{"id":39187,"date":"2016-08-12T11:11:51","date_gmt":"2016-08-12T14:11:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39187"},"modified":"2017-03-01T10:55:13","modified_gmt":"2017-03-01T13:55:13","slug":"discografia-comentada-midnight-oil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/12\/discografia-comentada-midnight-oil\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: Midnight Oil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado originalmente no Scream &amp; Yell em 2003. Atualizado e revisto para 2016<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o AC\/DC, o Midnight Oil \u00e9 o nome mais lembrado do rock australiano ao redor do mundo. Na segunda metade dos anos 80, o quinteto era anunciado como sendo &#8220;the next big thing&#8221;, o &#8220;pr\u00f3ximo U2&#8221; \u2013 o forte ativismo pol\u00edtico, social e ecol\u00f3gico que a banda sempre desempenhou colaborou para isso e para que lhe imputassem uma aura de messianismo. Por\u00e9m, a promessa de grande sucesso n\u00edvel Bono Vox e cia. nunca se cumpriu plenamente. O que n\u00e3o impediu os \u201cOils\u201d, como eram conhecidos, de deixarem seu legado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar desses dados, o m\u00e9rito maior do Midnight Oil \u00e9 majoritariamente sua m\u00fasica. Passado o rascunho incipiente do \u00e1lbum de estreia, a banda burilou uma combina\u00e7\u00e3o explosiva de vocais conclamat\u00f3rios, rock&#8217;n&#8217;roll r\u00e1pido e direto e detalhes suntuosos de teclados, uma mistura que raras vezes desandou. Longe das afirma\u00e7\u00f5es pregui\u00e7osas que os jogam na vala comum do pejorativo r\u00f3tulo &#8220;rock australiano&#8221; (por si s\u00f3, uma caracteriza\u00e7\u00e3o para l\u00e1 de duvidosa), as composi\u00e7\u00f5es do quinteto emolduravam com vigor letras que atacavam da interven\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica na pol\u00edtica de seu pa\u00eds at\u00e9 quest\u00f5es globais como o desmatamento e a explora\u00e7\u00e3o religiosa. Logicamente, nunca agradaram muito \u00e0 turma de &#8220;sexo, drogas e rock&#8217;n&#8217;roll&#8221;, que os viam como chatonildos ecol\u00f3gicos e humanit\u00e1rios, mas tamb\u00e9m nunca precisaram dessa aprova\u00e7\u00e3o: arregimentaram, em mais de 25 anos de carreira, f\u00e3s para sua ret\u00f3rica e para sua m\u00fasica, t\u00e3o poderosas e cativantes que n\u00e3o h\u00e1 sinais de que soar\u00e3o datadas (e olha que n\u00e3o faltam v\u00edcios de produ\u00e7\u00e3o oitentista em alguns de seus discos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7ou em 1972, quando o trio de garotos Rob Hirst (bateria), Andrew James (baixo) e Jim Moginie (guitarra e teclados) montou a banda cover Farm. Em 1977, mudariam o nome para Midnight Oil e come\u00e7ariam a fazer suas primeiras composi\u00e7\u00f5es. Com a entrada do guitarrista Martin Rotsey e do empres\u00e1rio Gary Morris, completou-se a forma\u00e7\u00e3o \u2013 sim, Morris, mesmo n\u00e3o sendo m\u00fasico, sempre foi considerado integrante do Midnight Oil, j\u00e1 que ele foi o grande respons\u00e1vel pela banda conseguir se manter financeiramente mesmo nos piores momentos comerciais da carreira, e tamb\u00e9m por conseguir viabilizar seus projetos mais ambiciosos. Entre 1978 e 2003, lan\u00e7aram 11 \u00e1lbuns de est\u00fadio, dois ao vivo e dois EPs. Postumamente, duas colet\u00e2neas e um ao vivo entrariam na discografia da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final de 2002, o vocalista Peter Garrett abandonou a banda para se dedicar em tempo integral \u00e0 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental que cuida dos direitos dos abor\u00edgenes e da preserva\u00e7\u00e3o da vida selvagem na Oceania. N\u00e3o muito depois, foi eleito para o Senado australiano pelo Partido do Trabalho, e iniciou uma acidentada carreira pol\u00edtica que, apesar de longeva, custou-lhe parte da credibilidade, j\u00e1 que boa parte dos seus f\u00e3s passou a v\u00ea-lo como um \u201cvira-casaca\u201d, devido \u00e0 flexibilidade que ele demonstrou ao ceder em algumas causas eleitorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a sa\u00edda do carec\u00e3o, Rob Hirst declarou que a banda continuaria, mas logo voltou atr\u00e1s e em 2003 a banda emitiu um comunicado dizendo que n\u00e3o faria sentido seguir sem o vocalista. Fora shows beneficentes em 2005 e 2009, a banda n\u00e3o voltou a se juntar, apesar de Hirst, Moginie, Rotsey e Hillman manterem contato e tocarem uns com os outros em diversos projetos. Por\u00e9m, em 2016 anunciou que tem planos de uma turn\u00ea mundial que pode incluir o lan\u00e7amento de material in\u00e9dito. Enquanto n\u00e3o se sabe mais sobre esse retorno aos palcos, o Scream &amp; Yell aproveita para repassar a discografia do quinteto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1978.jpg\" width=\"450\" height=\"446\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MIDNIGHT OIL (1978)<\/strong><br \/>\nO ex-advogado e fot\u00f3grafo amador de surfistas Peter Garrett se juntou a quatro garotos que mal haviam sa\u00eddo do col\u00e9gio para