{"id":39163,"date":"2016-08-09T13:14:12","date_gmt":"2016-08-09T16:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39163"},"modified":"2016-09-23T16:25:58","modified_gmt":"2016-09-23T19:25:58","slug":"entrevista-suco-eletrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-suco-eletrico\/","title":{"rendered":"Entrevista: Suco El\u00e9trico"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Porto Alegre, longe demais das capitais (como cantava <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-suco-eletrico\/\" target=\"_blank\">Humberto<\/a> no s\u00e9culo passado), a Suco El\u00e9trico segue na ativa tocando rock h\u00e1 15 anos. Em sua discografia constam tr\u00eas EPs (&#8220;Compacto&#8221;, de 2001, e \u201cSegunda Leva&#8221; e &#8220;Para Colorir&#8221;, ambos de 2005), um disco ao vivo e dois \u00e1lbuns de est\u00fadio: \u201c7007\u201d (2008) e o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201c<a href=\"http:\/\/www.selo180.com\/selo-180\/suco-eletrico-se-o-futuro-permitir-cd\/\" target=\"_blank\">Se o Futuro Permitir<\/a>\u201d (2016), disco em que deixam de lado a sonoridade psicod\u00e9lica e experimental de outrora em prol de uma musicalidade associada ao stoner e ao pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA banda \u00e9 nossa fonte da juventude e o rock \u00e9 nosso estilo de vida\u201d, conta Alexandre Rauen, vocalista e principal compositor da Suco El\u00e9trico, em entrevista por e-mail ao explicar a longevidade do grupo. Durante esse tempo, a banda passou por diversas mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o. \u201cNa forma\u00e7\u00e3o anterior eu era o baterista, e agora sendo o atual vocalista ainda fa\u00e7o os arranjos e grava\u00e7\u00f5es das baterias\u201d, diz Alexandre, que explica a mudan\u00e7a de sonoridade com uma imagem: \u201cTrocamos as flores pelos cactos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No bate papo abaixo, Alexandre ainda fala sobre a longa trajet\u00f3ria do grupo, o processo de composi\u00e7\u00e3o do novo disco, a influ\u00eancia da cidade natal (\u201cExiste uma cena de bandas que veneram o chamado \u2018rock ga\u00facho\u2019, mas n\u00e3o nos encaixamos neste r\u00f3tulo\u201d), o cen\u00e1rio rock de hoje no Brasil (\u201cA Internet democratizou o cen\u00e1rio, mas ao mesmo tempo dificulta o acesso pelo n\u00famero astron\u00f4mico de bandas que existem\u201d), planos para o futuro e muito mais. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eVJdYQZAQC0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a receita de longevidade da Suco El\u00e9trico?<\/strong><br \/>\nA banda persiste devido ao grande prazer que temos de estar juntos tocando. Somos grandes amigos e acreditamos muito no que fazemos. Nos divertimos muito nos ensaios e, principalmente, quando estamos no palco. A banda \u00e9 nossa fonte da juventude e o rock \u00e9 nosso estilo de vida .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Se o Futuro Permitir&#8221; voc\u00eas unem uma sonoridade stoner a linguagem pop. Como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nAs can\u00e7\u00f5es e letras deste disco foram compostas por mim no viol\u00e3o, exceto a m\u00fasica &#8220;Drag\u00e3o&#8221;, que tem a letra da nossa antiga vocalista. Da\u00ed levo as can\u00e7\u00f5es para os ensaios, onde fazemos os arranjos com toda a banda. Na forma\u00e7\u00e3o anterior eu era o baterista, e agora sendo o atual vocalista ainda fa\u00e7o os arranjos e grava\u00e7\u00f5es das baterias. Nas \u00faltimas sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o, o novo baterista, Lucas Kinoshita, participou gravando as baterias de &#8220;Eu Acho&#8221;. Anteriormente t\u00ednhamos uma sonoridade mais psicod\u00e9lica e experimental que, naturalmente, foi ficando mais pesada e pop. Esta