{"id":40731,"date":"2016-10-18T01:12:35","date_gmt":"2016-10-18T03:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=40731"},"modified":"2016-11-21T11:41:28","modified_gmt":"2016-11-21T13:41:28","slug":"entrevista-stanley-jordan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/18\/entrevista-stanley-jordan\/","title":{"rendered":"Entrevista: Stanley Jordan"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando, logo no in\u00edcio de sua carreira, um artista \u00e9 chamado de \u201cg\u00eanio\u201d e \u201cinovador\u201d, esse peso pode cair como uma l\u00e1pide sobre sua carreira. A press\u00e3o para superar a si mesmo pode ser danosa demais. Pense, ent\u00e3o, que o primeiro \u00e1lbum in\u00e9dito de Stanley Jordan pelo legend\u00e1rio selo Blue Note, \u201cMagic Touch\u201d (1985), foi considerado uma reinven\u00e7\u00e3o da guitarra jazz\u00edstica, gra\u00e7as \u00e0 sua t\u00e9cnica de \u201ctapping\u201d com as duas m\u00e3os. A t\u00e9cnica habitualmente consiste em tocar o bra\u00e7o, e n\u00e3o o corpo, da guitarra \u2013 a diferen\u00e7a \u00e9 que Jordan tocava linhas diferentes com cada m\u00e3o, como se estivesse dedilhando um piano. O m\u00fasico tinha apenas 25 anos na \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, mais de 30 anos depois, Jordan segue em frente. E se nunca mais teve a exposi\u00e7\u00e3o massiva do in\u00edcio, n\u00e3o d\u00e1 para dizer que se acomodou: foram mais 11 discos solo, participa\u00e7\u00f5es em discos de m\u00fasicos t\u00e3o diferentes entre si como a cantora soul Dionne Warwick ou o baterista Will Calhoun (Living Colour), turn\u00eas em mais de 70 pa\u00edses e v\u00e1rias atividades que usam a m\u00fasica como meio para fins mais ambiciosos (como a terapia m\u00e9dica ou projetos de prote\u00e7\u00e3o ambiental, inclusive o brasileiro TAMAR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo \u00e1lbum de est\u00fadio foi \u201cDuets\u201d, gravado com Kevin Eubanls. O disco adotava um repert\u00f3rio que mesclava releituras muito particulares de standards do jazz e at\u00e9 de pop radiof\u00f4nico (\u201cSomeone Like You\u201d, da Adele, por exemplo). O sucessor, ainda sem t\u00edtulo, fora prometido para 2015, mas ainda n\u00e3o veio ao mundo. J\u00e1 foi anunciado que ser\u00e1 um \u00e1lbum cheio de convidados (\u201cMilton Nascimento est\u00e1 no disco\u201d, adianta Stanley para o Scream &amp; Yell), mas pouco se sabe a respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jordan passou v\u00e1rias vezes pelo Brasil \u2013 na sua conta, foram mais de 250 shows em terras verde-e-amarelas. Em outubro de 2016, a \u201cvisita\u201d por aqui incluiu shows em Londrina (PR), o festival Ilhabela em Jazz (SP), Florian\u00f3plis (SC), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), S\u00e3o Paulo (SP) e Recife (PE), sempre acompanhado por Ivan \u201cMam\u00e3o\u201d Conte (bateria) e Dudu Lima (baixo), com quem toca h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Numa das pausas entre um show e outro, concedeu por telefone a seguinte entrevista ao Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DKkjEP29_6Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os m\u00fasicos brasileiros que o acompanham, Ivan Conte e Dudu Lima.