{"id":38571,"date":"2016-06-18T13:24:29","date_gmt":"2016-06-18T16:24:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38571"},"modified":"2017-05-07T11:41:48","modified_gmt":"2017-05-07T14:41:48","slug":"scream-yell-recomenda-yangos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/18\/scream-yell-recomenda-yangos\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: Yangos"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/yangos.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"455\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chacarera, chamam\u00e9, milongas \u2013 g\u00eaneros hoje \u201cfolcl\u00f3ricos\u201d em seu pa\u00eds de origem, a Argentina, e, na melhor das hip\u00f3teses, \u201cex\u00f3ticos\u201d aos ouvidos crescidos em outras terras. Por\u00e9m, tudo que entra para o dito folclore \u00e9 porque j\u00e1 foi popular \u2013 no sentido de pop mesmo. E \u00e9 assim, pop, que pode soar, mesmo que instrumental, a m\u00fasica do quarteto Yangos, de Caxias do Sul, dedicado a tocar esses g\u00eaneros com uma energia bruta de causar inveja e apalermamento em muita banda de rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00e9sar Casara (piano), Cristiano Klein (percuss\u00e3o), Tom\u00e1s Savaris (viol\u00e3o) e Rafael Scopel (acorde\u00e3o) montaram a banda em 2005 \u2013 os \u00faltimos tr\u00eas eram mais afeitos aos g\u00eaneros musicais que influenciaram a m\u00fasica ga\u00facha, enquanto Casara vinha do meio roqueiro. A combina\u00e7\u00e3o funcionou de modo quase instintivo \u2013 j\u00e1 que nenhum deles era exatamente um catedr\u00e1tico quanto aos formatos e \u201cdogmas\u201d dos estilos. Seja com composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias ou com releituras de cl\u00e1ssicos de Argentina e Uruguai, foram criando sua assinatura e incorporando est\u00e9ticas mais sofisticadas, como valsa e tango, ao seu estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar sobre a Yangos n\u00e3o faz jus ao que a banda \u00e9 nos palcos \u2013 a bem da verdade, nem mesmo seus v\u00eddeos lhes fazem muita justi\u00e7a. Ao vivo, a Yangos exibe algo que, sem exagero, pode ser definido como \u201carrebatamento\u201d: Klein e Casara movimentam-se de forma a intensa, como se estivessem acompanhados por gente endiabrada como Flea (Red Hot Chili Peppers) ou John Bonham (Led Zeppelin) e quisessem entrar na mesma vibe f\u00edsica. Savaris e Scopel podem n\u00e3o exibir a mesma mise-en-sc\u00e8ne, mas junto com os outros dois companheiros, levam as can\u00e7\u00f5es para caminhos onde a dan\u00e7a \u00e9 inevit\u00e1vel at\u00e9 para quem n\u00e3o tem a menor ideia do que seja um passo de chamam\u00e9. Na d\u00favida, at\u00e9 um headbanging pode funcionar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ACom quatro trabalhos lan\u00e7ados \u2013 &#8220;<a href=\"http:\/\/www.yangos.com.br\/#!\/discografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tangos y Milongas<\/a>&#8220;, de 2009; &#8220;<a href=\"http:\/\/www.yangos.com.br\/#!\/discografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00c0s Pampas<\/a>&#8221; de 2013; o DVD &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FujHx3WH8Vc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pampa: P\u00e1tria de Todos<\/a>&#8220;, de 2016, com o argentino Dante Ramon Ledesma; e, lan\u00e7ado apenas na Argentina, &#8220;Chamam\u00e9&#8221;, tamb\u00e9m de 2016 \u2013, a Yangos quer ampliar seu alcance, objetivo que o convite para tocar na <a href=\"http:\/\/www.simsaopaulo.