{"id":38492,"date":"2016-06-12T13:59:22","date_gmt":"2016-06-12T16:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38492"},"modified":"2016-09-10T09:47:49","modified_gmt":"2016-09-10T12:47:49","slug":"entrevista-wry","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/12\/entrevista-wry\/","title":{"rendered":"Entrevista: Wry"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wry.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"381\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda sorocabana Wry voltou \u00e0 ativa. Uma das mais cl\u00e1ssicas forma\u00e7\u00f5es do rock alternativo brasileiro da virada dos anos 90\/2000, o Wry debutou em 1994, quando tocou em festivais como o Juntatribo II, em Campinas\/SP, ainda sem disco oficial. Influenciados pelo rock brit\u00e2nico e cantando em ingl\u00eas, o grupo carregava refer\u00eancias de bandas como Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, Legi\u00e3o Urbana e U2. Em 1995 gravaram a primeira demo-tape, \u201cMorangoland\u201d, e desde ent\u00e3o seguiram tocando por v\u00e1rias cidades do pa\u00eds, e tamb\u00e9m fora, como durante os 8 anos que viveram na Inglaterra (entre 2001 e 2009). De volta ao Brasil, baseados novamente na cidade de Sorocaba, lan\u00e7aram o trabalho \u201dShe Science\u201d (2009) e pouco tempo depois entraram em hiato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De l\u00e1 pra c\u00e1, os membros se envolveram em projetos pessoais (como a inaugura\u00e7\u00e3o do Asteroid Bar, em Sorocaba) e, mais recentemente, ap\u00f3s um celebrado &#8216;show de retorno&#8217; em 2014, decidiram cair na estrada novamente. A nova turn\u00ea parece ter &#8216;reacendido&#8217; a chama e o grupo inclusive j\u00e1 se prepara para gravar um novo disco de in\u00e9ditas. Enquanto o trabalho n\u00e3o chega, f\u00e3s podem conferir o vinil \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/commerce\/products\/1010746605668916\/\" target=\"_blank\">Whales, Sharks and Dreams<\/a>\u201d (Sonovibe), edi\u00e7\u00e3o especial remasterizada dos EPs \u201cDeeper in a Dream\u201d, lan\u00e7ado originalmente em 2014 e \u201cWhales and Sharks\u201d, lan\u00e7ado na Inglaterra em 2007 pelo selo Club AC30. Com 10 faixas o disco conta com a in\u00e9dita \u201cMillion Stars&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma\u00e7\u00e3o atual traz Luciano Marcello (guitarra), \u00cdtalo Ribeiro (bateria), William Leonotti (baixo) e o vocalista e guitarrista Mario Bross que adianta, no papo abaixo, que haver\u00e1 \u201cmenos paredes de guitarras, mais espa\u00e7o pra arranjos diferentes\u201d no novo disco. Ele conta que a banda j\u00e1 tem oito m\u00fasicas prontas e garante que esse novo \u00e1lbum j\u00e1 \u00e9 seu favorito. Dividido entre a banda e o\u00a0 Asteroid Bar, em Sorocaba, Mario relembra o per\u00edodo europeu do Wry (e de \u201cconversar v\u00e1rias vezes com Kevin Shields\u201d), conta que j\u00e1 trope\u00e7ou em discos de ouro do Strokes e lista algumas bandas favoritas do momento. Arrependimentos? \u201cN\u00e3o mudaria nada\u201d, ele diz. Confira o papo!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SmdXlYK7hXM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SmdXlYK7hXM\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de alguns anos sem tocar, voc\u00eas fizeram um show de &#8216;volta&#8217; em 2014 que foi recebido com entusiasmo pelo p\u00fablico. Como foi esse retorno para o Wry? O entusiasmo pra mais shows voltou ali, ou, j\u00e1 tinham planos de prolongar isso?<\/strong><br \/>\nDepois que paramos em 2010, devido ao Asteroid, que tomava bastante nosso tempo, n\u00e3o pens\u00e1vamos em voltar, pois o bar alimentava nosso vicio por produ\u00e7\u00e3o musical. Acontece, por\u00e9m, que houve um encaixe de datas, onde todos os membros estariam na mesma cidade, na mesma \u00e9poca que celebrar\u00edamos a forma\u00e7\u00e3o do WRY. Foi depois desse show comemorativo que a chama reacendeu de vez e muito mais forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como tem sido a rotina da banda hoje? Com o Asteroid deve ter ficado mais corrido pra todo mundo&#8230;<\/strong><br \/>\nO Asteroid tem uma equipe boa que trabalha com a gente, o pessoal \u00e9 muito profissional e sabe o que faz. \u00c9 corrido porque estamos no meio de shows, mas conseguimos tirar de letra e a rotina est\u00e1 muito boa. L\u00f3gico que n\u00e3o nos desligados do bar, que \u00e9 algo que amamos igualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vi algo sobre o &#8216;pr\u00f3ximo disco&#8217; de voc\u00eas ser planejado para soar como um trabalho um pouco diferente. Diferente em quais aspectos? O que d\u00e1 pra adiantar sobre ele?<\/strong><br \/>\nMenos paredes de guitarras, mais espa\u00e7o pra arranjos diferentes nos v\u00e1rios aspectos da can\u00e7\u00e3o, e com bastante oxig\u00eanio. Eu diria que mais livre, saindo dos limites que um g\u00eanero mais exclusivo pode tra\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em que passo ele anda ali\u00e1s? Tem muitas faixas prontas j\u00e1?