{"id":38456,"date":"2016-06-08T10:18:34","date_gmt":"2016-06-08T13:18:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38456"},"modified":"2016-09-03T11:20:10","modified_gmt":"2016-09-03T14:20:10","slug":"entrevista-valcian-calixto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/08\/entrevista-valcian-calixto\/","title":{"rendered":"Entrevista: Valci\u00e3n Calixto"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/valcian1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"1067\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se um substantivo pudesse definir a pessoa de Valci\u00e3n Calixto o mesmo seria inquietude. Natural do Piau\u00ed, Valci\u00e3n age de maneira prol\u00edfica ao dividir o seu tempo entre a faculdade de jornalismo, a carreiro de escritor, m\u00fasico e a coordena\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do coletivo art\u00edstico local <a href=\"https:\/\/geracaotristherezina.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\">Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina<\/a>, que nesse ano lan\u00e7ou um EP da banda Cianeto HC, o livro \u201cO Que Acontece Quando N\u00e3o Estamos Olhando\u201d, do escritor Agostinho Torres e seu primeiro disco solo (\u201cFoda!\u201d) que expande os horizontes de sua banda principal (a Doce de Sal).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cFoda!\u201d (<a href=\"https:\/\/geracaotristherezina.bandcamp.com\/album\/foda-valci-n-calixto-2016\" target=\"_blank\">download gratuito aqui<\/a>), Valci\u00e3n promove o encontro de ax\u00e9 com punk rock (\u201cNa a minha cabe\u00e7a \u00e9 a vers\u00e3o brasileira do Afropunk\u201d, ele explica) e se utiliza de frevo, jazz e at\u00e9 spoken-word, mas avisa que sua maior preocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as letras: \u201cA m\u00e9trica \u00e9 que vai dar a din\u00e2mica para as melodias e o ritmo, a pegada vai sendo notada a cada vez que voc\u00ea repete uma nova estrofe no instrumento\u201d, conta. De influ\u00eancias cita a cantora brit\u00e2nica (descendente de colombianos) Sasha Keable e mais Elba Ramalho e Fantasm\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista concedida por e-mail, Valci\u00e3n Calixto fala sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o de seu mais novo disco, o conte\u00fado pol\u00edtico de suas composi\u00e7\u00f5es (\u201cPara mim \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o escrever um livro, n\u00e3o gravar um disco e n\u00e3o abordar, n\u00e3o falar desses assuntos porque est\u00e3o muito pr\u00f3ximo de mim\u201d), as a\u00e7\u00f5es e log\u00edstica do coletivo Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina (\u201cCome\u00e7amos a fazer isso h\u00e1 pouco tempo, mas j\u00e1 d\u00e1 para ver que tem gente de cidades do interior do Piau\u00ed acompanhando a gente\u201d) e planos para o futuro. Com voc\u00eas, Valci\u00e3n Calixto!<\/p>\n<p>&lt;a href=&#8221;http:\/\/geracaotristherezina.bandcamp.com\/album\/foda-valci-n-calixto-2016&#8243; mce_href=&#8221;http:\/\/geracaotristherezina.bandcamp.com\/album\/foda-valci-n-calixto-2016&#8243;&gt;Foda! &#8211; Valci\u00e3n Calixto (2016) by Valci\u00e3n Calixto&lt;\/a&gt;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Foda!&#8221;, seu primeiro disco solo, voc\u00ea promove o improv\u00e1vel encontro de sonoridades dispares como o ax\u00e9 e o punk. Como fora o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nExato, misturei os dois g\u00eaneros e batizei de \u201cAx\u00e9 Punk\u201d, o que na minha cabe\u00e7a \u00e9 a vers\u00e3o brasileira do Afropunk. Assim como somos filhos de uma miscigena\u00e7\u00e3o sem medida, acho bastante caracter\u00edstica a \u201cmiscigena\u00e7\u00e3o r\u00edtmica\u201d no trabalho de artistas nordestinos, \u00e9 algo que vem, talvez, desde Jackson do Pandeiro, passa por Lula Cort\u00eas, tropicalistas, turma do Cear\u00e1 at\u00e9 chegar ao pagode baiano. Particularmente n\u00e3o vejo ax\u00e9 e punk como muito d\u00edspares. Ax\u00e9 \u00e9 um ritmo t\u00e3o gostoso de se tocar que a guitarra pode