{"id":38344,"date":"2016-05-27T11:44:31","date_gmt":"2016-05-27T14:44:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38344"},"modified":"2016-09-10T09:49:34","modified_gmt":"2016-09-10T12:49:34","slug":"entrevista-lennon-z-the-sickboys-trio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/27\/entrevista-lennon-z-the-sickboys-trio\/","title":{"rendered":"Entrevista: Lennon Z &#038; The Sickboys"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/lennonz.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"900\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz sentido, nos dias de hoje, fazer m\u00fasica de quase 70 anos atr\u00e1s? Para Lennon Z &amp; The Sickboys Trio, n\u00e3o s\u00f3 faz como o resultado obtido \u00e9 argumento forte o suficiente para desarmar qualquer modernete que s\u00f3 aceite a novidade do momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, a banda de Caxias do Sul (RS) se prop\u00f5e a ir fundo na est\u00e9tica dos g\u00eaneros musicais que mais lhes agradam \u2013 e que comp\u00f5em o conceito que eles definem, sucintamente, como \u201crock dos anos 50\u201d \u2013 e trat\u00e1-la n\u00e3o com rever\u00eancia, mas com paix\u00e3o e apuro musical. N\u00e3o h\u00e1 a dureza pesada do psychobilly nem o tom ing\u00eanuo e bubblegum de quem deixa a est\u00e9tica \u00e0 frente da m\u00fasica, algo muito comum no g\u00eanero. H\u00e1, sim, a sensualidade e o senso de divers\u00e3o indissoci\u00e1veis \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, guitarras tocadas com vibrato e tremolo, como manda a tradi\u00e7\u00e3o, mais baixo ac\u00fastico, kit m\u00ednimo de bateria, vocal grave e um grande senso de urg\u00eancia nas melodias s\u00e3o a ess\u00eancia do som da banda, formada por Lennon Z (voz e viol\u00e3o), Gus Sickboy (guitarra), Jones Ireland (baixo) e Mr. Bow Tie (bateria). \u201c<a href=\"https:\/\/www.onerpm.com\/disco\/album&amp;album_number=398278136\" target=\"_blank\">Bastard Songs for Bastard People<\/a>\u201d, o \u00e1lbum de estreia, foi lan\u00e7ado no fim do ano passado em formatos f\u00edsico e digital, e traz oito composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, todas ligeiras, mas nada fugazes \u2013 na verdade, \u00e9 quase irresist\u00edvel recome\u00e7ar a audi\u00e7\u00e3o quando o \u00e1lbum chega ao fim. \u201cI\u2019m Back Home\u201d e \u201cLong Black Train\u201d se sobressaem como hits imediatos, mas \u00e9 desonesto com o prazer auditivo pular qualquer uma das faixas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A turn\u00ea para divulgar o trabalho come\u00e7ou para valer neste ano, por ora mais restrita ao Rio Grande do Sul \u2013 onde o circuito para esse tipo de som \u00e9 bastante restrito. Ainda assim, a banda procura ampliar sua presen\u00e7a nos palcos \u2013 tanto que Lennon Z, sucinto em suas palavras como na dura\u00e7\u00e3o de seu \u00e1lbum, concedeu essa entrevista pouco antes de um show na Esta\u00e7\u00e3o Imigrante de Transporte Urbano, durante o Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua em sua cidade natal. E para n\u00e3o negar a fidelidade ao esp\u00edrito \u201csujo\u201d do rock dos anos 50, a conversa com o rep\u00f3rter aconteceu entre os tambores de lixo (!) da esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NAnIOcSXFeA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NAnIOcSXFeA\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o uma banda de rockabilly bem ao modo cl\u00e1ssico do g\u00eanero&#8230;<\/strong><br \/>\n(interrompendo) N\u00e3o exatamente. O rockabilly \u00e9 um dos muitos g\u00eaneros que a gente toca e que est\u00e3o no nosso disco. Tem o western, tem country e tamb\u00e9m tem o rockabilly. Enfim, \u00e9 o rock dos anos 50. \u00c9 assim que definimos nosso som: como rock dos anos 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Certo. De qualquer forma, se nota a inten\u00e7\u00e3o de voc\u00eas de estar mais pr\u00f3ximos da abordagem original dos estilos.<\/strong><br \/>\nSim. A gente tentou fazer na pureza quando foi gravar o disco, mas agora a gente tenta criar a pr\u00f3pria personalidade da banda. Com o lan\u00e7amento, a gente t\u00e1 tentando se descobrir. Por isso o nome do disco \u00e9 \u201cBastrds Songs for Bastard People\u201d, porque tinha um pouco de tudo que a gente gostava e, na real, a gente n\u00e3o sabia exatamente se queria seguir mais para um lado que para outro. Ent\u00e3o decidimos colocar um pouco de tudo que v\u00ednhamos trabalhando e ver o que nos agradaria mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea citou o country como um dos estilos preferidos da banda. De uns anos para c\u00e1, a refer\u00eancia mais comum para bandas novas acaba sendo o alt.contry, que \u00e9 algo que nem se nota no som de voc\u00eas.<\/strong><br \/>\nO que \u00e9 alt.country?