{"id":41062,"date":"2016-11-17T10:21:43","date_gmt":"2016-11-17T12:21:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=41062"},"modified":"2017-01-20T09:59:22","modified_gmt":"2017-01-20T11:59:22","slug":"entrevista-bruno-souto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/17\/entrevista-bruno-souto\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bruno Souto"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recifense Bruno Souto tem regularmente o seu nome associado \u00e0 banda Volver que, desde 2003, angaria elogios do p\u00fablico e da cr\u00edtica. Na bagagem o grupo, tem tr\u00eas \u00f3timos discos (\u201cCan\u00e7\u00f5es Perdidas Num Canto Qualquer\u201d, de 2005; \u201cAcima da Chuva\u201d, de 2008 e \u201cPr\u00f3xima Esta\u00e7\u00e3o\u201d, de 2011) e turn\u00eas Brasil afora. Por\u00e9m, desde 2013, Bruno Souto tem se dedicado a carreira solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu primeiro disco sem os parceiros da Volver foi o elogiado e maduro &#8220;Estado de Nuvem&#8221; (2013, independente), que ganhou lan\u00e7amento em vinil e figurou em diversas listas de melhores do ano de sites especializados (Scream &amp; Yell incluso). Passados tr\u00eas anos, Bruno Souto retoma seu carreira em formato solo com &#8220;Forte&#8221; (2016, Deck), um trabalho com apelo pop, dan\u00e7ante, jovial, mas que tem como tema central a separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, Bruno Souto fala sobre a fase atual (&#8220;Forte\u201d ter uma sonoridade mais pop foi consequ\u00eancia de uma escolha puramente est\u00e9tica, n\u00e3o comercial&#8221;), o processo de cria\u00e7\u00e3o do novo disco, o seu lado int\u00e9rprete, suas pretens\u00f5es (&#8220;A minha press\u00e3o interna em fazer um disco que me satisfizesse e que se aproximasse ao m\u00e1ximo do que imaginava j\u00e1 \u00e9 sempre enorme!&#8221;), suas influ\u00eancias, a tem\u00e1tica de suas letras, planos futuros e mais. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mSq3hFcNMUE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em um texto pol\u00eamico (&#8220;O sucesso da nova MPB e o fracasso da m\u00fasica impopular brasileira&#8221;) o jornalista Andr\u00e9 Forastieri aponta para o que ele chama de falta de ambi\u00e7\u00e3o dos novos artistas, pois muitos n\u00e3o querem ser populares j\u00e1 que isto representaria &#8220;uma trai\u00e7\u00e3o ao movimento independente&#8221;. Em &#8220;Forte&#8221; voc\u00ea rema &#8220;contra mar\u00e9&#8221; e aposta numa sonoridade pop sem temeridade. Por que voc\u00ea acha que acontece este fen\u00f4meno?<\/strong><br \/>\nEsse \u00e9 um assunto bem amplo e complexo, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o generalizar. Existem sim artistas que \u201ctemem\u201d uma grande exposi\u00e7\u00e3o, e com isso perder o seu p\u00fablico, e existem tamb\u00e9m os que simplesmente n\u00e3o conseguem romper a barreira que divide o underground do mainstream. Simples assim. Em muitos casos n\u00e3o \u00e9 falta de ambi\u00e7\u00e3o. Mas como se consegue colocar, por exemplo, uma m\u00fasica sua na programa\u00e7\u00e3o das grandes r\u00e1dios e\/ou se apresentar nos programas de grande audi\u00eancia na TV sem grana pra pagar jab\u00e1? Pouqu\u00edssimos conseguem. E ainda h\u00e1 aqueles que s\u00e3o espertos e auto cr\u00edtico o suficiente pra saber que o tipo de m\u00fasica que fazem definitivamente n\u00e3o conquistaria um grande p\u00fablico mesmo se tivessem uma boa exposi\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o estou dizendo necessariamente com isso que tais artistas fazem m\u00fasica ruim. \u00c0s vezes esses artistas acham que o p\u00fablico que consome deu trabalho n\u00e3o \u00e9 o da grande massa. Entende? At\u00e9 porqu\u00ea o contexto de artista\/p\u00fablico hoje em dia \u00e9 bem diferente do que na \u00e9poca do Chacrinha e outros, por exemplo. S\u00e3o muitos pontos de vista e perspectivas diferentes. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto pode parecer para muitos. O disco \u201cForte\u201d ter uma sonoridade mais pop foi consequ\u00eancia de uma escolha puramente est\u00e9tica, n\u00e3o comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Forte&#8221; \u00e9 um disco tem\u00e1tico sobre separa\u00e7\u00e3o, mas envelopado numa sonoridade dan\u00e7ante e jovial. \u00c9 dif\u00edcil compor trabalhando com elementos aparentemente dicot\u00f4micos?