{"id":38445,"date":"2016-06-07T10:57:09","date_gmt":"2016-06-07T13:57:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38445"},"modified":"2016-09-04T13:28:33","modified_gmt":"2016-09-04T16:28:33","slug":"entrevista-luiza-possi-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/07\/entrevista-luiza-possi-2016\/","title":{"rendered":"Entrevista: Luiza Possi (2016)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/luizapossi.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase metade dos 32 anos de idade que Luiza Possi comemora no final de junho foram dedicados \u00e0 sua carreira na m\u00fasica. Para quem surgiu como \u201ca filha de Zizi Possi\u201d, ela aos poucos foi ganhando seu espa\u00e7o e fugindo das compara\u00e7\u00f5es com a m\u00e3e. Hoje, \u00e9 figura f\u00e1cil em programas de televis\u00e3o e tem seu nome associado a produtos e projetos que v\u00e3o al\u00e9m de discos e shows.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, decidiu ser econ\u00f4mica na produ\u00e7\u00e3o de seu oitavo \u00e1lbum, \u201cLP\u201d, que acaba de ser lan\u00e7ado. Convidou o DJ curitibano Rodrigo Gorky, do Bonde do Rol\u00ea, para ser seu parceiro na empreitada e, juntos, gravaram tudo na sala da casa de Luiza, tendo a m\u00fasica eletr\u00f4nica como base. \u201cO Gorky trazia uma placa de som, um microfone bom, uma c\u00fapula de metal que fechava as janelas, \u00edamos gravando as vozes guias\u201d, ela conta em entrevista ao <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\">Mundo Plug<\/a>, parceiro do Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No repert\u00f3rio, predomina o pop: \u201cCome\u00e7ou at\u00e9 ter uma cobran\u00e7a pra que fizesse um \u00e1lbum pop, porque as pessoas me acham pop\u201d, diz Luiza. \u201cFoi um mega desafio fazer um disco pop brasileiro, com qualidade de letra e de timbre\u201d, completa. O repert\u00f3rio traz can\u00e7\u00f5es do Kid Abelha (\u201cComo Eu Quero\u201d), P\u00e9lico (\u201cMeu Amor Mora no Rio\u201d) e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/02\/29\/tres-bons-discos-da-cena-paraense\/\" target=\"_blank\">Jaloo<\/a> (\u201cInsight\u201d), uma parceria de Luiza com Thiaguinho (\u201cAventura\u201d) e uma in\u00e9dita de Bruno Caliman, autor de sucessos de Munhoz &amp; Mariano, Luan Santana e Bruno e Marrone, entre outros. Confira o papo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KRDqwMpSlCI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KRDqwMpSlCI\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Numa r\u00e1pida pesquisa no Google, \u00e9 poss\u00edvel encontrar seu nome em mat\u00e9rias sobre romances seus e de sua m\u00e3e, comentando desfile de moda, estrelando propaganda, enfim, numa ampla exposi\u00e7\u00e3o nem sempre ligada \u00e0 m\u00fasica. \u00c9 um cen\u00e1rio bem diferente de alguns anos atr\u00e1s, quando voc\u00ea apareceu como a filha da Zizi. Como, ao lan\u00e7ar seu oitavo \u00e1lbum, voc\u00ea encara esse novo status?<\/strong><br \/>\n[Risos] A marca do meu trabalho, seja ele qual for, no palco, na internet, no disco, \u00e9 garra. \u00c9 ir al\u00e9m, apesar de dificuldades, obst\u00e1culos, preconceito. Nunca chamei minha m\u00e3e pra nada, nunca deixei ela participar, isso \u00e9 at\u00e9 um grande tabu na minha fam\u00edlia. Porque ela queria, mas eu tamb\u00e9m queria descobrir quem eu era. Na verdade, s\u00e3o 15 anos depois. N\u00e3o \u00e9 que de uma hora pra outra passei a ter opini\u00e3o. Isso passa por entender que a m\u00fasica mudou muito de lugar. Hoje em dia n\u00e3o adianta s\u00f3 cantar. Se voc\u00ea n\u00e3o se comunicar, se as pessoas n\u00e3o puderem se comunicar com voc\u00ea, saber o que voc\u00ea pensa, como voc\u00ea vive, voc\u00ea n\u00e3o fala com o mundo, sua obra n\u00e3o chega. O que n\u00e3o acho de todo bom, n\u00e3o. Mas \u00e9 assim que est\u00e1 rolando. Pra mim, \u00e9 f\u00e1cil, porque sou pra fora, sempre tive uma personalidade aberta, mas as pessoas mais t\u00edmidas, recatadas, pra dentro, est\u00e3o sofrendo muito. Porque agora n\u00e3o basta ter s\u00f3 talento, tem que ser comunicativa, engra\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No disco anterior, \u201cSobre o Amor e o Tempo\u201d, voc\u00ea gravou m\u00fasicas de artistas muito conhecidos, como Lulu Santos, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto e Erasmo Carlos. Agora voc\u00ea passou pro outro lado, apostou no simples. Como nasceu a ideia desse \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nA ideia foi exatamente essa. Primeiro que come\u00e7aram a ficar muito d\u00edspares a minha personalidade e a m\u00fasica que eu estava fazendo. Ficaram muito distantes o tamanho da minha popularidade enquanto personalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica que eu fazia. Me toquei que a m\u00fasica que escuto pra curtir, que me emociona ou me diverte, tamb\u00e9m estava distante do que estava cantando. Ent\u00e3o tive que pensar numa aproxima\u00e7\u00e3o disso. Come\u00e7ou at\u00e9 ter uma cobran\u00e7a pra que fizesse um \u00e1lbum pop, porque as pessoas me acham pop. Era verdade, e perdi o medo disso, de achar que s\u00f3 existe nos Estados Unidos. Foi um mega desafio fazer um disco pop brasileiro, com qualidade de letra e de timbre. Agora me sinto madura o suficiente pra fazer. Falei