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">SIM S\u00e3o Paulo<\/a>, em novembro, pode ajudar a conseguir \u2013 Fabiana Batistela, organizadora do evento, assistiu a uma apresenta\u00e7\u00e3o da banda no <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/03\/festival-brasileiro-de-musica-de-rua-2016\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua<\/a> e imediatamente convidou-os, dizendo que \u201cesse \u00e9 um som que tem tudo para explodir na Europa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se tal explos\u00e3o vai acontecer, descobriremos na hora certa. Mas fica a recomenda\u00e7\u00e3o de n\u00e3o esperar: n\u00e3o deixe de v\u00ea-los ao vivo se tiver a chance. E aproveite para ler a entrevista antes, logo a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kaJ12eZW2Fg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kaJ12eZW2Fg\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho da Yangos \u00e9, sim, de pesquisa, mas n\u00e3o \u00e9 engessado. H\u00e1 os formatos identific\u00e1veis dos g\u00eaneros que voc\u00eas tocam, mas h\u00e1 um espa\u00e7o para a novidade. Como voc\u00eas lidam com essa dualidade entre personalidade e tradi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nQuando a gente come\u00e7ou o grupo, nossa inten\u00e7\u00e3o era justamente n\u00e3o ficar tolhido a um g\u00eanero de folclore, a esse folclore ga\u00facho de CTG. O Cristiano, o Rafael e o Tom\u00e1s s\u00e3o desse meio, e eu sempre fui roqueiro, sabe? A gente se conheceu quando eles foram gravar uma trilha sonora para um rodeio \u2013 nem me lembro o nome \u2013 e me convidaram para gravar junto. Eu nem sabia o que tocar com eles. Mas desde o come\u00e7o ficou claro que n\u00e3o quer\u00edamos cair para um estilo s\u00f3, para o folclore, para a milonga ou para o chamam\u00e9. Por\u00e9m, h\u00e1 cinco anos atr\u00e1s, a gente conheceu o Lucio Yanel, um argentino de Corrientes que vive aqui em Caxias (nota: e que \u00e9 um dos maiores violonistas de folclore da Am\u00e9rica do Sul, que teve Yamand\u00fa Costa como aluno e tocou com Jayme Caetano Braun e outros grandes da m\u00fasica ga\u00facha), e ele levantou essa quest\u00e3o de que n\u00e3o sab\u00edamos o que est\u00e1vamos tocando. Ent\u00e3o fomos at\u00e9 Corrientes e lugares pr\u00f3ximos para conhecer a regi\u00e3o onde os ritmos que a gente toca se formaram, porque o folclore tem o seu formato fixo. Nunca quisemos trabalhar com isso, \u00e9 verdade, mas tamb\u00e9m era porque n\u00e3o sab\u00edamos que existiam esses formatos. Come\u00e7amos a estudar a fundo esses ritmos para tentar entender o que faz\u00edamos de diferente no nosso som. Ent\u00e3o foi tentar racionalizar o que a gente j\u00e1 fazia de maneira visceral. Tentamos manter o m\u00e1ximo respeito poss\u00edvel pelos ritmos, em especial a chacarera e o chamam\u00e9. Hoje a gente sabe que se a gente tocar um chamam\u00e9 com um bumbo leguero, vamos ferir parte da tradi\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o Lucio nos explicou que, como somos brasileiros, n\u00e3o precisamos nos prender tanto a isso. Podemos trazer brasilidade para esses ritmos, de certa forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existem g\u00eaneros que os pr\u00f3prios m\u00fasicos podem considerar imut\u00e1veis. \u00c9 o caso do blues, visto por muitos m\u00fasicos que o tocam como algo \u201csacrossanto\u201d, intoc\u00e1vel. Se esse \u00e9 o caso da est\u00e9tica na qual voc\u00eas se inspiram, voc\u00eas parecem ter certa predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cheresia\u201d&#8230;<\/strong><br \/>\nAcredito que todo tipo de m\u00fasica que fica engessado acaba parado no tempo. No final das contas, muito da Yangos vem da responsabilidade de conseguir renovar um pouco desses g\u00eaneros folcl\u00f3ricos, colocando um pouco de cada um do grupo no estilo, mas tamb\u00e9m experimentando. Por exemplo: eu adoro m\u00fasica cl\u00e1ssica, mas me sinto engessado em tocar com partitura, pois n\u00e3o d\u00e1 para trabalhar s\u00f3 com aquelas din\u00e2micas e andamentos. Se for assim, chega uma hora em que o p\u00fablico perde a conectividade com aquela m\u00fasica. O m\u00fasico tem que renovar, \u00e9 obrigado a tentar repaginar o estilo. R\u00f3tulos s\u00e3o bons para te nortear, e \u00e9 em cima disso que voc\u00ea vai criar o teu jeito. N\u00e3o pode se fechar na tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00ea falou de conectividade, como \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o