<\/strong><br \/>\nInicialmente, o produtor St\u00eanio Matos achou que eu fosse compat\u00edvel com esses caras e sugeriu que toc\u00e1ssemos juntos. J\u00e1 no primeiro ensaio, parecia que nos conhec\u00edamos h\u00e1 muitos anos, foi surpreendente. Isso foi h\u00e1 uns 15 anos. Eles tocaram no meu \u00e1lbum, que est\u00e1 para ser lan\u00e7ado em 2017. Sempre tocamos coisas mais cl\u00e1ssicas, mas agora estamos indo al\u00e9m, fazendo coisas realmente diferentes, as quais acredito que as pessoas ficar\u00e3o entusiasmadas ao ouvir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O atraso do novo \u00e1lbum.<\/strong><br \/>\nO atraso aconteceu porque eu tinha ideias diferentes sobre o material que vai entrar no disco. Eu quis fazer do jeito certo, sabe, porque um \u00e1lbum tem que sobreviver ao teste do tempo. Assim, a data de lan\u00e7amento n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, e meu selo, Mack Avenue Records, tem dado muito apoio nesse sentido, eles sabem que estar\u00e1 pronto quando estiver pronto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobreviver na ind\u00fastria musical vs fazer seu trabalho livremente.<\/strong><br \/>\n\u00c9 sempre dif\u00edcil. Se voc\u00ea \u00e9 um m\u00fasico profissional, precisa pensar nisso de tempos em tempos. Mas se houver um conflito entre o lado comercial e o lado art\u00edstico, sempre vou escolher o art\u00edstico, porque foi isso que meus professores e meus her\u00f3is fizeram. Isso \u00e9 o mais importante. \u00c9 como quando voc\u00ea tem um jardim: naturalmente voc\u00ea quer que ele flores\u00e7a, mas se o jardim crescer demais voc\u00ea come\u00e7a a ter muita erva-daninha. Prefiro ent\u00e3o que meu jardim musical n\u00e3o cres\u00e7a demais e n\u00e3o ganhe essas ervas daninhas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RTte0tHAJes?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A diferen\u00e7a entre o music business de hoje e o de quando come\u00e7ou.<\/strong><br \/>\nA ind\u00fastria mudou muito, e os m\u00fasicos hoje s\u00e3o mais independentes. \u00c9 mais vi\u00e1vel fazer as coisas por conta pr\u00f3pria, e mais dif\u00edcil conseguir a aten\u00e7\u00e3o de uma gravadora e partir pro mainstream. N\u00e3o que fosse f\u00e1cil antes, mas isso est\u00e1 mais dif\u00edcil agora. O lance \u00e9 que comecei como a maioria dos artistas de hoje, de forma independente. N\u00e3o havia internet, mas eu lancei meu primeiro \u00e1lbum (\u201cTouch Sensitive\u201d) em 1982 pelo meu pr\u00f3prio selo (Tangent), e eu realmente valorizei isso. Por ter come\u00e7ado como independente, a ind\u00fastria n\u00e3o fez nada por mim. Quando vim a ter apoio de selos, eu j\u00e1 sabia como fazer as coisas por conta pr\u00f3pria, ent\u00e3o n\u00e3o ficaria dependente de que as gravadoras fizessem as coisas por mim. Provavelmente se eu come\u00e7asse hoje, faria como fiz: tomaria o controle da minha carreira desde cedo e buscaria fazer as coisas do meu jeito. Est\u00e1 mais f\u00e1cil fazer isso hoje, ent\u00e3o eu certamente teria come\u00e7ado como independente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Influ\u00eancia de seu estilo em outros guitarristas.<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 apareceram v\u00e1rios m\u00fasicos jovens que vieram falar comigo e me dizer que eu os influenciei. Eu valorizo muito isso. Al\u00e9m disso, tenho ensinado online e pessoalmente h\u00e1 muito tempo. Acho que \u00e9 importante passarmos o conhecimento que temos enquanto podemos faz\u00ea-lo. H\u00e1 um esfor\u00e7o consciente de minha parte nesse sentido. Mas tamb\u00e9m devo dizer que, embora tenham aparecido m\u00fasicos se dizendo influenciados pelo que fiz, n\u00e3o foram tantos, pois muitos me olham tocar e pensam que [minha t\u00e9cnica] \u00e9 muito dif\u00edcil, que eles n\u00e3o conseguiriam fazer. E essa \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais eu tenho lecionado: quero facilitar n\u00e3o para que os m\u00fasicos me imitem, mas que possam ter as mesmas abordagens no instrumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A pluralidade de atividades envolvendo a m\u00fasica.