{"id":39355,"date":"2016-08-26T11:47:09","date_gmt":"2016-08-26T14:47:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39355"},"modified":"2016-10-19T16:59:29","modified_gmt":"2016-10-19T18:59:29","slug":"entrevista-rodrigo-de-andrade-selo-180","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/26\/entrevista-rodrigo-de-andrade-selo-180\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rodrigo de Andrade (Selo 180)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da s\u00e9rie \u201centrevistas que a gente l\u00ea na adolesc\u00eancia e n\u00e3o esquece\u201d, certa vez, no meio dos anos 80, li Cazuza falando em alguma Capricho da vida que, segundo uma pesquisa, apenas 25% das pessoas\u00a0 trabalhavam no que realmente queriam e eram felizes no trabalho. Transtornando, ele reclamava: \u201cComo assim? Isso quer dizer que 75% das pessoas s\u00e3o infelizes no trabalho! \u00c9 um dado muito triste\u201d. <a href=\"http:\/\/economia.uol.com.br\/empregos-e-carreiras\/noticias\/redacao\/2013\/05\/08\/72-das-pessoas-nao-gostam-do-seu-trabalho-aponta-pesquisa.htm\" target=\"_blank\">Outra pesquisa, essa de 2013,<\/a> atualizava esse n\u00famero para 72% mostrando que, com base na margem de erro, praticamente nada mudou em 30 anos\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando por esse prisma, tentar fazer o que gosta pode ser um grande risco (\u201cO meu prazer agora \u00e9 risco de vida\u201d, canta o bardo na mem\u00f3ria), mas tamb\u00e9m pode ser divertido, especial e realizador. E nessa confus\u00e3o de apostas, sensa\u00e7\u00f5es e novidades constantes que se transformou o mundo p\u00f3s-moderno em tempos de internet, criar um selo musical independente no auge da competi\u00e7\u00e3o de formatos \u00e9 algo que pode se considerar um risco, mas tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de ser uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0quilo que todos amamos: a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E na contram\u00e3o da grande ind\u00fastria, cada vez mais perdida num cen\u00e1rio que j\u00e1 n\u00e3o domina, os selos independentes vem proliferando pelo pa\u00eds: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/26\/entrevista-luiz-valente-vinyl-land\/\" target=\"_blank\">Luiz Valente<\/a> com a Vinyl Land em Belo Horizonte, Rafael Cortes com a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AssustadoDiscos\/\" target=\"_blank\">Assustado Disco<\/a>s em Recife, Antonio Augusto da <a href=\"http:\/\/www.hbbrecords.com\/\" target=\"_blank\">Hearts Bleed Blue<\/a> em S\u00e3o Paulo s\u00e3o alguns desses desbravadores e a eles se junta Rodrigo de Andrade, que de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, toca (desde 2013) o <a href=\"http:\/\/www.selo180.com\/\" target=\"_blank\">Selo 180<\/a>, respons\u00e1vel por lan\u00e7ar compactos e discos de Cachorro Grande, O Terno e Suco El\u00e9trico, entre muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho de 2016, o Selo 180 tamb\u00e9m entrou no mercado de fitas cassete colocando na pra\u00e7a os discos solo de Marcelo Gross e do projeto Tape &amp; Scandurra (este \u00faltimo tamb\u00e9m est\u00e1 ganhando edi\u00e7\u00e3o em vinil) e promete, para os pr\u00f3ximos meses, uma s\u00e9rie de relan\u00e7amentos para deixar f\u00e3 de m\u00fasica sorrindo de orelha e orelha: ap\u00f3s recuperar o \u00fanico disco do The Galaxies, uma banda brasileira de garage rock de 1968, o selo prepara uma s\u00e9rie de relan\u00e7amentos de Raul Seixas e os novos \u00e1lbuns de Frank Jorge e Murilo S\u00e1 e Grande Elenco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Rodrigo conta como surgiu o desejo de montar um selo musical (\u201cA ideia era ao mesmo tempo ter um selo e uma loja online de discos, uma l\u00f3gica meio Baratos Afins, \u201cmeio\u201d Third Man Records: faz lan\u00e7amentos, mas tamb\u00e9m vende\u201d), fala sobre o que o motiva a lan\u00e7ar \u00e1lbuns em diversos formatos (\u201cTenho esse lance de curtir analisar as sonoridades espec\u00edficas de cada m\u00eddia. Como tal disco soa no streaming? E no CD? E no vinil?