{"id":39916,"date":"2016-09-05T09:52:43","date_gmt":"2016-09-05T12:52:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39916"},"modified":"2016-12-07T09:49:58","modified_gmt":"2016-12-07T11:49:58","slug":"hqs-diego-sanchez-patrulha-do-destino-kings-watch","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/09\/05\/hqs-diego-sanchez-patrulha-do-destino-kings-watch\/","title":{"rendered":"HQs: Diego Sanchez, Patrulha do Destino, Kings Watch"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/quadriinhos_insones.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"623\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Quadrinhos Insones&#8221;, Diego Sanchez (Editora Mino)<\/strong><br \/>\nTerceiro lan\u00e7amento do quadrinista Diego Sanchez pela Editora Mino (antes haviam sido publicados \u201cHerm\u00ednia\u201d e \u201cPerpetuum Mobile\u201d), &#8220;Quadrinhos Insones&#8221; \u00e9 apresentado com acabamento em brochura, \u00f3timo tratamento gr\u00e1fico (com direito at\u00e9 a capa que brilha no escuro), em preto e branco e 96 p\u00e1ginas. Trata-se de uma colet\u00e2nea que re\u00fane trabalhos <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/QuadrinhosInsones\" target=\"_blank\">publicados online<\/a> desde meados de 2012 e mostra um autor experimentando na busca por encontrar a pr\u00f3pria linguagem e express\u00e3o, mas que j\u00e1 apresenta alguma consolida\u00e7\u00e3o nos temas que aborda nas tiras e p\u00e1ginas. Com um tra\u00e7o rabiscado e minimalista, explora diversos formatos poss\u00edveis dos quadros nas folhas, adicionando um humor c\u00ednico e autodepreciativo para invadir temas como solid\u00e3o, amor, sexo, tristeza e relacionamentos. Ainda que Diego Sanchez sempre explore pequenas brechas abertas do cotidiano que n\u00e3o s\u00e3o notadas na correria di\u00e1ria, o principal tema exposto em \u201cQuadrinhos Insones\u201d e que direciona melhor esse comp\u00eandio \u00e9 a solid\u00e3o. N\u00e3o aquela solid\u00e3o espelhada e com aspecto mais tradicional, mas sim a solid\u00e3o disfar\u00e7ada dos dias atuais de milhares de contatos via redes sociais, mas sem aprofundamento algum. Aquela solid\u00e3o que te incute a noite em casa mesmo depois de passar o dia conversando com pessoas e mais pessoas no meio da rua. Aquela solid\u00e3o que faz com que tudo seja impessoal demais para valer a pena realmente. Some-se a isso o cinismo da maioria das rela\u00e7\u00f5es dos nossos dias, tanto amorosas quanto profissionais ou rotineiras e temos montado na mesa o campo explorado com maior qualidade por Diego Sanchez. \u201cQuadrinhos Insones\u201d \u00e9 a perfeita concep\u00e7\u00e3o de um trabalho underground, sem formas pr\u00e9-definidas ou visualiza\u00e7\u00f5es comuns que ganha amplitude na divulga\u00e7\u00e3o via internet, mas que se consolida mesmo como parte integrante desse novo e interessante momento do quadrinho nacional a partir desse lan\u00e7amento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/kings_watch.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"682\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Kings Watch: Defensores da Terra&#8221;, de Marc Laming e Jordon Boyd (Editora Mythos)<\/strong><br \/>\nOs c\u00e9us s\u00e3o tomados por luzes estranhas resultando em um fen\u00f4meno que, por mais que as ag\u00eancias governamentais procurem entender e processar, n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o vis\u00edvel. As pessoas s\u00e3o tomadas por pesadelos repletos de criaturas estranhas instigando o caos. Ser\u00e1 o apocalipse surgindo? O mundo vai acabar? No meio desse cen\u00e1rio de incerteza e p\u00e2nico \u00e9 que o roteirista Jeff Parker insere a miniss\u00e9rie \u201cKings Watch: Defensores da Terra\u201d, primeira reuni\u00e3o de tr\u00eas famosos personagens da King Features Syndicate, empresa criada h\u00e1 mais de 100 anos. Hoje, Flash Gordon, Fantasma e Mandrake est\u00e3o com os direitos de publica\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os da Dynamite Entertainment, a respons\u00e1vel por essa reuni\u00e3o. A editora j\u00e1 havia lan\u00e7ado aventuras individuais do Flash Gordon e do Fantasma, mas ao juntar o trio remete a s\u00e9rie animada dos anos 80 que j\u00e1 mostrava os her\u00f3is na batalha contra o mal. Originalmente a miniss\u00e9rie saiu nos EUA entre setembro de 2013 e janeiro de 2014, sendo que agora a Mythos Books em um trabalho primoroso (como \u00e9 de costume) faz essa compila\u00e7\u00e3o em um \u00e1lbum de luxo, com capa dura e extras que v\u00e3o de capas alternativas e esbo\u00e7os de personagens a trechos da cria\u00e7\u00e3o e do roteiro. Com arte de Marc Laming e cores de Jordon Boyd, os cl\u00e1ssicos personagens acabam se interligando meio sem querer para resolver um problema maior que o p\u00e2nico indica, j\u00e1 que o culto armado intitulado Cobra est\u00e1 se armando de artefatos espec\u00edficos para que Ming, o imperador do planeta Ming, invada e conquiste a Terra. \u201cKings Watch: Defensores da Terra\u201d \u00e9 uma apraz\u00edvel e espirituosa aventura que tem como maior distin\u00e7\u00e3o fazer com que personagens t\u00e3o antigos, que galgaram tantos e tantos para a paix\u00e3o pelos quadrinhos, ainda consigam soar interessantes hoje em dia. Os criadores Lee Falk (Mandrake e Fantasma) e Alex Raymond (Flash Gordon) ficariam orgulhosos disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/patrulhadodestino.