montar uma banda. Dos ensaios do Farm (eita nomezinho infeliz!) nasceu o Midnight Oil, ainda negativamente influenciado pelo hard rock que tocavam em vers\u00f5es de garagem antes de serem contratados pela gravadora Columbia. Muitas boas inten\u00e7\u00f5es nas letras e no som, mas s\u00f3 \u201cUsed and Abused\u201d, &#8220;Run By Night&#8221; e &#8220;Surfing With A Spoon&#8221; chegam perto de agradar no coquetel hard rock setentista + surf rock + energia punk que inocentemente tentavam equalizar. &#8220;Powderworks&#8221; trazia um texto de alta combust\u00e3o que s\u00f3 teria moldura sonora \u00e0 altura em vers\u00f5es ao vivo posteriores. O resto das composi\u00e7\u00f5es varia do sem sal ao ruim. O baixista aqui ainda era Andrew James e no encarte se lia: &#8220;Australian Performance, Australian Compositions&#8221;, afirma\u00e7\u00e3o que seria impressa nos compactos e LPs at\u00e9 1981 .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Powderworks&#8221; teve algum sucesso na Austr\u00e1lia.<br \/>\nMelhor faixas: &#8220;Surfing With A Spoon&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Nothing Lost&#8230; Nothing Gained&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Surfing With A Spoon&#8221;.<br \/>\nNota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1979.jpg\" width=\"450\" height=\"446\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>HEAD INJURIES (1979)<\/strong><br \/>\nMelhor produzido e pr\u00f3ximo de honrar a potente pegada ao vivo da banda. \u201cHead Injuries\u201d bota pra foder j\u00e1 na capa, com Garrett berrando na cara do ouvinte. &#8220;Cold Cold Change&#8221; abre com riff fod\u00e3o e o resto do \u00e1lbum mant\u00e9m o pique com muita crueza e f\u00faria, surpreendendo quem conhece a banda s\u00f3 pelos hits do disco \u201cDiesel And Dust\u201d. O teclado aparece raramente, cedendo \u00e0s guitarras espa\u00e7o para embalar os &#8220;hard punks&#8221; (hard rock com pique punk) &#8220;Back On The Borderline&#8221; e &#8220;Stand In Line&#8221;. &#8220;Section 5&#8221; era mais &#8220;sofisticada&#8221;, com mudan\u00e7as de tempo, apliquezinhos curtos de teclados e tal \u2013 mas nem por isso era menos violenta, em seu curt\u00edssimo solo de baixo cheio de fuzz. Um disco suarento e invocado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Back On The Borderline&#8221;, &#8220;Cold Cold Change&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Section 5 (Bus To Bondi)&#8221;, &#8220;Cold Cold Change&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;No Reaction&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Section 5 (Bus To Bondi)&#8221;.<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1980.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BIRD NOISES (EP &#8211; 1980)<\/strong><br \/>\n\u201cBird Noises\u201d \u00e9 mais um single que um EP, trazendo apenas quatro faixas que n\u00e3o acrescentam nem dep\u00f5em contra a banda. Uma esp\u00e9cie de intervalo, um ensaio cru do rock minimalista que seria desenvolvido no \u00e1lbum seguinte, este disco apresenta o baixista Peter Gifford, que substituiu o demitido Andrew James (embora a raz\u00e3o diplom\u00e1tica informada tenha sido \u201cproblemas de sa\u00fade\u201d). Traz o primeiro instrumental gravado pela banda, &#8220;Wedding Cake Island&#8221;, a misteriosa &#8220;I&#8217;m The Cure&#8221; (a melhor delas), a fraca &#8220;Knife&#8217;s Edge&#8221; e a letra provocadora de &#8220;No Time For Games&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1981.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PLACE WITHOUT A POSTCARD (1981)<\/strong><br \/>\nO peso de \u201cHead Injuries\u201d aparece menos bruto nesse \u00e1lbum que \u00e9 o primeiro a trabalhar diferentes climas de forma satisfat\u00f3ria e a trazer letras com temas mais globais. Contribuiu para isso o amadurecimento da banda, n\u00e3o s\u00f3 em shows, mas em outros setores das vidas de seus integrantes, e \u00e9 claro que a produ\u00e7\u00e3o do experiente Glyn Johns tamb\u00e9m fez muita diferen\u00e7a. Garrett economiza nos falsetes e as guitarras &#8220;vazam&#8221; menos, com timbres mais secos para elas e para os teclados, que ganham discreto destaque no hit &#8220;Don&#8217;t Wanna be The One&#8221;. A velocidade e o ataque de temas como &#8220;Written In The Heart&#8221;, &#8220;Someone Else To Blame&#8221; e &#8220;If Ned Kelly Was King&#8221; combinavam-se ao sabor quase pop de &#8220;Burnie&#8221; e &#8220;Brave Faces&#8221; (a can\u00e7\u00e3o mais arejada do Oil at\u00e9 ent\u00e3o). O resultado final do disco e a presen\u00e7a de Johns fizeram com que imprensa e p\u00fablico chamassem o Oil de &#8220;Clash australiano&#8221;, alcunha que sempre repudiaram. Realmente, o caminho de ambas as bandas era muito distinto, mas a dignidade deles poderia ser parelhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Don&#8217;t Wanna Be The One&#8221;, &#8220;Burnie&#8221;, &#8220;Someone Else To Blame&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Written In The Heart&#8221;, &#8220;Brave Faces&#8221;, &#8220;Burnie&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Loves On Sale&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Written In The Heart&#8221;.