{"id":38287,"date":"2016-05-23T09:54:09","date_gmt":"2016-05-23T12:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38287"},"modified":"2016-09-10T09:50:30","modified_gmt":"2016-09-10T12:50:30","slug":"entrevista-calexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/23\/entrevista-calexico\/","title":{"rendered":"Entrevista: Calexico"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/calexico.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 h\u00e1 muito tempo ningu\u00e9m usa correntemente o termo \u201calt.country\u201d, mas quando ele surgiu, poucas bandas o encampavam melhor que o Calexico. Formado por Joey Burns (voz e guitarra) e John Convertino (bateria) em 1996, a banda causou sensa\u00e7\u00e3o no meio dos nerds da m\u00fasica desde sua estreia, o \u00e1lbum \u201cSpoke\u201d. Burns e Convertino tiveram uma longa passagem pela \u201ccozinha\u201d da banda Giant Sand, outro nome cultuado do g\u00eanero, mas a verdade \u00e9 que a m\u00fasica que decidiram fazer em seu voo particular ia al\u00e9m de r\u00f3tulos, hypes e nerds. O Calexico, saberiam novos e velhos f\u00e3s nos 20 anos que se seguiriam, viria para se firmar como uma das bandas mais inventivas e marcantes do cen\u00e1rio norte-americano contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Misturando country, folk norte-americano e mexicano, e pequenos elementos de m\u00fasica sul-americana, o Calexico criou uma m\u00fasica h\u00edbrida que viria a influenciar gente t\u00e3o distinta como os uruguaios Molina y Los C\u00f3smicos e os mexicanos Mexrrissey (que recriam can\u00e7\u00f5es de Morrissey e Smiths como se fossem uma banda de \u201crock mariachi\u201d). Embora nunca tenham alcan\u00e7ado um momento de grande sucesso comercial, seus nove \u00e1lbuns de est\u00fadio e seis ao vivo (sete, se contarmos o EP \u201ciTunes Live Sessions\u201d) encontraram um p\u00fablico de culto fiel e crescente \u2013 crescimento que viria principalmente da presen\u00e7a da banda em trilhas sonoras e dos excelentes shows que t\u00eam por h\u00e1bito fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num hiato da entre a primeira parte da turn\u00ea europeia do novo \u00e1lbum, &#8220;Edge of The Sun&#8221; (2016), e a trip sul-americana (que, al\u00e9m de Brasil, passar\u00e1 por Chile, Argentina e Uruguai), o baterista conversou com o Scream &amp; Yell por telefone desde sua casa em El Paso, no Texas. De fala calma e grave, Convertino ficou genuinamente surpreso ao saber que h\u00e1 bandas influenciadas por eles no cen\u00e1rio indie local, mostrou grande paci\u00eancia com a p\u00e9ssima liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica (que teve que ser retomada v\u00e1rias vezes ao longo da conversa) e, em repetidas ocasi\u00f5es, confirmou o respeito pela m\u00fasica, especialmente em seus formatos f\u00edsicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/g_gfQ9CssLA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/g_gfQ9CssLA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 a primeira vez no Brasil, \u00e9 interessante sondar o imagin\u00e1rio de voc\u00eas quanto \u00e0 turn\u00ea. Imagino que tenha pelo menos uma cota consider\u00e1vel de comunica\u00e7\u00e3o online dos f\u00e3s que j\u00e1 gere certa expectativa.