{"id":40266,"date":"2016-09-13T09:55:56","date_gmt":"2016-09-13T12:55:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=40266"},"modified":"2016-11-01T09:03:03","modified_gmt":"2016-11-01T11:03:03","slug":"entrevista-le-almeida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/09\/13\/entrevista-le-almeida\/","title":{"rendered":"Entrevista: L\u00ea Almeida"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00fasico. Produtor. Artista gr\u00e1fico. Gerente de selo musical independente. Estas s\u00e3o algumas das m\u00faltiplas atividades assumidas pelo incans\u00e1vel <a href=\"https:\/\/lealmeida.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\">L\u00ea Almeida<\/a>. Sob a sua batuta e regimento, L\u00ea Almeida coordenas as a\u00e7\u00f5es da Transfus\u00e3o Noise Records (selo respons\u00e1vel por sua carreira de outras bandas como a The John Candy e Gaax), lidera um coletivo art\u00edstico e um zine de colagem de imagens, produz discos de parceiros de selo (como \u201c<a href=\"https:\/\/giallos.bandcamp.com\/album\/amor-s-de-m-e\" target=\"_blank\">Amor S\u00f3 de M\u00e3e<\/a>\u201d, da Giallos), conduz uma prol\u00edfica carreira solo e ainda arruma tempo para participar de outros projetos musicais como a Cosmo Amantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prolifico, L\u00ea Almeida fala aqui sobre as motiva\u00e7\u00f5es do disco \u201cMantra Happening\u201d (\u201cque surgiu a partir de sess\u00f5es de improviso que fizemos pra trilhar o filme \u201cOver The Edge\u201d), lan\u00e7ado em mar\u00e7o deste ano e <a href=\"https:\/\/lealmeida.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\">dispon\u00edvel para download digital em seu Bandcamp<\/a>, explicando que esse \u00e1lbum \u201catropelou\u201d seu novo disco, &#8220;Todas as Brisas&#8221;, que j\u00e1 teve o segundo single, a faixa t\u00edtulo, divulgado no Soundcloud (tal qual \u201cMedita\u00e7\u00e3o Oracular\u201d, o primeiro single do novo trabalho que ser\u00e1 lan\u00e7ando em outubro &#8211; ou\u00e7a as duas abaixo) e tamb\u00e9m gravado no Escrit\u00f3rio, o est\u00fadio e \u201cclube de recrea\u00e7\u00e3o da Transfus\u00e3o Noise Records\u201d, segundo apresenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta \u00f3tima entrevista concedida por e-mail ele fala tamb\u00e9m da log\u00edstica da Transfus\u00e3o Noise (\u201cMinha ideia de neg\u00f3cios \u00e9 marginal, gravar os discos, fazer os shows, seguir em frente\u201d), o revival do formato cassete, suas influ\u00eancias, a concorr\u00eancia com o selo carioca Midsummer Madnes (\u201cAcho natural ter umas concorr\u00eancias, mas acho bom ela ser pelos bons sons, pelas melhores e maiores ondas, nada mais\u201d), o Escrit\u00f3rio (\u201cL\u00e1 n\u00e3o tem internet. Ent\u00e3o consigo gastar o tempo de modo produtivo\u201d) planos futuros e muito mais. \u201cMeus discos acabam sendo fases da minha vida documentadas em can\u00e7\u00f5es\u201d, ele avisa! Confira o papo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/users\/23915779&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true\" width=\"100%\" height=\"450\" frameborder=\"no\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Mantra Happening&#8221;, se comparado ao seu disco anterior (&#8220;Paraleloplamos&#8221;, de 2015), voc\u00ea aposta em can\u00e7\u00f5es mais longas e experimentais. Como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do novo disco?