fazer um calypso \/ carimbo \/ siri\u00e1, o baixo pode acompanhar com groove de samba, de reggae, o teclado pode meter uns sintetizadores a la New Order, em outra cad\u00eancia, claro, a percuss\u00e3o pode fazer afox\u00e9, a bateria ijex\u00e1 e vice-versa, da\u00ed que voc\u00ea pode tirar qualquer um destes ritmos ou acrescentar outros, deslocar a fun\u00e7\u00e3o de um instrumento, deixar o baixo fazer o que a bateria faz e ainda assim ser\u00e1 ax\u00e9. Se pegarmos uma batida simples de rock como \u201cTum P\u00e1 Tum Tum P\u00e1\u201d, sendo o Tum para o pedal e p\u00e1 para a caixa, se invertermos isso, deixando o Tum para a caixa e o p\u00e1 para o pedal, se acrescentarmos mais algumas c\u00e9lulas de caixa e variar o chimbal teremos um ax\u00e9 b\u00e1sico tamb\u00e9m. Acho que a partir desse e de outros pensamentos mais do campo harm\u00f4nico \u00e9 que surgiram os arranjos para as m\u00fasicas onde fa\u00e7o Ax\u00e9 Punk no \u201cFoda!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De que maneira este disco difere de seu trabalho ao lado da banda Doce de Sal?<\/strong><br \/>\nCome\u00e7a pela forma\u00e7\u00e3o, enquanto a Doce de Sal \u00e9 apenas guitarra, baixo, bateria e voz, no \u201cFoda!\u201d, meu disco solo tem teclado, viol\u00e3o, percuss\u00e3o e os outros instrumentos b\u00e1sicos. Na banda a sonoridade \u00e9 mais carregada na distor\u00e7\u00e3o e ru\u00eddos, o vocal \u00e9 gritado e as letras abordam mais a vida que levamos por aqui na nossa prov\u00edncia chamada Teresina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para al\u00e9m do ax\u00e9 e do punk em &#8220;Foda!&#8221; voc\u00ea promove a jun\u00e7\u00e3o frevo, jazz e at\u00e9 spoken-word. Quais influ\u00eancias nortearam suas composi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nMinha preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 sempre com as letras, com hist\u00f3rias que quero contar, de que maneira abord\u00e1-las, ent\u00e3o os ritmos acabam sendo consequ\u00eancia em alguns casos. As letras, a m\u00e9trica \u00e9 que vai dar a din\u00e2mica para as melodias e o ritmo, a pegada vai sendo notada a cada vez que voc\u00ea repete uma nova estrofe no instrumento. Agora influ\u00eancias mesmo, acho que ouvi bastante os dois EPs da Sasha Keable e C W Stoneking. Elba Ramalho e Moraes Moreira s\u00e3o artistas brasileiros que ouvi muito indiretamente por conta de meu pai sempre colocar os discos dele para tocar na radiola em casa. No ax\u00e9 propriamente os primeiros discos da Daniela Mercury, Davi Moraes, Fantasm\u00e3o (fase Edcity) e Parangol\u00e9 (fase L\u00e9o Santana e Andr\u00e9 Merenda) que fez o Brasil inteiro cantar junto o refr\u00e3o &#8220;Sou neg\u00e3o, sou neg\u00e3o, neg\u00e3o&#8221;, tanto negros como brancos cantaram e esse \u00e9 o poder de uni\u00e3o da m\u00fasica e exalta\u00e7\u00e3o dos nossos valores e autoestima, n\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No disco voc\u00ea imprime um olhar muito pessoal para com o cotidiano. De que maneira o mesmo lhe inspira?<\/strong><br \/>\nEu tentei n\u00e3o prender na garganta tudo aquilo que o corpo calou. Digo, as cicatrizes fechadas, os traumas sanados, o sangue estancado nos corpos dos personagens que aparecem nas letras, por exemplo. Me vejo como algu\u00e9m um pouco deslocado, mal de filho de Omolu, que chega na festa e prefere ficar do lado de fora. Ent\u00e3o por observar os acontecimentos meio que da margem, por apanhar muitos relatos, coisas simples, \u00e0s vezes, pego e tento prender essas experi\u00eancias, o cotidiano, por assim dizer, numa pintura, uma tela sonora, leia-se m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente temas como estupro, homofobia, pedofilia tem tomado conta da m\u00eddia devido uma s\u00e9rie de acontecimentos. No disco voc\u00ea aborda abertamente sobre essas tem\u00e1ticas. Como voc\u00ea o cen\u00e1rio brasileiro hoje?