<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1983.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 (1983)<\/strong><br \/>\nA abertura assusta: &#8220;Outside World&#8221; \u00e9 quase um mini-exerc\u00edcio progressivo, cheio de teclados e bateria entrando em tempos quebrados e crescentes. Felizmente era um formato isolado, mas a partir deste \u00e1lbum de t\u00edtulo bo\u00e7al, guitarras e teclados teriam igual espa\u00e7o nas composi\u00e7\u00f5es. O Midnight Oil que estouraria tr\u00eas anos depois teve seu embri\u00e3o aqui, na redondinha &#8220;Power And The Passion&#8221;, nos rocks mais clim\u00e1ticos e cadenciados &#8220;Maralinga&#8221; e &#8220;Short Memory&#8221;, nos vocais e coro de &#8220;US Forces&#8221; e na beleza de violinos e teclas de &#8220;Tin Legs And Tin Mines&#8221;. Ainda sobrava espa\u00e7o para o rock sem freios nas marcantes &#8220;Read About It&#8221; e &#8220;Only The Strong&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Power And The Passion&#8221;, &#8220;US Forces&#8221;, &#8220;Short Memory&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Tin Legs And Tin Mines&#8221;, &#8220;Maralinga&#8221;, &#8220;Read About It&#8221;, &#8220;US Forces&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Somebody&#8217;s Trying To Tell Me Something&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Short Memory&#8221;.<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1984.jpg\" width=\"450\" height=\"444\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RED SAILS IN THE SUNSET (1984)<\/strong><br \/>\nSe o caminho rumo ao pop parecia promissor no \u00e1lbum anterior, aqui o Oi joga todas as expectativas no ch\u00e3o ao cometer um funk new wave aguado e cheio dos piores maneirismos dos anos 80 (vocais &#8220;picados&#8221; na mixagem, bateria eletr\u00f4nica com som de brinquedo). &#8220;When The Generals Talk&#8221;, a faixa de abertura, parece um Gang Of Four dos \u00faltimos dias cruzando com o Heaven 17 num desfile de modas, piorada pelos vocais afeminados de Rob Hirst no refr\u00e3o. Ele se redime quanto \u00e0 voz cantando &#8220;Kosciusko&#8221; quase inteira, a \u00fanica faixa realmente boa desse disco, que ainda tem um ou outro roquinho pass\u00e1vel. Uma l\u00e1stima que levou merecidas pedradas de p\u00fablico (embora parte da cr\u00edtica tenha amado) e provocou o sumi\u00e7o da banda, que foi se dedicar mais \u00e0s causas dos abor\u00edgines do que \u00e0 turn\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Kosciusko&#8221;, &#8220;Best Of Both Worlds&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Kosciusko&#8221;, &#8220;Best Of Both Worlds&#8221;, &#8220;Helps Me Helps You&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;When The Generals Talk&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Kosciusko&#8221;.<br \/>\nNota: 2<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1985.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SPECIES DECEASES (EP &#8211; 1985)<\/strong><br \/>\nEsse segundo EP do Oil tem sua produ\u00e7\u00e3o creditada \u00e0 banda e a Fran\u00e7ois Kevorkian, que parecem dispostos a recolocar o Midnight Oil de volta ao trilho rock&#8217;n&#8217;roll de onde nunca deveria ter sa\u00eddo. J\u00e1 abre chamando na chincha com a intimidante &#8220;Progress&#8221;, que emenda em &#8220;Hercules&#8221;, uma esp\u00e9cie de choque entre o Oil e o Who (!), ambas faixas de sucesso. A fren\u00e9tica &#8220;Blossom And Blood&#8221; e a discreta &#8220;Pictures&#8221; mant\u00e9m o pique de locomotiva nesse &#8220;quase single&#8221; redentor, que trazia no encarte a frase &#8220;ainda estamos vivos&#8221;, evidente resposta \u00e0s cr\u00edticas e ao sumi\u00e7o p\u00f3s \u201cRed Sails In The Sunset\u201d. Um al\u00edvio compensador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1986.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DIESEL AND DUST (1986)<\/strong><br \/>\nAs composi\u00e7\u00f5es do disco que projetou o Midnight Oil para o mundo encontram-se numa interse\u00e7\u00e3o entre o melhor de seu trabalho anterior, o rock e o pop oitentista. Nesse ponto, \u00e9 quase desnecess\u00e1rio dizer que os megahits &#8220;The Dead Heart&#8221; e &#8220;Beds Are Burning&#8221; s\u00e3o o melhor exemplo desse cruzamento. Os teclados de \u201c10, 9, 8&#8230;\u201d voltam a aparecer, evidentemente acompanhando a tend\u00eancia do pop ent\u00e3o vigente, o que produz resultados mais (&#8220;Put Down That Weapon&#8221;), menos (&#8220;Sell My Soul&#8221;) ou nada (&#8220;Gunbarrel Highway&#8221;, faixa-b\u00f4nus do CD) interessantes. H\u00e1 ainda uma surpreendente balada anti-religiosa de f\u00e9 com sobretons g\u00f3ticos (&#8220;Whoah&#8221;), o quase-hino paulada &#8220;Sometimes&#8221; e pop praiano do bom (&#8220;Dreamworld&#8221; e &#8220;Warakurna&#8221;). Mais australiano nos temas (com foco na causa abor\u00edgine) e mais global no som (com algumas programa\u00e7\u00f5es e metais), o \u00e1lbum produziu singles