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 essa mescla do g\u00eanero com rock alternativo, elementos tecnol\u00f3gicos, uma busca pela moderniza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 pela psicodelia, em alguns casos.<\/strong><br \/>\nEssa n\u00e3o \u00e9 a nossa praia. A gente est\u00e1 tentando fazer o mais fiel poss\u00edvel. Gostamos do g\u00eanero como ele \u00e9 e queremos ir fundo nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em Caxias, n\u00e3o h\u00e1 uma cena de rockabilly \u2013 ou rock dos anos 50, como preferem. Isso funciona como uma vantagem para voc\u00eas, ou \u00e9 um obst\u00e1culo?<\/strong><br \/>\nO lance de n\u00e3o ter cena foi uma grande vantagem. Somos uma banda bem procurada, at\u00e9 porque n\u00e3o tem outras como a gente. Quer dizer, tem bandas surgindo, mas ainda n\u00e3o entraram no mercado. \u00c9 um pessoal que est\u00e1 come\u00e7ando mesmo. E espero que surjam e cres\u00e7am. Queremos que tenham mais bandas do estilo, para que possamos tocar juntos, organizar um festival dentro desse estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso \u00e9 uma caracter\u00edstica desse circuito, pelo que eu noto. Vejo que as bandas do g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina, que \u00e9 o cen\u00e1rio que mais percorro, procurando ajudar umas \u00e0s outras.<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 uma cena que se apoia muito. N\u00e3o \u00e9 uma cena autossustent\u00e1vel financeiramente, mas certamente \u00e9 uma onde h\u00e1 muita uni\u00e3o, onde as bandas d\u00e3o apoio umas \u00e0s outras. Quando uma banda vai tocar na Europa ou nos Estados Unidos, ela volta dando dicas do que as outras bandas podem fazer para tocar por l\u00e1. N\u00e3o rola aquela competi\u00e7\u00e3o, a coisa de \u201cesconder o jogo\u201d. Uma banda quer mais \u00e9 que a outra toque em tantos locais quanto poss\u00edvel. Agora, admito que na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o tenho contato com muitas bandas. Seria legal conhecer mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea v\u00ea o som que voc\u00eas fazem como algo de nicho, como um g\u00eanero que n\u00e3o encontra espa\u00e7o em todo lugar?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 encontra, mas o que dificulta que toquemos em um lugar como Porto Alegre, por exemplo, \u00e9 que sai caro para um bar, mesmo um que esteja relacionado com a m\u00fasica que tocamos, pagar uma banda de fora para ir l\u00e1. Ent\u00e3o acaba ficando dif\u00edcil sair da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 poss\u00edvel identificar afinidade com outras bandas brasileiras?<\/strong><br \/>\nSim. Tem a The Bop Hounds, de Natal, que j\u00e1 fecharam contrato com a Wild Card, gravadora dos EUA. Tem a Mystery Trio, de Curitiba; a Rockin\u2019 Rizzo &amp; The Locomotives, de S\u00e3o Paulo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parece ter se criado um \u201cestilo de vida\u201d ligado ao rockabilly cheio de externalidades que \u00e0s vezes assumem o protagonismo: tatuagens, carros, cerveja artesanal. Em alguns eventos e festivais, fica a impress\u00e3o de que isso \u00e9 mais importante que a m\u00fasica. Confere?<\/strong><br \/>\nO rockabilly \u00e9 um estilo musical. Os acess\u00f3rios que importam s\u00e3o os instrumentos. Carros e outras coisas podem vir junto, mas n\u00e3o s\u00e3o o essencial. Se algu\u00e9m vai nomear um evento como \u201crockabilly\u201d, tem que cuidar disso. Acho que muitas pessoas fazendo de qualquer jeito e botam coisas que n\u00e3o tem a ver com o evento musical, erram at\u00e9 no estilo \u2013 botam um grupo de heavy metal para tocar num evento que leva \u201crockabilly\u201d no nome. As pessoas confundem, e n\u00e3o \u00e9 legal que confundam dessa maneira. Mas tamb\u00e9m tem gente fazendo certo por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/EpRQqwxKdD8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/EpRQqwxKdD8\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sOYpDSL1DJw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sOYpDSL1DJw\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CYMvI2D65Nw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CYMvI2D65Nw\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nA banda de Caxias do Sul se prop\u00f5e a ir fundo na est\u00e9tica dos g\u00eaneros musicais que mais lhes agradam: &#8220;o rock dos anos 50&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/27\/entrevista-lennon-z-the-sickboys-trio\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38344"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38344"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38718,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38344\/revisions\/38718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}