mudan\u00e7a n\u00e3o foi feita por uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica, mas sim por uma real evolu\u00e7\u00e3o no que est\u00e1vamos ouvindo e fazendo nos \u00faltimos tempos. Acho que a nossa fase experimental foi um grande laborat\u00f3rio para chegar aonde chegamos. Claro que a psicodelia ainda pode ser detectada de forma mais sutil neste novo trabalho. Trocamos as flores pelos cactos. O nosso som faz os caras baterem cabe\u00e7a e as meninas dan\u00e7arem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o de Porto Alegre, cidade famosa por revelar talentos do rock nacional de ontem e de hoje. Aparentemente, para quem \u00e9 de fora, a impress\u00e3o \u00e9 que a cidade realmente exerce poder e influ\u00eancia no que \u00e9 feito por a\u00ed. Procede?<\/strong><br \/>\nPorto Alegre \u00e9 uma cidade de contrastes e de pluralidade. Aqui tem um ver\u00e3o e inverno rigorosos, tem um povo de origem muito variada, e isso faz com que existam bandas no segmento rock, pop e afins muito diferentes entre si. A cidade tem um hist\u00f3rico de bandas de rock desde os anos 60. Existe uma cena de bandas que veneram o chamado &#8220;rock ga\u00facho&#8221;, mas n\u00e3o nos encaixamos neste r\u00f3tulo. Fazemos um som universal, s\u00f3 que feito em Porto alegre. A cena (local) tem altos e baixos, acho que agora est\u00e1 numa fase de renova\u00e7\u00e3o. Tem muita gente boa surgindo como Dingo Bells e Apanhador S\u00f3. O Suco n\u00e3o tem a mesma caracter\u00edstica dessas bandas, apesar de admir\u00e1-los. Somos uma banda com mais testosterona, mais suor e pegada, principalmente no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente a banda passou por mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o. O que os novos integrantes trouxeram pra sonoridade do grupo?<\/strong><br \/>\nA mudan\u00e7a na forma\u00e7\u00e3o foi acontecendo de forma gradual. \u00c9ramos um quinteto com duas guitarras e, ap\u00f3s o lan\u00e7amento do disco &#8220;7007&#8221;, um guitarrista saiu e mantivemos o quarteto. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, com uma guitarra a menos come\u00e7amos a soar mais pesados. Em 2013, ap\u00f3s muita estrada e shows, a Dani Rauen (antiga vocalista e minha irm\u00e3) pediu as contas, mas continuamos a ensaiar de trio (comigo na bateria e voz). Foi nesse momento que come\u00e7amos a formar a nova sonoridade da banda. J\u00e1 perceb\u00edamos que a Dani estava com inten\u00e7\u00e3o de deixar a banda e pens\u00e1vamos na ideia de eu assumir os vocais, pois, afinal de contas, sempre fui o compositor e dividia os vocais com ela. Dois dias depois da sa\u00edda dela conheci o Kino (Lucas Kinoshita), que j\u00e1 era f\u00e3 do Suco El\u00e9trico e que aceitou o convite para ser o novo baterista. Ensaiamos e fomos fazer um show sem muito alarde num encontro de estudantes de biologia no meio do mato. Palco tosco, som tosco, mas um p\u00fablico muito animado. Subimos no palco e ali nos sentimos como uma nova banda. Nos redescobrimos no palco de forma visceral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitos dos lan\u00e7amentos fonogr\u00e1ficos de hoje s\u00e3o feitos somente no formato digital. Por\u00e9m, &#8220;Se o Futuro Permitir&#8221; foi lan\u00e7ado n\u00e3o s\u00f3 neste formato como tamb\u00e9m tem vers\u00e3o em CD e ganhar\u00e1 vers\u00e3o em vinil (pelo selo 180 em agosto). Apostar no formato f\u00edsico \u00e9 o caminho?