de sucesso e a controvertida turn\u00ea &#8220;Black Fella, White Fella&#8221;, realizada em guetos e reservas para os &#8220;abos&#8221;, definindo a imagem da banda junto ao grande p\u00fablico. \u00c9 o \u00faltimo \u00e1lbum com o baixista Peter Gifford, que abandona a banda para virar propriet\u00e1rio de uma grife de biqu\u00ednis (!). Ele foi substitu\u00eddo pelo carism\u00e1tico Bones Hillman, que permanece no posto at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Beds Are Burning&#8221;, &#8220;The Dead Heart&#8221;, &#8220;Warakurna&#8221;, &#8220;Dreamworld&#8221;, &#8220;Sometimes&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: os sucessos, &#8220;Whoah&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Gunbarrel Highway&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Warakurna&#8221;.<br \/>\nNota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1989.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BLUE SKY MINING (1989)<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s protagonizar duas turn\u00eas diferentes por quase dois anos, em terras natais ou estrangeiras, a banda entrou em est\u00fadio com o produtor Warne Livesey, o mesmo do \u00e1lbum anterior, com a responsabilidade de corresponder \u00e0s expectativas comerciais e art\u00edsticas de f\u00e3s e gravadora. Esse intento, raramente obtido por astros pop, se cristaliza naquele que a maioria dos f\u00e3s considera o melhor disco da banda &#8211; e tamb\u00e9m que fornece aos detratores maior muni\u00e7\u00e3o. A sociedade australiana est\u00e1 presente na explora\u00e7\u00e3o sofrida pelos milhares de mineradores do pa\u00eds, mas o foco do disco est\u00e1 em quest\u00f5es ecol\u00f3gicas que irritam qualquer um que tenha avers\u00e3o \u00e0 milit\u00e2ncia verde. O som, por sua vez, burila ainda mais o elemento pop do \u00e1lbum anterior, mas deixa o excesso de teclados e climas para apenas duas faixas: &#8220;Antarctica&#8221; e a xarope &#8220;Mountains Of Burma&#8221;. As excelentes faixas restantes se alternam entre pop vigoroso e cheio de brisas (as sempre curt\u00edveis &#8220;Stars of Warburton&#8221; e &#8220;King Of The Mountain&#8221; em destaque) e uma estranhamente agrad\u00e1vel grandiloq\u00fc\u00eancia messi\u00e2nica (os andamentos \u00e0 U2 de &#8220;One Country&#8221; e &#8220;River Runs Red&#8221;). De quebra, &#8220;Blue Sky Mine&#8221;, amada por muitos e odiada por outros tantos, talvez a can\u00e7\u00e3o que melhor expresse, de forma condensada, as propostas da banda. A entrada de Bones Hillman ajudaria a firmar a assinatura vocal do Midnight Oil. Embora Peter Gifford e Rob Hirst j\u00e1 tivessem formado um coro bastante identific\u00e1vel nos anteriores, a voz aguda e afinada do baixista neozeland\u00eas aumentaria o tom e a personalidade dos backing vocals \u2013 e at\u00e9 lhe renderia um \u201cquase dueto\u201d com Garrett nos contracantos de \u201cOne Country\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Blue Sky Mine&#8221;, &#8220;Forgotten Years&#8221;, &#8220;King Of The Mountain&#8221;, \u201cOne Country\u201d.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Blue Sky Mine&#8221;, &#8220;Stars Of Warburton&#8221;, &#8220;River Runs Red&#8221;, &#8220;King Of The Mountain&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Mountains Of Burma&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Blue Sky Mine&#8221;.<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1990.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SCREAM IN BLUE &#8211; LIVE (1990)<\/strong><br \/>\nCompilando n\u00fameros extra\u00eddos de shows de 1984, 1987, 1989 e 1990, \u201cScream In Blue\u201d tem o m\u00e9rito de recuperar boas can\u00e7\u00f5es que ou estavam meio deixadas de lado ou eram conhecidas apenas na Oceania, como a faixa-t\u00edtulo (um instrumental esquisito de \u201c10, 9, 8&#8230;\u201d), &#8220;Brave Faces&#8221;, &#8220;Read About It&#8221; e &#8220;Hercules&#8221;. A essas mesclam-se hits (&#8220;Dreamworld&#8221;, &#8220;Bed Are Burning&#8221;, &#8220;Sometimes&#8221;, cuja vers\u00e3o aqui presente ganhou audi\u00eancia na MTV) e momentos menores (&#8220;Sell My Soul&#8221; e uma vers\u00e3o sem punch de &#8220;Progress&#8221;). O fato de n\u00e3o ser um registro de uma \u00fanica apresenta\u00e7\u00e3o deixa o disco com certa falta de unidade, mas pelo menos d\u00e1 um gosto do que os cinco podem fazer num palco. O resgate de &#8220;Powderworks&#8221;, contudo, em vers\u00e3o cheia de testosterona, j\u00e1 justificaria sua exist\u00eancia. Completa o disco uma vers\u00e3o ac\u00fastica (n\u00e3o creditada na capa) de &#8220;Burnie&#8221;, gravada em est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Sometimes&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Beds Are Burning&#8221;, &#8220;Hercules&#8221;, &#8220;Read About It&#8221;, &#8220;Powderworks&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Sell My Soul&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Hercules&#8221;.<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1993.