<\/strong><br \/>\nSempre me interessei por muitas coisas. Quando eu tinha uns 13 anos, saquei que a m\u00fasica estava acima de todas. Ent\u00e3o comecei a pensar em como ela me aproximaria de meus outros interesses. O que mais me fascina sobre a m\u00fasica \u00e9 que ela funciona como um microsc\u00f3pio do universo, ela se relaciona com tudo que existe sob o sol e pode melhorar cada coisa. A m\u00fasica pode curar, pode promover paz e entendimento, pode representar informa\u00e7\u00e3o da mesma forma que signos visuais. (nota: Stanley se refere ao processo conhecido como sonifica\u00e7\u00e3o, que ele apresenta como \u201co equivalente auditivo da visualiza\u00e7\u00e3o\u201d, e trata-se do processo de utilizar sons sem palavras para representar diferentes tipos de informa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua pesquisa em sonifica\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nCriei algumas ferramentas que permitem transformar a informa\u00e7\u00e3o em sons, a partir de processos matem\u00e1ticos, e esses sons podem ser usados para comunicar as informa\u00e7\u00f5es, ou mesmo fornecer novos insights sobre elas. N\u00e3o falo muito sobre isso porque n\u00e3o tenho nada neste momento que eu possa oferecer \u00e0s pessoas, mas realmente espero no futuro apresentar coisas que as pessoas possam usar em seu benef\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Musicoterapia.<\/strong><br \/>\nNessa turn\u00ea, toquei em um hospital em Londrina para crian\u00e7as com c\u00e2ncer. Esse \u00e9 um dos meus grandes interesses: o poder curativo da m\u00fasica. Estou estudando para meu mestrado em Musicoterapia, e \u00e9 um projeto de longo prazo, porque estou sempre ocupado com as turn\u00eas e as aulas, mas fico realmente abismado com o poder da m\u00fasica, diariamente. \u00c9 um grande prazer para mim poder levar isso \u00e0s pessoas, mesmo que de uma maneira pequena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ser rotulado como \u201ceasy listening\u201d.<\/strong><br \/>\nFa\u00e7o muitas coisas diferentes, e nem tudo o que fa\u00e7o \u00e9 muito divulgado. Algumas coisas s\u00e3o mais pr\u00f3ximas \u00e0 m\u00fasica pop, e \u00e9 isso que toca mais. As pessoas que n\u00e3o fazem seu dever de casa v\u00e3o pensar que isso \u00e9 tudo que eu fa\u00e7o. Com um pouquinho mais de pesquisa, os cr\u00edticos j\u00e1 descobririam as outras coisas que fa\u00e7o. Muitas pessoas n\u00e3o sabem, mas eu fui aluno de Milton Babbitt na Universidade de Princeton, e ele foi, em minha opini\u00e3o, um dos mais brilhantes compositores americanos do s\u00e9culo 20. E n\u00e3o apenas um compositor, mas um te\u00f3rico da m\u00fasica muito importante. J\u00e1 gravei um tributo a ele no meu \u00e1lbum \u201cFriends\u201d (2011), e \u00e9 algo totalmente avant garde. J\u00e1 gravei coisas influenciado por Ornette Coleman, por Albert Ayler&#8230; Adoro explorar a m\u00fasica de maneira profunda, mas voc\u00ea sabe, voc\u00ea n\u00e3o vai ouvir essas coisas no r\u00e1dio (risos). \u00c9 s\u00f3 o caso de fazer a li\u00e7\u00e3o de casa para sacar isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho de sua filha, a cantora e guitarrista Julia Jordan.