\u201d) e conta planos interessantes, como lan\u00e7ar uma s\u00e9rie de fitas cassete lo-fi com raridades de bandas. Papo muito bom. Confira abaixo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oterno.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como nasceu o Selo 180? Como surgiu a ideia de ter um selo fonogr\u00e1fico em 2016?<\/strong><br \/>\nEu trabalhava com jornalismo cultural. Tinha um site que se chamava Os Arm\u00eanios e era bem acessado \u2013 aproveitei aquele boom do uso das ferramentas de blog como plataforma de publica\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ou l\u00e1 em 2006 e ficou no ar at\u00e9 2012\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Me lembro d\u2019Os Arm\u00eanios!<\/strong> Que legal! Ent\u00e3o, no site tinha uma se\u00e7\u00e3o chamada \u201cSingle Virtual\u201d que, na verdade, era uma ideia sacada do que o Fernando Rosa fazia com o <a href=\"http:\/\/www.senhorf.com.br\/agencia\/main-senhorf-virtual.jsp?codSessao=38\" target=\"_blank\">Senhor F Virtual<\/a>. A l\u00f3gica era mais ou menos a de ter um disquinho encartado (s\u00f3 que a \u201crevista\u201d era na web) e ali fiz uns lan\u00e7amentos naquele esquema: baixa o MP3, a capa e monta o disco em casa. Sempre de bandas independentes. Dai o ciclo d\u2019Os Arm\u00eanios foi meio que se encerrando e resolvi tentar a sorte em outros neg\u00f3cios. Como sou colecionador de discos (em todos os formatos) fui acompanhando todo aquele boom do \u201cretorno\u201d do vinil, com mat\u00e9rias todo final de ano dizendo: \u201cVinil bate recorde de venda novamente nesse ano\u201d. Eu j\u00e1 trampava informalmente com discos novos e usados. Vendia pelo Mercado Livre\u2026 Eu ia \u201cmelhorando\u201d a minha cole\u00e7\u00e3o e atendia alguns amigos. E meio que surgiu a ideia de fazer um lan\u00e7amento e testar na pr\u00e1tica se realmente esse lance do vinil estar dando certo. E a\u00ed foi meio que um trampo de jornalismo investigativo. Onde prensar? Porque algumas prensagens eram detonadas pelo p\u00fablico? Como se atingia uma qualidade audi\u00f3fila?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso em que ano?<\/strong><br \/>\n2012<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quanto tempo para a 180 surgir?<\/strong><br \/>\nO primeiro lan\u00e7amento foi 2013, mas comecei a trampar no lance todo j\u00e1 em 2012. Foi bem complicado, pois a ideia era ao mesmo tempo ter um selo e uma loja online de discos, uma l\u00f3gica meio Baratos Afins, \u201cmeio\u201d Third Man Records: faz lan\u00e7amentos, mas tamb\u00e9m vende\u2026 e se uma coisa vai mal tenta compensar na outra. E foi uma estrat\u00e9gia acertada. Mas engra\u00e7ado que, meio que paralelamente a isso tudo, alguns poucos anos antes, eu passei por um acidente dom\u00e9stico. Uma namorada me deu um p\u00e9 na bunda e meu toca-discos quebrou na mudan\u00e7a. E isso me fez comprar outro aparelho. At\u00e9 ent\u00e3o, eu n\u00e3o tinha tanto esse fetiche pelo vinil. At\u00e9 preferia o CD com suas faixas b\u00f4nus, etc. Mas ao comprar um novo aparelho, bem melhor, tomei um susto ao ouvir os mesmo discos que eu sempre tive em casa. Eu meio que redescobri o vinil e isso balan\u00e7ou minha cabe\u00e7a