<\/strong><br \/>\nA decis\u00e3o de fazer um disco um pouco mais dan\u00e7ante que o anterior veio antes de eu entrar em um longo processo de separa\u00e7\u00e3o da minha ex-esposa. E quando estava passando por aquilo me vi naturalmente escrevendo sobre. Segui minha intui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o quis desistir da minha ideia inicial e ent\u00e3o resolvi agregar essas letras a esse clima \u201cmais pra cima\u201d. Na verdade esses elementos aparentemente opostos nem chegaram a entrar em conflito, pelo contr\u00e1rio, isso me deu um start para escrever algumas letras e versos mais otimistas de supera\u00e7\u00e3o aqui e ali, de esperan\u00e7a, o que acabou sendo uma esp\u00e9cie de processo terap\u00eautico que me ajudou a passar por tudo aquilo. Al\u00e9m do mais me pareceu bem interessante n\u00e3o fazer um disco \u201cobviamente depr\u00ea\u201d. Gosto dessa particularidade e da din\u00e2mica do disco. Pra mim, uma can\u00e7\u00e3o em especial, \u201cAmor Demais\u201d, escancara esses lados opostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o deste disco?<\/strong><br \/>\nTudo come\u00e7ou quando mandei o \u201cEstado de Nuvem\u201d pra f\u00e1brica. Nesse momento estava focado nos shows de divulga\u00e7\u00e3o do \u201cEstado\u201d, mas ao mesmo tempo j\u00e1 comecei a pensar no pr\u00f3ximo disco. Me instiga muito eu estar pensando num novo disco, apesar de tamb\u00e9m me deixar tenso (risos). A discografia \u00e9 o que mais me fascina em uma carreira musical. Enfim, me decidi por um disco um pouco mais dan\u00e7ante, pop, leve que o meu disco anterior. Mas n\u00e3o quis fazer nenhuma letra ou m\u00fasica, queria s\u00f3 pensar sobre, especular. Foi dif\u00edcil muitas vezes n\u00e3o colocar em pr\u00e1tica o que vinha pensando, mas eu queria que as m\u00fasicas fossem compostas com pouco espa\u00e7o de tempo, refletindo assim um momento mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do lan\u00e7amento do disco. N\u00e3o deu muito certo, pois o disco passou meses parado por falta de grana pra mixar e masterizar (risos), mas a inten\u00e7\u00e3o foi essa. Quase todas (as can\u00e7\u00f5es) em que eu sou o autor foram feitas num intervalo de cinco meses (talvez seis) antes de entrar no est\u00fadio. E calhou de esse ser justamente o per\u00edodo da minha separa\u00e7\u00e3o. Coisas da vida&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Estado de Nuvem&#8221; foi um disco largamente elogiado e merecidamente figurou em listas de melhores discos daquele ano. O que voc\u00ea espera alcan\u00e7ar com &#8220;Forte&#8221;?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o fa\u00e7o a m\u00ednima ideia (risos). N\u00e3o parei pra pensar sobre isso, principalmente enquanto estava produzindo e gravando o disco, primeiro porque n\u00e3o passaria de um exerc\u00edcio de especula\u00e7\u00f5es e segundo que poderia crescer em mim algum tipo de press\u00e3o externa. A minha press\u00e3o interna em fazer um disco que me satisfizesse e que se aproximasse ao m\u00e1ximo do que imaginava j\u00e1 \u00e9 sempre enorme! (risos). Realmente n\u00e3o sei o que os cr\u00edticos v\u00e3o achar&#8230; Eu sempre gostei da ideia de que cada disco meu tenha um som pr\u00f3prio, mesmo que sutilmente. Acho o \u201cEstado de Nuvem\u201d mais \u201cart\u00edstico\u201d, denso, com alguns toques experimentais&#8230; Era o que eu queria fazer naquele momento. N\u00e3o queria fazer do \u201cForte\u201d um \u201cEstado de Nuvem 2\u201d, queria que o disco tivesse uma est\u00e9tica diferente, uma espontaneidade maior, um frescor a mais, com mais pulsa\u00e7\u00e3o&#8230; Creio que conseguimos. Estou feliz com o resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco \u00e9 composto por nove faixas. Em sua maioria elas tem sua assinatura, mas h\u00e1 algumas em que voc\u00ea divide a autoria e outras que voc\u00ea \u00e9 interprete. Como \u00e9 compor em parceria e interpretar a can\u00e7\u00e3o de outro compositor?