<\/strong><br \/>\nA nossa ideia inicial era apenas o formato digital e o disco de vinil. O vinil sempre foi um sonho e uma vontade da banda. Adoramos o formato, colecionamos vinis e agora temos como fabricar aqui no Brasil. O mercado de vinil est\u00e1 crescendo muito e a sonoridade do disco foi pensada para o vinil. O Selo 180 foi perfeito para n\u00f3s por trabalhar, principalmente, com discos de vinil. Decidimos lan\u00e7ar o CD tamb\u00e9m para vendermos nos shows e presentear os f\u00e3s, j\u00e1 que o vinil tem um custo mais alto. O formato digital facilita a divulga\u00e7\u00e3o e consumo do trabalho da banda no mundo todo, o CD \u00e9 um regalo para quem quer ter um produto f\u00edsico da banda, e o vinil \u00e9 a joia rara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para viabilizar o lan\u00e7amento de &#8220;Se o Futuro Permitir&#8221; voc\u00eas utilizaram de uma campanha de financiamento coletivo (o Traga Seu Show) . Como foi o processo?<\/strong><br \/>\nA experi\u00eancia de termos feito a campanha de financiamento coletivo foi muito proveitosa. Al\u00e9m de arrecadarmos os recursos para a fabrica\u00e7\u00e3o do disco, esse tipo de campanha aproxima o publico da banda, fazendo com que os f\u00e3s se sintam parte do disco por terem contribu\u00eddo e acabam tendo alguns privil\u00e9gios como ter o download antecipado do disco e ter um contato mais direto com os integrantes da banda. A campanha tamb\u00e9m gera uma expectativa no p\u00fablico que j\u00e1 sabe quando receber\u00e3o as recompensas e quando ser\u00e1 o lan\u00e7amento do disco. A campanha tamb\u00e9m contou com apoiadores que produziram algumas recompensas como a cerveja artesanal, as camisetas e os posters. Claro que as principais recompensas eram o disco de vinil e o CD. Quando iniciamos a campanha, j\u00e1 tinhamos o disco praticamente todo gravado e mixado, ent\u00e3o os recursos foram usados para fabricar os vinis e CDs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A experi\u00eancia de assumir dupla fun\u00e7\u00e3o nas grava\u00e7\u00f5es do disco foi dif\u00edcil?<\/strong><br \/>\nComo sempre fui baterista, pra gravar as bateras foi super tranquilo, pois j\u00e1 tocava as m\u00fasicas h\u00e1 algum tempo e j\u00e1 conhecia bem os arranjos. Fico muito \u00e0 vontade gravando as baterias. Sempre cantei, mas assumir o vocal da banda foi uma responsabilidade maior e que me deu mais trabalho. O produtor do disco, Marcelo Fruet, \u00e9 muito exigente, e costumo dizer que gravar voz com ele \u00e9 no chicote. Eu gravava um, dois, tr\u00eas takes e pensava: \u201cT\u00e1 gravado\u201d. Mas eu mal sabia que estava s\u00f3 come\u00e7ando a sess\u00e3o. No final das contas, apesar de ser bem trabalhoso, ficamos muito satisfeitos com o resultado. Assumir o vocal foi como uma liberta\u00e7\u00e3o. A bateria \u00e9 o meu instrumento, mas ir pra frente do palco e poder interpretar as m\u00fasicas que escrevo deu mais verdade ao Suco e acabou influenciando a performance de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais artistas influenciaram esta guinada?<\/strong><br \/>\nAcho que por sermos uma banda com muito tempo de vida, acabamos nos influenciando tocando juntos e isso fez com que houvesse essa guinada no som. N\u00e3o acho que outros artistas foram fundamentais para a nossa mudan\u00e7a, mas se \u00e9 pra dar nome aos bois&#8230; Queens of the Stone Age e o disco \u201cPsicoac\u00fastica\u201d, do Ira!, foram muito ouvidos pela banda nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sendo uma banda &#8220;estranha no ninho&#8221; no cen\u00e1rio da Porto Alegre atual, quem s\u00e3o os seus pares por a\u00ed?