{"id":39545,"date":"2016-08-09T23:30:11","date_gmt":"2016-08-10T02:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39545"},"modified":"2016-11-18T08:49:29","modified_gmt":"2016-11-18T10:49:29","slug":"entrevista-denner-shermann","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-denner-shermann\/","title":{"rendered":"Entrevista: Denner \/ Shermann"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\">Daniel Tavares<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como banda, Denner \/ Shermann \u00e9 bastante recente. Mas o curr\u00edculo de seus integrantes, principalmente dos dois guitarristas que lhe emprestam os sobrenomes, a credencia para ser vista como um dos grandes nomes do heavy metal mundial: Michael Denner e Hank Shermann (na verdade, Rene Krolmark) foram guitarristas da forma\u00e7\u00e3o mais cl\u00e1ssica da banda dinamarquesa Mercyful Fate (de onde tamb\u00e9m saiu King Diamond), banda lend\u00e1ria que esteve em atividade entre 1981 e 1999 (com uma pausa entre 1985 e 1991).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, a parceria de Michael Denner e Hank Shermann transcende seus trabalhos com o Mercyful Fate. Os dois estiveram juntos em \u00e1lbuns como &#8220;Melissa&#8221; (1983) e &#8220;Don&#8217;t Break The Oath&#8221; (1984), considerados como alguns dos pilares do black metal, al\u00e9m de diversos outros trabalhos em outras bandas, como Zoser Mez e Force of Evil. Em 2015, recrutaram um time de outros talentos (Sean Peck, Snowy Shaw e Marc Grabowski) e criaram o Denner \/ Shermann, lan\u00e7ando o EP &#8220;Satan&#8217;s Tomb&#8221; e, em 2016, o \u00e1lbum &#8220;Masters of Evil&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento deste &#8220;Masters of Evil&#8221; no Brasil, marcando tamb\u00e9m o debute do selo paulistano <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AbigailRecordsBr\/\" target=\"_blank\">Abigail Records<\/a>, o guitarrista Hank Shermann bateu um papo exclusivo com o Scream &amp; Yell sobre diversos assuntos. Da nova banda e seu primeiro full-length \u00e1lbum passando pela hist\u00f3ria do grande Mercyful Fate, seu legado e uma poss\u00edvel reuni\u00e3o (&#8220;Posso te garantir que espero por isso e n\u00f3s todos temos esta esperan\u00e7a, tanto pelos f\u00e3s quanto pelo evento hist\u00f3rico que seria&#8221;) at\u00e9 a longa parceria com Michael Denner, e, ainda, Ghost e poss\u00edveis shows no Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JT8sHtxtmRE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar indo direto ao ponto. Como voc\u00ea tem sentido a recep\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum &#8220;Masters of Evil&#8221;?<\/strong><br \/>\nTem sido realmente surpreendente pra mim, t\u00e3o boa quanto como foi com o primeiro EP que n\u00f3s lan\u00e7amos. Todo mundo ficou, \u00e9 claro, um pouco curioso para saber como seria a recep\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo \u00e1lbum, uma vez que ele seria um \u00e1lbum completo e ter\u00edamos mais can\u00e7\u00f5es e os estilos se distribuem em muitos n\u00edveis diferentes, n\u00e3o existem duas can\u00e7\u00f5es que se parecessem umas com as outras. Claro que n\u00f3s est\u00e1vamos muito empolgados para ouvir as rea\u00e7\u00f5es, mas, at\u00e9 agora, tem sido incr\u00edvel. N\u00f3s j\u00e1 tivemos algumas resenhas realmente muito boas e, claro, a banda inteira est\u00e1 entusiasmada e n\u00f3s acabamos de fazer um show aqui, ent\u00e3o, tudo est\u00e1 muito bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ouvi o \u00e1lbum e fiz minhas pesquisas sobre voc\u00eas, mas gostaria que voc\u00ea apresentasse a banda Denner \/ Shermann para os brasileiros&#8230;<\/strong><br \/>\nSim, a Denner \/ Shermann consiste de Michael Denner na guitarra e eu pr\u00f3prio na outra guitarra. N\u00f3s originalmente come\u00e7amos no Mercyful Fate, em 1981, e agora ainda estamos juntos e acabamos de lan\u00e7ar este \u00e1lbum, &#8220;Masters of Evil&#8221;. A ideia apareceu quando fizemos juntos o show de 30 anos do Mercyful Fate (em dezembro de 2011). Tivemos a ideia: &#8220;Por que n\u00e3o formamos uma banda?