{"id":38888,"date":"2016-07-18T16:51:03","date_gmt":"2016-07-18T19:51:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38888"},"modified":"2016-09-10T09:38:11","modified_gmt":"2016-09-10T12:38:11","slug":"conexao-latina-yoyo-borobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/18\/conexao-latina-yoyo-borobia\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Yoyo Borobia"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/yoyo.jpg\" width=\"600\" height=\"900\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que se come\u00e7ou a se aventurar como artista solo, a venezuelana <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/yoyoborobia\/\" target=\"_blank\">Yoyo Borobia<\/a> j\u00e1 apresentou muitas mudan\u00e7as na forma de encarar suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es. De um trabalho mais intimista calcado num ponto entre o folk rom\u00e2ntico e a chanson fran\u00e7aise ao pop de aspira\u00e7\u00f5es multitudinais de seu disco de estreia, passaram-se apenas dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o breve assim. Yoyo canta desde a inf\u00e2ncia e assumiu o cuatro, um instrumento de cordas t\u00edpico da m\u00fasica popular de seu pa\u00eds, como o primeiro ve\u00edculo para mostrar suas composi\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, desde que saiu de Caracas, Yoyo morou na Espanha, Fran\u00e7a e no Brasil, e a diversifica\u00e7\u00e3o das propostas de suas can\u00e7\u00f5es reflete esse nomadismo. No \u00e1lbum hom\u00f4nimo que lan\u00e7ou no finalzinho de 2015, h\u00e1 ecos de pop franc\u00eas sessentista (\u201cCastle In The Air\u201d), trip hop (\u201cTriste Hist\u00f3ria\u201d), folk andino (\u201cNo Tan Lejos As\u00ed\u201d, que originalmente tinha t\u00edtulo \u2013 \u201cPas Si Lon que \u00c7a\u201d \u2013 e letra em franc\u00eas) e uma sincopada h\u00edbrida que acena tanto ao Brasil quanto \u00e0 Col\u00f4mbia (\u201cMundo Virtual\u201d). S\u00e3o acertos que, junto com a presen\u00e7a constante na estrada, ajudaram a leva-la ao Glastonbury.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artisticamente, \u201c<a href=\"http:\/\/yoyoborobia.com\/pt\/musica-pt\" target=\"_blank\">Yoyo Borobia<\/a>\u201d, o disco, \u00e9 irregular \u2013 h\u00e1 momentos que remetem ao pop new age dos anos 90 (?!). Ao vivo, se nota semelhante inconst\u00e2ncia: ela alterna apresenta\u00e7\u00f5es carism\u00e1ticas e com dom\u00ednio da audi\u00eancia, e outras onde parece estabelecer uma separa\u00e7\u00e3o entre sua persona de palco e o p\u00fablico. Mas a evolu\u00e7\u00e3o da sua proposta inicial para seu momento atual \u00e9 ineg\u00e1vel, e somando-a com sua disposi\u00e7\u00e3o para encarar qualquer palco em qualquer parte do mundo, est\u00e3o presentes as condi\u00e7\u00f5es para que seu trabalho e seu nome possam ir al\u00e9m do circuito indie onde hoje transita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso o Scream &amp; Yell \u2013 que j\u00e1 presenciou shows da mo\u00e7a no Brasil e no Uruguai \u2013 aproveitou para conversar com Yoyo sobre esses \u00faltimos dois anos. O papo aconteceu online, como conv\u00e9m (ou n\u00e3o?) \u00e0 compositora de \u201cMundo Virtual\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/M4ELkt8JvV0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/M4ELkt8JvV0\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu disco ficou bem diferente da proposta mais ac\u00fastica que voc\u00ea vinha apresentando ao vivo. O que levou a essa transforma\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nEu comecei a desenvolver meu trabalho autoral num formato de quarteto, fizemos v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo com o formato violoncelo, viol\u00e3o, bateria \/ percuss\u00e3o e cuatro. Posteriormente passei uma temporada no Recife, onde conheci o pessoal do Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua, do qual vim a participar em 2015. Minha viagem a Recife foi uma viagem na qual toquei muito em formato solo, apenas cuatro e voz. Isso nada mais \u00e9 que uma maneira intimista para apresentar meu repert\u00f3rio. Acredito que um trabalho autoral, como \u00e9 o meu, permite ao artista apresentar diversos formatos, sempre guardando esse respeito \u00e0 can\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o minhas hist\u00f3rias, melodias e poesias. O resto \u00e9 s\u00f3 arranjo. A transforma\u00e7\u00e3o, no caso, do arranjo, e n\u00e3o das can\u00e7\u00f5es, foi pela minha parceria posterior com o produtor Dj Deeplick, que come\u00e7ou a produzir comigo e me encantou com sua sonoridade e seu jeito de trabalhar, assim decidi incorporar novos timbres, menos ac\u00fasticos \u00e9 mais eletr\u00f4nicos ao meu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o arranjos que mudam bastante as can\u00e7\u00f5es. O quanto Deeplick foi decisivo nessa transforma\u00e7\u00e3o? Ele parece ter sido um elemento ativo no processo de composi\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, sempre falei de transforma\u00e7\u00e3o