<\/strong><br \/>\nFizemos h\u00e1 pouco muitos shows pela Europa \u2013 \u00c1ustria, Dinamarca, Cro\u00e1cia, v\u00e1rios pa\u00edses \u2013 e adoramos a conex\u00e3o que se estabelece com o p\u00fablico, mesmo que n\u00e3o falemos o mesmo idioma ou n\u00e3o tenhamos estado naquele lugar antes. O que n\u00f3s fizemos \u00e9 uma m\u00fasica muito universal e gostamos de lev\u00e1-la para o m\u00e1ximo de lugares que podemos. Na Am\u00e9rica do Sul j\u00e1 se estabelece uma conex\u00e3o que j\u00e1 vimos que acontece nos pa\u00edses onde se fala espanhol \u2013 claro, o Brasil \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o a isso, j\u00e1 que voc\u00eas s\u00e3o os \u00fanicos que falam portugu\u00eas por a\u00ed. Eu acho que o que estamos esperando \u00e9 que seja uma coisa aberta e celebrat\u00f3ria, por isso acho que vamos nos divertir muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o sei se voc\u00ea sabe, mas h\u00e1 muitas bandas indie no continente que citam voc\u00eas como influ\u00eancia. Os uruguaios Molina y Los C\u00f3smicos, por exemplo, t\u00eam o Calexico como uma refer\u00eancia t\u00e3o importante que mixaram seu segundo disco, \u201c<a href=\"https:\/\/molinayloscosmicos.bandcamp.com\/album\/el-folk-de-la-frontera\" target=\"_blank\">El Folk de la Frontera<\/a>\u201d, com Craig Schumacher, parceiro de voc\u00eas de longa data. Mas esse \u00e9 apenas um caso. Daria para citar muitos outros.<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 \u00f3timo de ouvir, fico feliz.  Come\u00e7amos h\u00e1 20 anos atr\u00e1s, e vejo que h\u00e1 toda uma gera\u00e7\u00e3o de novos m\u00fasicos que cresceram ouvindo nossa m\u00fasica. E isso aconteceu comigo, com outros artistas. Um dia desses um jornalista me perguntou sobre Los Lobos. \u00c9 uma banda que foi uma grande influ\u00eancia para n\u00f3s, que surgiu quando eu estava no fim da minha adolesc\u00eancia e seguiu me inspirando ao longo de toda a sua carreira. Ent\u00e3o quando ou\u00e7o que h\u00e1 bandas que tiveram essa rela\u00e7\u00e3o com nossa m\u00fasica, \u00e9 algo \u00f3timo. Eu adoraria ouvir essas bandas, espero que consiga!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou que est\u00e1 h\u00e1 20 anos nessa estrada com o Calexico, mas sua hist\u00f3ria com Joey Burns na m\u00fasica vai ainda mais al\u00e9m, pegando os anos em que voc\u00eas fizeram parte do Giant Sand. Sei que a maioria dos m\u00fasicos pretende, corretamente, se focar no momento presente, mas gostaria de saber como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com esse material pr\u00f3prio mais antigo: se voc\u00eas o veem com carinho, ou se \u00e9 algo que voc\u00eas entendem apenas como parte do processo de crescimento e por isso preferem deixar para tr\u00e1s.<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 algo interessante de se pensar. Recebi agora um box set de seis discos do Giant Sand e parei para ouvir cada um deles. Eu realmente gostei de ouvi-los de novo. Uma coisa que notei nesses \u00e1lbuns e nas primeiras coisas com o Calexico \u00e9 que havia muito mais improvisa\u00e7\u00e3o. Pensando no Calexico agora, acho que n\u00e3o fazemos mais isso com tanta frequ\u00eancia. Temos tantas can\u00e7\u00f5es agora que j\u00e1 confiamos mais no nosso repert\u00f3rio. Mas nos primeiros dias, n\u00e3o t\u00ednhamos tantas can\u00e7\u00f5es para podermos fazer um show de duas horas, ent\u00e3o estic\u00e1vamos as can\u00e7\u00f5es tanto quanto pod\u00edamos, improvisamos. E \u00e9 prov\u00e1vel que retomemos isso em nosso pr\u00f3ximo disco, para que ele seja mais espont\u00e2neo e um pouco menos direcionado a formatos pr\u00e9-definidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na mesma ideia da espontaneidade: examinei os setlists dessa turn\u00ea europeia e deu para ver que n\u00e3o houve um padr\u00e3o. Apesar da grande presen\u00e7a de can\u00e7\u00f5es de \u201cEdge of the Sun\u201d, nem mesmo as ordens das faixas se repetia muito. Como voc\u00eas decidem as can\u00e7\u00f5es da noite? Baseiam-se