{"id":39037,"date":"2016-07-30T18:20:17","date_gmt":"2016-07-30T21:20:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=39037"},"modified":"2019-07-17T09:47:31","modified_gmt":"2019-07-17T12:47:31","slug":"balanco-festival-paraiso-do-rock-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/30\/balanco-festival-paraiso-do-rock-2016\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: Festival Para\u00edso do Rock 2016"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><br \/>\nFotos por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/andyeiore\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Andye Iore<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa manh\u00e3 de s\u00e1bado chuvoso, um carro de som anunciando o obitu\u00e1rio da cidade se soma ao ru\u00eddo de pneus sobre po\u00e7as d\u2019\u00e1gua, o \u00fanico som de uma sinfonia urbana de um universo muito particular: Para\u00edso do Norte, diminuto munic\u00edpio pr\u00f3ximo de Maring\u00e1, no interior do Paran\u00e1. Nesse cen\u00e1rio entre o buc\u00f3lico e o depressivo, a cidade vive dias at\u00edpicos e movimentados, com a inaugura\u00e7\u00e3o de sua Casa da Cultura e o festival Para\u00edso do Rock. Em 2015, o Scream &amp; Yell <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/15\/balanco-festival-paraiso-do-rock-2015\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">j\u00e1 havia feito a cobertura do festival<\/a> e tamb\u00e9m entrevistado seu organizador, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/06\/16\/beto-vizzotto-fala-do-paraiso-do-rock-2015\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o prefeito Beto Vizzotto<\/a>. J\u00e1 havia sido poss\u00edvel entender os objetivos do evento, conhecer a cervejaria Arauc\u00e1ria e saber que a curadoria sempre reserva algumas surpresas. Nessa edi\u00e7\u00e3o de 2016, esses elementos n\u00e3o mudariam. Ou teriam mudado? Que uma recapitula\u00e7\u00e3o ajude a por tudo em perspectiva para responder essa pergunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sexta anterior, dia 15 de julho, o festival se iniciara. O duo ga\u00facho Tujalmas n\u00e3o era bom press\u00e1gio: os m\u00fasicos Cid\u00e3o (The Djalmas) e Tiago Duarte apresentam vers\u00f5es ac\u00fasticas de can\u00e7\u00f5es do underground ga\u00facho. Releituras \u00f3bvias de um repert\u00f3rio idem (para os que conhecem esse underground, claro). A rela\u00e7\u00e3o imediata \u00e9 com esses duos que tocam em bares de happy hour cheio do \u201cpessoal da firma\u201d \u2013 a \u00fanica diferen\u00e7a era que o repert\u00f3rio tinha Wander Wildner e The Djalmas em vez de Jota Quest e \u201cMr. Jones\u201d, do Counting Crows.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, o festival recobraria seu \u201celemento surpresa\u201d com a boa apresenta\u00e7\u00e3o de Jarrah Thompson. Se o nome n\u00e3o lhe soou familiar, n\u00e3o estranhe: mesmo tendo morado por um tempo no Brasil, o jovem australiano n\u00e3o \u00e9 dos mais conhecidos. Uma injusti\u00e7a: Thompson junta elementos de folk e country a uma base percussiva que remete tanto ao folclore de seu pa\u00eds de origem como ao rock psicod\u00e9lico menos herm\u00e9tico dos anos 1970. Essa mistura se apresenta ora em can\u00e7\u00f5es circulares (quase m\u00e2ntricas), ora em progress\u00f5es que convidam para a festa roqueira. A forma\u00e7\u00e3o da banda se adequa \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das turn\u00eas, podendo chegar a ter seis m\u00fasicos, mas apenas um trio ocupava o palco do CTG S\u00e3o Jorge: Jarrah (viol\u00e3o, guitarra e banjo), Bianca Aviaz (percuss\u00e3o) e o brasileiro Bernardo Fajoses no baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, antes