{"id":39208,"date":"2016-08-14T23:50:56","date_gmt":"2016-08-15T02:50:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39208"},"modified":"2019-03-04T20:05:17","modified_gmt":"2019-03-04T23:05:17","slug":"boteco-11-paises-22-cervejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/14\/boteco-11-paises-22-cervejas\/","title":{"rendered":"Boteco: 11 pa\u00edses, 22 cervejas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>INGLATERRA<\/strong><br \/>\nAbrindo com duas inglesas da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/meantime\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Meantime<\/a>, de Greenwich, Londres. A primeira delas \u00e9 a London Pale Ale, uma English Pale Ale que choca o l\u00fapulo brit\u00e2nico English Goldings com as variedades norte-americanas Cascade e Cluster (mais um blend de maltes Pale Ale, Crystal e Munich). Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o alaranjada exibe um creme branco levemente alaranjado de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia. No nariz, mais l\u00fapulo do que malte (o que para um brit\u00e2nico faz diferen\u00e7a!) em sugest\u00f5es herbais (pinho suave e resina distante) e c\u00edtricas (laranja e lim\u00e3o) sobre uma base de malte que traz caramelo e p\u00e3o doce. Na boca, textura cremosa e frisante. O primeiro toque traz r\u00e1pida do\u00e7ura maltada atropelada no segundo seguinte por notas herbais e c\u00edtricas que entregam o bebedor a um amargor moderado, que descortina um conjunto refrescante e saboroso que valoriza o c\u00edtrico e o herbal sem extremismos. O final \u00e9 maltadinho e herbal. No retrogosto, leve acidez, caramelo e pinho. Delicinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/meantime_ipa.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segunda da sess\u00e3o, a Meantime India Pale Ale \u00e9 uma English IPA que se baseia no encontro dos l\u00fapulos locais Fuggle e Goldings com o malte Maris Otter. N\u00e3o espere os exageros que fizeram a fama da escola made in USA, porque aqui a pegada e mais delicada, ainda que n\u00e3o menos interessante. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar entre o alaranjado e o acastanhado com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Meantime India Pale Ale apresenta um aroma que equilibra do\u00e7ura caramelada com suaves sugest\u00f5es de gengibre e doce de laranja. Na boca, a textura \u00e9 levemente picante. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada com pegada c\u00edtrica (a sensa\u00e7\u00e3o de doce de laranja se cristaliza) seguida de pic\u00e2ncia leve e amargor m\u00e9dio baixo, abrindo as portas para um conjunto saboroso e interessante, que pode surpreender muitos que desdenham a escola IPA inglesa. O final \u00e9 levemente amargo com tra\u00e7o de gengibre. No retrogosto, caramelo, amargor suave, gengibre e distante doce de laranja. Boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ogre_chaparita.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BRASIL<\/strong><br \/>\nDos mesmos cervejeiros vencedores do pr\u00eamio Eisenbahn com a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/14\/boteco-blumenau-eisenbahn-parte-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">S\u00e3o Seb\u00e1<\/a> nasceu a Ogre Beer, cuja lema, \u201ccerveja sem frescura\u201d, j\u00e1 passou por este site com a excelente <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/tres-cervejas-ogre-backer-e-de-bora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00dcber Lager<\/a>. Agora, a turma de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, no Paran\u00e1, marca presen\u00e7a primeiro com a Chaparrita, uma Belgian Witbier com pimenta chilli (uma das variedades potentes da malagueta). De colora\u00e7\u00e3o dourada levemente turva com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Ogre Chaparrita apresenta um aroma mais de Weiss do que Witbier, com banana em primeiro plano acompanhada de cravo, caramelo e suave sugest\u00e3o de pimenta. Na boca, a textura \u00e9 picante (de pimenta mesmo!). O primeiro toque, no entanto, traz do\u00e7ura frutada (caramelo e banana) seguida de amargor m\u00e9dio e uma pancada de pimenta, que aumenta seu ataque conforme o liquido rasga a garganta. O final \u00e9 doce e apimentado. No retrogosto, pimenta chilli e calor. Interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ogre_django.