no local do show, se j\u00e1 tocaram ali ou n\u00e3o, na rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nCom certeza h\u00e1 momentos em que tocamos algo mais estabelecido e direcionado, mas na maioria das vezes n\u00e3o gostamos de tocar a mesma coisa toda noite. Ent\u00e3o o humor j\u00e1 \u00e9 um fator de mudan\u00e7a. Tamb\u00e9m quando tocamos em teatros, tendemos a escolher can\u00e7\u00f5es mais atmosf\u00e9ricas, aquelas que voc\u00ea pensa que seriam bacanas de ouvir enquanto se est\u00e1 sentado. E outra coisa \u00e9 quando voc\u00ea est\u00e1 em uma casa noturna ou gin\u00e1sio onde est\u00e3o todos em p\u00e9. A\u00ed voc\u00ea pensa: \u201chum, pode ser bom tocar algo que fa\u00e7a as pessoas dan\u00e7arem, se moverem mais pelo lugar\u201d. S\u00e3o esses tipos de fatores que nos levam a n\u00e3o tocar a mesma coisa toda noite. At\u00e9 porque seria chato. E Joey sempre gosta de incluir um cover ou uma can\u00e7\u00e3o antiga a qual n\u00e3o tocamos muito. \u00c0s vezes, nossa equipe vai fazer alguma sugest\u00e3o, ou nosso empres\u00e1rio, e tamb\u00e9m gostamos disso. Porque o show tamb\u00e9m tem que ser legal para eles, n\u00e3o pode ser chato. Ah, e outra coisa ainda: com a internet hoje em dia, as pessoas daquela cidade onde vamos tocar come\u00e7am a pedir can\u00e7\u00f5es, e se vemos alguma ali que est\u00e1 sendo muito requisitada, ou se h\u00e1 algum pedido que nos surpreenda, gostamos de incluir tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sendo uma banda cujo n\u00facleo tem um guitarrista e um baterista, \u00e9 curioso imaginar como nascem as can\u00e7\u00f5es. Pois os arranjos, bem diversificados, n\u00e3o d\u00e3o pistas para deduzir se aquilo surgiu de uma melodia ao viol\u00e3o ou de uma levada r\u00edtmica. Como se d\u00e1 o processo compositivo de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nTrabalhamos de muitas maneiras diferentes. \u00c0s vezes, Joey vem e aparece com uma ideia de uma can\u00e7\u00e3o completa, e n\u00f3s a gravamos em um ou dois takes. Em outros momentos, n\u00f3s podemos experimentar diferentes tempos, andamentos e tons, e em outras vezes encontramos uma can\u00e7\u00e3o no meio de uns acordes improvisados que se adequam ao humor do dia. A tonalidade e o clima s\u00e3o os guias mais poderosos para nossas can\u00e7\u00f5es, e com sorte n\u00f3s podemos acertar o timing e capturar isso em fita.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fmDddw7S7UY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fmDddw7S7UY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quanto \u00e0 grava\u00e7\u00e3o? Calexico sempre foi uma banda muito atenta \u00e0 sonoridade dos discos, com uma escolha cuidadosa dos instrumentos utilizados. Sei que todos os \u00e1lbuns est\u00e3o dispon\u00edveis em vinil, mas a maior parte do p\u00fablico vai ouvir o disco em um formato de \u00e1udio digital altamente comprimido. Como voc\u00eas lidam com esse quase paradoxo?<\/strong><br \/>\nTento n\u00e3o pensar a respeito, n\u00f3s basicamente vamos com o que sabemos, e isso significa registrar tudo em fita e permitir que o desempenho e a espontaneidade assumam a preced\u00eancia. Conforme o disco vai ser formando, mantemos a ideia de que h\u00e1 uma hist\u00f3ria a contar, e permitimos que as can\u00e7\u00f5es entrem na sequ\u00eancia na qual essa hist\u00f3ria \u00e9 melhor contada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em \u201cEdge of The Sun\u201d, essa hist\u00f3ria se nota claramente. Mas o que me chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que na edi\u00e7\u00e3o deluxe do disco, h\u00e1 as faixas do disco 2 que realmente soam como parte dessa hist\u00f3ria. Evidentemente, o disco \u00e9 tratado comercialmente como duas coisas diferentes: a vers\u00e3o \u201cnormal\u201d e a \u201cdeluxe\u201d, mas realmente a \u00faltima soa mais completa. Por que, ent\u00e3o, fazer duas vers\u00f5es do disco?