quero ser&#8230; (hesita) A gente tem uma excelente rea\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. \u00c9 bem surpreendente, at\u00e9 para n\u00f3s. Como a Yangos tem um formato bem vers\u00e1til, podemos tocar para todo tipo de p\u00fablico, at\u00e9 o de rodeios, que \u00e9 super fechado. Tocamos na Semana Farroupilha de Porto Alegre e n\u00e3o levamos nenhuma facada (risos). Todo mundo \u00e9 armado, sabe? Todo mundo participa carneando bicho para churrasco&#8230; Mas assim como a gente pode tocar para esse p\u00fablico, pode tamb\u00e9m tocar em um festival de jazz. Acredito que muito disso sejam os anos de palco, de viv\u00eancia que temos. O p\u00fablico reage bem, principalmente fora do pa\u00eds. \u00c9 muito bom tocar na Argentina, talvez porque eles gostem do respeito com o qual n\u00f3s, que somos brasileiros, tratamos uma m\u00fasica que nasceu por l\u00e1. Tamb\u00e9m fora do Rio Grande do Sul \u00e9 bom, porque acontece um fator surpresa, uma certa curiosidade. E por sermos uma banda instrumental, ou seja, n\u00e3o temos um idioma, n\u00e3o h\u00e1 a barreira de as pessoas n\u00e3o te compreenderem. Tocamos um estilo l\u00fadico: pode ser folcl\u00f3rico, mas \u00e9 livre, \u00e9 sem barreiras. Eu particularmente adoro quando estou tocando e vejo que algu\u00e9m est\u00e1 se balan\u00e7ando de olho fechado. \u00c9 quando vejo que consegui levar aquela pessoa para um universo dela, um universo particular. E isso \u00e9 muito o que buscamos, todos n\u00f3s da Yangos, quando fazemos nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A presen\u00e7a da banda no palco \u00e9 muito f\u00edsica, subverte totalmente o g\u00eanero. E acaba sendo um dos diferenciais mais chamativos da banda. Isso \u00e9 ensaiado? E pelo visto \u00e9 algo recente, pois no DVD com o cantor Dante Ram\u00f3n Ledesma e nos poucos v\u00eddeos que est\u00e3o no Youtube, a banda era bem mais &#8220;comportada&#8221;.<\/strong><br \/>\nPenso que muito desta presen\u00e7a tenha vindo a partir de nossa ida \u00e0 XXV Fiesta Nacional del Chamam\u00e9 em Corrientes, na Argentina. Isso ocorreu pela primeira vez em janeiro de 2015. At\u00e9 esta ocasi\u00e3o, no entendimento da Yangos, busc\u00e1vamos ser mais comedidos no palco, acredito que por nossa origem como grupo estar ligada aos palcos de teatro. Foi o Lucio Yanel quem nos levou at\u00e9 o chamam\u00e9 em sua ess\u00eancia e nos permitiu enxergar que sim, era permitido ser &#8221;solto&#8221; no palco, desde que n\u00e3o se perdesse em qualidade musical. Acho divertido quando o p\u00fablico de hoje nos v\u00ea como uma banda instrumental de jazz regional com pegada rock, porque na verdade nossa pegada \u00e9 mesmo do chamam\u00e9 correntino, sul-americano, do jeito que conhecemos ao vivo na fonte deste t\u00e3o vibrante ritmo, l\u00e1 no ber\u00e7o de onde nasceu\u2026 pelo menos \u00e9 o que tentamos (risos). No DVD que gravamos com o Dante Ramon Ledesma em 2012, ainda est\u00e1vamos um tanto amarrados na ideia de que pra fazer m\u00fasica &#8221;s\u00e9ria&#8221; era necess\u00e1rio ter uma postura de palco mais compenetrada. Isso, te confesso, era um desafio para mim em particular. Hoje, mais de 10 anos depois do in\u00edcio da Yangos, estamos mais relaxados neste sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou de tocar fora do pa\u00eds. J\u00e1 foram \u00e0 Europa?<\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o. J\u00e1 rodamos duas ou tr\u00eas vezes numa r\u00e1dio italiana, sei que nossa m\u00fasica j\u00e1 chegou l\u00e1 por outros meios. O curioso \u00e9 que l\u00e1 somos vistos como um grupo de jazz. Como eles n\u00e3o conhecem os ritmos que tocamos, eles t\u00eam dificuldade at\u00e9 de entender a pulsa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 como eles nos classificam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam um disco lan\u00e7ado apenas na Argentina. Conte um pouco sobre como surgiu esse disco, e se h\u00e1 alguma chance de ele ser editado por aqui.