do arranjo, n\u00e3o das can\u00e7\u00f5es. As can\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas: mesmas melodia, harmonia e estrutura. Como toco sozinha, \u00e9 imposs\u00edvel tocar tudo o que soa na minha cabe\u00e7a. O produtor participou comigo da coloca\u00e7\u00e3o destas melodias que me acompanhavam na minha cabe\u00e7a, ajudou a escolher timbres, procurar coisas novas, mas sempre estamos falando de arranjo, n\u00e3o de recompor as can\u00e7\u00f5es. A can\u00e7\u00e3o \u201cLotus\u201d, essa sim fizemos em parceria. O resto s\u00e3o minhas composi\u00e7\u00f5es produzidas deliciosamente pelo Deeplick, querido amigo e parceiro que soube trabalhar comigo de uma forma muito produtiva e eficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hoje voc\u00ea se apresenta ao vivo com trilhas pr\u00e9-gravadas. Entendo que isso facilita a log\u00edstica da estrada, mas n\u00e3o te deixa amarrada como int\u00e9rprete e mesmo como musicista?<\/strong><br \/>\nAtualmente me apresento de diversas maneiras e com diversos parceiros m\u00fasicos, na Am\u00e9rica Latina e na Europa. Em fun\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, p\u00fablico e proposta, seleciono o formato no qual vou me apresentar. Meu objetivo \u00e9 chegar at\u00e9 onde o vento me levar, tentando evitar o m\u00e1ximo de obst\u00e1culos \u2013 isso \u00e9, se o or\u00e7amento menor de um festival s\u00f3 me permite ir em formato solo, isso n\u00e3o pressup\u00f5e uma desvantagem para mim, pois me considero uma artista completa, capaz de apresentar meu trabalho mesmo sozinha, usando meu instrumento, meus loops e cada vez mais interagindo com a minha sess\u00e3o do [sequenciador] Ableton, que \u00e0s vezes uso tamb\u00e9m como trilha mesmo, e em outras uso partes e interajo com os samplers. N\u00e3o me sinto amarrada em nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 venezuelana, mas passou boa parte da sua vida na Espanha e tamb\u00e9m na Fran\u00e7a. E j\u00e1 est\u00e1 no Brasil h\u00e1 tempos. Acredita que um pa\u00eds tenha sido predominante na forma\u00e7\u00e3o de sua identidade como compositora?<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil dizer. Comecei a tocar o cuatro, meu instrumento quando tinha sete anos, depois parei e desenvolvi minha carreira como vocalista, sem tocar no palco. Sempre vieram melodias diversas a minha cabe\u00e7a, na Venezuela, na Espanha, na Fran\u00e7a, no Brasil&#8230; Eu as guardava e nunca finalizei essas can\u00e7\u00f5es que estava criando sem querer. Esse trabalho de come\u00e7ar a acabar minhas can\u00e7\u00f5es tem pouco mais de dois anos. J\u00e1 morava no Brasil, por\u00e9m sinto sim que vem muita coisa de longe, melodias que sempre estiveram comigo ao longo da minha vida e que agora finalmente est\u00e3o expostas para serem ouvidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu o convite para tocar em Glastonbury?<\/strong><br \/>\nJustamente naquela temporada no Recife participei do Porto Musical, uma feira de neg\u00f3cios da ind\u00fastria musical aonde trazem v\u00e1rios programadores, selos e artistas diversos para fazer esse link entre eles. Ali o pessoal do Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua conheceu meu trabalho e tamb\u00e9m um dos produtores do Glastonbury Festival, que quando ouviu meu \u00e1lbum j\u00e1 produzido resolveu me convidar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vai aproveitar a viagem para fazer outros shows na Europa? J\u00e1 tem uma turn\u00ea agendada?<\/strong><br \/>\nSim, claro, temos umas 13 datas confirmadas. Come\u00e7amos a turn\u00ea pela Espanha tocando em Madrid, Zaragoza e San Sebasti\u00e1n, posteriormente vamos para Glastonbury, duas datas em Londres e mais quatro datas confirmadas na B\u00e9lgica. Temos ainda mais alguns convites por confirmar. Depois, retomaremos a turn\u00ea por Portugal, tocando dia 6 de agosto na Casa da M\u00fasica de Porto e muitas outras datas. <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/yoyoborobia\/\" target=\"_blank\">Est\u00e1 tudo aqui<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rJ4Smu9FLOA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rJ4Smu9FLOA\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XtQWIIAqm9g\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XtQWIIAqm9g\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lY-DG8cT7cM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lY-DG8cT7cM\" \/><\/object><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Venezuelana que j\u00e1 morou na Espanha, na Fran\u00e7a e no Brasil, Yoyo fala de sua m\u00fasica e do convite para tocar no Glastonbury\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/18\/conexao-latina-yoyo-borobia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38888"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38888"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40216,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38888\/revisions\/40216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}