jorro de energia mais ac\u00fastico que el\u00e9trico, t\u00e3o ga\u00facho quanto platense. \u00c9 a primeira faixa, \u201cAntigo Sof\u00e1 de Molas\u201d, mas a t\u00f4nica mant\u00e9m-se pelas outras nove. Uma receita que vem conquistando p\u00fablico em seu Estado natal, a ponto de colocar mais de 500 pessoas em show pr\u00f3prio em Caxias do Sul, base do quinteto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael Froner (voz e viol\u00e3o), Alejando Montes de Oca (trumpete e voz), Marcos Sandoval (voz e caj\u00f3n), Louren\u00e7o Golin (baixo) e Rafael Castilhos (percuss\u00e3o) formaram a Cuscobayo em 2012. Desde ent\u00e3o, lan\u00e7aram o EP \u201cNa Cancha\u201d em 2013 e o \u00e1lbum completo hom\u00f4nimo em 2016. A presen\u00e7a constante, quase semanal, em palcos ga\u00fachos, lhes rendeu um publico consider\u00e1vel para uma banda independente, principalmente se considerarmos que eles n\u00e3o t\u00eam clipe, e o primeiro EP pecava bastante na qualidade sonora. \u201cCuscobayo\u201d, o \u00e1lbum, resolve esse \u00faltimo problema, com uma produ\u00e7\u00e3o que valoriza a rusticidade do som e traduz a energia bruta dos shows em um disco vi\u00e1vel. As letras oscilam entre uma \u201cboa onda\u201d recomend\u00e1vel e o discurso de frases prontas e superficiais, mas \u00e9 na execu\u00e7\u00e3o crua e intensa que a banda ganha seu p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2016 foi um ano que trouxe n\u00e3o apenas o lan\u00e7amento do disco, mas tamb\u00e9m a primeira passagem por palcos mais ao norte de seus lares. S\u00e3o Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Goi\u00e1s receberam a Cusco, e para 2017, h\u00e1 a previs\u00e3o, quase confirmada, de shows na Argentina e no Uruguai. Al\u00e9m do segundo disco. Nesse est\u00e1gio de poss\u00edvel transi\u00e7\u00e3o para algo maior, o Scream &amp; Yell conversou com Rafael Froner logo ap\u00f3s o show da banda abrindo para sua maior refer\u00eancia musical, os argentinos <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/12\/entrevista-onda-vaga-2016\/\" target=\"_blank\">Onda Vaga<\/a>. Com sotaque carregado e segurando um mate na outra ponta da linha telef\u00f4nica, o frontman assumido da Cuscobayo contou como vive esse momento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ws-kae7wjDI?start=63&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando conversamos durante a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/03\/festival-brasileiro-de-musica-de-rua-2016\/\" target=\"_blank\">Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua<\/a>, voc\u00ea disse que a banda conseguia ser o ganha-p\u00e3o de voc\u00eas. Isso ainda \u00e9 a realidade?<\/strong><br \/>\n\u00c9 meio relativo. N\u00e3o ganhamos o suficiente para nos sustentarmos 100% com a banda. Todos largamos nossos empregos formais para viver da Cuscobayo. A gente est\u00e1 crescendo, mas est\u00e1 vendo que com isso aumentam tamb\u00e9m os gastos. Por exemplo: investimos um monte para captar bem o som e o v\u00eddeo no nosso show com o Onda Vaga no Opini\u00e3o [em outubro de 2016] para fazermos clipes e tal. Por enquanto estamos pegando esse dinheiro da banda, separando um pouco para n\u00f3s e investindo muito nela. Mas todos fazemos uns bicos. A banda n\u00e3o d\u00e1 preju\u00edzo, ela se sustenta, mas n\u00e3o d\u00e1 para pagar o aluguel s\u00f3 com a grana dela. A previs\u00e3o \u00e9 que a gente consiga isso em breve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi com o Onda Vaga, ali\u00e1s? S\u00e3o, afinal, a maior refer\u00eancia de voc\u00eas.<\/strong><br \/>\nFoi muito bom, muito positivo. A gente trocou muita ideia com eles, s\u00e3o gente comum, de boa. Foi emocionante para n\u00f3s, quer\u00edamos fazer isso h\u00e1 muito tempo. Nunca tivemos a pretens\u00e3o de esconder que eles s\u00e3o nossa maior influ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 quem chame a Cuscobayo de \u201cOnda Vaga brasileiro\u201d? Voc\u00eas se veem assim?