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha terceira Ogre (a segunda desta sequencia) \u00e9 a Django Cigano, uma Belgian IPA que, segundo o r\u00f3tulo, \u00e9 uma Belgian Ale com adi\u00e7\u00e3o de l\u00fapulos \u201cantes, durante e ap\u00f3s a fervura\u201d (um blend de Cascade, Ella, Sorachi Ace e Fuggles). De colora\u00e7\u00e3o alaranjada com forte turbidez e creme branco levemente alaranjado de m\u00e9dia baixa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Ogre Django Cigano apresenta um aroma com intenso frutado (tangerina, laranja, maracuj\u00e1, mam\u00e3o) sobre uma base que oferece do\u00e7ura (caramelo) e leve resina al\u00e9m de sugest\u00e3o de defuma\u00e7\u00e3o. Na boca, a textura oferece mais acidez que pic\u00e2ncia (que era o esperado, mas n\u00e3o vem). O primeiro toque confirma a pegada c\u00edtrica adiantada pelo aroma seguida de amargor potente (eles dizem 75 de IBU, mas 60 parece mais justo) abrindo as portas para uma cerveja saborosa, ainda que o lado belga tenha ficado em segundo plano encoberto pela porrada de amargor e notas c\u00edtricas. O final \u00e9 doce, c\u00edtrico e amargo, intercalado. No retrogosto, do\u00e7ura frutada e um tra\u00e7o de amargor. Delicinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/gageler.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>B\u00c9LGICA<\/strong><br \/>\nCom receita desenvolvida por uma cooperativa e produzida pela De Proefbrouwerij, em Lochristi, na B\u00e9lgica (f\u00e1brica respons\u00e1vel por cervejas da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/mikkeller\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mikkeller<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/tool\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">To \u00d8l<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/omnipollo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Omnipollo<\/a> entre outras), a Gageleer \u00e9 uma cerveja org\u00e2nica certificada desde 2003 que se inspira na ancestral escola medieval Gruit atrav\u00e9s do uso da erva Myrica Gale, um pequeno arbusto que n\u00e3o substitui o l\u00fapulo, mas busca rememorar a cerveja que era bebida no passado. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o dourada caramelada exibe creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No aroma, muitas notas herbais sugerindo gengibre e eucalipto sobre uma base doce de caldo de cana e caramelo al\u00e9m de condimenta\u00e7\u00e3o (alecrim suave). Na boca, a textura \u00e9 sedosa, quase licorosa. O primeiro toque \u00e9 bastante herbal (gengibre, mas sem tanta pic\u00e2ncia) seguido de forte do\u00e7ura caramelada. Os 7.5% de \u00e1lcool impulsionam o amargor, ainda assim m\u00e9dio. Dai pra frente uma cerveja diferente e bem interessante, que resgata uma hist\u00f3ria e oferece um sabor diferenciado sem soar exotismo barato. O final \u00e9 melado e o retrogosto refor\u00e7a essa sensa\u00e7\u00e3o herbal e de caramelo. Bem interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/halen_quad.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Halen, cidade belga de quase 10 mil habitantes pr\u00f3xima de Gent surge a minha segunda Halen da Brouwerij Anders: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/06\/10\/boteco-da-belgica-la-cress-timmermans-halen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a primeira foi a Dubbel<\/a>, agora \u00e9 a vez da&#8230; Quadrupel da casa. De colora\u00e7\u00e3o preta com creme bege meio escuro com \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Halen Mari\u00ebnrode Quadrupel exibe, assim que a tampa \u00e9 sacada da garrafa, a pot\u00eancia de seus 12% de \u00e1lcool, perfumando o ar. Passada essa fase inicial, deliciosas notas sugerindo do\u00e7ura de frutas escuras (calda de ameixa) e baunilha, em primeiro plano, seguidas de caf\u00e9 suave e chocolate. Na boca, a textura \u00e9 levemente licorosa e picante (de \u00e1lcool). O primeiro toque junta calda de ameixa caramelada com \u00e1lcool e baunilha. O amargor \u00e9 baixo, mas a porrada alco\u00f3lica pode te dar outra impress\u00e3o. Dai pra frente, respeitando os 10 graus que ela deve ser degustada, a Halen Mari\u00ebnrode Quadrupel consegue equilibrar a contento a notas de do\u00e7ura frutada com o \u00e1lcool, percept\u00edvel, mas nem um pouco agressivo. O final \u00e9 calda de ameixa com \u00e1lcool. No retrogosto, aquecimento alco\u00f3lico, calda de ameixa e sorrisos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/961_session.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LIBANO<\/strong><br \/>\nDe Mazraat Yachoua, cidade a cerca de meia hora da capital Beirute, surge a quinta cerveja da 961 a figurar neste espa\u00e7o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/05\/boteco-do-libano-quatro-cervejas-da-961\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">conhe\u00e7a as demais<\/a>), a American IPA da casa com jeit\u00e3o de English. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada com creme suavemente alaranjado de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a 961 American IPA apresenta um aroma extremamente t\u00edmido para o estilo, com sugest\u00f5es maltadas (cereais e p\u00e3o branco) \u00e0 frente da lupulagem, discreta, que oferece leve herbal, escondido atr\u00e1s da do\u00e7ura de caramelo. Na boca, a textura \u00e9 suave. O primeiro toque traz caramelo r\u00e1pido seguido de c\u00edtrico e herbal suaves, sem profundidade, e de um amargor baixo. Dai pra frente, uma cerveja que equilibra malte e l\u00fapulo tal qual as English IPAs antigas, mas peca por carregar o nome American no r\u00f3tulo. O final, assim como o retrogosto, \u00e9 maltadinho e esquec\u00edvel. Decep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/961_beer.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo com a 961, agora com a Black IPA, que melhora a experi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a anterior (principalmente pelas notas derivadas do malte torrado, que d\u00e3o uma for\u00e7a ao conjunto que a American IPA n\u00e3o tem) ainda que esteja bem abaixo de outras do estilo. Na ta\u00e7a, um l\u00edquido de colora\u00e7\u00e3o preta meio baunilha (pr\u00f3xima da Coca-Cola) apresenta um creme bege de baixa forma\u00e7\u00e3o e rapid\u00edssima dispers\u00e3o. No nariz, caf\u00e9 intenso em primeiro plano (e praticamente s\u00f3 caf\u00e9). Com paci\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel notar leve chocolate e herbal distante. Na boca, textura suave, quase cremosa. O primeiro toque, como era de se esperar pelas notas de aroma, traz caf\u00e9, muito caf\u00e9. E s\u00f3 caf\u00e9. O amargor \u00e9 mais de torra do que de l\u00fapulo (o que decepciona quem esperava um leve herbal ou c\u00edtrico) e o conjunto que se descortina na sequencia traz&#8230; caf\u00e9. Ok, herbal distante. E s\u00f3. Pra quem esperava uma Black IPA, outra decep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tucher_weizen.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ALEMANHA<\/strong><br \/>\nA escola b\u00e1vara marca presen\u00e7a com a St\u00e4dtisches Weizenbrauhaus (Cervejaria de Trigo Municipal), cervejaria de 1672, primeira a produzir cerveja de trigo em N\u00fcremberg. Em 1806, o Reino da Bav\u00e1ria anexou o territ\u00f3rio de N\u00fcremberg, e a cervejaria passou a se chamar K\u00f6nigliches Weizenbrauhaus (Cervejaria de Trigo Real). 50 anos depois, a fam\u00edlia von Tucher comprou a cervejaria, mudando seu nome para Freiherrlich von Tucher\u2019sche Brauerei (Cervejaria do Bar\u00e3o von Tucher). Essa Tucher Helles Hefe Weizen \u00e9 uma tradicional German Hefeweizen, de colora\u00e7\u00e3o amarela levemente turva com creme branco espesso de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e longa reten\u00e7\u00e3o. No nariz, notas cl\u00e1ssicas: banana, cravo, tutti fruti, caramelo. No paladar, textura cremosa e levemente picante. No primeiro toque saltam as notas cl\u00e1ssicas (banana e cravo) seguidas de caramelo e amargor baixo, mas eficiente. Dai pra frente, uma cerveja de trigo tradicional e respeit\u00e1vel. O final e frutado e condimentado. No retrogosto, um replay saboroso do final. Muito boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tucher_keller.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da cervejaria atualmente denominada Tucher Br\u00e4u F\u00fcrth (que, desde 2004, passou a ser administrada pela Oetker Group) \u00e9 a Tucher Kellerbier Naturtrub, uma cerveja de cor \u00e2mbar caramelada clara, com sutil alaranjado, de creme branco espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e longa perman\u00eancia. No nariz, predom\u00ednio do malte com notas tanto adocicadas (caramelo e mel) quanto maltadas (p\u00e3o doce), mas o l\u00fapulo tamb\u00e9m marca presen\u00e7a com suave aceno herbal. Na boca, a textura \u00e9 suave com leve picancia. O primeiro toque traz suave do\u00e7ura de caramelo, mas tamb\u00e9m forte presen\u00e7a tostado, exibindo toffee. O amargor \u00e9 m\u00e9dio baixo, e, dai pra frente, destaca-se um conjunto que se equilibra com delicadeza entre dul\u00e7or maltado, leve herbal e a presen\u00e7a assertiva de notas derivadas da tosta. O final \u00e9 levemente maltado enquanto o retrogosto oferece caramelo e toffee. Boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bearbigbear.