<\/strong><br \/>\nEle foi lan\u00e7ado em janeiro de 2016, e \u00e9 um disco que nos conectou com algumas sensa\u00e7\u00f5es que hoje enxergo como fundamentais para qualquer grupo. Ele \u00e9 resultado de nosso conv\u00edvio com o maestro Lucio Yanel, que nos emprestou seu talento e seu carinho, levando-nos at\u00e9 a origem de ritmos argentinos, paraguaios, chilenos, peruanos, uruguaios e sul-brasileiros. As primeiras li\u00e7\u00f5es que ele nos deu foram justamente estas que te descrevi anteriormente, com rela\u00e7\u00e3o ao chamam\u00e9 como &#8221;estado de esp\u00edrito&#8221;, como \u00e9 poss\u00edvel fazer m\u00fasica instrumental popular de bom n\u00edvel e como \u00e9 importante divertir-se para divertir quem te assiste. Desta imers\u00e3o t\u00e3o intensa, surgiram novas composi\u00e7\u00f5es do grupo, basicamente de chamam\u00e9 e rasguido doble. Como n\u00e3o haveria deixar de ser, algumas destas m\u00fasicas entraram no nosso repert\u00f3rio de shows, com excelente aceita\u00e7\u00e3o. Estamos viabilizando para no mais tardar julho um projeto de financiamento coletivo para uma edi\u00e7\u00e3o deste CD aqui no Brasil tamb\u00e9m. Seria b\u00e1rbaro, porque ao trabalho que foi lan\u00e7ado na Argentina, agregamos mais tr\u00eas m\u00fasicas novas e estou muito empolgado com o fato de termos mantido as caracter\u00edsticas do quarteto neste trabalho, que respeitosamente procurou capturar as ra\u00edzes de nossa m\u00fasica sul-americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Yangos \u00e9 uma atividade exclusiva para todos os integrantes?<\/strong><br \/>\nPara mim, Rafael e Cristiano, sim. O Tom\u00e1s toca cavaquinho em uma banda de choro. Todos n\u00f3s temos outras atividades profissionais, mas a Yangos \u00e9 a prioridade na carreira musical de n\u00f3s quatro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e1 a agenda de shows de voc\u00eas? Porque est\u00e1 claro que voc\u00eas tem ambi\u00e7\u00f5es estradeiras.<\/strong><br \/>\nAcredito que essa seja nossa maior dificuldade atualmente. Mas acredito que no momento em que a gente tiver mais conhecimento desse movimento de circula\u00e7\u00e3o, quando entender como o mercado se movimenta, isso pode mudar. Estamos h\u00e1 dez anos com a banda, quase onze, e ainda tem gente na nossa cidade que n\u00e3o nos conhece. Essa \u00e9 nossa outra grande fraqueza hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu consigo imaginar a Yangos tanto como uma banda para exporta\u00e7\u00e3o como para os festivais brasileiros. Porque \u00e9 um show que chama a aten\u00e7\u00e3o pelo visual, mas principalmente \u00e9 um show que faz dan\u00e7ar.<\/strong><br \/>\nTu n\u00e3o sabe o quanto voc\u00ea me deixa feliz ao falar isso, pois por muitos anos uma das barreiras que tivemos foi essa de que o \u201cinstrumental \u00e9 m\u00fasica para gente inteligente\u201d. A gente tenta h\u00e1 muito tempo deixar popular, sabe? E \u00e9 um tipo de som que te d\u00e1 possibilidade de fazer se sacudindo sem perder a \u00eanfase no instrumental.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hcdhEA7OH70\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hcdhEA7OH70\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nBphC3ACS6Q\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nBphC3ACS6Q\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wLSYxRl8O4Q\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wLSYxRl8O4Q\" \/><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De Caxias do Sul, a Yangos dedica-se a tocar com uma energia bruta g\u00eaneros como chacarera, chamam\u00e9 e milongas \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/18\/scream-yell-recomenda-yangos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1552],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38571"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38571"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42753,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38571\/revisions\/42753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}