<\/strong><br \/>\nQuando a gente surgiu, o Onda Vaga foi um refer\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 de som, mas tamb\u00e9m est\u00e9tica. Nosso som tem caj\u00f3n, voz, viol\u00e3o e metais, mas n\u00e3o \u00e9 parecido com o Onda Vaga, deu para ver isso claramente no show. Eles s\u00e3o uma banda bem mais leve que n\u00f3s. N\u00f3s investimos muito no batuque, no peso, e eles s\u00e3o muito mais mel\u00f3dicos. Depois de quatro anos de banda, n\u00e3o concordo com essa afirma\u00e7\u00e3o. Talvez fosse assim nos primeiros seis meses nossos, em 2012, s\u00f3 que hoje em dia temos identidade, est\u00e9tica e discurso pr\u00f3prios. Inclusive at\u00e9 influenciamos outras bandas aqui da regi\u00e3o. N\u00e3o me incomoda que falem que somos o \u201cOnda Vaga brasileiro\u201d, mas n\u00e3o acho isso acurado. Acho que j\u00e1 \u201cdesatachamos\u201d disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse peso n\u00e3o aparecia no primeiro EP, e agora se escuta bem no \u00e1lbum. Pode ser que a troca de produtores tenha influenciado nisso, claro \u2013 o Carlinhos Balbinot \u00e9 um cara do rock pesado e do indie, e o Francisco Maffei tem refer\u00eancias mais pr\u00f3ximas \u00e0s do som de voc\u00eas. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o pesa o fato de voc\u00eas terem finalmente definido qual \u00e9 a ess\u00eancia musical de voc\u00eas como banda?<\/strong><br \/>\nQuando finalizamos a composi\u00e7\u00e3o de \u201cVagabundo\u201d \u2013 que \u00e9 at\u00e9 hoje uma can\u00e7\u00e3o que \u00e9 nosso carro-chefe \u2013 percebemos que forjamos uma coisa diferente. A partir dessa forja fomos criando o que veio depois. Teve at\u00e9 quem chamasse o som de \u201cchegueden\u201d, uma coisa onomatopeica, por causa da levada do viol\u00e3o. Assumimos esse \u201cr\u00f3tulo\u201d para n\u00f3s. Quando a gente sobe no palco, n\u00e3o consegue fazer uma coisa leve. Quando \u00e9ramos adolescentes, uns de n\u00f3s toc\u00e1vamos rock, outros tocavam metal, e a gente tem a mesma entrega que tinha naquela \u00e9poca. \u00c9 essa energia que se mant\u00e9m \u2013 essa e o fato de termos tocado em torcida de futebol. Quanto aos produtores, o Chico [Maffei] tem um tato muito bom para saber como a banda vai soar melhor, tanto que ele insistiu para que grav\u00e1ssemos o disco quase todo ao vivo, sem metr\u00f4nomo, para pegar at\u00e9 aquela aceleradinha dos shows, saca? Ele foi muito feliz nisso, ele conseguiu captar esse peso sem que soasse agressivo. Manteve o grave que faz as pessoas se mexerem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GWF6h3gwop4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O canto de futebol era muito citado no come\u00e7o nas resenhas sobre a banda. A Cusco tem essa coisa da \u201cgauchada\u201d, no jeito de tocar, de serem tipos mais broncos e de ter essa liga\u00e7\u00e3o com est\u00e1dios. Por\u00e9m, no Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua, voc\u00ea falou que ter virado pai de uma menina estava impactando muito tua maneira de ver o mundo. Isso vai mudar as pr\u00f3ximas composi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma pergunta bem interessante. Em algumas resenhas do disco, teve quem entendesse a Cusco como uma coisa muito positiva, e n\u00e3o \u00e9 isso que eu tento falar nas letras. At\u00e9 vejo coisas positivas ali, mas \u00e9 um disco com muita cr\u00edtica. Tem uma vontade de atingir uma buena onda, \u00e9 verdade. Mas hoje n\u00e3o vejo um clima \u2013 seja como cidad\u00e3o ou artista \u2013 para fazer um disco falando de flores ou do p\u00f4r-do-sol. A tend\u00eancia \u00e9 falar de assuntos mais pesados, tocar mais o dedo na ferida, falar de pol\u00edtica mesmo, ter letras mais ativistas. Claro, n\u00e3o vai ser um disco de rap, mas a minha cabe\u00e7a \u2013 por ter virado pai e percebido as coisas de outra forma \u2013 est\u00e1 indo para rumos mais concretos. Isso n\u00e3o tem muito no primeiro disco. Agora esse segundo, que deve sair no ano que vem, vai ser mais \u201cviolentinho\u201d. N\u00e3o violento, mas \u201cviolentinho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 voc\u00ea quem comp\u00f5e todas as can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nO grosso sou eu quem componho. Antes de ser musico e vocalista, sou compositor. Me vejo mais como criador de m\u00fasica do que executor de m\u00fasica. Na banda eu tenho a parceria do Alejandro, que traz muitas ideias, trechos pequenos, e a gente vai criando a partir disso. Mas a responsabilidade da cria\u00e7\u00e3o musical \u00e9 praticamente minha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Embora se note essa \u201cbuena onda\u201d no primeiro disco, eu admito que sentia uma certa ingenuidade ali, uma utopia adolescente, \u201cvou ser plantador no Uruguai\u201d, esse tipo de coisa. O p\u00fablico de voc\u00eas \u00e9 bem jovem, e parece comprar esse ide\u00e1rio, mesmo que ut\u00f3pico.