{"id":38359,"date":"2016-05-27T09:04:16","date_gmt":"2016-05-27T12:04:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38359"},"modified":"2016-05-30T10:25:36","modified_gmt":"2016-05-30T13:25:36","slug":"boteco-tres-witbier-e-duas-saison-nacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/27\/boteco-tres-witbier-e-duas-saison-nacionais\/","title":{"rendered":"Boteco: Tr\u00eas Witbier e Duas Saison Nacionais"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/way_witbier.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Pinhas, na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, a Way apresenta sua Witbier com uma receita que traz lim\u00e3o siciliano, capim lim\u00e3o e camomila. De colora\u00e7\u00e3o dourada com leve turbidez e creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Way Witbier valoriza no aroma notas dos itens adicionados, com predom\u00ednio das ervas e leve sugest\u00e3o de acidez. H\u00e1 do\u00e7ura de trigo na base e excessiva presen\u00e7a de capim lim\u00e3o e camomila. Na boca, textura levemente frisante. O primeiro toque ainda traz presen\u00e7a de trigo, com suave e r\u00e1pida do\u00e7ura atropela pelas notas c\u00edtricas e, principalmente, pelo herbal derivado do capim lim\u00e3o e da camomila, que tomam a frente do conjunto, e n\u00e3o largam. O amargor \u00e9 baixo e, dai em diante, permanece a impress\u00e3o de uma cerveja bastante refrescante, mas excessivamente \u201ctemperada\u201d. O final \u00e9 c\u00edtrico e herbal. No retrogosto, refrescancia, suave acidez, capim lim\u00e3o e camomila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/witbier_witbear.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo-se em territ\u00f3rio paranaense com a Cervejaria Tormenta, de Piraquara, que tamb\u00e9m integra a grande Curitiba, com a Wit Bear, uma Belgian White que segue na m\u00e3o contr\u00e1ria da Way, pagando tributo ao benchmarking do estilo nos EUA, a Blue Moon, com adi\u00e7\u00e3o de casca de laranja e sementes de coentro. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com m\u00e9dia turbidez e creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Tormenta Wit Bear exibe um aroma suave com delicadas notas c\u00edtricas, condimenta\u00e7\u00e3o leve e percep\u00e7\u00e3o da levedura. Na boca, a textura \u00e9 levemente frisante. O primeiro toque traz logo pic\u00e2ncia de acidez carregada em notas c\u00edtricas (muito mais lim\u00e3o do que laranja) seguida de amargor baixo (apenas 15 de IBU). Dai em diante, uma cerveja leve e refrescante, com notas c\u00edtricas e condimentadas que pagam tributo a escola tradicional. O final \u00e9 suavemente doce. No retrogosto, azedinho, trigo e refrescancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/witbier_augusta.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saindo das witbiers para o estilo Saison com a Condessa d\u2019Augusta, da Cervejaria Noturna, de S\u00e3o Paulo (produzida pela Blondine em Itupeva). Na receita, que homenageia os 140 anos da Rua Augusta (1875\/2015), adi\u00e7\u00e3o de s\u00e1lvia, tomilho e alecrim. De colora\u00e7\u00e3o alaranjada com creme branco levemente puxado para o bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Condessa d\u2019Augusta exibe um aroma ex\u00f3tico, com forte apelo dos itens adicionados sugerindo alecrim, manjeric\u00e3o, coentro e tomilho com acidez de levedura na base, tentando se destacar nessa horta l\u00edquida. Na boca, textura picante. O que era sugest\u00e3o no aroma se amplifica no paladar de tal forma que pode tanto intimidar o bebedor quanto faze-lo se apaixonar ao primeiro gole. H\u00e1 intensa presen\u00e7a de condimentos, o que s\u00f3 permite destaque para a acidez, ainda assim em segundo plano. O final \u00e9 terroso e condimentado, sensa\u00e7\u00f5es que retornam no retrogosto acompanhadas de adstring\u00eancia. Dif\u00edcil, mas interessante (ao menos para provar uma vez).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/witbier_preguica.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando ao territ\u00f3rio das belgians wits brasileiras com a rec\u00e9m-lan\u00e7ada Mea Culpa Pregui\u00e7a, quarto r\u00f3tulo da cervejaria paulistana (os outros tr\u00eas s\u00e3o Vaidade, Gula e Ira), cuja receita une camomila, coentro e dry hoping do l\u00fapulo japon\u00eas Sorachi Ace. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha levemente turva com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Mea Culpa Pregui\u00e7a exibe no aroma as notas personais (e deliciosas) do l\u00fapulo japon\u00eas Sorachi Ace sugerindo c\u00edtrico (lim\u00e3o e abacaxi), floral e herbal (capim lim\u00e3o), este \u00faltimo acentuado pelo uso de camomila e coentro. Na boca, textura levemente frisante. O primeiro toque traz notas c\u00edtricas e herbais suaves (remetendo ao poder do Sorachi Ace) seguidas de amargor baixo, que abre as portas para uma cerveja refrescante e saborosa, com notas c\u00edtricas, herbais e florais em sintonia. O final \u00e9 levemente herbal. No retrogosto, refrescancia, herbal e c\u00edtrico. Boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/saison_phisallys.