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EUA<\/strong><br \/>\nDe Healdsburg, no condado californiano de Sonoma, a segunda Bear Republic a passar por este espa\u00e7o (a primeira foi a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/07\/boteco-cinco-cervejas-made-in-usa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hop Rod Rye<\/a>) \u00e9 a premiada Big Bear Black Stout, uma Imperial Stout mais pra Stout do que para Imperial (ainda que com 8% de \u00e1lcool e 55 de IBU). De colora\u00e7\u00e3o marrom bastante escura, quase preta, e creme bege escuro espesso de excelente forma\u00e7\u00e3o e longa perman\u00eancia, a Bear Republic Big Bear Black Stout apresenta um aroma delicioso, com notas que remetem a chocolate, baunilha, caramelo e alca\u00e7uz al\u00e9m de percep\u00e7\u00e3o l\u00e1ctica em primeiro plano e caf\u00e9 e frutas escuras delicadamente na base. Na boca, a textura \u00e9 sedosa. O primeiro toque traz agrad\u00e1vel chocolate seguido de baunilha e amargor marcante, turbinados tanto pela lupulagem (Centennial e Cascade) quanto pela torra do malte e pelo \u00e1lcool. Dai pra frente uma bela cerveja, quase um (delicioso) cappuccino gelado. No final, amargor de torra. J\u00e1 o retrogosto traz um fio de amargor em meio a chocolate, aveia e alca\u00e7uz. Bem boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ballastpoint_sea.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo no territ\u00f3rio das Imperial Stout com uma poderosa vers\u00e3o da Ballast Point, de San Diego, na Calif\u00f3rnia: Sea Monster, com 10% de \u00e1lcool e 65 de IBU. A receita tenta suavizar as notas potentes derivadas da torra do malte com aveia e dar um colorido a mais com o uso dos l\u00fapulos Colombus e Amarillo. De colora\u00e7\u00e3o marrom escura praticamente preta e creme bege de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Ballast Point Sea Monster apresenta um aroma com dom\u00ednio de malte torrado (caf\u00e9 em primeiro plano e chocolate amago) e potencia alco\u00f3lica avisando j\u00e1 no nariz que est\u00e1 na \u00e1rea. Na boca, textura sedosa e picante de \u00e1lcool. O primeiro toque traz do\u00e7ura achocolatada que logo se transforma em chocolate amargo, passa pra caf\u00e9 (sem a\u00e7\u00facar) e se resolve numa pancada alco\u00f3lica de amargor, como que avisando: v\u00e1 devagar. Dai em diante, chocolate amargo apaixonadamente revestido em \u00e1lcool. O final \u00e9&#8230; quente, com um pouco de caf\u00e9. No retrogosto, amargor, chocolate (amargo) e caf\u00e9. Baita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tool_reedmer.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DINAMARCA<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/tool\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minha vig\u00e9sima segunda To \u00d8l<\/a> \u00e9 a nov\u00edssima Weist The Redeemer, uma Sour Smashed IPA que tenta unir os dois estilos radicais (Sour e IPA) dentro da mesma garrafa. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada com turbidez aparente e creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia, a To \u00d8l Weist The Redeemer apresenta um aroma provocante com notas de caramelo e de mel atoladas em c\u00edtrico, acidez e efervesc\u00eancia sutilmente salgada. H\u00e1, ainda, algo de vinho branco. Na boca, textura cremosa, levemente picante e ac\u00e9tica. O primeiro toque traz efervesc\u00eancia e salgado seguido de r\u00e1pida do\u00e7ura (caramelo) atropelada por c\u00edtrico, amargor potente e acidez insinuante, tudo isso em quest\u00e3o de segundos. O residual subsequente exibe azedume c\u00edtrico (toranja) finalizando levemente azedo e salgado. No retrogosto, amargor suave, salgado e leve azedinho. Uma cerveja surpreendente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tool_releaf.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A To \u00d8l n\u00famero 23 da sequencia \u00e9 a Releaf Me, uma Belgian Blond Ale cuja receita maluca une malte Pilsner, aveia, trigo, os l\u00fapulos Nelson Sauvin e Citra al\u00e9m de adi\u00e7\u00e3o de casca de lim\u00e3o Tahiti, o que bagun\u00e7a divertidamente o conjunto. De colora\u00e7\u00e3o amarela com turbidez aparente e creme branco de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a To \u00d8l Releaf Me apresenta notas c\u00edtricas claras de lim\u00e3o assim que a garrafa \u00e9 aberta. Na ta\u00e7a, o delicioso aroma de lim\u00e3o recebe o acr\u00e9scimo suave de notas florais. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e levemente picante. O primeiro toque, como era de se esperar, traz forte sensa\u00e7\u00e3o de casca de lim\u00e3o seguida de amargor suave e um conjunto saboroso e altamente refrescante, que continua com o lim\u00e3o domimando, mas deixa um delicioso azedinho pelo caminho at\u00e9 o final, amarguinho. No retrogosto&#8230; lim\u00e3o. Num dia de praia deve ser sensacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/deadfrog_citrus.