<\/strong><br \/>\nAcho que estamos deixando de ser outsiders e tamb\u00e9m temos que fazer nossa mea culpa. N\u00e3o nos esfor\u00e7\u00e1vamos muito pra ir aos lugares &#8220;certos&#8221; e conhecer as pessoas &#8220;certas&#8221;. Nos ach\u00e1vamos auto suficientes e isso com certeza nos atrapalhou tempos atr\u00e1s. Temos parcerias muito boas com algumas bandas que necessariamente n\u00e3o tem o mesmo estilo que o Suco, como, por exemplo, a Trem Imperial, que \u00e9 uma banda que mistura rock ingl\u00eas cl\u00e1ssico com reggae, ou a D\u00f3ris Encrenqueira que \u00e9 uma banda de hard rock cl\u00e1ssico muito boa formada por uma gurizada que poderia ser nossos filhos, pela idade que tem. Essa hist\u00f3ria de sermos chamados de banda stoner come\u00e7ou quando outras bandas do estilo come\u00e7aram a ir aos nossos shows e nos diziam que o som do Suco lembrava esse estilo, mas nem eles tinham certeza absoluta que \u00e9ramos da cena stoner, s\u00f3 sabiam dizer que se identificavam muito com o som do Suco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aparentemente os anos de mainstream do rock nacional se foram. Com isso o g\u00eanero volta a &#8220;marginalidade&#8221;, com um n\u00famero menor (e talvez melhor) de admiradores fi\u00e9is. Como voc\u00ea enxerga o cen\u00e1rio atual?<\/strong><br \/>\nTemos um p\u00fablico ainda muito concentrado aqui no Sul, mas com o lan\u00e7amento de &#8220;Se o Futuro Permitir&#8221; estamos tendo um retorno muito bom de novos f\u00e3s. O mainstream do rock no Brasil ficou com medalh\u00f5es que s\u00e3o da \u00e9poca das grandes gravadoras. A internet democratizou o cen\u00e1rio, mas ao mesmo tempo dificulta o acesso pelo n\u00famero astron\u00f4mico de bandas que existem. Hoje em dia \u00e9 muito f\u00e1cil comprar um instrumento, gravar algumas m\u00fasicas e as postar na internet, mas na maioria s\u00e3o farinhas do mesmo saco, ou seja, usam f\u00f3rmulas prontas como se seguisse uma receita de bolo.<br \/>\nImagino que existam bandas sensacionais que n\u00e3o aparecem por falta de estrat\u00e9gia de exposi\u00e7\u00e3o. Me parece que hoje as bandas pensam menos em m\u00fasica e mais em estrat\u00e9gia e marketing. Claro que estrat\u00e9gia e marketing s\u00e3o fundamentais, mas a verdade do seu som n\u00e3o tem planejamento. N\u00e3o existe marketing que perpetue uma banda sem autenticidade. Podem gostar ou n\u00e3o do Suco: foda-se. Agora, que n\u00f3s fazemos isso com verdade, sim n\u00f3s fazemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos do grupo?<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o lan\u00e7amento do disco a ideia \u00e9 cair na estrada e divulgar muito a banda e o disco.<br \/>\nJ\u00e1 temos repert\u00f3rio composto para um pr\u00f3ximo disco, mas ainda n\u00e3o tivemos tempo pra planejar quando come\u00e7aremos a gravar. Temos outro projeto com a banda Trem Imperial que se chama &#8220;Suco Imperial&#8221;. J\u00e1 fizemos dois shows desse projeto em que as duas bandas est\u00e3o ao mesmo tempo no palco revezando o set list e intervindo uma no som da outra, al\u00e9m de cada banda ter feito uma vers\u00e3o de uma m\u00fasica da outra. Pretendemos lan\u00e7ar um compacto em vinil com as duas vers\u00f5es no ano que vem. Mas o principal projeto \u00e9 seguir com o Suco enquanto estivermos vivos. \u00c9 um projeto de vida de grandes amigos que adoram estar juntos fazendo rock.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"587\" height=\"440\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q88ODEsSIuc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com 15 anos de estrada e algumas mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o, a Suco El\u00e9trico segue em frente e lan\u00e7a novo disco!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/09\/entrevista-suco-eletrico\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":39502,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[822,77,863],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39163"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39163"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39163\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39538,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39163\/revisions\/39538"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}