<\/strong><br \/>\nOlha s\u00f3, no Piau\u00ed tem um munic\u00edpio onde de cada dez crian\u00e7as pelo menos duas j\u00e1 foram molestadas, em geral por pessoas da pr\u00f3pria fam\u00edlia, h\u00e1 casos em que tanto m\u00e3e e filha s\u00e3o obrigadas a manter sexo com o pai, com o padrasto ou s\u00f3 a filha \u00e9 abusada e a m\u00e3e \u00e9 espancada e isso, claro, n\u00e3o s\u00f3 nesse munic\u00edpio, mas nos outros 223 do estado. Ano passado ocorreu um caso em Castelo do Piau\u00ed onde quatro garotas foram violentadas por um homem e quatro rapazes, uma delas chegou a falecer no hospital devido \u00e0s agress\u00f5es sofridas, pois al\u00e9m de terem sido estupradas, lhes foram atirados objetos como pau e pedras, ap\u00f3s isso elas foram atiradas de um barranco l\u00e1 nessa cidade. Um dos quatro adolescentes foi morto j\u00e1 em c\u00e1rcere, h\u00e1 suspeita de retalia\u00e7\u00e3o sobre essa morte, ent\u00e3o se pegarmos o caso veremos que a viol\u00eancia em si continuou mesmo ap\u00f3s os estupros, na pris\u00e3o. Reportagens da \u00e9poca apontaram o envolvimento dos quatro adolescentes com drogas, evas\u00e3o escolar, fam\u00edlias desestruturadas e isso \u00e9 um retrato do Brasil ou de uma parte dele. Agora na mesma semana em que uma jovem no Rio de Janeiro foi estuprada por mais de 30 homens, no munic\u00edpio de Bom Jesus, sul do Piau\u00ed, uma jovem havia sido currada por quatro. Ent\u00e3o, para mim \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o escrever um livro, n\u00e3o gravar um disco e n\u00e3o abordar, n\u00e3o falar desses assuntos porque est\u00e3o muito pr\u00f3ximo de mim, at\u00e9 porque eu entendo a arte como um espelho da realidade e os espelhos mostram o que nem sempre queremos ver. Resumindo, t\u00e1 foda o cen\u00e1rio brasileiro, resistir \u00e9 preciso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea faz parte e coordena as a\u00e7\u00f5es do coletivo Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina. Como se deu sua forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nMinha forma\u00e7\u00e3o \u00e9 a do abandono (risos). Cursei Teatro e abandonei, cursei Letras, abandonei, atualmente estou tentando terminar Comunica\u00e7\u00e3o Social. Meu TCC vai contar a trajet\u00f3ria de um m\u00fasico que fez carreira aqui no Piau\u00ed, ganhou muitos festivais e at\u00e9 hoje est\u00e1 na ativa fazendo apresenta\u00e7\u00f5es. Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina \u00e9 a reuni\u00e3o de amigos que de maneira natural, por proximidade, admira\u00e7\u00e3o e simpatia para com o trabalho um do outro, decidiu usar essa nomenclatura para se situar e mostrar o que temos realizado. Esse ano tivemos o lan\u00e7amento do meu disco, teve o EP \u201cDecair\u201d, da banda Cianeto HC, apoiamos o lan\u00e7amento do livro \u201cO Que Acontece Quando N\u00e3o Estamos Olhando\u201d, do escritor Agostinho Torres e vamos ver o que mais nos aguarda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente coletivos art\u00edsticos como voc\u00eas e a Gera\u00e7\u00e3o Perdida (MG) tem conquistado gradualmente espa\u00e7o e reconhecimento? Qual a import\u00e2ncia de movimentos como este?<\/strong><br \/>\nDas coisas mais importantes da Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o. Meu disco teve participa\u00e7\u00f5es da Eryka Alc\u00e2ntara, do Agostinho, Joniel (Old School Kids), Heitor (Cianeto), Jo\u00e3o Pedro (Cidade Est\u00e9ril) e do Ronnyel. A capa \u00e9 uma foto do Breno Andrade (@piauinatural). A capa do EP da Cianeto \u00e9 um desenho do Joniel, que \u00e9 artista pl\u00e1stico e quadrinista tamb\u00e9m, al\u00e9m de m\u00fasico. Ent\u00e3o quando voc\u00ea come\u00e7a a tornar as coisas um pouco mais, digamos, profissionais (nem era essa a palavra que eu queria usar), a produ\u00e7\u00e3o ganha for\u00e7a e algum reconhecimento, as pessoas buscam entender o que est\u00e1 acontecendo ao mesmo tempo que passam a acreditar que elas tamb\u00e9m s\u00e3o igualmente capazes de realizar e lan\u00e7ar o que quer que seja, livro, disco, hq, clipes etc. Quando elas acreditam que tamb\u00e9m podem, essa \u00e9 a melhor parte porque ir\u00e3o surgir novos trabalhos, bandas, discos, espa\u00e7os e pessoas para fazer a cultura girar. Claro que ainda n\u00e3o \u00e9 assim, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte, come\u00e7amos a fazer isso h\u00e1 pouco tempo, mas j\u00e1 d\u00e1 para ver que tem gente de cidades do interior do Piau\u00ed acompanhando a gente, at\u00e9 mesmo nos convidando para eventos nesses munic\u00edpios, o show de lan\u00e7amento do \u201cFoda!