<\/strong><br \/>\nO \u201cMantra\u201d foi um disco que surgiu a partir de sess\u00f5es de improviso que fizemos pra trilhar o filme \u201cOver The Edge\u201d no ano passado no MIS \/ SP, da\u00ed fomos lapidando bem pouco as faixas e gravamos todo o instrumental em uma tarde no Escrit\u00f3rio (o est\u00fadio da Transfus\u00e3o). S\u00f3 uma das faixas tinha letra e s\u00f3 gravamos depois as vozes. Foi um processo diferente de tudo que j\u00e1 tinha feito. O disco ao vivo sempre \u00e9 diferente a cada tocada. Hoje em dia ele a gente t\u00e1 at\u00e9 mais esperto tocando ele, mas foi bom ter gravado sem conhecer de fato as can\u00e7\u00f5es a fundo. A \u00faltima do disco a gente nem passou, 100% improviso. Com o \u201cMantra\u201d a gente meio que atropelou um disco que eu vinha gravando sozinho e que t\u00e1 pra sair entre setembro e outubro chamado \u201cTodas as Brisas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Paraleloplasmos&#8221; foi um disco conceitual sobre t\u00e9rmino de relacionamento e com letras mais elaboradas. J\u00e1 em &#8220;Mantra Happening&#8221; as letras das can\u00e7\u00f5es, de um modo geral, s\u00e3o mais simples, diretas, com uma \u00f3tica otimista. Voc\u00ea geralmente comp\u00f5e em ode a fase que vive? O cotidiano interfere em suas cria\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nAcho que isso acontece ao natural, voc\u00ea vai vivendo algo e reflete no que faz. Meus discos acabam sendo fases da minha vida documentadas em can\u00e7\u00f5es. O \u201cMantra\u201d \u00e9 especial, pois fez os la\u00e7os de amizades entre eu e os meus irm\u00e3os de banda ficarem muito mais fortes. O pr\u00f3ximo, por ter sido gravado entre esses dois, pega vibes do \u201cParalelo\u201d e do \u201cMantra\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea coordena as a\u00e7\u00f5es do selo Transfus\u00e3o Noise Records, respons\u00e1vel pelos lan\u00e7amentos de seus pr\u00f3prios discos e de uma s\u00e9rie de outras bandas. Como se d\u00e1 sele\u00e7\u00e3o do cast?<\/strong><br \/>\nHoje em dia essa fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minha, o Jo\u00e3o Casaes, que toca guitarra comigo e masteriza quase todos os discos do Escrit\u00f3rio tamb\u00e9m fica a cargo disso. Como era no in\u00edcio, ainda hoje a Transfus\u00e3o tem uma liga\u00e7\u00e3o de amizade, de la\u00e7o. As rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o pelos bons sons, mas sempre a galera das bandas acabam virando nossos amigos \u00edntimos. Minha ideia de neg\u00f3cios \u00e9 marginal, gravar os discos, fazer os shows, seguir em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de sua carreira solo e administra\u00e7\u00e3o do selo voc\u00ea ainda tem uma s\u00e9rie de outras bandas e projetos. Como conciliar tantas atividades?<\/strong><br \/>\nHoje em dia por causa do Escrit\u00f3rio fica mais f\u00e1cil. L\u00e1 n\u00e3o tem internet. Ent\u00e3o consigo gastar o tempo de modo produtivo, fazendo n\u00e3o s\u00f3 m\u00fasica e grava\u00e7\u00f5es como colagens, que, ali\u00e1s, comecei uma s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/galeriarecorte\/\" target=\"_blank\">que vai ser exposta em breve em uma galeria em S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aparentemente a cria\u00e7\u00e3o do Escrit\u00f3rio foi o ponto de transi\u00e7\u00e3o tanto para seu trabalho e quanto para o selo. Qual a import\u00e2ncia de se ter um espa\u00e7o como este?<\/strong><br \/>\nFoi uma mudan\u00e7a muito boa, principalmente pro bem estar dos meus pais, deixar de fazer uma zona em casa e ter um lugar s\u00f3 pra isso sempre foi uma das metas da minha juventude. Junto com o Jo\u00e3o, Joab e o Big\u00fa passei a explorar muito mais os sons e as can\u00e7\u00f5es e por ser bem no meio do centro do Rio, o Escrit\u00f3rio passou a ser o nosso ponto de encontro, reuni\u00f5es, bebedeiras. Mudou a minha vida e passei a conhecer e lidar com muitas pessoas diferentes ligadas a arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em mat\u00e9ria recente o k7 fora apontado como &#8220;o novo vinil&#8221;. Voc\u00ea h\u00e1 bastante tempo tem lan\u00e7ado fitas k7 atrav\u00e9s da Transfus\u00e3o. Como tem sido a receptividade do p\u00fablico deste formato?