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CANAD\u00c1<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/deadfrog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minha nona Dead Frog<\/a>, cervejaria da pequena Aldergrove, cidade de pouco mais de 12 mil habitantes na fronteira do Canad\u00e1 com o estado de Washington, nos Estados Unidos (a menos de 50 minutos de Vancouver e 1h50 de Seattle), a Citrus Wit \u00e9 da linha The Seasonal da casa, e segue o padr\u00e3o norte-americano de witbiers delineado pela Blue Moon. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e curta reten\u00e7\u00e3o, a Dead Frog Citrus Wit equilibra no aroma notas suavemente c\u00edtricas (casca de laranja), condimenta\u00e7\u00e3o (cravo) e do\u00e7ura de trigo. Na boca, textura suave e levemente met\u00e1lica. No primeiro toque, bastante cravo seguido de leve c\u00edtrico e amargor baixo abrindo as portas para um conjunto refrescante que lembra bastante a Blue Moon (at\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel imagina-la com uma fatia de laranja na borda da ta\u00e7a). O final \u00e9 suave e condimentadozinho. No retrogosto, trigo, casca de laranja e cravo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/deadfrog_rocket.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda canadense \u00e9 outra da Dead Frog, a Rocket Man Interstellar ESB, que paga tributo ao cl\u00e1ssico estilo brit\u00e2nico numa receita que combina os l\u00fapulos Galaxy, Centennial e Apollo com o malte Maris Otter. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada turva com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Dead Frog Rocket Man Interstellar ESB exibe notas tropicais no aroma (laranja e maracuj\u00e1) acompanhadas de do\u00e7ura caramelada, biscoito e suave sugest\u00e3o herbal (pinho) al\u00e9m de um toquezinho resinoso. Na boca, a textura cremosa com leve pic\u00e2ncia. O primeiro toque confirma a for\u00e7a dos l\u00fapulos sobre o malte (algo raro no estilo) com forte acento frutado c\u00edtrico seguido de herbal e resinoso pontuais, mas eficientes, e amargor m\u00e9dio abrindo as portas para um conjunto que tenta equilibrar malte e l\u00fapulos oferecendo c\u00edtrico e biscoitos. O final traz biscoito e resina, leves. No retrogosto, caramelo, resina, casca de laranja e biscoito. Gostei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/baladinisaac.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IT\u00c1LIA<\/strong><br \/>\nPrecursora do renascimento das cervejas artesanais na It\u00e1lia, a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/10\/02\/boteco-baladin-e-as-cervejas-de-teo-musso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Baladin<\/a> surge representada pela Isaac, primeira receita desenvolvida pelo mestre cervejeiro Teo Musso, que leva o nome de seu primeiro filho. Trata-se de uma Witbier que utiliza 99% de ingredientes italianos (\u201cS\u00f3 o l\u00fapulo, que usamos em pouqu\u00edssima quantidade, \u00e9 importado\u201d, contou Musso numa palestra): cevada, trigo, levedura, semente de coentro, l\u00fapulo, casca de laranja e xarope de cereais. De colora\u00e7\u00e3o amarela com leve turbidez e creme de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Isaac exibe um aroma delicioso com notas c\u00edtricas, semente de coentro e casca de laranja. Na boca, a textura \u00e9 levemente frisante. O primeiro toque traz r\u00e1pida do\u00e7ura c\u00edtrica (laranja, gengibre e a\u00e7\u00facar cristalizado) seguida de acidez leve e amargor baixo abrindo caminho para um conjunto saboroso e refrescante, que finaliza docinho e c\u00edtrico. No retrogosto, c\u00edtrico suave e do\u00e7ura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/delborgo_maladeta.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/birradelborgo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minha d\u00e9cima terceira Birra Del Borgo<\/a> leva o nome de Maledetta e uma Belgian Ale produzida pela turma de Borgorose como uma homenagem ao charuto Club Maledetto Toscano. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada turva com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Birra Del Borgo Maledetta apresenta um aroma marcante, com notas ariscas derivadas da levedura (condimenta\u00e7\u00e3o e acidez cativantes) mais floral e c\u00edtrico suaves al\u00e9m de caramelo e leve terroso. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e picante. O primeiro toque traz r\u00e1pida do\u00e7ura logo encoberta por condimenta\u00e7\u00e3o (leve pimenta), do\u00e7ura caramelada e acidez suaves. O amargor subsequente \u00e9 m\u00e9dio abrindo as portas para um conjunto deliciosamente provocante, com caramelo, leve toffee e frutado em destaque sobre uma base suavemente picante. O final \u00e9 seco. No retrogosto, do\u00e7ura apaixonante, acidez suave e toffee. Uma del\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/templa.