l\u00e1 por 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P\u00e9s na bunda inspirando grandes discos e grandes a\u00e7\u00f5es! (risos)<\/strong><br \/>\nHahahaha, bem nessa! Enfim\u2026 busquei o que podia existir de melhor em qualidade de vinil. Meu primeiro lan\u00e7amento foi o \u201cBaixo Augusta\u201d (2012), da Cachorro Grande. Prensei no Leste Europeu, na GZ Media. Na \u00e9poca o d\u00f3lar estava baixo e havia um representante deles no Brasil (o Cl\u00eanio Lemos). Esses vinis da Rep\u00fablica Tcheca tem uma qualidade incr\u00edvel. E tive todo um cuidado com a edi\u00e7\u00e3o do \u201cBaixo Augusta\u201d: o som foi remasterizado na Inglaterra, especial para o tipo de corte da GZ (por DMM, que garante a maior fidelidade de som poss\u00edvel). Para a arte gr\u00e1fica, procurei deixar a mais clean poss\u00edvel: n\u00e3o t\u00eam logo de selo, c\u00f3digo de barras, textinho de \u201cfabricado em tal lugar\u201d nem nada. Essas informa\u00e7\u00f5es que poluem a arte visual inclui num obi, tipo os discos japoneses. Enfim, lancei o \u201cBaixo Augusta\u201d na segunda metade de 2013 e foi um sucesso. Fiz em dois formatos: vinil preto e uma tiragem limitada de 100 exemplares numerados em vinil colorido. Era algo que a GZ permitia (na Polysom n\u00e3o rola fazer isso). Logo na sequencia vieram tr\u00eas compactos e um LP, o solo do (Marcelo) Gross, \u201cUse o Assento Para Flutuar\u201d, que \u00e9 um disco bem legal. Tem toda uma est\u00e9tica voltada para os f\u00e3s da primeira fase da Cachorro Grande. Sou de Passo Fundo (RS), ent\u00e3o tenho contato com uma base de f\u00e3s deles e uma amizade com os caras. Quanto aos compactos, segui sempre a ideia de lan\u00e7\u00e1-los com faixas exclusivas, m\u00fasicas que n\u00e3o est\u00e3o nos discos. Inclusive, alguns dos compactos do selo n\u00e3o est\u00e3o nem em servi\u00e7os de streaming. S\u00e3o 100% anal\u00f3gicos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oterno2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"373\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que \u00e9 importante pra dar um car\u00e1ter exclusivo ao lan\u00e7amento\u2026<\/strong><br \/>\nClaro! Total. Os primeiros compactos foram:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 O Terno: \u201cTic Tac \/ Harmonium\u201d (em parceria com o selo Risco, que s\u00e3o uns querid\u00f5es) \u2013 Cachorro Grande: \u201cQuem diria? \/ Quem Vive o Amor\u201d (essas s\u00f3 foram lan\u00e7adas no compacto\u2026 nem existe master digital para elas) \u2013 General BoniMores:\u201d Dia Feliz\u201d (uma banda aqui do Sul)\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conheci eles num <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/11\/festival-el-mapa-de-todos-2012\/\" target=\"_blank\">El Mapa de Todos<\/a>.<\/strong><br \/>\nPor incr\u00edvel que pare\u00e7a, mesmo a General BoniMores sendo uma banda de \u00e2mbito local, o compacto vendeu parelho com os d\u2019O Terno e da Cachorro Grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E esses lan\u00e7amentos, pelo jeito, te animaram a seguir em frente.<\/strong><br \/>\nSim. E at\u00e9 a\u00ed eu queria trampar s\u00f3 com vinil. Foi quando as bandas come\u00e7aram a me cobrar para cuidar de todos os lan\u00e7amentos. CD, digital\u2026 Elas curtiram o trampo com o vinil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente s\u00e3o quantos lan\u00e7amentos em vinil?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 o momento foram quatro compactos e sete LPs. Tenho ainda mais quatro na f\u00e1brica que saem entre agosto e setembro e mais tr\u00eas licenciados para o in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que j\u00e1 est\u00e1 esgotado?