<\/strong><br \/>\nSinto que as pessoas que nos acompanham t\u00eam uma coes\u00e3o muito forte entre o que n\u00f3s cantamos e o que eles sentem. As letras do primeiro disco falam de sentimentos, de coisas indefinidas, e tem um pouco dessa linguagem meio ing\u00eanua que tu disse. O p\u00fablico \u00e9 jovem, mas t\u00e1 envelhecendo com a gente. Quem come\u00e7ou a nos acompanhar com 17 t\u00e1 com 21, a gente percebe que eles t\u00eam essa demanda, mesmo que n\u00e3o muito declarada, de que a gente fale o que eles pensam. Por isso tem essa inten\u00e7\u00e3o de querer tratar de assuntos mais urgentes no segundo disco. Sinto uma cobran\u00e7a no ar de que a Cusco deveria ser mais ativista, e \u00e9 o que eu queria que fosse, e que acho que vai acontecer. J\u00e1 est\u00e1 acontecendo, mas vai ser cada vez mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_7P_oWY4GOc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse p\u00fablico que est\u00e1 envelhecendo com voc\u00eas \u00e9 o do Rio Grande do Sul. Mas e o de outros Estados? Nesse ano, voc\u00eas foram para DF, MG, SP, GO&#8230; Como foi a recep\u00e7\u00e3o de quem estava vendo a Cusco pela primeira vez?<\/strong><br \/>\nEu gostei, percebi uma coes\u00e3o com o p\u00fablico do Rio Grande do Sul. Gente de 20 e poucos, que vai fazer faculdade federal, um certo ativismo aqui e ali, esse universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se formou esse p\u00fablico? Afinal, em Caxias do Sul e Santa Maria, voc\u00eas tocam para muita gente.<\/strong><br \/>\nEm Caxias, de fato, dificilmente tocamos para menos de 300 pessoas. Al\u00e9m da m\u00fasica, a gente tem uma postura dedicada \u00e0 internet, sabendo aonde ela poderia nos levar. Eu sou um cara que escrevo muito bem, o Marcos \u00e9 um cara que escreve com o cora\u00e7\u00e3o \u2013 chega a escrever errado \u2013 e as pessoas gostam disso, de ambas as coisas. Acho que foi isso e os shows que formaram esse p\u00fablico, porque o pessoal gosta tamb\u00e9m dessa linguagem quase rural. A gente nunca volta em um lugar e encontra menos gente que da vez anterior. O p\u00fablico sempre aumenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda foi essa aposta alta de voc\u00eas. Insistir nesse sonho de viver dela tem prazo de validade?<\/strong><br \/>\nComo te disse, a gente percebeu que a banda cresce, e junto crescem os gastos. Todo nosso esfor\u00e7o est\u00e1 sendo direcionado para esse momento, para buscar um retorno maior, porque sentimos que n\u00e3o atingimos 20% do que podemos alcan\u00e7ar. A gente est\u00e1 muito p\u00e9 no ch\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a isso, n\u00e3o descarto que um dia a gente se d\u00ea conta que deu o que tinha que dar e pare, cada um v\u00e1 arrumar um emprego. Mas falando pessoalmente, eu, Rafael Froner, sei fazer bem pouca coisa que n\u00e3o isso. Cheguei a fazer tr\u00eas faculdades e n\u00e3o terminei nenhuma, tive um emprego aqui e outro l\u00e1, mas meu foco vai ser sempre pra m\u00fasica. Do modo que a gente est\u00e1 se dedicando e se estruturando, acho que \u00e9 dif\u00edcil acontecer de a gente parar e arrumar um emprego \u201cnormal\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5Gl-IS89CSY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iAXyDLZdFzI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de Paulo Pretz \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Hoje n\u00e3o vejo um clima \u2013 seja como cidad\u00e3o ou artista \u2013 para fazer um disco falando de flores ou do p\u00f4r-do-sol&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/24\/entrevista-cuscobayo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":41119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[831],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41118"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41124,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41118\/revisions\/41124"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}