<\/strong><br \/>\nEla chama sua m\u00fasica de \u201cconscious acoustic soul\u201d (\u201csoul ac\u00fastico consciente\u201d), e eu adoro esse r\u00f3tulo, pois descreve de fato o que ela faz. Ela \u00e9 uma poetisa que transforma seus poemas em m\u00fasica, as letras s\u00e3o muito importantes no que ela faz. O sentimento que vem de sua voz, sua musicalidade, acho que tem um pouco de influ\u00eancia da minha m\u00fasica. Ela cantou comigo no Brasil na primeira vez que toquei com Mam\u00e3o e Dudu, mas n\u00e3o era nada oficial. O legal \u00e9 que no dia seguinte, n\u00f3s nos sentamos num caf\u00e9 e alguns caras vieram pedir aut\u00f3grafo \u2013 e pediram para ela, passando direto por mim (risos). Ela claramente teve um impacto no p\u00fablico. Ela tem dois filhos e deu um tempo fora da m\u00fasica para cuidar das crian\u00e7as, mas como eles est\u00e3o um pouco mais crescidos agora, temos conversado sobre fazer mais coisas juntos. Eu adoraria traz\u00ea-la de vota ao Brasil, ela ama o pa\u00eds e tenho certeza que muita gente gostaria de nos ver juntos no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ato de ouvir m\u00fasica hoje em dia.<\/strong><br \/>\nExiste um princ\u00edpio b\u00e1sico de economia: a oferta e demanda. A oferta de m\u00fasica \u00e9 maior do que nunca hoje em dia, e por isso o valor que as pessoas atribuem a ela despencou. Tamb\u00e9m creio que as pessoas tendem a ser visuais, e hoje em dia h\u00e1 um predom\u00ednio do v\u00eddeo, o c\u00e9rebro das pessoas est\u00e1 t\u00e3o ocupado com v\u00eddeo games e tantas informa\u00e7\u00f5es visuais&#8230; O que eu venho tentando fazer \u00e9 trazer m\u00fasica que realmente toque o cora\u00e7\u00e3o e que seja diferente do que se ouve no mainstream, coisas que voc\u00ea realmente tem que parar para ouvir e n\u00e3o s\u00f3 passar os ouvidos por cima. Vou ser sincero: eu gosto quando as pessoas n\u00e3o conseguem colocar minha m\u00fasica como trilha de fundo. Geralmente at\u00e9 eu gosto de fazer algo tendo m\u00fasica como trilha de fundo, mas meu objetivo \u00e9 realmente fazer uma m\u00fasica que requeira aten\u00e7\u00e3o. Vejo que muitos artistas est\u00e3o redescobrindo os shows ao vivo, e as pessoas tamb\u00e9m: elas sentem a m\u00fasica de uma maneira que n\u00e3o conseguem com um CD ou um mp3. Isso traz uma dimens\u00e3o maior \u00e0 m\u00fasica. Nos \u00faltimos seis ou sete anos, fiz mais turn\u00eas do que nunca, e olha que eu j\u00e1 tocava muito. Sinto que esse \u00e9 um bom momento para fazer isso, para ajudar a trazer de volta a aprecia\u00e7\u00e3o musical e o poder da m\u00fasica. Quero continuar fazendo isso, tentando fazer meu melhor e trazer a melhor m\u00fasica poss\u00edvel para o mundo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Tdl5M_b1pOQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i2FJwPkaku8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DKkjEP29_6Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A oferta de m\u00fasica \u00e9 maior do que nunca hoje em dia, e por isso o valor que as pessoas atribuem a ela despencou&#8221;, pondera Stanley Jordan\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/18\/entrevista-stanley-jordan\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":40732,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1371],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40731"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40731"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40734,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40731\/revisions\/40734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}