<\/strong><br \/>\nO \u201cBaixo Augusta\u201d, da Cachorro Grande, e a \u201cWeirdo Fervo\u201d, uma colet\u00e2nea de bandas em parceria com outros selos. Outros est\u00e3o no fim\u2026 como o compacto d\u2019O Terno\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dia desses eu estava arrumando as coisas no quartinho aqui em casa. \u00c9 onde est\u00e1 meu som. Resolvi montar tudo novamente: toca discos, um aparelho de CDs que tenho desde os anos 90 (aquela bandeja com cinco CDs e tal) e, inclusive, um\u2026 toca fitas. Liguei tudo, fiz o teste com umas fitas que tenho aqui (eu havia doado muitas para a Apanhador S\u00f3, inclusive) e, no mesmo dia, chegou um pacotinho seu com os lan\u00e7amentos em fita cassete do \u201cTape \/ Scandurra\u201d, projeto da Silvia Tape com o Edgard Scandurra, e do Marcelo Gross! Um timing perfeito que me fez pensar em te perguntar: Como surgiu a ideia de investir em fita cassete?<\/strong><br \/>\nQue legal! Tenho um Sony com bandeja de 5 CDs\u2026 as caixas s\u00e3o grandonas e tem um som poderoso. Sobre o cassete\u2026 Ao mesmo tempo que algumas bandas come\u00e7aram a pedir para eu cuidar dos demais lan\u00e7amentos (CD, digital), me apareceu um disco em que eu pirei e quis muito lan\u00e7ar. Foi no final de 2014. S\u00f3 que era um artista novo, n\u00e3o dava para sair fazendo vinil dele. Era o Murilo S\u00e1 &amp; Grande Elenco. O disco de estreia dele: \u201cSentido Centro\u201d. Foi nesse momento que entrei no CD e no digital, e com isso meu cat\u00e1logo expandiu MUITO em 2015, at\u00e9 no in\u00edcio desse ano fiz o primeiro lan\u00e7amento em k7, um EP da banda John Filme. Eu andava atento para esse momento de revaloriza\u00e7\u00e3o da fita cassete no exterior, rendendo eventos como o Cassete Store Day, e para o fato de alguns lan\u00e7amentos N\u00c3O estarem mais saindo em CD. Ao mesmo tempo, alguns selos escamotearam o CD, mas colocaram o K7 de volta no cat\u00e1logo. E eu tamb\u00e9m tenho esse lance de curtir ficar analisando as sonoridades espec\u00edficas de cada m\u00eddia. Como tal disco soa no streaming? E no CD? E no vinil? Da\u00ed, \u00e9 claro, bateu aquela curiosidade: e no cassete?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/marcelogross.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"469\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse \u00e9 um tema muito legal! Imagina que a galera que ouvia Beatles nos anos 60 ouvia um som completamente diferente desse remaster que a gente est\u00e1 ouvindo hoje. \u00c9 praticamente outro disco! \u00c9 maluco! Independente de ser pior ou melhor! S\u00e3o maneiras de ouvir\u2026 e mem\u00f3rias.<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, acho isso muito legal. Porque n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de procurar o \u201cmelhor\u201d. \u00c0s vezes, o que a gente precisa n\u00e3o \u00e9 o melhor. \u00c9 como poesia: \u00e0s vezes aquele velho poema preferido n\u00e3o te diz nada. Tem dias que os agudos do digital me irritam, parece que incomodam. A\u00ed a fitinha cai como uma luva\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que legal!<\/strong><br \/>\nSim, e fui descobrindo detalhes engra\u00e7ados. Somente agora estou com um lan\u00e7amento feito em todos os quatro formatos: o \u201cEST\u201d, do Tape &amp; Scandurra. O vinil vai ser lan\u00e7ado daqui duas semanas, mas j\u00e1 estou com o LP aqui em casa e realmente pude ouvir e reouvir mil vezes cada formato (hahaha). A primeira faixa do \u201cEST\u201d, \u201cA Sua Intui\u00e7\u00e3o\u201d, tem uma bateria eletr\u00f4nica. Cara, o K7 \u00e9 a m\u00eddia que tem a qualidade mais lo-fi, mas aquela bateria soa no cassete de um jeito t\u00e3o legal, com uma textura t\u00e3o bacana, que, porra, eu queria botar aquele som de bateria eletr\u00f4nica do K7 no vinil (hahaha).