pros meus empres\u00e1rios se topavam fazer uma coisa que n\u00e3o sabia onde daria, sem receita nem endosso. J\u00e1 fizemos tanto disco pensando que iria dar uma coisa e deu outra. Queria fazer um disco pra eu escutar com minhas amigas. E a\u00ed rolou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que voc\u00ea escolheu o Rodrigo Gorky pra te ajudar a fazer esse \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nPra fazer um disco pop, n\u00e3o iria adiantar pegar algu\u00e9m do meu universo. Ent\u00e3o fui atr\u00e1s de um universo pop contempor\u00e2neo. E a gente se deu muito bem de cara. Rolou a ponto de eu n\u00e3o entregar o disco sem ele, porque a grava\u00e7\u00e3o era o momento mais feliz do dia, da semana. Viramos muito amigos, e pintou uma parceria que tem cara de ser s\u00f3 o come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a escolha do repert\u00f3rio, no qual predominam parcerias suas com compositores menos conhecidos do p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nSeguimos o conceito de fazer uma coisa mais sensorial, mais sentida, eletr\u00f4nica, mas que ao mesmo tempo estivesse dentro do que eu j\u00e1 vinha fazendo. Uma curiosidade entre mim e o Gorky \u00e9 que n\u00e3o discordamos nenhuma vez, em nada. E o lema era: \u201cVamos dizer sim pra tudo, n\u00e3o existe n\u00e3o\u201d. Ent\u00e3o fomos gravando at\u00e9 o que parecia loucura. A gente ficava no sof\u00e1 de casa ouvindo, compondo, foi tudo muito org\u00e2nico, muito natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E as letras, como surgiram?<\/strong><br \/>\nTem composi\u00e7\u00f5es minhas em parceria com pessoas que nem conhe\u00e7o pessoalmente. Fiz v\u00e1rias com o Arthur [Gomes, produtor do disco]. Ele me mandava algumas bases, algumas delas feitas em parceria com outras pessoas, a\u00ed vinha a ideia e eu fazia a letra, mandava a melodia por WhatsApp&#8230; Me inseri nesse universo que o Gorky trouxe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a hist\u00f3ria de gravar todo o disco na sala da sua casa?<\/strong><br \/>\nTudo isso que estou te contando foi nesse contexto. N\u00e3o fomos pro est\u00fadio nenhuma vez. O Gorky trazia uma placa de som, um microfone bom, uma c\u00fapula de metal que fechava as janelas, \u00edamos gravando as vozes guias, pra n\u00e3o perder o tom, pra fazer o arranjo em cima. E ficava assim: \u201cQuando for pro est\u00fadio, a gente v\u00ea\u201d. E acabou que n\u00e3o precisou, rolou tudo ali, daquele jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o \u00e9 paradoxal que, neste momento de sua carreira, com uma grande exposi\u00e7\u00e3o, em que poderia optar por um super est\u00fadio, voc\u00ea grave um disco com a simplicidade de quem est\u00e1 come\u00e7ando?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 fiz discos em que tinha que ser o produtor tal, e a\u00ed lutava pra estar no dia certo na cidade certa, sem dormir, e o cara tinha tido um imprevisto e n\u00e3o servia de nada. E tinha que fazer as datas dos m\u00fasicos caberem, gravar nove vozes por dia&#8230; E a\u00ed dava gra\u00e7as a Deus quando acabava o disco. [Risos] At\u00e9 pensamos em mandar o disco novo pra mixar em Vancouver ou Nova York, mas o Bruno [Coppini], que \u00e9 meu arranjador e maestro de palco, sabe como eu gosto. Trabalha comigo h\u00e1 anos e vai estar perto se eu quiser mudar alguma coisa, sem pensar no ego dele. Quis fazer uma coisa que fosse s\u00f3 gostosa, sem pretens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ser\u00e1 a turn\u00ea de \u201cLP\u201d?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 fizemos S\u00e3o Paulo, Rio, Campos. Vamos pra Bahia, Goi\u00e2nia, Bras\u00edlia. Agora o disco lan\u00e7a-se no ger\u00fandio. Vou ficar lan\u00e7ando o disco por um tempo. Ele tem 33 minutos. O que \u00e9 muito bom, porque consigo apresentar o disco inteiro e ainda tem uma hora de show, quando canto sucessos da minha carreira, releituras que n\u00e3o necessariamente foram gravadas por mim, coisas de outros projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m da m\u00fasica, no que mais voc\u00ea est\u00e1 trabalhando?<\/strong><br \/>\nNeste momento, estou muito focada no lan\u00e7amento do disco. E tem a publicidade e o Lab [seu canal no YouTube], que tamb\u00e9m tomam bastante tempo e foco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/D8OP5AXtS1E\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/D8OP5AXtS1E\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Luiza Possi (2014): &#8220;Sou uma das cantoras mais viris no cen\u00e1rio da MPB&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/04\/13\/entrevista-luiza-possi\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Luiza Possi convoca Rodrigo Gorky, do Bonde do Rol\u00ea, para produzir &#8220;LP&#8221;, seu oitavo \u00e1lbum, e abra\u00e7a  o pop brasileiro\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/07\/entrevista-luiza-possi-2016\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1017],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38445"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38445"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39798,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38445\/revisions\/39798"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}