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REP\u00daBLICA TCHECA<\/strong><br \/>\nA \u00faltima das quatro escolas cervejeiras cl\u00e1ssicas (as demais s\u00e3o Alemanha, B\u00e9lgica e Inglaterra) marca presen\u00e7a primeiro com a Templ\u00e1?sk\u00e9 Tajemn\u00e9 Pivo Lager, pilsner tcheca cujo r\u00f3tulo nacional credita sua produ\u00e7\u00e3o a cervejaria Herold, de Praga, mas que diversos outros lugares (Ratebeer incluso) indicam como pertencente ao imp\u00e9rio da Nova Paka Brewery, uma das maiores cervejarias do pa\u00eds, sediada na cidade de mesmo nome a cerca de uma hora de Praga. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o, a Templ\u00e1?ske exibe um aroma maltado sugerindo mel com leve presen\u00e7a de notas herbais (grama). Na boca, a textura \u00e9 leve, quase cremosa. O primeiro toque confirma o que o aroma adianta com mel e caramelo agrad\u00e1veis e leve presen\u00e7a herbal seguida de amargor baixo, mas eficiente em abrir as portas para um conjunto simples, mas ainda assim saboroso e refrescante. O final \u00e9 seco e amarguinho. No retrogosto, caramelo discreto, grama suave e refresc\u00e2ncia. Corret\u00edssima!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/certovka.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De T?ebo?, cidade checa de 8 mil habitantes localizada na regi\u00e3o da Bo\u00eamia do Sul, a cerca de uma hora de Praga (e duas horas de Nova Paka) surge a Certovka, uma Bohemian Pilsener produzida pela cervejaria Regent para exporta\u00e7\u00e3o. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada com leve turbidez e creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Certovka apresenta um aroma maltado sugerindo cereais em primeiro plano seguido de do\u00e7ura de caramelo e mel. H\u00e1 ainda leve sugest\u00e3o floral, campestre e herbal. Na boca, a textura \u00e9 leve, quase cremosa \u2013 um pouco mais que a Templ\u00e1?ske. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada e herbal. Na sequencia, o amargor, m\u00e9dio, \u00e9 eficiente e abre caminho para um conjunto refrescante e delicioso, com bastante percep\u00e7\u00e3o de cereais, presen\u00e7a suave de notas herbais e florais al\u00e9m de muita refresc\u00e2ncia. O final \u00e9 seco e maltadinho. No retrogosto, cereais, caramelo e refresc\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbc_chapinero.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COL\u00d4MBIA<\/strong><br \/>\nVoltando para a Am\u00e9rica do Sul para fechar esta s\u00e9rie de uma sele\u00e7\u00e3o de cervejas de pa\u00edses com duas colombianas! A primeira \u00e9 da Bogot\u00e1 Beer Company, cervejaria fundada em 2002 que tinha como lema \u201ca maior pequena cervejaria da Col\u00f4mbia\u201d at\u00e9 que, em 2015, o cons\u00f3rcio Inbev comprou a marca. Essa Chapinero \u00e9 uma Porter de colora\u00e7\u00e3o marrom bastante escura com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, as notas cl\u00e1ssicas do estilo oferecendo caf\u00e9 (derivado da torra do malte) largo em primeiro plano com chocolate amargo aveia bem discretos na base. Na boca, a textura \u00e9 levemente met\u00e1lica e cremosa. O primeiro toque refor\u00e7a o que o aroma adianta: bastante caf\u00e9 seguido de l\u00e1ctico (aveia) e amargor moderado (influenciado pela torra). Dai em diante, uma Porter correta e interessante que finaliza com amargor torrado sauve. No retrogosto, mais caf\u00e9 e um pouco de caramelo. Boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/apostol.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para encerrar a s\u00e9rie, um r\u00f3tulo da Cervecer\u00eda Inducerv, fundada em 2009 e respons\u00e1vel pela linha Ap\u00f3stol, aqui presente com a sua Bock, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada com creme bege clarinho de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e persist\u00eancia. No nariz, um excelente perfil arom\u00e1tico distribuindo notas carameladas que sugerem inicialmente bala toffee e depois calda de ameixa, chocolate meio amargo, leve mentolado e s\u00fatil defumado. Na boca, textura sedosa com leve cremosidade. O primeiro toque oferece do\u00e7ura caramelada (toffee) seguida de leve impress\u00e3o de defumado, ameixa e mentolado. O amargor \u00e9 m\u00e9dio baixo, mas eficiente na fun\u00e7\u00e3o de equilibrar a pot\u00eancia da do\u00e7ura, que se mant\u00e9m muito bem no conjunto at\u00e9 o final, sutilmente defumado. No retrogosto, caramelo, toffee, ameixa e alegria. Bela cerveja!