da apresenta\u00e7\u00e3o, Bianca garantia: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o vai sentir falta da banda, a gente d\u00e1 um jeito de preencher os espa\u00e7os\u201d. Promessa cumprida: o banjo usado como uma c\u00edtara, as linhas de baixo entre o rock setentista e a world music, mais a for\u00e7a percussiva e o carisma c\u00eanico de Bianca eram bons o suficiente para que se relevasse o uso de trilhas pr\u00e9-gravadas, e a combina\u00e7\u00e3o rendeu um daqueles shows de deixar o bar vazio, j\u00e1 que todo mundo foi para a frente do palco para dan\u00e7ar. \u00c9 verdade que algumas poucas can\u00e7\u00f5es t\u00eam uma estrutura mais convencional, mas at\u00e9 quando se envereda por um blues \u00e0 \u201cHoochie Coochie Man\u201d \u2013 o clich\u00ea-mor do rock, convenhamos \u2013 os arranjos garantem que tudo soe novo e fresco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, tudo aumentaria: o frio, a psicodelia e, principalmente, o volume. Os Muddy Brothers, de Vila Velha (ES), foram respons\u00e1veis pelos dois \u00faltimos. A banda costuma ser mencionada como um representante do stoner rock no Brasil. Entretanto, \u00e9 mais justo pensar em uma vers\u00e3o anfetaminada e barulhenta (mas n\u00e3o menos apurada) dos Black Crowes. O vocal de Jo\u00e3o Lucas Ribeiro ajuda muito para isso, assim como o visual da banda, claro, com as ra\u00edzes do southern rock servindo de \u00e2ncora para ambos. Um coment\u00e1rio que escapou no p\u00fablico era elucidativo: \u201cSe esses caras tivessem aparecido no fim dos anos 90, teriam sido contratados pela Geffen\u201d (gravadora que na \u00e9poca abrigava os Crowes e o Jayhawks por exemplo). Simplifiquemos: os Muddy Brothers s\u00e3o uma banda rock\u2019n\u2019roll, facilmente identific\u00e1vel como tal, e nem por isso caricata. Melhor show do festival, f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/27\/boteco-tres-cervejas-da-araucaria-pr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cervejaria Arauc\u00e1ria<\/a>, de Maring\u00e1, estava presente no evento nas vers\u00f5es Weizen e Pilsen, al\u00e9m da Lager lupulada que leva o nome do festival. \u00d3timas cervejas, mas a intensifica\u00e7\u00e3o da chuva convidava a troc\u00e1-la por um Malbec argentino, vendido em copo americano a honest\u00edssimos R$ 8. E nesse esp\u00edrito mais contemplativo foi ainda mais prazeroso contemplar a breve apresenta\u00e7\u00e3o dos alunos do CRAS (Centro de Refer\u00eancia e Assist\u00eancia Social) de Para\u00edso do Norte, uma das muitas iniciativas de arte-educa\u00e7\u00e3o da prefeitura local. Combinando riffs de guitarra e percuss\u00e3o pesada, os jovens mandaram uma esp\u00e9cie de batuque punk numa apresenta\u00e7\u00e3o breve e divertida, que serviu de aperitivo para os headliners da noite, os Replicantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da forma\u00e7\u00e3o original do quarteto ga\u00facho s\u00f3 sobraram os irm\u00e3os Claudio e Heron Heinz. Mesmo sem Carlos Gerbase e Wander Wildner, a banda n\u00e3o soa cover de si pr\u00f3prio \u2013 o vocal riot grrrl de Julia Barth d\u00e1 uma boa renovada na sonoridade sem que o peso seja afetado. Mas \u00e9 um show para f\u00e3s e \u201cconvertidos\u201d. Quem n\u00e3o pegou apre\u00e7o pela banda na adolesc\u00eancia dificilmente vai ficar seduzido pelos versos toscos de \u201cNicotina\u201d ou \u201cFesta Punk\u201d. Mas n\u00e3o d\u00e1 para ser ranheta com uma banda que carrega a efici\u00eancia de algumas d\u00e9cadas nos palcos. Infelizmente, S\u00e3o Pedro n\u00e3o se importa muito com o punk, e o temporal que ca\u00eda provocou um blecaute na cidade toda, interrompendo o show antes do