\u201d, por exemplo, n\u00e3o ser\u00e1 na capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 a log\u00edstica interna do coletivo? Como lidar com tantos artistas e interesses?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tem nada deliberado no sentido de produzir. Todo mundo sabe que a gente, as bandas, precisam lan\u00e7ar material, principalmente nessa fase inicial da Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina, ent\u00e3o eu fico l\u00e1 pegando no p\u00e9 dos caras para eles gravarem e escreverem que depois disso a gente pensa junto no alcance que o trabalho merece e no que ser\u00e1 preciso investir para isso acontecer. Em 2015 eu lancei o livro \u201cReminisc\u00eancias do caseiro Genival\u201d, o Joniel lan\u00e7ou a hq Beeline na FIQ, em Minas Gerais, e est\u00e1 at\u00e9 concorrendo a uns pr\u00eamios com esse trabalho. Esse ano teve o livro do Agostinho, lan\u00e7amos dois CDs, disponibilizamos tudo em streamings e estamos vendo a possibilidade de a banda do Joniel lan\u00e7ar nem que seja um ep ainda esse ano \u2013 ou a Cidade Est\u00e9ril. \u00c9 dif\u00edcil para a gente porque, diferente da Gera\u00e7\u00e3o Perdida, nenhum de n\u00f3s tem home est\u00fadio, pagar est\u00fadio do pr\u00f3prio bolso em Teresina complica, mas estamos dando o nosso jeito que na verdade \u00e9 o jeito DIY de fazer as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A m\u00fasica brasileira passa por um grande momento devido ao grande volume de lan\u00e7amentos e de alt\u00edssima qualidade. Em contrapartida o mercado musical ainda cede pouco espa\u00e7o para quem trabalha de forma independente. Na sua opini\u00e3o qual seria a alternativa para sanar este distor\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA alternativa deve (n\u00e3o apenas) partir de cima, de quem det\u00e9m poderio econ\u00f4mico, como grandes empresas. \u00c9 at\u00e9 algo que eu vejo o Elson (Herod e Sinewave Label) falar de que quanto mais empresas como Natura e Red Bull investirem na \u00e1rea cultural, mais os ve\u00edculos ir\u00e3o abrir espa\u00e7o para os artistas e suas obras, afinal, \u00e9 a empresa que patrocina e mant\u00e9m os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o com patroc\u00ednio, inser\u00e7\u00e3o de publicidade, entre outras coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o seus pr\u00f3ximos passos e o que o coletivo planeja para o futuro?<\/strong><br \/>\nSemana que vem come\u00e7o a gravar um projeto secret\u00edssimo para lan\u00e7ar esse ano ainda. Tenho ideias para clipes de m\u00fasicas do \u201cFoda!\u201d, a Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina ainda n\u00e3o lan\u00e7ou nenhum clipe, ent\u00e3o possivelmente esse pode ser tanto meu pr\u00f3ximo passo e por consequ\u00eancia o do coletivo. Estou vendo a possibilidade de uma mini tour por S\u00e3o Paulo e Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ovT6E_wWeG8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ovT6E_wWeG8\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jpabK_RYh4w\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jpabK_RYh4w\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Natural do Piau\u00ed, Valci\u00e3n age de maneira prol\u00edfica e fala aqui sobre seu disco solo, &#8220;Foda!&#8221;, e o coletivo Gera\u00e7\u00e3o TrisTherezina\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/08\/entrevista-valcian-calixto\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38456"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38456"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39753,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38456\/revisions\/39753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}