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EARTH AND SUN AND MOON (1993)<\/strong><br \/>\nO hiato de tr\u00eas anos entre este \u00e1lbum e o anterior foi bem aproveitado em apura\u00e7\u00e3o dos arranjos e horas de est\u00fadio. Nunca o Midnight Oil soou (e nunca mais soaria) t\u00e3o elegante e bem produzido quanto aqui. A variedade de timbres de teclados (principalmente) e de bateria confere ao disco uma aura luxuosa, por\u00e9m discreta, cujos poss\u00edveis excessos s\u00e3o evitados pela sutileza das melodias. Ainda assim, o disco passa longe da frouxid\u00e3o: tem &#8220;Feeding Frenzy&#8221; e &#8220;Now Or Never Land&#8221;, duas p\u00e9rolas pop de estrutura incomum, balizando o disco, e entre elas, hits do porte de &#8220;My Country&#8221; e &#8220;Truganini&#8221;. Na suavidade, destacam-se a pl\u00e1cida faixa-t\u00edtulo e o embalo sincopado de &#8220;Bushfire&#8221;, al\u00e9m da simp\u00e1tica &#8220;In The Valley&#8221;. Mas ok, dava para dispensar a melosidade new age de \u201cOutbreak of Love\u201d e a sem-gracice de \u201cTell Me the Truth\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Truganini&#8221;, &#8220;In The Valley&#8221;, &#8220;My Country&#8221;, &#8220;Tell Me The Truth&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;My Country&#8221;, &#8220;Bushfire&#8221;, &#8220;Now Or Never Land&#8221;, &#8220;Feeding Frenzy&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Tell Me the Truth&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Now Or Never Land&#8221;.<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1996.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BREATHE (1996)<\/strong><br \/>\n\u201cBlue Sky Mining\u201d domina o cora\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s, mas esse \u00e1lbum \u00e9, disparado, o \u00e1pice do talento do Midnight Oil. Abandonando a suntuosidade do antecessor e creditando as faixas coletivamente, a banda retoma algumas premissas de \u201cHead Injuries\u201d e \u201cPlace Without A Postcard\u201d com a sabedoria que a experi\u00eancia lhe proporcionou. As guitarras j\u00e1 n\u00e3o precisam mais soar t\u00e3o altas para se destacarem, e a discreta const\u00e2ncia do \u00f3rg\u00e3o el\u00e9trico de Moginie d\u00e1 o contraponto ideal em can\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis como &#8220;Underwater&#8221;, &#8220;Surf&#8217;s Up Tonight&#8221; e a sentida &#8220;Commom Ground&#8221;. A melanc\u00f3lica &#8220;In The Rain&#8221; prosta o ouvinte de quatro, mas &#8220;Bring On The Change&#8221; vem montada numa suingada e pesada britadeira de baixo e bateria para bot\u00e1-lo de p\u00e9 a tempo de ouvir um belo dueto com Emmylou Harris (\u201cHome\u201d), e &#8220;E-Beat&#8221;, um libelo ecol\u00f3gico cheio de wah-wahs e batidas de timbre met\u00e1lico. &#8220;Barest Degree&#8221; sacaneia The Doors, o mundo rock&#8217;n&#8217;roll e puxa a orelha dos f\u00e3s numa esp\u00e9cie de country igualmente metalizado e estradeiro, enquanto o instrumental &#8220;Gravel Rash&#8221; alucina num clima de experimento rock praiano. \u201cTime to Heal\u201d \u00e9 uma p\u00e9rola leve e injustamente aquecida, e sua delicadeza faz boa companhia aos tons country-folk de \u201cOne Too Many Times\u201d e \u00e0 j\u00e1 citada \u201cHome\u201d. Breathe \u00e9 uma rara mostra de como o rock pode ser pop sem perder a dignidade ou cair naquele estranho e in\u00f3cuo buraco chamado &#8220;pop rock&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Surf&#8217;s Up Tonight&#8221;, &#8220;Sins Of Omission&#8221;, &#8220;Underwater&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Surf&#8217;s Up Tonight&#8221;, &#8220;E-Beat&#8221;, &#8220;In The Rain&#8221;, &#8220;Barest Degree&#8221;, &#8220;Common Ground&#8221;, &#8220;Gravel Rash&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Star Of Hope&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;E-Beat&#8221;<br \/>\nNota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii1998.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REDNECK WONDERLAND (1998)<\/strong><br \/>\nDisco para l\u00e1 de at\u00edpico, cheio de programa\u00e7\u00f5es, &#8220;eletroniquices&#8221;, baixos distorcidos e uma enorme vontade de soar &#8220;atualizado&#8221;. O resultado \u00e9 t\u00e3o confuso quanto: &#8220;Cemetery In My Mind&#8221; \u00e9 a \u00fanica que tem parentesco com o som que consagrou a banda, e n\u00e3o por acaso \u00e9 a melhor. A faixa-t\u00edtulo, \u201cWhat Goes On\u201d, \u201cSafety Chain Blues\u201d e \u201cReturn to Sender\u201d enganam bem, e \u201cA Drop In the Ocean\u201d \u00e9 um suspeito (e bem-vindo) acena aos Beach Boys. O resto soa como uma c\u00f3pia sem muita gra\u00e7a do Nine Inch Nails ou de qualquer gen\u00e9rico \u201cindustrial\u201d que estivesse em moda na \u00e9poca. Mesmo nas faixas boas, falta&#8230; carisma, digamos assim. \u00c9 um \u00e1lbum incapaz de provocar empatia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Cemetery In My Mind &#8220;, &#8220;Redneck Wonderland&#8221;<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;What Goes On&#8221;, &#8220;Cemetry In My Mind &#8220;, &#8220;Return to Sender&#8221;, &#8220;Redneck Wonderland&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Blot&#8221;.