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o concordo muito com esse &#8220;novo vinil&#8221;, mas compreendo que a vida \u00e9 c\u00edclica, ent\u00e3o sempre girar essa roda. Ultimamente o cassete tem tido uma boa visibilidade e por conta da crise esta sendo mais vi\u00e1vel e melhor de lidar fazer alguns discos em cassete do que em vinil. Sou muito a favor de todas as m\u00eddias existirem em cassete e al\u00e9m dos discos sa\u00edrem no formato acho que algumas bandas poderiam dar aten\u00e7\u00e3o as grava\u00e7\u00f5es feitas em cassete. Existe muita magia em torno dela, compressores naturais, um aveludado \u00fanico!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda abordando sobre o formato: como nasceu a ideia e em que consiste o Cassete Club?<\/strong><br \/>\nA ideia do Cassete Club nasceu pra gente poder gravar umas bandas na fita que nunca tiveram essa experi\u00eancia e tamb\u00e9m as nossas bandas. Eu acho o som da fita algo muito bonito, alguns dos meus discos preferidos foram gravados em cassete &#8220;Alien Lanes&#8221; (1995), do Guided By Voices, e &#8220;Love Tara&#8221; (1993), do Eric&#8217;s Trip. Quero demais que uma galera tamb\u00e9m possa sentir algum tipo de magia rolando nas fitas. A ideia \u00e9 gravar e ir lan\u00e7ando os singles no Soundcloud do <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/escritorio_tnr\" target=\"_blank\">Escrit\u00f3rio<\/a> e as capas s\u00e3o todas feitas por um coletivo de colagem que acabei de formar chamado Tanto Coletivo, com amigos aqui do Rio e de S\u00e3o Paulo. Quando tivermos uma quantidade de faixas que preencha um disco vamos lan\u00e7ar num formato zine, com todas as capas, infos e algumas coisas a mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No livro &#8220;<a href=\"http:\/\/www.rcknrll.com.br\/\" target=\"_blank\">RCKNRL<\/a>&#8221; (de Yuri Hermuche) voc\u00ea apontou as dificuldades que voc\u00ea teve no in\u00edcio de carreira. Hoje em dia artistas independentes enfrentam, a n\u00edvel nacional, dificuldades quanto a conquista de espa\u00e7o e de p\u00fablico que, geralmente, tem predile\u00e7\u00e3o por bandas covers. Como voc\u00ea v\u00ea o cen\u00e1rio atual?<\/strong><br \/>\nEu acho que continua dif\u00edcil, mas quando se tem foco no que faz \u00e9 natural gerar pelo menos alguns frutos. Acho que talvez com o tempo algumas bandas tenham perdido o interesse em fazer bons discos. \u00c0s vezes o foco fica meio perdido. Eu ultimamente tenho me interessado mais e mais no pessoal do improviso, muito por causa do Cac\u00e1 Amaral, da Juliana R. e do Henrique Diaz, e tem me feito evoluir na guitarra e ver como funciona a m\u00fasica fora do contexto indie. Tem sido inspirador. Pra mim a m\u00fasica \u00e9 um caminho para se aventurar, n\u00e3o quero gastar meu tempo pensando nas artimanhas mercadol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O status de &#8220;guitar hero&#8221; j\u00e1 lhe fora atribu\u00eddo. Quem s\u00e3o os seus her\u00f3is do instrumento?<\/strong><br \/>\nQue bobagem, t\u00f4 longe, mas meus her\u00f3is de guitarra s\u00e3o o Steven, do Flaming Lips, o Greg Gin, do Black Flag (embora ele seja um cuz\u00e3o hoje em dia foi ele quem definiu um estilo de solo de outro mundo). Gosto muito do Doug, do Built to Spill, tamb\u00e9m, influencia demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 2013 voc\u00ea lan\u00e7ou um disco de covers que, de certa forma, ajuda a conhecer um pouco das suas refer\u00eancias m\u00fasicas. Por mais que primordialmente seus discos sejam autorais voc\u00ea j\u00e1 pensou em gravar \u00e1lbum inteiro de vers\u00f5es? Se sim quais can\u00e7\u00f5es voc\u00ea teria o interesse de regravar?