&#8221; E ent\u00e3o, para as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, n\u00f3s escolhemos o vocalista Sean Peck, que tamb\u00e9m canta na Cage e na Death Dealer. E n\u00f3s sempre quisemos ter o Snowy Shaw de volta na bateria. Ele era o baterista do Mercyful Fate naquela \u00e9poca e quis fazer parte disso conosco. Para o baixo, eu trouxe Marc Grabowski, que tamb\u00e9m toca em uma banda chamada Demonica, em que eu tamb\u00e9m comecei a tocar em 2010. Ent\u00e3o \u00e9 como se n\u00f3s todos nos conhec\u00eassemos muito bem, exceto por Sean Peck, ele \u00e9 o cara novo e n\u00f3s sabemos que ele sabe dar uns gritos altos e algumas coisas bacanas. Ele \u00e9 o cara perfeito para fazer com que essa banda se juntasse e criasse o que n\u00f3s criamos at\u00e9 agora. E o estilo de m\u00fasica \u00e9 o heavy metal cl\u00e1ssico tradicional. Estou fazendo toda a m\u00fasica e ela tem algo como se fosse uma assinatura, uma marca registrada do que j\u00e1 fiz. Claro que h\u00e1 algo de Mercyful Fate, mas h\u00e1 tamb\u00e9m algo que lembra o in\u00edcio do Judas Priest e um pouco de Punk. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos todos esses cinco caras talentosos e todos contribu\u00edram com o que temos a oferecer e lan\u00e7amos este \u00e1lbum e, basicamente, esta \u00e9 a vers\u00e3o curta da hist\u00f3ria da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ouvi alguma coisa que soava tamb\u00e9m como Ozzy Osbourne na voz do Sean&#8230;<\/strong><br \/>\nSim, existe uma parte em uma can\u00e7\u00e3o em que o Sean est\u00e1 se divertindo consigo mesmo ao soar como o Ozzy e, talvez, como o Rob Halford. Sabe, nada demais, s\u00f3 ele se divertindo, uma vez que a can\u00e7\u00e3o soa muito anos 80\/final dos 70. Ele provavelmente aproveitou a inspira\u00e7\u00e3o. N\u00f3s conversamos um pouco sobre isso, mas est\u00e1vamos todos com um sorriso no rosto e ele gostou de prestar esta homenagem ao Ozzy por alguns segundos. Ent\u00e3o, n\u00f3s deixamos l\u00e1 e todo mundo pensou que estava bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E sobre o nome da banda, seus sobrenomes, Denner e Shermann, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum dar a uma banda o sobrenome de algu\u00e9m. Voc\u00ea pode nos explicar essa decis\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi s\u00f3 uma decis\u00e3o entre mim e o Michael quando ele chegou e disse: \u201cPor que n\u00e3o chamamos de Denner \/ Shermann? Porque os f\u00e3s, nossos f\u00e3s leais, que s\u00e3o basicamente os f\u00e3s do Mercyful Fate que nos seguiram por 35 anos ou mais, certamente saberiam o que temos a dar, melhor do que encontrar um novo nome como HellFire ou qualquer coisa assim\u201d. N\u00f3s pensamos que seria algo de mais classe, nesse momento das nossas carreiras, usar os nossos pr\u00f3prios nomes. Isto j\u00e1 foi visto antes em muitas forma\u00e7\u00f5es desde os anos 70, mas, sabe, o mais importante em usar o nosso pr\u00f3prio nome \u00e9 ter algo que remetesse ao que j\u00e1 foi criado. De outra forma, n\u00f3s estar\u00edamos como se come\u00e7ando, ter\u00edamos um nome ao qual as pessoas teriam que se acostumar. Com nosso pr\u00f3prio nome, as pessoas que nos conhecem sabem o que v\u00e3o ter. Acho que estamos muito felizes com este nome e parece que as pessoas n\u00e3o se importam, n\u00e3o tem nada contra isso. \u00c9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de n\u00f3s estarmos ficando mais velhos e querendo ir direto ao ponto e dizer, ok, voc\u00ea sabe, este \u00e9 o Denner, este \u00e9 o Shermann e esta \u00e9 a nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem trabalhado com o Denner por mais de 30 anos. Voc\u00ea o considera mais que um irm\u00e3o, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEle \u00e9 realmente um bom amigo. A primeira coisa que fizemos foi l\u00e1 em 1979, l\u00e1 pelo final do ano&#8230; Ele entrou na banda Brats, em Copenhage, era mais uma banda punk. Ent\u00e3o n\u00f3s tocamos juntos e depois formamos o Mercyful Fate e fizemos juntos aqueles \u00e1lbuns, o &#8220;Melissa&#8221; e o &#8220;Don&#8217;t Break The Oath&#8221;. Depois fomos pra uma banda chamada Zoser