<\/strong><br \/>\nAh, \u00e9 um lance meio inexplic\u00e1vel, n\u00e9. A m\u00fasica te acerta e voc\u00ea sente que foi feita pra voc\u00ea. (risos). Aconteceu no disco anterior com \u201cSe Voc\u00ea Quiser\u201d e nesse disco novo com \u201cDesconserto\u201d (de autoria do Jo\u00e3o Vasconcelos, que tamb\u00e9m comp\u00f4s \u201cSe Voc\u00ea Quiser\u201d e com quem divido \u201cAmor Demais\u201d) e \u201cO Que Resta\u201d (do Diogo Soares). Foram can\u00e7\u00f5es que me conquistaram e quis gravar por achar que estavam dentro do contexto que eu percebia. Os autores foram muito generosos em me deixar interpret\u00e1-las&#8230; E \u00e9 isso, eles fizeram e n\u00f3s gravamos da forma que senti e cantei como se fossem minhas. E isso \u00e9 o grande barato em ser int\u00e9rprete, um desafio, mas acima de tudo, um imenso prazer e alegria. J\u00e1 compor em parceria n\u00e3o \u00e9 com qualquer um nem a qualquer hora. A gente at\u00e9 tenta, mas \u00e0s vezes as parcerias ou o momento n\u00e3o funcionam. E tudo bem, pode funcionar em outro momento, outra energia. Esse lance de energia \u00e9 muito real&#8230; Eu estava empacado na letra de \u201cMadrugada\u201d e pedi uma m\u00e3ozinha pro meu amigo e \u00f3timo compositor Daniel Groove. S\u00f3 de ele estar junto no processo e rabiscar umas palavras j\u00e1 me inspirou muito. A\u00ed num instante a gente desatou o n\u00f3. Mas no geral meu processo de composi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais solit\u00e1rio. Me sinto mais \u00e0 vontade, no meu tempo, pois geralmente \u00e9 um processo bem trabalhoso e por vezes sofrido, at\u00e9 que todo o trabalho e inten\u00e7\u00e3o se transforme em algo que valha a pena ser jogado ao mundo, que voc\u00ea se orgulhe. E quando isso acontece, quando uma composi\u00e7\u00e3o e\/ou uma parceria d\u00e1 certo, \u00e9 uma das melhores sensa\u00e7\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RBkGrCDstPk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda abordando o seu processo de cria\u00e7\u00e3o: voc\u00ea disse que costuma compor sozinho. Como diferenciar o que \u00e9 material para o Volver ou para a sua carreira solo?<\/strong><br \/>\nAh, n\u00e3o tem como diferenciar n\u00e3o. (risos) Tocando-as s\u00f3 ao viol\u00e3o \u00e9 tudo o Bruno compositor e int\u00e9rprete. As diferen\u00e7as se d\u00e3o principalmente no resultado final com a banda, nos arranjos, na inten\u00e7\u00e3o&#8230; E \u00e0s vezes s\u00e3o bem sutis. Na parte harm\u00f4nica e nas letras, n\u00e3o h\u00e1 uma diferen\u00e7a radical. As letras expressam o que eu queria passar naquele momento, seja Volver ou carreira solo. Nas can\u00e7\u00f5es gravadas pela Volver, por exemplo, as guitarras s\u00e3o as protagonistas, mais incisivas&#8230; No \u00faltimo disco da Volver, \u201cPr\u00f3xima Esta\u00e7\u00e3o\u201d, algumas grava\u00e7\u00f5es poderiam muito bem estar no meu trabalho solo, como \u201cAna\u201d e \u201cSimplesmente\u201d, mas acho que isso era um ponto de transi\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que inconscientemente eu j\u00e1 estiva burilando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Forte&#8221; soa musicalmente como um tributo a escola pop brasileira de ontem e de hoje, pois s\u00e3o percept\u00edveis ecos de artistas como Djavan, Skank e Marcelo Jeneci. \u00c9 uma leitura correta? Quais as influ\u00eancias nortearam a composi\u00e7\u00e3o deste disco?<\/strong><br \/>\nSe soa como uma esp\u00e9cie de tributo ou algo do tipo, tudo bem, n\u00e3o tenho o menor problema com isso, mas n\u00e3o foi a inten\u00e7\u00e3o. A m\u00fasica pop \u00e9 t\u00e3o vasta, n\u00e9&#8230; Quem sabe eu n\u00e3o me influenciei em quem influenciou os nomes citados acima? (risos) Entendo que \u00e9 dif\u00edcil, no meu caso, dizer de onde vem exatamente cada coisa, quais foram as verdadeiras influ\u00eancias e tal&#8230; S\u00e3o d\u00e9cadas ouvindo e absorvendo m\u00fasica pop. \u00c9 tudo misturado&#8230; Eu quase nunca paro pra pensar em influ\u00eancias na hora de criar, simplesmente jorra naturalmente. No fim das contas, s\u00f3 quero me sentir satisfeito com o resultado. Eu poderia te dar uma lista enorme de discos que acho que influenciaram, mas, ao