{"id":40319,"date":"2016-09-22T15:21:22","date_gmt":"2016-09-22T18:21:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=40319"},"modified":"2016-10-29T08:01:40","modified_gmt":"2016-10-29T10:01:40","slug":"entrevista-hateen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/09\/22\/entrevista-hateen\/","title":{"rendered":"Entrevista: Hateen"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 22 anos de estrada, a banda de hardcore Hateen, atualmente composta por Rodrigo Koala, F\u00e1bio Sonrisal, Leon Luthier e Thiago Carvalho, est\u00e1 lan\u00e7ando seu sexto disco de est\u00fadio, \u201cN\u00e3o Vai Mais Ter Tristeza Aqui\u201d, em parceria com o selo paulistano Hearts Bleed Blue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o Vai Mais Ter Tristeza Aqui\u201d\u00e9 o terceiro \u00e1lbum em que o quarteto grava em portugu\u00eas. A ideia de abandonar o ingl\u00eas foi influenciada pelo sucesso das composi\u00e7\u00f5es que Koala fez para o CPM 22. Neste CD, o vocalista revela algumas de suas fragilidades, como as perdas de controle devido \u00e0 s\u00edndrome do p\u00e2nico e o abuso de bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Crescimento pessoal e espiritual, solid\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o s\u00e3o alguns dos temas abordados no disco, que tem as participa\u00e7\u00f5es de Dani Vellocet (Mecanika) em \u201cPassa o Tempo\u201d e de Rodrigo Lima (Dead Fish) em \u201cPerdendo o Controle\u201d. Sobre o atual momento da banda, Koala deu a entrevista a seguir ao <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, parceiro do Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VAMVM2FzT5k?feature=oembed\" width=\"750\" height=\"422\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cN\u00e3o Vai Mais Ter Tristeza Aqui\u201d \u00e9 o sexto \u00e1lbum de est\u00fadio do Hateen. Isso significa um disco quase a cada quatro anos. Est\u00e1 de bom tamanho?<\/strong><br \/>\nRealmente, n\u00e3o fazemos discos de forma muito r\u00e1pida, n\u00e3o. Acho que depois que passamos a cantar em portugu\u00eas, por volta de 2005, essa dist\u00e2ncia entre um disco e outro at\u00e9 aumentou. Me exige demais escrever as letras de uma forma que eu fique satisfeito. E tamb\u00e9m por n\u00e3o sermos uma banda que pode viver exclusivamente de m\u00fasica, n\u00e3o temos tanta disponibilidade e tempo para ensaios etc., ainda mais agora que todos j\u00e1 somos pais. Temos que trocar fraldas, levar filhos \u00e0 escola\u2026 N\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o f\u00e1cil conciliar tudo, at\u00e9 por que dependemos muito de inspira\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o \u00e9 algo que se decide ter. N\u00e3o d\u00e1 pra falar \u201cVou fazer um disco novo\u201d, se fechar numa sala e esperar que ele saia pronto em um ou dois dias, um m\u00eas\u2026 Simplesmente n\u00e3o funciona assim. \u00c9 um trabalho \u00e1rduo pra mim, que me consome f\u00edsica e emocionalmente. Talvez por isso demore tanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nas letras, voc\u00ea revela alguns dramas pessoais, como os problemas causados pela s\u00edndrome do p\u00e2nico e o abuso do \u00e1lcool. O t\u00edtulo do disco reflete uma certeza ou um objetivo?<\/strong><br \/>\nUm objetivo sempre a se alcan\u00e7ar. O mantra da vida. Ser feliz. A busca pela felicidade, exorcizando a tristeza. Por\u00e9m, o nome \u00e9 bem metaf\u00f3rico, pois o disco \u00e9 recheado de m\u00fasicas mais introspectivas, que podem remeter \u00e0 tristeza, mas, na verdade, representam a esperan\u00e7a e a vontade maior de ser feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A informa\u00e7\u00e3o de que o Hateen est\u00e1 completando 22 anos de atividades assusta, talvez porque a banda, apesar de todo esse tempo, n\u00e3o seja conhecida do grande p\u00fablico. Voc\u00eas tamb\u00e9m se impressionam por terem essa carreira t\u00e3o longeva?<\/strong><br \/>\nAgora olho pra tr\u00e1s e vejo um caminho percorrido com tanto sacrif\u00edcio, que certas coisas ficam borradas, desfocadas. Me lembro dos primeiros anos da banda, onde tudo era apenas divers\u00e3o e me pergunto: ser\u00e1 que esses anos valeram tanto quanto os \u00faltimos 15, quando realmente j\u00e1 t\u00ednhamos objetivos em comum, m\u00fasicas pr\u00f3prias e fazendo shows pelo Brasil? O grande p\u00fablico \u00e9 muito pregui\u00e7oso, n\u00e3o conhece porque n\u00e3o busca por coisas diferentes. O nosso p\u00fablico est\u00e1 um pouco em cada lugar. N\u00e3o somos nem totalmente mainstream e nem totalmente underground. Acho que existimos em algum lugar entre esses dois pontos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 o \u00fanico integrante da forma\u00e7\u00e3o original. Considera-se um sobrevivente?