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"688\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPatrulha do Destino: Rastejando dos Escombros\u201d, de Grant Morrison, Richard Case e Scott Hana (Panini Comics)<\/strong><br \/>\nA Patrulha do Destino \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o de Arnold Drake, Bob Haney e Bruno Premiani em meados dos anos 60, um grupo de potenciais her\u00f3is que desvirtuavam absurdamente do cen\u00e1rio da \u00e9poca. Seus membros s\u00e3o desajustados, renegados ou est\u00e3o a um passo de cair em um precip\u00edcio. Para melhorar, o chefe do time \u00e9 um cientista irasc\u00edvel, de dif\u00edcil conversa e preso a uma cadeira de rodas, o que o deixa mais bruto ainda. O grupo era o lado b da DC Comics (apesar do sucesso inicial). No entanto, nem que fosse pela estranheza ou pelo fato de n\u00e3o ser igual aos demais her\u00f3is da editora, a Patrulha angariou f\u00e3s e um deles foi Grant Morrison. Em 1988, ainda distante do status (merecido) de mestre que hoje lhe direcionam, Grant aceitou cuidar das edi\u00e7\u00f5es mensais da revista, mesmo assoberbado. O primeiro arco dessas hist\u00f3rias a Panini Comics publicou por aqui no in\u00edcio de 2016 em um encadernado com 196 p\u00e1ginas chamado \u201cPatrulha do Destino: Rastejando dos Escombros\u201d contendo as edi\u00e7\u00f5es 19 a 25 publicadas em 1989. Com arte de Richard Case e Scott Hana, Morrison conseguiu n\u00e3o s\u00f3 revitalizar a trupe como cravar uma fase que at\u00e9 hoje pode ser considerada como uma das melhores. Com todo o arcabou\u00e7o de refer\u00eancias que costuma utilizar, o escoc\u00eas maluco se aproveitou de uma saga da \u00e9poca chamada \u201cInvas\u00e3o\u201d e pediu que v\u00e1rios membros fossem mortos, voltando assim basicamente aos personagens iniciais. A primeira das edi\u00e7\u00f5es contida no encadernado se passa principalmente em alas de hospitais e a\u00ed j\u00e1 vemos todas as peculiaridades que ir\u00e3o se apresentar enquanto brigam com vil\u00f5es bem diferentes do usual. Entre um homem que para n\u00e3o morrer teve o c\u00e9rebro aprisionado em um rob\u00f4 e n\u00e3o consegue viver com isso, um jovem que \u00e9 fundido a uma doutora para gerar um ser de energia, um her\u00f3i que n\u00e3o quer ser her\u00f3i e uma mulher que sofre com 64 m\u00faltiplas personalidades, n\u00e3o d\u00e1 para se esperar hist\u00f3rias comuns realmente. Isso na m\u00e3o de um autor como Morrison \u00e9 mais que prato cheio e \u201cPatrulha do Destino: Rastejando dos Escombros\u201d \u00e9 o tipo de quadrinho que desmonta qualquer teoria rid\u00edcula sobre a qualidade desse tipo de arte, resultando em um comp\u00eandio de hist\u00f3rias inteligentes e retumbantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P.S: S\u00f3 a qualidade do papel que podia ser melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P.S: A Panini j\u00e1 lan\u00e7ou dois outros volumes com a sequ\u00eancia dessas hist\u00f3rias que s\u00e3o t\u00e3o recomend\u00e1veis quanto o primeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/patrulhadodestino1.jpg\" alt=\"\" width=\"752\" height=\"442\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/literatura\/\"><strong>LEIA MAIS SOBRE LIVROS E HQs<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Quadrinhos Insones&#8221; explora a solid\u00e3o; \u201cKings Watch\u201d \u00e9 uma espirituosa aventura; \u201cPatrulha do Destino\u201d \u00e9  inteligente e retumbante\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/09\/05\/hqs-diego-sanchez-patrulha-do-destino-kings-watch\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":39917,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[1092,1090,957,1091],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39916"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39916"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39916\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39920,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39916\/revisions\/39920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}