mesmo tempo, voc\u00ea poderia talvez n\u00e3o encontrar nada explicito de alguns desses discos em \u201cForte\u201d, que por ser um disco mais \u201cpop\u201d pode remeter a muita coisa. Depende de quem t\u00e1 ouvindo na verdade. E v\u00e1rias ideias de arranjos foram sugeridas por terceiros, pelos m\u00fasicos, e isso \u00e9 massa porque acaba se tornando um caldeir\u00e3o de influ\u00eancias e sensibilidades diversas. Dito isso, particularmente ou\u00e7o em \u201cForte\u201d elementos (mesmo que alguns bem sutis) de v\u00e1rios artistas, aqui e ali, nomes como Chic, Tim Maia, Cassiano, Lulu Santos, Marina, Steely Dan, Michael Jackson, Rita Lee, Guilherme Arantes, McCartney, Harrison, Bowie, etc, etc. Mas isso \u00e9 minha vis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem em seu cancioneiro letras amorosas, mas tamb\u00e9m versa sobre desilus\u00f5es. Qual a diferen\u00e7a de compor sobre estes dois universos? Voc\u00ea tem mais afinidade com algum deles?<\/strong><br \/>\nSinto que esses universos andam lado a lado, \u00e0s vezes de m\u00e3os dadas, \u00e0s vezes totalmente entrela\u00e7ados que chegam a se confundirem entre si. Faz parte do crescimento, da aprendizagem, afinal de contas. Escrevo sobre perdas, recome\u00e7os, conflitos internos, esperan\u00e7a, nega\u00e7\u00e3o, etc. Tudo isso em um contexto de relacionamentos e seus desdobramentos, incluindo a tal desilus\u00e3o. Na verdade, as letras realmente rom\u00e2nticas s\u00e3o minoria no meu cancioneiro (desde a Volver). Isso n\u00e3o me faz um pessimista na maior parte do tempo, mas as tens\u00f5es e afli\u00e7\u00f5es me instigam mais na hora de escrever. \u00c9 uma forma de desabafo, de efeito terap\u00eautico mesmo. \u00c9 clich\u00ea, \u00e9 real e \u00e9 o que sinto vontade de dizer. Quase tudo \u00e9 sobre mim ou sobre os que me rodeiam, me projetando, me colocando em situa\u00e7\u00f5es alheias. Por vezes me sinto uma esp\u00e9cie de cantor de protestos dos relacionamentos amorosos (risos), noutras apenas um transeunte emocional que comp\u00f5e sobre impress\u00f5es do mundo interior e exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se deu o apoio da Deck para o lan\u00e7amento no novo disco?<\/strong><br \/>\nMandei algumas m\u00fasicas do disco, ainda sem mixagem, pro Rafael Ramos e ele curtiu muito e disse que ele e o pai gostavam muito do meu trabalho e tal. Da\u00ed ele prop\u00f4s lan\u00e7armos o disco pela Deck, de forma digital, com um suporte inicial de assessoria de imprensa. Conversamos algumas vezes e eu assinei com eles tanto pro lan\u00e7amento digital quanto pra edi\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas. Ou seja, as m\u00fasicas do disco est\u00e3o editadas pela Deck. Estou esperando bons frutos dessa parceria. Vamos ver o que o futuro nos reserva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nAcabei de voltar pra S\u00e3o Paulo ap\u00f3s uma temporada morando em Pernambuco e vou preparar o show de lan\u00e7amento e os shows subsequentes, lan\u00e7ar o disco em CD, divulgar da melhor maneira que eu puder e come\u00e7ar a pensar no pr\u00f3ximo disco. N\u00e3o pode parar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AsK8U2eBz4I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zPHfC3e4x00?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NVUD8h7YiaM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Ri San \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Por vezes me sinto uma esp\u00e9cie de cantor de protestos dos relacionamentos amorosos (risos), noutras apenas um transeunte emocional&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/17\/entrevista-bruno-souto\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":41063,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[838],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41062"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41062"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41062\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41067,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41062\/revisions\/41067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41063"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}