Mez e nos encontramos novamente na banda Source of Evil e agora estamos juntos novamente na Denner \/ Shermann. \u00c9 uma longa rela\u00e7\u00e3o, amizade, eu diria. Nossos estilos se complementam realmente bem e \u00e9 por isso que isso funciona realmente bem. N\u00e3o \u00e9 como se toc\u00e1ssemos o mesmo estilo. O Michael tem um jeito \u00fanico e saboroso de tocar guitarra e eu fico representando, talvez, as melodias mais agressivas, as partes mais agressivas. Ent\u00e3o, neste sentido, n\u00f3s realmente complementamos um ao outro muito bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 fizeram um show no Metal Magic Festival. Como foi esse show e como est\u00e3o os planos para turn\u00eas? Existe algum plano para vir \u00e0 Am\u00e9rica do Sul?<\/strong><br \/>\nSim, n\u00f3s acabamos de voltar desse show na Dinamarca. \u00c9 um festival de propor\u00e7\u00f5es m\u00e9dias, um festival voltado ao heavy metal. N\u00f3s tocamos 12 can\u00e7\u00f5es sendo cinco (das oito) do novo \u00e1lbum. Tocamos &#8220;Angel&#8217;s Blood&#8221;, &#8220;Son of Satan&#8221;, &#8220;The Wolf Feeds at Night&#8221;, &#8220;Pentagram and The Cross&#8221; e &#8220;Escape From Hell&#8221;. Do EP &#8220;Satan&#8217;s Tomb&#8221; entrou no set &#8220;Satan&#8217;s Tomb&#8221;, &#8220;New Gods&#8221; e &#8220;War Witch&#8221;. Para completar decidimos fazer quatro can\u00e7\u00f5es do Mercyful Fate: &#8220;Evil&#8221;, &#8220;Curse of The Pharaohs&#8221;, &#8220;Black Funeral&#8221; e &#8220;Dessecration of Souls&#8221;. Este foi o nosso primeiro concerto real, com um backdrop bacana, num palco grande, com muitas pessoas na plateia. Acho que foi muito bem. E agora n\u00f3s vamos tocar em Hamburgo daqui a duas semanas [Nota: a entrevista foi realizada em 13 de julho]. Tem um grande festival l\u00e1 e este ser\u00e1 o nosso segundo show. Nosso terceiro show, na verdade, mas, sabe, como shows de festival ser\u00e1 o segundo. Quanto mais shows n\u00f3s tivermos, melhor ficaremos, mas, com toda a experi\u00eancia do pessoal com outras bandas e a longa carreira, n\u00f3s meio que j\u00e1 sabemos o que fazer. E quanto a outros planos, n\u00f3s estamos tentando organizar uma turn\u00ea europeia e deve acontecer em setembro. Em outubro n\u00f3s devemos entrar em uma turn\u00ea nos Estados Unidos e n\u00f3s estamos tentando organizar uma turn\u00ea sul-americana em novembro, incluindo o Brasil, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 nada confirmado. Estamos aguardando pelos agenciadores nas diferentes regi\u00f5es nos darem respostas para sabermos se conseguiremos fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Mercyful Fate tem uma legi\u00e3o de f\u00e3s no mundo inteiro. Existe alguma chance de voc\u00eas se reunirem novamente para uma turn\u00ea ou gravar um novo \u00e1lbum no futuro?<\/strong><br \/>\nAh, sim, esta \u00e9 uma boa quest\u00e3o. Sabe, eu gostaria. Entretanto, neste ponto n\u00e3o estamos falando especificamente sobre isso porque o Michael e eu estamos muito ocupados com o Denner \/ Shermann e Kim est\u00e1 realmente ocupado fazendo o pr\u00f3ximo \u00e1lbum da King Diamong. Ent\u00e3o, tem que ser mais l\u00e1 na frente na estrada, 2018, 2019&#8230; se for. Estou completamente aberto a ideia, mas depende mais de agenda e de tempo. Posso te garantir que espero por isso e n\u00f3s todos temos esta esperan\u00e7a, tanto pelos f\u00e3s quanto pelo evento hist\u00f3rico que seria. Espero que n\u00f3s sejamos capazes de fazer isto acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Don&#8217;t Break The Oath&#8221; e &#8220;Melissa&#8221; s\u00e3o considerados dois dos maiores \u00e1lbuns de metal extremo de todos os tempos. Junto com o Venom, voc\u00eas influenciaram uma cena inteira de black metal que surgiu depois. Como voc\u00ea v\u00ea o legado do Mercyful Fate?