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o quinteto com a segunda Saison da s\u00e9rie: de Gramado, a Gram Bier marca presen\u00e7a com a Saison de Physalis, que recebe adi\u00e7\u00e3o da fruta ex\u00f3tica que d\u00e1 nome \u00e0 cerveja numa bela garrafa rolhada. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada levemente alaranjada com creme bege clarinho de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, do\u00e7ura de caramelo e mel mais suave frutado c\u00edtrico tanto de Physalis quanto de p\u00eassego. H\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o distante de acidez. Na boca, a textura \u00e9 sedosa e levemente frisante. O primeiro toque traz mais frutado do que do\u00e7ura, que siga em segundo plano. O amargor \u00e9 baixo (26 de IBU) e, dai pra frente, surge um conjunto que exibe bastante presen\u00e7a da fruta, caramelado comportado e quase nada da acidez tradicional da levedura do estilo. O final \u00e9 levemente doce e c\u00edtrico. No retrogosto, um pouco de p\u00eassego, physalis, caramelo e campo. Interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nAbrindo o passeio Witbier com a curitibana Way, que encantou o Festival de Blumenau 2013 com uma Wit que passava por barris de Chardonnay, e aqui decepciona um tiquinho com uma receita temperada demais: quase imposs\u00edvel desconectar do capim lim\u00e3o e camomila, o que reduz drasticamente a receita. Talvez funcione melhor acompanhada de salada e petiscos do mar, mas, sozinha, \u00e9 um chazinho gelado com 5% de \u00e1lcool. Eu esperava mais. A Tormenta Wit Bear destaca um r\u00f3tulo divertido para uma cerveja que respeita a tradi\u00e7\u00e3o. O conjunto me soou um pouco apagado, mas ainda assim prefiro essa segunda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira (e tamb\u00e9m \u00e0 terceira) por entregar o bom sabor do estilo sem exagerar no tempero. A Condessa d\u2019Augusta foi uma surpresa provocante no meu estilo favorito, o Saison, que no fim das contas perde espa\u00e7o para o exagero: sabe quando voc\u00ea deveria colocar uma pitada de algum condimento em algo, mas o pacote vira inteiro? \u00c9 mais ou menos isso que parece acontecer com a s\u00e1lvia, o tomilho e o alecrim nesta receita com o conjunto sugerindo o fundo de um velho cinzeiro de balada na Augusta. Essa \u00e9 daquelas \u201came ou odeie\u201d. A Mea Culpa Pregui\u00e7a \u00e9 poderia ser chamada de Single Hop Wit, j\u00e1 que o l\u00fapulo Sorachi \u00e9 o grande destaque de seu conjunto, que ainda tem na camomila um \u00f3timo parceiro, resultando numa wit meio torta, mas agrad\u00e1vel. Fechando o quinteto com uma cerveja de Gramado, a Gram Bier Saison de Physalis, que trouxe pouca coisa de Saison, mas se mostrou interessante pela adi\u00e7\u00e3o da fruta, que merece carinho e pesquisa, pois pode vir a se tornar em uma grande receita. Do jeito que est\u00e1, est\u00e1 ok, com do\u00e7ura e frutado equilibrados e quase nada do estilo belga que batiza a cerveja. Mas pode ir al\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Way Witbier<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,91\/5<\/p>\n<p>Tormenta Wit Bear<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,92\/5<\/p>\n<p>Noturna Condessa d\u2019Augusta<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Saison<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,73\/5<\/p>\n<p>Mea Culpa Pregui\u00e7a<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,01\/5<\/p>\n<p>Gram Bier Saison de Physalis<br \/>\n&#8211; Estilo: Belgian Saison<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,01\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/cinco_saison.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"407\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nCinco belgas feitas no Brasil: Way Witbier, Tormenta Wit Bear, Noturna Condessa d\u2019Augusta, Mea Culpa Pregui\u00e7a e Gram Bier Saison de Physalis\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/27\/boteco-tres-witbier-e-duas-saison-nacionais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[528,721,720,719,441],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38359"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38359"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38369,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38359\/revisions\/38369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}