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sensacional! (hahaha)<\/strong><br \/>\n\u00c9 engra\u00e7ado! S\u00f3 descobri quando come\u00e7ou e, porra\u2026 era lo-fi, mas soava mais agrad\u00e1vel!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 produzindo onde as fitas K7?<\/strong><br \/>\nEm uma f\u00e1brica na Argentina\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e1 sendo a recep\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 algo que est\u00e1 engatinhando. Semana retrasada estive em Sampa e visitei o pessoal do selo HBB. A gente \u00e9 parceiro, troca material, esse tipo de coisa de selo independente. Eles tamb\u00e9m lan\u00e7aram uns K7s. Mas ainda \u00e9 um mercado bem pequeno. At\u00e9 o momento estou com tr\u00eas fitas em cat\u00e1logo: o EP da banda John Filme, e os \u00e1lbuns do Marcelo Gross e Tape &amp; Scandurra. At\u00e9 pretendo seguir lan\u00e7ando alguns \u00e1lbuns em formato K7 (como, por exemplo, os novos do Frank Jorge e da Cachorro Grande), mas quero lan\u00e7ar uma cole\u00e7\u00e3o exclusiva para K7! S\u00e3o t\u00edtulos que n\u00e3o estar\u00e3o dispon\u00edveis em CD, nem em vinil, nem em streaming. Ser\u00e1 uma cole\u00e7\u00e3o chamada \u201cS\u00e9rie Lo-Fi\u201d. A ideia \u00e9 resgatar demos, ensaios, shows\u2026 Trabalhar conceitualmente a m\u00eddia. Fazer em K7 o que nasceu em K7. Tem gente que tem bastante material legal nesse formato lo-fi. O Marcelo Gross tem uma caixa enorme de fitas K7 com material in\u00e9dito dele, Cachorro Grande, J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3. Conversei com o Scandurra e talvez role algo do Ira! nesse conceito. O Tim Bernardes, d\u2019O Terno, comentou comigo de resgatar umas demos em K7 tamb\u00e9m. A ideia da cole\u00e7\u00e3o lo-fi de fitinhas \u00e9 ir resgatando esse tipo de coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/galaxies.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"441\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso entra na pr\u00f3xima pergunta que eu iria fazer. Tu tem lan\u00e7ado praticamente s\u00f3 coisas novas, lan\u00e7amentos e tal, certo? A ideia \u00e9 seguir lan\u00e7ando material novo? Por exemplo, a Assustado Discos, do Rafael, tem feito alguns relan\u00e7amentos\u2026<\/strong><br \/>\nEu fiz um relan\u00e7amento em vinil no ano passado e tenho tr\u00eas t\u00edtulos licenciados para relan\u00e7ar em 2017. Em 2015 relancei, em parceria com o selo paulista Record Collector Brasil, o \u00fanico disco do The Galaxies! Uma banda brasileira de garage rock de 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Rosa curtiu isso (hehehe)<\/strong><br \/>\n\u00c9 bem obscuro. Um original de \u00e9poca \u00e9 rar\u00edssimo e caro pra caramba. Nesse resgate ainda conseguimos incluir duas faixas b\u00f4nus, in\u00e9ditas! Era uma banda formada por dois brasileiros, uma americana e um ingl\u00eas, ent\u00e3o eles eram bem mais avan\u00e7ados que as bandas da Jovem Guarda na \u00e9poca. Esse foi o primeiro de uma s\u00e9rie de reedi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas feitas em parceria com a Record Collector Brasil, do meu brother Fred Cesquim. Entre os pr\u00f3ximos est\u00e1 um do Raul Seixas, \u201cIsso Aqui N\u00e3o \u00e9 Woodstock, Mas Um Dia Pode Ser\u201d, que s\u00f3 foi lan\u00e7ado oficialmente em CD num box da Gravadora Eldorado uns dois anos atr\u00e1s, e \u00e9 in\u00e9dito em vinil. \u00c9 um show no festival de \u00c1guas Claras\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vinil, CD, K7: uns 10 anos atr\u00e1s, tu imaginava que estaria hoje com um selo lan\u00e7ando m\u00fasica em formato f\u00edsico?