<\/strong><br \/>\nPode crer, na real foi s\u00f3 um apanhado de vers\u00f5es que tinham entrado em discos tributos ou eram sobras de discos como a do Bunnygrunt que entrou no LP duplo comemorativo da WeePOP na Inglaterra. Eu j\u00e1 pensei em gravar uns covers mais chapados de coisas dos anos 60 nacionais como Renato e Seus Blue Caps, Odair Jos\u00e9, Ronnie Von. Adoro essa galera. A gente t\u00e1 pra gravar no esquema do Mantra uma cover do Cypress Hill.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda falando sobre &#8220;RCKRL&#8221;, no livro voc\u00ea fala sobre o per\u00edodo em que voc\u00ea fez parte do cast da Midsummer Madness, das desaven\u00e7as que teve com o selo e de que como este problema o incentivou na cria\u00e7\u00e3o da Transfus\u00e3o. Gostaria que voc\u00ea falasse sobre essa concorr\u00eancia natural e como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas hoje.<\/strong><br \/>\nQuando eu fiz parte da Midsummer eu j\u00e1 tinha a Transfus\u00e3o. Eu era muito f\u00e3 do Second Come, do Stellar, mas quando tive um contato mais aprofundado percebi que a minha filosofia de som era outra. Ainda respeito muito eles, pelo que fizeram no passado. Acho natural ter umas concorr\u00eancias, mas acho bom ela ser pelos bons sons, pelas melhores e maiores ondas, nada mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea recentemente se apresentou ao lado da Giallos (ap\u00f3s ter produzido o \u00e1lbum \u201cAmor S\u00f3 de M\u00e3e\u201d, de 2016). Voc\u00eas pretendem levar esta turn\u00ea para outras cidades? Ou at\u00e9 mesmo gravar algo juntos?<\/strong><br \/>\nEssa experi\u00eancia foi m\u00e1gica. Estamos programando fazer mais vezes esse show e tamb\u00e9m tocarmos as duas bandas juntas um set inteiro. Tenho vontade de gravar um split com eles. Na real tenho bolado umas ideias. A gente tem uma rela\u00e7\u00e3o muito boa e todos eles s\u00e3o muito bons no que fazem. Foi uma honra produzir o segundo disco deles<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 falou sobre alguns projetos engatilhados para ainda este ano. Como ser prol\u00edfico que \u00e9 tem algo a mais que o p\u00fablico pode esperar?<\/strong><br \/>\nMonte de coisa. Agora dia 23 de agosto (a entrevista fora realizada na primeira quinzena de agosto) a gente toca em SP no SESC Pompeia com uma forma\u00e7\u00e3o de duas baterias (contando com o Flavio, do Giallos). Em setembro a gente volta pra participar de duas feiras SP tamb\u00e9m e no meio do m\u00eas tem a abertura de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/galeriarecorte\/\" target=\"_blank\">uma expo minha chamada \u201cTodas as Brisas\u201d na galeria Recorte<\/a>. Essa expo \u00e9 uma s\u00e9rie baseada no disco novo de mesmo nome. A gente deve tocar na abertura. O disco sai no inicio de outubro aqui e nos Estados Unidos via IFB Records em LP. Em novembro a gente faz um festival de quatro dias da Transfus\u00e3o no Oi Futuro, com debates, oficinas e shows e se tudo der certo em dezembro a gente faz uma tour pelo Sul. Em breve eu devo come\u00e7ar a gravar o primeiro disco da Cosmos Amantes e tamb\u00e9m t\u00f4 pra gravar um disco de improviso com o Cac\u00e1, a J\u00fa e o Diaz em SP ainda em agosto. Recentemente montei um coletivo de colagem chamado Tanto Coletivo com alguns amigos do Rio e de SP, al\u00e9m de um zine, colagens colaborativas e algumas oficinas. Tamb\u00e9m estamos cuidando das capas do <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/escritorio_tnr\/sets\/cassete-club-2016\" target=\"_blank\">Cassete Club<\/a>, projeto que criei em junho destinado a grava\u00e7\u00f5es de singles somente em fita cassete no Escrit\u00f3rio e que est\u00e1 indo para o 4\u00b0 single.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/playlists\/233902109&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true\" width=\"100%\" height=\"450\" frameborder=\"no\" scrolling=\"no\"><\/iframe><br \/>\n\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"M\u00fasico. 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