<br \/>\nPreferidas: &#8220;Cemetery In My Mind&#8221;.<br \/>\nNota: 4<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii2000.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>THE REAL THING (2000)<\/strong><br \/>\nAproveitando o embalo &#8220;ac\u00fastico&#8221; do final dos anos 90, a banda saiu com esse \u201cThe Real Thing\u201d trazendo vers\u00f5es desplugadas de dez de suas can\u00e7\u00f5es, sete delas extra\u00eddas de um show de 1994 em Sydney e as outras tr\u00eas do MTV Unplugged que a banda gravou para a emissora em 1993. Muitas dessas faixas j\u00e1 eram conhecidas gra\u00e7as ao disputado pirata \u201cBlue Sky Red Earth\u201d, o que tirou um pouco do impacto, mas o disco tem seus m\u00e9ritos principalmente por fugir do clima ass\u00e9ptico dos discos no mesmo formato, com vers\u00f5es adrenal\u00ednicas de &#8220;The Dead Heart&#8221; (com interven\u00e7\u00f5es de didgeridoo), &#8220;Blue Sky Mine&#8221;, &#8220;Truganini&#8221; e &#8220;Feeding Frenzy&#8221;. O disco ainda recuperava a beleza de &#8220;Tin Legs And Tin Mines&#8221; e trazia uma sutil e bela recria\u00e7\u00e3o de &#8220;In The Valley&#8221; ao piano. Se a premissa n\u00e3o era uma ideia original, pelo menos mantinha as qualidades da banda e ainda justificava sua exist\u00eancia com tr\u00eas boas faixas novas de est\u00fadio: &#8220;Spirit Of The Age&#8221;, com seu clima de luau; a balada g\u00f3tica &#8220;The Last Of The Diggers&#8221;, e a faixa t\u00edtulo, cover de um sucesso australiano dos anos 60, cheias &#8220;um-mow-mow-mows&#8221;. Tinha uma quarta in\u00e9dita, &#8220;Say Your Prayers&#8221;, por\u00e9m essa era uma tentativa de refazer &#8220;Beds Are Burning&#8221; para os anos 90: est\u00e3o l\u00e1 os metais, o baixo em primeiro plano e a bridge crescente e pesada. S\u00f3 que n\u00e3o colou&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;The Real Thing&#8221;, &#8220;Tell Me The Truth&#8221;, &#8220;In The Valley&#8221;, &#8220;Say Your Prayers&#8221;.<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Spirit Of The Age&#8221;, &#8220;The Real Thing&#8221;, &#8220;The Dead Heart&#8221;, &#8220;In The Valley&#8221;.<br \/>\nPior faixa: &#8220;Tell Me The Truth&#8221;.<br \/>\nPreferida: &#8220;Spirit of Age&#8221;.<br \/>\nNota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii2001.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAPRICORNIA (2001)<\/strong><br \/>\nProduzido novamente por Warne Livesey, o Oil parece disposto a se reconciliar com a m\u00fasica que o celebrizou, vontade j\u00e1 expressada nas quatro faixas in\u00e9ditas do disco anterior. Est\u00e3o aqui, vibrantes como nunca, os riffs dedilhados de Rotsey intercalados aos viol\u00f5es e teclados de Moginie, com Hirst jogando viradas uma atr\u00e1s da outra e Garrett trabalhando todos os timbres de sua voz. Impera um clima de &#8220;rock australiano&#8221;: decidido, forte, ensolarado e estradeiro. Se \u00e9 o disco derradeiro, n\u00e3o podiam ter encerrado com mais dignidade. Dos momentos mais agitados de &#8220;The Golden Age&#8221; e &#8220;Been Away Too Long&#8221; \u00e0s r\u00fasticas &#8220;Tone Poem&#8221; e &#8220;Under The Overpass&#8221;, passando pelo pop puro de &#8220;Capricornia&#8221;, &#8220;Mosquito March&#8221; e &#8220;World That I See&#8221;, o talento da banda desponta vigoroso e marcante. Uma esp\u00e9cie de &#8220;The Best Of&#8221; com faixas in\u00e9ditas. \u00c0 \u00e9poca, Garrett declarou no site oficial do Oil que sabia que esse poderia ser o \u00faltimo disco da banda, e por essa raz\u00e3o se inspiraram nas \u201cgrandes bandas que ainda est\u00e3o em atividade e nos inspiram\u201d \u2013 citando o Teenage Fanclub como a principal delas (!). \u201cCapricornia\u201d tem tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es diferentes: a australiana vem com 11 faixas; a norte-americana (e que foi a editada no Brasil) traz &#8220;Say Your Prayers&#8221; regravada sem muitas novidades; e a europeia, a maior delas, tem 13 can\u00e7\u00f5es: \u201cSay Your Prayers\u201d fica de fora, mas entram a okzinha \u201cKiss That Girl\u201d e a excelente vers\u00e3o para \u201cPub with No Beer\u201d, inicialmente inclu\u00edda em um tributo ao m\u00fasico folk Slim Dusty (\u201cNot So Dusty\u201d, de 1998)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;Capricornia&#8221;, &#8220;Luritja Way\u201d, &#8220;The Golden Age&#8221;<br \/>\nMelhores faixas: &#8220;Capricornia&#8221;, &#8220;World That I See&#8221;, &#8220;Under the Overpass&#8221;, &#8220;Tone Poem&#8221;.<br \/>\nPior faixa: nenhuma.<br \/>\nPreferida: &#8220;Under the Overpass&#8221;.<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoii20000.