<\/strong><br \/>\nAcho que at\u00e9 imaginava. Trabalhando com jornalismo musical, sempre topei com bandas independentes legais com que gostaria de me envolver mais ativamente em um lan\u00e7amento. Antes eu apenas cobria, resenhava, divulgava. Mas sim, rolava vontade realizar lan\u00e7amentos. E pensar lan\u00e7amentos, na minha concep\u00e7\u00e3o, sempre vai ser tamb\u00e9m pensar no suporte f\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma primeira pesquisa tempos atr\u00e1s dizia que a molecada comprava vinil e guardava, mas esse n\u00famero foi caindo drasticamente em pesquisas posteriores, com a galera comprando mesmo pra ouvir\u2026<\/strong><br \/>\nAcho que vamos presenciar um retorno ainda maior para as m\u00eddias f\u00edsicas. Como vendo novos e usados, e n\u00e3o s\u00f3 lan\u00e7o, fa\u00e7o feiras, circulo por lojas, me relaciono com o p\u00fablico consumidor, sem contar aqueles que compram diretamente do meu site, e percebo que, cada vez mais, o virtual n\u00e3o \u00e9 o suficiente para as pessoas. Elas querem se relacionar de maneira mais profunda com a m\u00fasica, querem ir al\u00e9m do arquivo l\u00e1 no Deezer ou no fundo do HD. Comenta-se que hoje uma boa parcela da galera que compra vinil \u00e9 jovem, e que eles compram, mas n\u00e3o escutam, s\u00f3 guardam. N\u00e3o concordo: tenho muitos clientes bem jovens, da era do MP3, e eles consomem e escutam os discos sim. A gurizada vai se envolvendo com a m\u00fasica, com as bandas, e a\u00ed aquele suporte eletr\u00f4nico n\u00e3o se torna o suficiente, eles querem a biografia de papel, o box, o LP, a edi\u00e7\u00e3o expandida. Quem desconsidera isso n\u00e3o acredita no poder da m\u00fasica, de como essas coisas encantam. Para mim, as escolas tinham que ter discotecas pelo mesmo motivo que tem bibliotecas. Sou formado em Hist\u00f3ria (e tamb\u00e9m em Jornalismo com mestrado em Literatura) e tenho essa preocupa\u00e7\u00e3o com o resgate, com a manuten\u00e7\u00e3o as obras. Quando compro um lote de discos usados que estava abandonado em um por\u00e3o, eu lavo os LPs, troco os pl\u00e1sticos, restauro as capas\u2026 e acho uma casinha com um dono que vai saber valorizar aquele LP. Faz parte da hist\u00f3ria: da hist\u00f3ria da m\u00fasica, da hist\u00f3ria das m\u00eddias, da hist\u00f3ria de como as pessoas se relacionam com a m\u00fasica\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe um movimento interessante acontecendo. Voc\u00ea t\u00e1 fazendo seu corre ai. Tem o Luiz Valente, em BH, o Rafael, da Assustado, em Recife. Voc\u00ea citou a Third Man Records e, para mim, foi incr\u00edvel visitar a loja. Entrei e tinha o \u201cElephant\u201d, vinil branco, rolando num toca-discos. Comprei um 12 polegadas do Cold War Kids, \u201cLive To Tape\u201d, uma session exclusiva da Third Man Records produzida pelo Jack White que n\u00e3o se encontra em lugar nenhum. Como voc\u00ea, dono de um selo independente, v\u00ea esse momento da m\u00fasica e do mercado?