{"id":38820,"date":"2016-07-13T10:32:35","date_gmt":"2016-07-13T13:32:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38820"},"modified":"2016-08-31T03:04:26","modified_gmt":"2016-08-31T06:04:26","slug":"conexao-portugal-anarchicks-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/13\/conexao-portugal-anarchicks-2016\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Portugal: Anarchicks (2016)"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/anarchicks1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado, de Lisboa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa tarde quente encontro-me inicialmente com a baixista Helena Andrade e trocamos algumas impress\u00f5es sobre a chegada do ver\u00e3o a Portugal e outros aspectos relativos \u00e0 atualidade musical. A sua irrever\u00eancia e sentido de humor, uma caracter\u00edstica identit\u00e1ria das Anarchicks, depressa se estender\u00e1 \u00e0 baterista Catarina Henriques e juntos abordamos o momento presente do mais conhecido grupo feminino de punk rock portugu\u00eas, numa esplanada do Parque das Na\u00e7\u00f5es, na zona oriental de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo \u00e1lbum da banda, \u201c<a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/us\/album\/we-claim-right-to-rebel-resist\/id1118936539\" target=\"_blank\">We Claim The Right To Rebel And Resist<\/a>\u201d (2016), que foi antecedido pelo EP digital \u201cWe Claim The Right\u201d, editado pela Blitz Records, representa uma tentativa das Anarchicks de alargarem a sua base instrumental, integrando o funk e uma elabora\u00e7\u00e3o sonora superior no punk pop que as define. \u201c\u00c9 natural que as nossas can\u00e7\u00f5es apontem para novas dire\u00e7\u00f5es, porque trabalhamos livremente e n\u00e3o temos pudor em experimentar est\u00e9ticas variadas. Isso tamb\u00e9m se deve aos diferentes estados de esp\u00edrito por que passamos\u201d, explica Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos fatores determinantes para o maior vigor do grupo foi a chegada da nova vocalista, Marta Lefay, em 2013. \u201cEla tem uma faceta roqueira muito vincada, o seu timbre vocal assenta muito bem nesse conceito e ao vivo tem um cunho pessoal que valoriza as Anarchicks\u201d, explica a baterista. Relativamente ao interesse da m\u00eddia na banda, prevalece uma atitude despreocupada, em fun\u00e7\u00e3o do meio underground portugu\u00eas ser pequeno, mas o presente \u00e9 encarado com otimismo. \u201cGlobalmente, a m\u00eddia e o p\u00fablico percebem que estamos maduras, fazemos temas mais complexos, elaborados e acima de tudo continuamos\u201d, afirma Helena. De Lisboa para o Brasil, as Anarchicks conversaram com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/9C3Htb5Zl-o\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/9C3Htb5Zl-o\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum \u201cWe Claim The Right To Rebel And Resist\u201d \u00e9 um manifesto ou um grito de revolta das Anarchicks?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o as duas coisas, um manifesto de revolta (risos). Existe sempre um manifesto subjacente ao grito de revolta, porque sem isso a mensagem ficaria esvaziada. O manifesto suporta o nosso grito de revolta e pretende cortar os dogmas. H\u00e1 uma for\u00e7a interior que nos diz que temos de escutar a pr\u00f3pria voz e a materializa\u00e7\u00e3o disso \u00e9 o manifesto musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A faixa \u201cSloppy Seconds\u201d tem um forte pendor urbano e noturno. Como voc\u00eas conciliaram a colabora\u00e7\u00e3o com a cantora canadense Peaches?<\/strong><br \/>\nQuando fizemos a can\u00e7\u00e3o est\u00e1vamos pensando na Peaches. Como a conhec\u00edamos h\u00e1 algum tempo e t\u00ednhamos uma boa rela\u00e7\u00e3o, lan\u00e7amos o desafio para que ela fizesse o que pretendia sem qualquer limita\u00e7\u00e3o. Mandamos-lhe a m\u00fasica pela Internet e ela gravou a parte que escolheu, enviou-nos de volta e o nosso produtor (Fernando Matias) encaixou as v\u00e1rias pe\u00e7as e o resultado est\u00e1 na m\u00fasica. Achamos que funcionou a perfei\u00e7\u00e3o e era mesmo aquilo que quer\u00edamos. Levamos em considera\u00e7\u00e3o o estilo da Peaches, porque fizemos o tema nessa base e quando delineamos a m\u00fasica achamos que era perfeita para ela cantar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na apresenta\u00e7\u00e3o do disco, na Musicbox, no dia 2 de Abril, o show foi bastante din\u00e2mico, mas fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de que o palco foi pequeno demais para o entusiasmo do grupo. Concordam?