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COLET\u00c2NEAS<\/strong><br \/>\n\u201c20,000 Watts RSL\u201d saiu em 1997 como protocolar colet\u00e2nea de hits que j\u00e1 era esperada e h\u00e1 muito cobrada pela gravadora. Traz uma sele\u00e7\u00e3o bastante \u00f3bvia dos sucessos da banda, completada por duas faixas que integrariam o \u00e1lbum seguinte, \u201cRedneck Wonderland\u201d: a barulhenta e legal &#8220;What Goes On&#8221;, com suas sirenes, guitarras velozes tocadas com delay e loops de bateria; e a chupada caradura do U2 fase \u201cAchtung, Baby\u201d em &#8220;White Skin Black Heart&#8221;. Bom para quem quer conhecer a banda ou para levar em viagens. \u201cEssential Oils\u201d apareceu em 2012 e perde em concis\u00e3o: o CD duplo n\u00e3o faz jus ao seu t\u00edtulo, usando todos os hits (alguns em vers\u00e3o remasterizada) e umas velharias queridas pelo f\u00e3s. Ignore. Menos \u00f3bvio \u00e9 \u201cFlat Chat\u201d (2006), que alegadamente se concentra nas can\u00e7\u00f5es mais pesadas. Meia-verdade: tem popices como \u201cDreamworld\u201d e \u201cTell Me the Truth\u201d, mas n\u00e3o d\u00e1 para negar que \u00e9 uma sele\u00e7\u00e3o bastante criteriosa do material mais bruto da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoiiflatcat.jpg\" width=\"450\" height=\"445\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P\u00d3S-MIDNIGHT OIL<\/strong><br \/>\nPeter Garrett entrou para a pol\u00edtica, Andrew James aparece vez ou outra tocando jazz em pequenos clubes e Peter Gifford, apesar de tocar blues em uns botecos, virou empres\u00e1rio de moda praia de gosto duvidoso at\u00e9 se retirar do ramo, vendendo sua parte da empresa, em 2016. Os ex-integrantes que realmente mantiveram-se no front musical foram Rob Hirst, Jim Moginie e Bones Hillman. Ah, sim: Martin Rotsey virou o amig\u00e3o da galera \u2013 mais sobre isso adiante. Hirst assumiu guitarra, bateria, teclados e vocais no Ghostwriters, uma gororoba que lan\u00e7ou quatro \u00e1lbuns entre 1991 e 2007 (\u201cSecond Skin\u201d, de 1996, foi lan\u00e7ado no Brasil). Richard Grossman, do Hoodoo Gurus, ficou com o baixo e a vergonha de fazer parte dessa porcaria onde o descomunal ego do baterista faz com que composi\u00e7\u00f5es com uns tr\u00eas minutos excedentes (s\u00e3o muitas as faixas de 6 minutos ou mais) emoldurem letras de um panfletarismo constrangedor de t\u00e3o lerdo. Prova de que ele, um dos principais compositores do Oil, s\u00f3 produz coisas boas quando tem algu\u00e9m para lapidar suas ideias burocr\u00e1ticas. \u201cPolitical Animal\u201d, de 2007, \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o na discografia, com algumas boas can\u00e7\u00f5es. Teriam as participa\u00e7\u00f5es de Martin Rotsey, Warne Livesey e Charlie McMahon (colaborador frequente dos Oils) algo a ver com isso? Fa\u00e7a a matem\u00e1tica&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros projetos de Hirst foram mais interessantes: a banda de blues Backsliders, que lan\u00e7ou seis discos; o duo guitarra-e-bateria Angry Tradesmen (com Dom Turner, dos Backsliders) e o disco pop lan\u00e7ado em parceria com o atleta ol\u00edmpico e m\u00fasico Paul Greente (\u201cIn the Stealth of Summer\u201d, creditado a Hirst &amp; Greene). Vale correr atr\u00e1s, principalmente do Angry Tradesmen.<br \/>\nO neozeland\u00eas Bones Hillman foi morar em Nashville (EUA), onde trabalhou como m\u00fasico contratado para cantoras country como a australiana Anne McCue e a norte-americana Elizabeth Cook, e tamb\u00e9m com o m\u00fasico indie canadense Matthew Good. Fez ainda coisas para Sheryl Crow. Em 2014, apareceu com o bom trio indie The Graysmiths. Moginie lan\u00e7ou tr\u00eas discos solo, trabalhando com formatos que n\u00e3o t\u00eam qualquer liga\u00e7\u00e3o com a banda que fundou, como m\u00fasica folk irlandesa e rock lo-fi. Tamb\u00e9m produziu diversos artistas, inclusive os Backsliders. Ali\u00e1s&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hirst, Moginie, Rotsey e Hillman mantiveram-se em contato e colaborando em discos e shows uns dos outros desde que o Oil encerrou as atividades. Fica claro que a banda s\u00f3 terminou devido \u00e0 sa\u00edda de seu emblem\u00e1tico vocalista, j\u00e1 que mesmo Rotsey, que n\u00e3o teve nenhum projeto solo espec\u00edfico, aceitava todo e qualquer convite para voltar a tocar com os antigos companheiros (tocou em quase tudo que foi citado aqui). Ele, Hirst e Moginie formaram, com Brian Ritchie (Violent Femmes), a banda de surf rock instrumental The Break, que lan\u00e7ou dois bons \u00e1lbuns \u2013 o segundo, \u201cSpace Farm\u201d, incluiria o trumpetista Jack Howard na forma\u00e7\u00e3o e teria uma din\u00e2mica mais variada, n\u00e3o ficando t\u00e3o presa ao c\u00e2none surfer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 15 de maio de 2016, Peter Garrett anunciou que n\u00e3o s\u00f3 tinha voltado a pisar em um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o depois de 15 anos de aus\u00eancia, como sairia com um seu primeiro \u00e1lbum solo, a ser lan\u00e7ado em junho. \u201cTall Trees\u201d, a primeira faixa dispon\u00edvel, anunciava um sub-Strokes que em nada honra o passado do vocalista. Simpatiquinha, mas sem personalidade. E olha que \u00e9 Martin Rotsey quem est\u00e1 na guitarra&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/midnightoildvd1.jpg\" width=\"600\" height=\"424\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V\u00cdDEOS<\/strong><br \/>\nO Midnight Oil lan\u00e7ou quadro v\u00eddeos: &#8220;Black Fella, White Fella&#8221; e &#8220;Black Rain Falls&#8221; foram lan\u00e7ados em VHS no Brasil, ambos em vers\u00f5es legendadas. O primeiro traz a turn\u00ea hom\u00f4nima feita em territ\u00f3rios abor\u00edgines junto da Warumpi Band, uma esp\u00e9cie de Yothu Yindi mais roqueiro, intercalando excelentes interpreta\u00e7\u00f5es ao vivo de sucessos e faixas menos conhecidas como &#8220;Helps Me Helps You&#8221; com trechos de entrevistas e informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o de abandono em que eles se encontravam. O segundo traz a famosa apresenta\u00e7\u00e3o em cima de um caminh\u00e3o em frente \u00e0 sede da Exxon em NY, em protesto ao absurdo descaso da empresa para com o meio ambiente (ocorreram diversos vazamentos em regi\u00f5es \u00e1rticas sem que a empresa tomasse qualquer provid\u00eancia). \u00c0s imagens do show, que inclui um excelente cover de &#8220;Instant Karma&#8221; (John Lennon), somam-se chocantes cenas de degrada\u00e7\u00e3o ambiental e polui\u00e7\u00e3o. Ambos valem a procura, mas \u201cBlack Fella&#8230;\u201d \u00e9 bem mais f\u00e1cil de encontrar, j\u00e1 que veio como DVD-b\u00f4nus numa reedi\u00e7\u00e3o comemorativa de \u201cDiesel and Dust\u201d. \u201c20,000 Watts RSL\u201d teve uma edi\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo, com quase todos os clipes lan\u00e7ados at\u00e9 ent\u00e3o (1997), mais v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es ao vivo pin\u00e7adas de diferentes per\u00edodos da carreira. Vai bem tanto para f\u00e3s como para quem quer conhecer a banda. D\u00e1 para ver p\u00e9rolas como uma vers\u00e3o ao vivo de \u201cStand In Line\u201d, gravada em 1985 no porto de Sydney, em um pique \u201cThe Who Live at Leeds\u201d; ou o clip cru e molec\u00e3o de \u201cUsed and Abused\u201d, com Garrett sem camisa fazendo poses de sex symbol.\u201cBest of Both Worlds\u201d traz dois shows antigos na \u00edntegra: \u201cSaturday Night at The Capitol\u201d, concerto de 1982 no famoso Capitol Theatre de Sydney, e \u201cOils on the Water\u201d, um show gravado em 1985 em comemora\u00e7\u00e3o aos dez anos da r\u00e1dio Triple J. Al\u00e9m de serem boas apresenta\u00e7\u00f5es, s\u00e3o boas oportunidades de viver em a\u00e7\u00e3o um Midnight Oil mais pesado e inconsequente, com Garrett e Rotsey se atirando pelo palco enquanto Hirst faz malabarismos com as baquetas e surra peles e couros de seu kit \u00e0 Ketih Moon.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-W4cjfBaB34\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-W4cjfBaB34\" height=\"340\" width=\"600\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/StK4OvUkRtw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/StK4OvUkRtw\" height=\"340\" width=\"600\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/o3XGlSLHoy4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/o3XGlSLHoy4\" height=\"340\" width=\"600\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NLlm57LOWMQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NLlm57LOWMQ\" height=\"340\" width=\"600\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4c3X0OlVjuE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4c3X0OlVjuE\" height=\"340\" width=\"600\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dyqWoq2STjw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dyqWoq2STjw\" height=\"340\" width=\"600\" \/><\/object><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outras discografias comentadas<\/strong><br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Pin Ups, por Richard Cruz (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/20\/discografia-comentada-pin-ups\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Paralamas do Sucesso, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/06\/02\/discografia-comentada-os-paralamas-do-sucesso\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Ramones, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/01\/discografia-comentada-ramones\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Sin\u00e9ad O\u2019Connor, por Renan Guerra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/08\/discografia-comentada-sinead-oconnor\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Babasonicos, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/13\/discografia-comentada-babasonicos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aproveitando que o grupo do vocalista Peter Garrett anunciou o retorno, buscamos no acervo do site esta preciosidade!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/12\/discografia-comentada-midnight-oil\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":39495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[35,827,853],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39187"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39187"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39192,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39187\/revisions\/39192"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}