<\/strong><br \/>\nAcho esse momento muito legal! O mercado permite iniciativas independentes. E esses v\u00e1rios selos v\u00e3o criando uma rede que se retroalimenta. As grandes gravadoras est\u00e3o por fora dessa onda, o que \u00e9 bom para os independentes! Sou colecionador antes de tudo e \u00e9 muito legal ver todos esses lan\u00e7amentos e relan\u00e7amentos acontecendo nos mais variados formatos. \u00c9 uma pena que seja dif\u00edcil trabalhar algumas bandas novas, \u00e0s vezes, pois \u00e9 tanta coisa sendo lan\u00e7ada que a aten\u00e7\u00e3o da galera acaba se diluindo. \u00c9 nessa hora que o jornalista musical tem um papel fundamental. Tenho muitas coisas legais de bandas novas, independentes, que sa\u00edram s\u00f3 em CD e digital. E algumas delas s\u00e3o simplesmente sensacionais! N\u00edvel de primeiro escal\u00e3o Mas, \u00e0s vezes, ficam no \u00e2mbito do underground. Ter lan\u00e7amentos em vinil, em K7, \u00e9 uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o para algumas coisas. \u00c0s vezes, o simples fato de saber aproveitar um hype desses pode garantir uma exposi\u00e7\u00e3o de um trabalho que esteja realmente merecendo uma aten\u00e7\u00e3o. Esse mercado de K7, vinil, etc\u2026 ainda vai ficar por a\u00ed. N\u00e3o vai desaparecer. At\u00e9 pode encolher daqui algum tempo, mas sumir jamais. Talvez estejamos vivendo um novo renascimento das m\u00eddias f\u00edsicas e que seja passageiro, mas ainda vamos ver essas belezinhas sendo lan\u00e7adas por um bom tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual disco que n\u00e3o se encontra em vinil que voc\u00ea sonharia em relan\u00e7ar?<\/strong><br \/>\nNossa\u2026 v\u00e1rios. Ok, vou citar um: \u201cTudo Foi Feito Pelo Sol\u201d, d\u2019Os Mutantes (<em>nota do editor: que foi lan\u00e7ado pela Polysom na semana seguinte a esta entrevista<\/em>). Outro: \u201cA Banda Tropicalista do Duprat\u201d\u2026 mas as grandes gravadoras n\u00e3o licenciam para selos como o meu. A Polysom consegue pegar algumas coisas, mas muito do fil\u00e9 ainda fica guardado\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nA Sony lan\u00e7ou um projeto de relan\u00e7amentos em vinis. T\u00e3o lan\u00e7ando 12 discos agora (tr\u00eas deles novos e nove relan\u00e7amentos) e em dezembro deve ter outra leva\u2026<\/strong> O vinil est\u00e1 bombando em todo o mundo, mas os t\u00edtulos escolhidos (para esses relan\u00e7amentos) s\u00e3o meio esquisitos. \u00c9 o que eu sinto falando com lojistas, com consumidores e tendo um selo. Existe muita gente que n\u00e3o entende nada do mercado decidindo esses relan\u00e7amentos. Quer um exemplo? Ok, o \u201cO Blesq Blom\u201d, dos Tit\u00e3s, \u00e9 um disco importante, mas tu encontra um original de \u00e9poca em \u00f3timo estado em praticamente qualquer sebo por R$ 20. Quem foi o engravatado que teve a ideia de relan\u00e7ar ele em 180g? Sem d\u00favida algu\u00e9m que n\u00e3o circula pelas lojas, pelos sebos\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tapescandurra.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"465\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais os pr\u00f3ximos passos do Selo 180? O que vem por ai?<\/strong><br \/>\nPara esse ano, em vinil: \u201cEST\u201d, da Tape &amp; Scandurra (LP de luxo); \u201cSe o Futuro Permitir\u201d, da Suco El\u00e9trico; \u201cElectromod\u201d, da Cachorro Grande e \u201cIsso Aqui N\u00e3o \u00e9 Woodstock, Mas Um Dia Pode Ser\u201d, do Raul Seixas, iniciando uma s\u00e9rie de relan\u00e7amentos do Raul (pelo menos mais 8 lan\u00e7amentos dele garanto que v\u00e3o rolar). Em CD, ainda para 2016: \u201cEscorrega Mil Vai Tr\u00eas Sobra Sete\u201d, novo do Frank Jorge; \u201cDurango\u201d, novo do Murilo S\u00e1 e Grande Elenco\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tu curtiu bastante o trabalho do Murilo, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nSim, acho talentos\u00edssimo. Canta pra caramba! \u00c9 um baita compositor de rock. Merece que as pessoas prestem mais aten\u00e7\u00e3o nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que tu pode adiantar de \u201cDurango\u201d? Como t\u00e1 o Murilo S\u00e1 nesse segundo disco?