<\/strong><br \/>\nConcordamos plenamente. Podemos fazer shows em palcos duplos com cada uma das integrantes tocando em diferentes pisos, isso seria ideal para a banda (risos). Gostamos de abrir os bra\u00e7os e esticarmo-nos, porque cada uma de n\u00f3s ocupa muito espa\u00e7o (risos). Falando s\u00e9rio, n\u00e3o h\u00e1 nenhum palco que seja maior ou menor para as Anarchicks, o que pretendemos \u00e9 tocar a nossa m\u00fasica com entusiasmo, energia e ter um bom p\u00fablico assistindo. Tivemos a sorte da Musicbox estar praticamente cheia nessa noite, n\u00f3s adoramos o show e o p\u00fablico tamb\u00e9m gostou. Foi \u00f3timo tocar o \u00e1lbum na \u00edntegra e embora nos agradem palcos grandes, agradou-nos essa atua\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 tudo rock n\u00b4roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Durante o show, voc\u00eas tocaram \u201cHelter Skelter\u201d, dos Beatles e \u201cAnarchy In The UK\u201d, dos Sex Pistols. A inclus\u00e3o destes temas no setlist foi apenas uma quest\u00e3o de gosto pessoal ou pretendiam inflamar o p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nInflamar \u00e9 sempre positivo, mas foi acima de tudo por gosto pessoal. A nossa guitarrista (Ana Moreira) \u00e9 super f\u00e3 de Beatles e j\u00e1 tocamos \u201cHelter Skelter\u201d h\u00e1 muito tempo por puro gozo. Sentimos uma grande qu\u00edmica, \u00e9 uma faixa bem ao estilo das Anarchicks, d\u00e1-nos prazer toc\u00e1-la e o p\u00fablico reage bem \u00e0 nossa vers\u00e3o. Como voc\u00ea perguntava, \u00e9 uma mistura das duas coisas, mas \u00e9 sempre o gosto da banda que impera. A \u201cAnarchy In The UK\u201d foi uma brincadeira, trocamos Anarchy por Anarchicks e alteramos igualmente o refr\u00e3o para \u201cI Wanna be an Anarchick!\u201d. Tinha que acontecer e sem ser planejado fez todo o sentido. Foi nesse show que a toc\u00e1mos pela primeira vez ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em fun\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios concertos que fizeram fora de Portugal e da colabora\u00e7\u00e3o com a Peaches nunca equacionaram a hip\u00f3tese da internacionaliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSim e gost\u00e1vamos muito que isso acontecesse. O que \u00e9 preciso fazer para tocarmos no Brasil? (risos). As experi\u00eancias que recolhemos dos nossos shows em Fran\u00e7a, Alemanha e na Espanha foram muito positivas e superaram as expectativas. Quando atuamos no exterior, pensamos sempre que somos uma banda portuguesa, ningu\u00e9m nos conhece, mas o p\u00fablico adere ao espet\u00e1culo, s\u00e3o apresenta\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas, com a assist\u00eancia gritando, saltando e fazendo mosh. No final dos concertos, as pessoas pedem aut\u00f3grafos e batem fotos conosco. Nos dias de hoje, com a ferramenta decisiva da Internet, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil conhecerem o nosso som nos v\u00e1rios cantos do mundo. Concluindo, estamos totalmente receptivas \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o das Anarchicks.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostariam de deixar uma mensagem aos leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nPegando no conceito do nosso disco, \u201cWe Claim The Right To Rebel And Resist\u201d, desejamos que agarrem os seus sonhos, fa\u00e7am valer os vossos direitos e lutem por aquilo em que acreditam e gostam. Sabemos que o Brasil passa por dificuldades e, por isso, a mensagem que passamos n\u00e3o est\u00e1 ultrapassada e faz todo o sentido. Aqui em Lisboa temos os nossos problemas e nem sempre temos a no\u00e7\u00e3o dessas situa\u00e7\u00f5es. Por isso, expressamos esse direito pessoal e queremos tocar no Brasil. Vamos l\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eAdycTxlFHo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eAdycTxlFHo\" \/><\/object><\/p>\n<p>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevista (2013): &#8220;\u00c9 no palco que se encontram as verdadeiras Anarchicks&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/29\/a-nova-cena-portuguesa-anarchicks\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado, de Lisboa\nAs quatro garotas do Anarchicks chegam ao segundo \u00e1lbum e , \u201cWe Claim The Right To Rebel And Resist\u201d, e querem tocar no Brasil \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/13\/conexao-portugal-anarchicks-2016\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38820"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38820"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38820\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38822,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38820\/revisions\/38822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}