<\/strong><br \/>\nSobrevivente? Claro, mas acho que um teimoso mesmo. Eu mesmo j\u00e1 pensei e tentei acabar com tudo isso algumas vezes. N\u00e3o raramente, me perguntava se conseguiria, mas era tudo o que eu tinha. Ent\u00e3o sempre mudava de ideia, pois eu precisava disso pra viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Interessante que o Hateen vem flertando com um som mais comercial desde que passou a cantar em portugu\u00eas, e l\u00e1 se v\u00e3o 10 anos desde \u201cProcedimentos de Emerg\u00eancia\u201d. Que motivos voc\u00ea v\u00ea pra banda n\u00e3o ter conseguido mais espa\u00e7o?<\/strong><br \/>\nAcho que somos feios demais. [Risos] As pessoas querem ter \u00eddolos bonitos. Todas as bandas que eu amo e sempre amei eram de pessoas onde o visual era o menos importante, mas no Brasil o fator visual \u00e9 muito forte. N\u00e3o diria decisivo, mas tem certa import\u00e2ncia, sim. Quando nos demos conta disso, percebemos o quanto dev\u00edamos cada vez focar mais na m\u00fasica e cada vez menos na imagem, e \u00e9 assim que temos seguido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por outro lado, algumas de suas composi\u00e7\u00f5es fizeram muito sucesso na interpreta\u00e7\u00e3o de outras bandas. Como voc\u00ea analisa esse fato?<\/strong><br \/>\nAs m\u00fasicas s\u00e3o boas, criam a conex\u00e3o com quem as ouve. Sei que consigo escrever boas can\u00e7\u00f5es. Consigo colocar sentimento em cada palavra e cada verso. Escrevo como quem ouve. Escrevo me emocionando comigo mesmo, acho que isso faz toda diferen\u00e7a. J\u00e1 escrevi pra artistas com muita exposi\u00e7\u00e3o na m\u00eddia, isso faz diferen\u00e7a na hora da m\u00fasica fazer sucesso. N\u00e3o adianta uma m\u00fasica excelente sem trabalho de marketing. Quando voc\u00ea une as duas coisas, o resultado \u00e9 sempre o sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Hateen faz parte de uma gera\u00e7\u00e3o que apostou no hardcore com uma pegada mais mel\u00f3dica, estilo que ficou conhecido como emocore. Esse r\u00f3tulo atrapalhou ou ajudou a banda?<\/strong><br \/>\nAjudou e atrapalhou. Hoje j\u00e1 n\u00e3o faz a menor diferen\u00e7a. Se algu\u00e9m diz que somos emo, j\u00e1 sei que a pessoa tem uma vis\u00e3o muito estreita das coisas, ent\u00e3o a opini\u00e3o dela \u00e9 completamente irrelevante pra mim. No Brasil, todo esse lance de emocore foi muito mal interpretado, e resultou em cat\u00e1strofe pra muita gente. Tivemos nossa parcela de pancadas, mas aguentamos todas de punhos erguidos, lutando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As bandas de rock brasileiras que hoje conseguem mais espa\u00e7o gostam de misturar outros ritmos ao rock. Voc\u00eas pensam nisso quando comp\u00f5em?<\/strong><br \/>\nNunca misturei outros ritmos na minha m\u00fasica, mas isso \u00e9 uma escolha minha. Talvez eu nem saiba como. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de n\u00e3o gostar. Gosto de v\u00e1rias bandas que experimentam essas fus\u00f5es, mas tamb\u00e9m sinto pena de algumas misturas menos interessantes. O Brasil da brasilidade gosta dessas misturas regionalistas, de forr\u00f3, ax\u00e9, sei l\u00e1 mais o qu\u00ea\u2026 Se eu fizer uma m\u00fasica na qual eu achar que devo, vou misturar. Mas a m\u00fasica precisa pedir essa mistura, n\u00e3o ser uma f\u00f3rmula pro sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda j\u00e1 est\u00e1 fazendo planos para um futuro pr\u00f3ximo?<\/strong><br \/>\nNessa idade de banda, temos planos mais palp\u00e1veis. Fazer shows, rodar o Brasil, gravar um DVD, gravar nossos discos de forma independente. Escolhemos o caminho que nos foi ofertado. Estamos felizes sendo o Hateen, n\u00e3o temos cobran\u00e7as nem metas, apenas a felicidade. Como disse no come\u00e7o da entrevista, queremos ser felizes, esse sempre \u00e9 o objetivo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qMIEusVt2TM?feature=oembed\" width=\"750\" height=\"422\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><br \/>\n\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Se algu\u00e9m diz que somos emo, j\u00e1 sei que a pessoa tem uma vis\u00e3o muito estreita das coisas&#8221;, avisa Rodrigo Koala\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/09\/22\/entrevista-hateen\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":40320,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1241],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40319"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40319"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40319\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40716,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40319\/revisions\/40716"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}