<\/strong><br \/>\n\u201cDurango\u201d \u00e9 mais diversificado que o \u201cSentido Centro\u201d, seu disco de estreia. O \u201cSentido Centro\u201d \u00e9 mais introspectivo enquanto no \u201cDurango\u201d, o Murilo conta mais hist\u00f3ria. Ele olha para fora, para a metr\u00f3pole. Musicalmente, ele se aventura muito bem em novas paisagens sonoras: 80, synth, indie. O \u201cSentido Centro\u201d era mais sixtie, mais psicodelia, e isso continua no \u201cDurango\u201d, mas h\u00e1 muito mais\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-suco-eletrico\/\" target=\"_blank\">O Bruno Lisboa entrevistou a Suco El\u00e9trico para o Scream &amp; Yell<\/a> esses dias\u2026<\/strong><br \/>\nEu vi! Ficou sensacional a entrevista! O disco deles ficou bem legal. Eles se reinventaram nesse \u00e1lbum\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que no som deles te chamou aten\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 pesado, mas \u00e9 pop. Curti a concis\u00e3o das composi\u00e7\u00f5es. Na verdade, musicalmente \u00e9 bem elaborado. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto parece. O C\u00e1ssio \u00e9 um grande guitarrista. E tem o Marcelo Fruet produzindo. \u00c9 bem caprichado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tu acompanhava os caras?<\/strong><br \/>\nSim, acompanhava, mas n\u00e3o t\u00e3o de perto. Eles me procuraram. Ouvi o material e curti muito Sou abordado por bandas novas toda semana. Algumas s\u00e3o muito legais, outras est\u00e3o bem no in\u00edcio. Tem que ter um ouvido e um olho pra sacar o que tem potencial. \u00c0s vezes aparecem coisas inacredit\u00e1veis na minha frente. Uma dessas \u00e9 uma banda de Porto Alegre que vai ser lan\u00e7ada num formato maluco no pr\u00f3ximo m\u00eas. Ela se chama Baby Budas. Est\u00e3o finalizando um EP, produzido pelo Pedro Petracco. Ser\u00e3o sete m\u00fasicas. Simplesmente chapei no som deles. Uma banda ga\u00facha de som psicod\u00e9lico, bem sixtie, Byrds, CSN, mas mais venenoso. Outra coisa legal que vem por ai \u00e9 um projeto que vem sendo trabalhado desde o ano passado, o primeiro disco da banda Trem Fantasma. Eles s\u00e3o de Curitiba e uns anos atr\u00e1s lan\u00e7aram um videoclipe muito legal, mas nunca tiveram um disco. E o disco deles vai ser o disco de estreia desse ano no Brasil! Estou decretando! \u00c9 uma psicodelia contempor\u00e2nea, mas que dialoga com muita propriedade com a tradi\u00e7\u00e3o do rock. Produzido pelo Beto Bruno (Cachorro Grande), gravado pelo Sanjai Cardoso (que gravou produziu Escambau, Lucian Ara\u00fajo), masterizado pelo mesmo cara que masterizou os discos do Tame Impala, participa\u00e7\u00e3o do Pedro Pelotas, Charly Coombes\u2026 n\u00e3o ser\u00e1 um disco que passar\u00e1 despercebido. \u00c9 algo realmente especial!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/frankjorge.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nesta conversa, Rodrigo conta como surgiu o desejo de montar um selo musical, fala sobre o que o motiva a lan\u00e7ar \u00e1lbuns em diversos formatos e conta planos interessantes&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/26\/entrevista-rodrigo-de-andrade-selo-180\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":39452,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[77,823,772],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39355"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39355"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40259,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39355\/revisions\/40259"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}