final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e1bado amanheceu chuvoso, dificultando qualquer turismo pela cidade. O sol tomaria for\u00e7a no per\u00edodo da tarde, mas o corpo pedia repouso. A noite veio seca, com um frio intenso, e a falta de paredes na estrutura do palco do CTG S\u00e3o Jorge aumentava a friaca, provocando movimento no bar: muitos sa\u00edam com um copo de quent\u00e3o em uma m\u00e3o e um de cerveja na outra. As camisas floridas do trio Terremotor, de Umuarama (PR), destoavam desse cen\u00e1rio g\u00e9lido, mas combinavam muito bem com sua surf music de escola cl\u00e1ssica, com o twin reverb consagrado por Dick Dale ditando a sonoridade de muitas can\u00e7\u00f5es. Em algumas delas, o guitarrista Duda Victor trocava sua guitarra pelo que parecia ser uma dorma (instrumento de cordas russo). Ao fim do show, algumas pessoas gritaram perguntando onde podiam comprar CDs da banda (que ainda n\u00e3o tem nenhum lan\u00e7ado \u2013 s\u00f3 um disco ao vivo digital). E tem gente que ainda fala de \u201cmorte do formato f\u00edsico\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beto Vizzotto pedira aos Replicantes que a banda \u201ccontinuasse\u201d o show da noite anterior, e foi atendido: as 10 \u00faltimas can\u00e7\u00f5es programadas para sexta acabaram rolando no s\u00e1bado. Entre elas, estavam os hits \u201cSurfista Calhorda\u201d e \u201cFesta Punk\u201d. Com um som bom, t\u00e3o pesado quanto n\u00edtido, e esses hits, n\u00e3o tem indisposi\u00e7\u00e3o que resista, e a festa funcionou, mesmo com o baterista Cleber Andrade se perdendo completamente na metade de \u201cSurfista Calhorda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o pernambucano Juvenil Silva veio com seu rock que parece mais inspirado no Brasil (Raul Seixas acima de tudo) que nos EUA ou na Inglaterra. A boa apresenta\u00e7\u00e3o da banda \u2013 cheia de \u00f3timos m\u00fasicos \u2013 ajudou a lavar da mem\u00f3ria o show desencontrado e frustrante do festival El Mapa de Todos de 2014. A voz continua sendo um problema \u2013 desafina\u00e7\u00f5es e s\u00edlabas desarticuladas n\u00e3o s\u00e3o raras, o que acaba desperdi\u00e7ando as boas letras, quase todas focadas no cotidiano. Mesmo assim, o p\u00fablico aderiu com gosto, e \u00e9 preciso lembrar que \u201cBodeado\u201d \u00e9 um achado. O baterista da banda de Juvenil continuou no palco ap\u00f3s o fim do show, puxando um groove que serviu de trilha para apresenta\u00e7\u00e3o de um crew de b-boys locais, tendo \u00e0 frente o grafiteiro (e professor de grafite nas escolas p\u00fablicas) Felipe Newmove, que ainda fizera sua arte com tintas ao vivo ao lado do palco durante a apresenta\u00e7\u00e3o dos pernambucanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Expulsados, banda cujo vocalista Sebasti\u00e1n \u00e9 conhecido por ter feito turn\u00eas com Marky Ramone, entregaram exatamente o que se espera deles: um punk rock r\u00e1pido, inspirado no lado mais bubblegum dos Ramones. D\u00e1 pra dizer que \u00e9 correto, se voc\u00ea simpatiza com a banda, ou que \u00e9 um cover mal-disfar\u00e7ado, se a empatia n\u00e3o estiver abundante. O fato \u00e9 que \u00e9 um show com sabor de fast food de pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o: funciona na hora, esquece-se logo depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encerramento cabia aos Faichecleres. Ent\u00e3o, sabe aquela conversa sobre caricatura de rock? O que dizer de uma banda cujo maior hit \u00e9 \u201cEla Me Quer S\u00f3 Pra Me Ter\u201d? N\u00e3o, n\u00e3o se trata de uma banda com humor, e sim de uma banda \u201cengra\u00e7adinha\u201d, com aqueles clich\u00eas sexistas juvenis e o esp\u00edrito \u201cbeber pra cacete e pegar as mina\u201d