<\/strong><br \/>\nIsto \u00e9 engra\u00e7ado. Sabe, n\u00e3o exatamente uma pergunta engra\u00e7ada, mas \u00e9 uma pergunta dif\u00edcil porque quando voc\u00ea \u00e9 o originador da m\u00fasica e de uma banda inteira, voc\u00ea n\u00e3o se v\u00ea como algo particularmente especial. \u00c9 claro que n\u00f3s temos consci\u00eancia de que existem muitas pessoas, outras bandas tamb\u00e9m, que foram influenciadas seja pelas letras do King Diamond, ou pela sua cara pintada ou por algumas partes da m\u00fasica. Isso \u00e9 muito bom e um elogio agrad\u00e1vel para a banda, que recebemos humildemente, mas \u00e9 tamb\u00e9m bom saber que voc\u00ea, como m\u00fasico ou banda, pode ajudar ou talvez inspirar outros m\u00fasicos, outras bandas e que as pessoas querem come\u00e7ar a aprender a tocar guitarra, inspir\u00e1-los a ter o seu pr\u00f3prio estilo ou talvez replicar algo do Mercyful e fazer deste o seu pr\u00f3prio estilo. Claro que sabemos (da influ\u00eancia que exercemos). Muitas bandas como Metallica, Slayer e numerosas outras sempre dizem que tem um carinho pelos \u00e1lbuns mais antigos do Mercyful Fate. Eu apenas posso dizer que me sinto orgulhoso por ter feito parte da banda nesse tempo agrad\u00e1vel. 1982, 1983, 84, 85&#8230; aqueles anos foram realmente bons para o heavy metal. Tudo era novo, havia muitas coisas vindo que voc\u00ea nunca tinha ouvido antes. Hoje em dia leva um bom tempo para surpreender as pessoas. Voc\u00ea basicamente j\u00e1 ouviu de tudo. Ent\u00e3o aquele sabor do in\u00edcio dos anos 80 era realmente bom e eu me sinto orgulhoso e feliz de ter feito esses \u00e1lbuns do Mercyful Fate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das bandas que apareceram recentemente chamando a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi o Ghost, que tem quase a mesma tem\u00e1tica l\u00edrica, mas com um sotaque um tanto mais pop. O que voc\u00ea acha deles?<\/strong><br \/>\nNesse pensamento de que n\u00e3o h\u00e1 muitas bandas que possam te surpreender porque, basicamente, j\u00e1 ouvimos de tudo, o Ghost foi uma que, definitivamente, me surpreendeu quando come\u00e7ou. Acho que eles tem uma imageria muito legal. Eu realmente gosto daquele papa, daquele estilo de vestir de papa do mal&#8230; \u00c9 muito legal, muito bem executado e a composi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica deles \u00e9 realmente boa. Mas n\u00e3o vejo muita coisa do Mercyful neles. Acho que algum dos caras, o vocalista talvez, devem ter dito que foram inspirados pelo Mercyful, mas n\u00e3o (sinto isso). Talvez um riff aqui, outro ali. Talvez (a sonoridade deles) seja old school o suficiente para parecer Mercyful Fate&#8230; mas n\u00e3o tudo. Vejo mais coisas do Blue Oyster Cult (no som deles). Eles tem muitas partes intrincadas, um pouco mais de suavidade que, de repente, fica mais pesada, ainda que muito mel\u00f3dica. \u00c9 o tipo de coisa que o Blue Oyster Cult fazia nos anos 70 e no in\u00edcio dos anos 80. Gosto do Ghost. Acho eles legais porque s\u00e3o \u00fanicos no que fazem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E sobre a predile\u00e7\u00e3o pelo oculto, pelo satanismo. Voc\u00ea consegue explicar porque voc\u00eas trabalham esse tema como um dos prediletos?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o posso falar em nome do King Diamond. Naquele tempo (do Mercyful), Kim escrevia todas as letras, e aquelas foram as letras que ele decidiu escrever. Da mesma forma aconteceu agora com o Sean. N\u00e3o \u00e9 como se a banda se juntasse e perguntasse: \u201cOk, caras, sobre o que voc\u00eas querem escrever?\u201d. O Sean tem um monte de ideias loucas e ele fez todas as letras para esse \u00e1lbum e para o EP da Denner \/ Shermann. Ele escreve sobre hist\u00f3rias de fantasia, com o oculto, e \u00e9 tudo parte do entretenimento e n\u00e3o necessariamente se relaciona com o que a banda \u00e9 ou acredita. Todas as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma experi\u00eancia. E, assim como o Kim, ele \u00e9 muito mais focado na escrita das letras. Mas o Sean \u00e9 um pouco mais abrangente e p\u00f5e um pouco mais de outras coisas nas letras. N\u00f3s temos algumas can\u00e7\u00f5es que incluem o nome \u201cSat\u00e3\u201d, mas apenas por causa disso n\u00e3o necessariamente quer dizer que o estejamos invocando. \u00c9 mais um tipo de coisa de bom versus mal. O Sean tem muito desse neg\u00f3cio de her\u00f3i. Ele \u00e9 um grande f\u00e3 de quadrinhos. Existe muito essa coisa de bem contra o mal, do pentagrama versus a cruz, e ele usa muito esse tipo de coisa. Ent\u00e3o n\u00e3o somos especificamente uma banda sat\u00e2nica. S\u00f3 fazemos heavy metal tradicional e cl\u00e1ssico, do nosso jeito, claro. E o Sean tenta fazer algumas letras que v\u00e3o bem com a m\u00fasica e, de alguma forma, ele faz. Ent\u00e3o \u00e9 basicamente decis\u00e3o do Sean o que fazer com as letras, o que \u00e9 o mesmo que acontecia quando era com Kim escrevendo para o Mercyful.