<\/strong><br \/>\nEstamos trabalhando com 8 m\u00fasicas no momentos e outros ideias surgindo. A gente grava, mas \u00e9 uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, s\u00f3 entraremos em est\u00fadio em definitivo por volta de outubro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda surgiu em uma \u00e9poca onde havia muitas revistas\/r\u00e1dios de rock. Havia todo um &#8216;aparato&#8217; que contribu\u00eda. Hoje os tempos s\u00e3o outros e o rock tem menos espa\u00e7o na m\u00eddia. Esse tipo de coisa pesa para o Wry de 2016?<\/strong><br \/>\nHoje \u00e9 diferente, mas acho que nesse exato momento est\u00e1 surgindo uma nova vida pra m\u00fasica independente, sentimos que est\u00e1 se engrenando apesar de muitos defeitos ainda. Desde a volta j\u00e1 fizemos uns 50-60 shows e d\u00e1 pra notar uma melhora, uma preocupa\u00e7\u00e3o maior daqueles que est\u00e3o organizando. Ainda n\u00e3o chega a ser plaus\u00edvel, mas s\u00f3 o fato de come\u00e7arem a entender o motor do neg\u00f3cio, \u00e9 um passo muito legal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda se mudou para Inglaterra em meados de 2000, em uma \u00e9poca onde poucas bandas nacionais arriscavam esse tipo de coisa. Qual foi o balan\u00e7o dessa temporada? Voc\u00ea faria tudo de novo?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o mudaria nada, gosto do jeito que foi, at\u00e9 hoje, e (gosto de) onde estamos. \u00c9 claro que se tivesse mais dinheiro voltaria mais vezes pro Brasil na \u00e9poca gringa. \u00c9 muito dif\u00edcil o mundo do &#8220;se&#8230;&#8221;, na verdade. De qualquer forma, nossa \u00e9poca na Inglaterra foi fant\u00e1stica, anos incr\u00edveis, de muito aprendizado. Pontos altos foram os shows grandes que fizemos com Ash, The Subways e The Rakes, o lan\u00e7amento com o selo londrino Club AC30 e a presen\u00e7a do My Bloody Valentine em um dos nossos shows, que eles amaram, e depois, na minha vida particular, conversar v\u00e1rias vezes com Kevin Shields, um \u00eddolo musical para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Daria pra citar duas bandas nacionais (e duas estrangeiras) da atualidade que voc\u00eas gostem do trabalho?<\/strong><br \/>\nTame Impala e M83, das internacionais e das nacionais fica dif\u00edcil, curtimos v\u00e1rias, Lava Divers, Justine Never Knew The Rules, INKY e Thiago Pethit.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Anda rolando um revival de bandas que foram medianamente populares nos anos 90, mas que hoje, de volta aos palcos, percebem que possuem um p\u00fablico ainda maior do que naquela \u00e9poca (como o My Bloody Valentine e o Slowdive) Embora voc\u00eas estivessem na ativa por mais tempo (at\u00e9 2011), voc\u00ea acha que o Wry j\u00e1 tem esse status de banda cl\u00e1ssica?<\/strong><br \/>\nDentro do alternativo nacional eu diria que sim, apesar de termos vivido aqui at\u00e9 2001 e depois voltado s\u00f3 em 2009. Depois de 2001 s\u00f3 tocamos no Brasil em tr\u00eas turn\u00eas, todas com datas de 15 a 18 shows. Acho que, de certa forma, tem muita gente para conhecer o WRY ainda. Nesses shows de agora tem m\u00fasicas de todos os trabalhos. Fazemos de 12 a 13 m\u00fasicas no show num espa\u00e7o de 60 minutos. T\u00e1 bem divertido!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 aqui, qual voc\u00ea considera o melhor trabalho do Wry? Tem alguma hist\u00f3ria curiosa dos bastidores da grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nOlha, eu achava que era o EP ingl\u00eas \u201cWhales and Sharks\u201d (que est\u00e1 dentro do LP \u201cWhales, Sharks and Dreams\u201d, lan\u00e7ado em 2016), mas, agora com o novo trabalho que estamos fazendo, posso dizer com clareza e firmeza: o nosso pr\u00f3ximo disco \u00e9 o meu preferido! Alguma curiosidade? J\u00e1 tropecei em disco de ouro (ou platina) do \u201cIs This It?\u201d, dos Strokes, na \u00e9poca da grava\u00e7\u00e3o do \u201cFlames in the Head\u201d (2006), porque grav\u00e1vamos com o Gordon Raphael, que produziu os dois primeiros deles. E ter Tim Wheeler, do Ash, fazendo backing vocals pra voc\u00ea nas grava\u00e7\u00f5es de \u201cIn the Hell of My Head\u201d \u00e9 maravilhoso, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uQnYAk4Lv7w\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uQnYAk4Lv7w\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0CW2r2JlsOU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0CW2r2JlsOU\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cfeR8KH_nZc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cfeR8KH_nZc\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Leonel (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\">https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900<\/a>) edita o site <a href=\"http:\/\/www.rubrosom.com.br\/\" target=\"_blank\">RubroSom<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Wry est\u00e1 de volta! 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