que n\u00e3o ficaria deslocado no sertanejo universit\u00e1rio ou no funk ostenta\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 que eles usam estruturas manjadas do rock sessentista em vez de beatbox tosco ou vaneir\u00e3o acelerado e pasteurizado. \u00c9 poss\u00edvel que a pr\u00f3pria banda saiba que n\u00e3o deve ser levada a s\u00e9rio, mas nem como brincadeira d\u00e1 para encarar. E assim, a noite estrelada de Para\u00edso do Norte ganhava um caminhante que regressava mais cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recapitula\u00e7\u00e3o feita, \u00e9 poss\u00edvel avaliar essa edi\u00e7\u00e3o do Para\u00edso do Rock. Que um festival consiga manter sua regularidade, com line-up combinando artistas nacionais de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds e tamb\u00e9m internacionais, j\u00e1 \u00e9 um feito not\u00e1vel. O segundo \u00e9 que h\u00e1 alguns contrastes: o cuidado com a qualidade do som garante que todos soem bem, s\u00f3 que os intervalos entre uma apresenta\u00e7\u00e3o e outra tiram um pouco o foco do p\u00fablico \u2013 Jarrah Thompson chegou a demorar 30 minutos para come\u00e7ar sua apresenta\u00e7\u00e3o. A outra dicotomia est\u00e1 na pr\u00f3pria curadoria, que incluiu artistas e formatos que involuntariamente enfatizam a caricatura roqueira, como Faichecleres e Expulsados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evento se beneficiaria ao se retomar a tend\u00eancia das \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es, que permitia propostas est\u00e9ticas mais variadas. A edi\u00e7\u00e3o de 2015, por exemplo, conseguia ter o folk psicod\u00e9lico dos uruguaios Molina y Los C\u00f3smicos e a m\u00fasica pernambucana de Maciel Sal\u00fa junto com o rock garageiro dos Autoramas e o surf rock pesad\u00e3o do The Mullet Monster Mafia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que ousadia n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de qualidade, e que \u00e9 poss\u00edvel ser \u201ccan\u00f4nico\u201d sem perder o apelo: est\u00e3o a\u00ed os Muddy Brothers para provar que a tradi\u00e7\u00e3o pode ser usada a favor da boa m\u00fasica. E eles n\u00e3o ficaram deslocados entre a psicodelia praiana de Jarrah Thompson e o batuque enguitarrado dos jovens alunos do CRAS de Para\u00edso do Norte. Assim, ser\u00e1 interessante que o festival use essa edi\u00e7\u00e3o para reavaliar sua proposta e sua miss\u00e3o, assim como alguns aspectos da organiza\u00e7\u00e3o. Porque a import\u00e2ncia de se ter um festival desse porte no interior de um dos Estados mais rurais e conservadores do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 simb\u00f3lica: \u00e9 real, e extremamente valiosa. Que, como o g\u00eanero que o inspira (e \u00e9 a paix\u00e3o de seu fundador e organizador), o Para\u00edso do Rock saiba se renovar e ampliar horizontes: os de seu p\u00fablico e o seu pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/jarrah.jpg\" width=\"600\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Saiba como foi a edi\u00e7\u00e3o deste ano do festival, que recebeu Replicantes,  Juvenil Silva, Faichecleres, Muddy Brothers e mais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/30\/balanco-festival-paraiso-do-rock-2016\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":39686,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[468,947,954,949,952,827,950,953,946,945,951,948],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39037"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39037"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52444,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39037\/revisions\/52444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}