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea sabe se o King Diamont ouviu esse &#8220;Masters of Evil&#8221;, da Denner \/ Shermann? Ele te disse alguma coisa?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o estou por dentro disso. N\u00e3o \u00e9 algo que eu realmente saiba ou esteja pensando. Se ele gostar, ser\u00e1 bacana. Ele deve provavelmente estar curioso. Sei que ele ouviu provavelmente, acho, &#8220;Satan&#8217;s Tomb&#8221;. N\u00f3s conversamos um pouco sobre isso, mas, sabe, eu imaginaria que sim, porque, como eu fiz toda a m\u00fasica, tem um som muito reconhec\u00edvel, o meu som e o som do Michael, o som do Mercyful Fate. \u00c9 algo mais neg\u00f3cio para neg\u00f3cio do que, voc\u00ea sabe, de amigo pra amigo. Ele n\u00e3o comentou muito sobre isso e pessoalmente n\u00e3o sei o que ele pensa sobre. Mas acho que ele ficaria orgulhoso que seus antigos amigos de banda estejam de volta aos neg\u00f3cios e de volta \u00e0 cena e fazendo um heavy metal old school realmente legal, mas talvez ele pense diferente. Eu realmente n\u00e3o sei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Mercyful Fate fez alguns shows no Brasil nos anos 90. Tem algum m\u00fasico brasileiro de que voc\u00ea goste? Algum deles te influenciou?<\/strong><br \/>\nVerdade, estivemos no Brasil com a Mercyful e fizemos cinco ou seis shows, acho. Um deles foi no Monsters of Rock, em 1996, e depois tocamos sozinhos em umas seis cidades do Brasil. Estas foram algumas das experi\u00eancias mais divertidas e diferentes que vivemos desde que come\u00e7amos a fazer turn\u00eas na Europa e nos Estados Unidos. Na primeira vez voamos de S\u00e3o Paulo para o Rio de Janeiro e, ent\u00e3o, Recife, Curitiba e todas as outras cidades. Foi tudo muito legal! Os f\u00e3s eram realmente loucos, apaixonados, nos seguindo por todos os lugares. Tenho realmente uma quantidade grande de boas mem\u00f3rias. N\u00f3s tocamos com uma banda brasileira em uma turn\u00ea nos Estados Unidos, acredito que se chamava Overdose. Isso foi h\u00e1 muitos anos, uns 15 anos provavelmente. E n\u00f3s encontramos um dos caras da Overdose em outra cidade quando tocamos no Brasil. Fomos na casa dele, conhecemos a sua fam\u00edlia, seus pais, eles cuidaram da gente. Foi bem legal. Tamb\u00e9m gosto do Kiko [Loureiro \u2013 Megadeth \/ Angra], do seu estilo de tocar, mas provavelmente estou pronunciando o nome dele errado. Espero realmente que a Denner \/ Shermann toque no Brasil. \u00c9 uma grande experi\u00eancia, um pa\u00eds muito bacana do qual temos muitas lembran\u00e7as boas. Queremos ver voc\u00eas ai e, claro, tocar algumas can\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas do Mercyful Fate tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l9OQlD9C8wQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n\u2013 Daniel Tavares (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>) \u00e9 jornalista e mora em Fortaleza<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os dois guitarristas da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica do Mercyful Fate se juntam em um novo projeto! Conhe\u00e7a a Denner \/ Shermann\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-denner-shermann\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":10,"featured_media":39504,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[865,864,866],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39545"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39545"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39589,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39545\/revisions\/39589"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}