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nCome\u00e7ando pela Inglaterra (mais propriamente por Londres) com a Meantime London Pale Ale, uma English Pale Ale com l\u00fapulos norte-americanos, que s\u00e3o acrescentados para dar um sabor diferenciado na medida para o ingl\u00eas tradicional, soando diferente sem soar agressivo. Delicinha. A Meantime India Pale Ale vai decepcionar quem procurar por American IPA na ta\u00e7a, mas tem tudo para surpreender quem conhece e gosta da escola British IPA, por um conjunto que equilibra a contento do\u00e7ura, c\u00edtrico e amargor suave. Baixe a guarda e experimente. Da Inglaterra para o Paran\u00e1 com a primeira de duas Ogre, a Chaparrita, uma Belgian Witbier com jeit\u00e3o de German Weiss atolada em pimenta, que n\u00e3o foi colocada aqui para ser coadjuvante. Achei interessante a proposta, ainda que desvirtue a leveza do estilo. Pelo jeito, a ideia da turma da Ogre \u00e9 sepultar a escola belga. Se a Chaparrita exibe um perfil alem\u00e3o, a Django Cigano \u00e9 uma Belgian Ale com perfil norte-americano. A lupulagem se sobressai a levedura e ao malte, mas n\u00e3o tem como torcer o nariz: \u00e9 uma cerveja bem gostosa. Do Paran\u00e1 para os Flandres Orientais com uma cerveja org\u00e2nica da De Proefbrouwerij, que sugere relembrar o Gruit medieval, e se sai bem com uma receita bastante herbal, com do\u00e7ura melada, pot\u00eancia alco\u00f3lica e conjunto surpreendente. Vale a pena encarar. A Halen Mari\u00ebnrode Quadrupel \u00e9 uma cacetada alco\u00f3lica deliciosa com 12% de gradua\u00e7\u00e3o que dan\u00e7a com o rosto coladinho numa sugest\u00e3o de calda de ameixa. H\u00e1 mais pra se explorar, mas essa dan\u00e7a far\u00e1 voc\u00ea dan\u00e7ar tamb\u00e9m. Da B\u00e9lgica para o L\u00edbano, e come\u00e7ando com uma enorme decep\u00e7\u00e3o: a 961 American IPA, que n\u00e3o honra o estilo. Talvez a ideia fosse ir at\u00e9 os Estados Unidos, mas a grana s\u00f3 deu pra voar at\u00e9 a Inglaterra, e at\u00e9 l\u00e1 h\u00e1 English IPAs melhores que essa 961. N\u00e3o foi dessa vez e nem da pr\u00f3xima: a 961 Black IPA ignora a parcela IPA do nome e se foca no Black, distribuindo notas de torra que reverberam rememorando caf\u00e9. \u00c9 uma Robust Porter mais intensa (robusta) que a Porter da casa. O estilo IPA? Bem, parece que ainda n\u00e3o chegou no L\u00edbano. Partindo para a Alemanha com a Tucher Helles Hefe Weizen, tradicional\u00edssima: quem \u00e9 apaixonado por cerveja de trigo at\u00e9 j\u00e1 a deve conhecer, e se n\u00e3o conhece fica a dica, ainda que mantenha as caracter\u00edsticas tradicionais do estilo. J\u00e1 a Tucher Kellerbier Naturtrub \u00e9 uma Keller simples, que cumpre sua fun\u00e7\u00e3o de oferecer com capricho nuances de do\u00e7ura e tosta. Atravessando o Atl\u00e2ntico, da Alemanha para os Estados Unidos, e come\u00e7ando com a excelente Bear Republic Big Bear Black Stout, que poderia ser definida como uma Sweet Imperial Stout, pela boa presen\u00e7a de amargor, pela oferta caprichada de chocolate e notas l\u00e1cticas, e pela maneira exemplar que esconde o \u00e1lcool. Uma baita cerveja. Melhor ainda \u00e9 a (American) Imperial Stout da Ballast Point, a Sea Monster, uma cerveja extrema com amargor insistente carregado de caf\u00e9, chocolate amargo e \u00e1lcool. Uma garrafa de 600 ml para durar horas. Coisa linda! Partindo para o Canad\u00e1 com a Dead Frog Citrus Wit, uma boa witbier que segue a trilha aberta pela Blue Moon, sem acrescentar novidades. J\u00e1 a Dead Frog Rocket Man Interstellar ESB consegue soar um tiquinho mais arisca que as ESBs inglesas, o que \u00e9 um acr\u00e9scimo bem interessante, tornando-a mais saborosa e profunda do que as cervejas do estilo na terra da Rainha costumam ser. Do Canad\u00e1 para a It\u00e1lia, primeiro passando por Piozzo, casa da Birreria Le Baladin, aqui representada por uma Witbier deliciosa, a Isaac, que equilibra do\u00e7ura, c\u00edtrico e especiarias com eleg\u00e2ncia. De Borgorose, cidade da Birra del Borgo, surge a Maledetta, uma Belgian Ale rebeldezinha e muito interessante. Partindo para a Rep\u00fablica Tcheca com um bom exemplar da escola Pilsner do pa\u00eds, a boa Templ\u00e1?sk\u00e9 Tajemn\u00e9 Pivo Lager, que \u00e9 como todas as cervejas populares deveriam ser \u2013 se n\u00e3o soassem \u00e1gua gaseificada. A Certovka, tamb\u00e9m checa, me conquistou um pouco mais por sugerir mais cereais e menos caramelo. Partindo para a Col\u00f4mbia com a minha primeira cerveja do pa\u00eds, e comecei bem porque a BBC Porter Chapinero \u00e9 bastante correta! Fechando o passeio, a Apostol Bock honra o estilo alem\u00e3o com uma bela receita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meantime London Pale Ale<br \/>\n\u2013 Estilo: English Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Inglaterra<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.3%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.12\/5<\/p>\n<p>Meantime India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Estilo: English India Pale le<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Inglaterra<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.12\/5<\/p>\n<p>Ogre Chaparrita<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Witbier<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.7%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,12\/5<\/p>\n<p>Ogre Django Cigano<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.3%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,39\/5<\/p>\n<p>Gageleer<br \/>\n\u2013 Estilo: Cerveja Org\u00e2nica<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,22\/5<\/p>\n<p>Halen Mari\u00ebnrode Quadrupel<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Quadrupel<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 12%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,72\/5<\/p>\n<p>961 American IPA<br \/>\n\u2013 Estilo: American IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Libano<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,54\/5<\/p>\n<p>961 Black IPA<br \/>\n\u2013 Estilo: German Lager<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Libano<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,91\/5<\/p>\n<p>Tucher Helles Hefe Weizen<br \/>\n\u2013 Estilo: German Hefeweizen<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Alemanha<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.23\/5<\/p>\n<p>Tucher Kellerbier Naturtrub<br \/>\n\u2013 Estilo: Kellerbier<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Alemanha<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.00\/5<\/p>\n<p>Big Bear Black Stout<br \/>\n\u2013 Estilo: Russian Imperial Stout<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: EUA<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,61\/5<\/p>\n<p>Ballast point Sea Monster<br \/>\n\u2013 Estilo: Russian Imperial Stout<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: EUA<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 10%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,77\/5<\/p>\n<p>To \u00d8l Weist The Redeemer<br \/>\n\u2013 Estilo: American IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,61\/5<\/p>\n<p>To \u00d8l Releaf Me<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Blond Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,42\/5<\/p>\n<p>Dead Frog Citrus Wit<br \/>\n\u2013 Estilo: American IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,01\/5<\/p>\n<p>Dead Frog Rocket Man Interstellar ESB<br \/>\n\u2013 Estilo: English Special Bitter<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,12\/5<\/p>\n<p>Baladin Isaac<br \/>\n\u2013 Estilo: Witbier<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: It\u00e1lia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.43\/5<\/p>\n<p>Birra Del Borgo Maledetta<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: It\u00e1lia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.3%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.49\/5<\/p>\n<p>Templ\u00e1?sk\u00e9 Tajemn\u00e9 Pivo Lager<br \/>\n\u2013 Estilo: Czech Pilsner<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Rep\u00fablica Tcheca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,13\/5<\/p>\n<p>Certovka<br \/>\n\u2013 Estilo: Czech Pilsner<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Rep\u00fablica Tcheca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,15\/5<\/p>\n<p>Bogot\u00e1 Beer Company<br \/>\n\u2013 Estilo: Chapinero Porter<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Col\u00f4mbia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,12\/5<\/p>\n<p>Ap\u00f3stol Bock<br \/>\n\u2013 Estilo: Dunkler Bock<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Col\u00f4mbia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,22\/5<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Duas cervejas da Inglaterra, Brasil, B\u00e9lgica, L\u00edbano, Alemanha, EUA, Dinamarca, Canad\u00e1, It\u00e1lia, Rep\u00fablica Tcheca e Col\u00f4mbia\n<a class=\"moretag\" 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[...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":39489,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[550,479,600,745,638,445,850,348,847,473,849,851,823,430,693,401,848],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39208"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39208"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50630,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39208\/revisions\/50630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}