<\/strong><br \/>\nEm primeiro lugar, eu realmente gostaria de agradecer por voc\u00ea ter parado e se dado o tempo de ouvir todas as can\u00e7\u00f5es. E voc\u00ea est\u00e1 certo, todas elas fazem parte da mesma hist\u00f3ria. Quando est\u00e1vamos finalizando o \u00e1lbum, entramos no est\u00e1gio de definir a sequ\u00eancia das can\u00e7\u00f5es e sent\u00edamos que todas aquelas que ali est\u00e3o tinham que estar no \u00e1lbum. N\u00e3o pens\u00e1vamos, ent\u00e3o, em uma edi\u00e7\u00e3o deluxe. Mas nessa \u00e9poca em que gravadoras e servi\u00e7os digitais ainda pautam o modelo do disco, tivemos muitas discuss\u00f5es sobre qual deveria ser o tamanho do \u00e1lbum final. N\u00e3o quer\u00edamos dar apenas uma parte do que t\u00ednhamos feito, quer\u00edamos lan\u00e7ar todas as faixas. Ent\u00e3o tivemos essa ideia da edi\u00e7\u00e3o deluxe, que seria, sim, uma esp\u00e9cie de presente, e uma maneira de todos terem acesso a essas faixas. E n\u00f3s mesmos refletimos um pouco, tamb\u00e9m, vale dizer, porque h\u00e1 discos que duram demais e&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Olha, \u201cdiscos que duram demais\u201d \u00e9 um conceito bem discut\u00edvel hoje em dia. Acho que \u00e9 mais o caso de dizer que as pessoas n\u00e3o t\u00eam mais paci\u00eancia para ouvir \u00e1lbuns.<\/strong><br \/>\n(risos) Com certeza. Sabe, estou sentado em uma sala agora, e aqui eu tenho um aparelho de som muito bom, com boas caixas. Eu sento e ou\u00e7o m\u00fasica. N\u00e3o lavo a lou\u00e7a ou vejo meus e-mails enquanto estou ouvindo m\u00fasica. E acho que as pessoas hoje n\u00e3o fazem mais esse tipo de coisa. As pessoas t\u00eam seus aparelhos e seus telefones e saem por a\u00ed ouvindo musica enquanto caminham ou enquanto est\u00e3o no trem. \u00c9 preciso tempo para realmente sentar e ouvir m\u00fasica (suspira). Mas acho que porque Calexico \u00e9 uma banda que faz discos que ainda t\u00eam lado A e lado B, acreditamos que muitos dos que nos ouvem escutam discos. \u00c9 por isso que todos os nossos discos est\u00e3o dispon\u00edveis em vinil. \u00c9 muito importante para nos fazer discos com lados A e B, com come\u00e7o, meio e fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de terem muitas can\u00e7\u00f5es em s\u00e9ries de TV e filmes, o Calexico comp\u00f4s m\u00fasica original para filmes como \u201cThe Guard\u201d (2011) e \u201cCirco\u201d (2010). J\u00e1 que voc\u00eas s\u00e3o t\u00e3o orientados para compor \u00e1lbuns, \u00e9 curioso pensar no que muda quando se \u00e9 necess\u00e1rio compor para uma obra audiovisual.<\/strong><br \/>\nCompor para um filme pode ser mais f\u00e1cil do que elaborar suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es, porque voc\u00ea tem a cena para sua orienta\u00e7\u00e3o. As escolhas parecem mais subliminares, \u00e0s vezes, tendo que encontrar a subtrama da cena e melhor\u00e1-la com o tema [instrumental] ou melodia \u00e9 algo desafiador e divertido. Tamb\u00e9m conversamos tanto quanto poss\u00edvel com os realizadores do filme, para entender o que eles desejam em termos de \u2018momentum\u2019 para aquela cena ou para aquela outra. Eu gostaria que pud\u00e9ssemos fazer mais trabalhos de trilha sonora, mas o campo \u00e9 extremamente saturado (nota: existe um grande mercado de licenciamento de can\u00e7\u00f5es para cinema e TV, bem como composi\u00e7\u00e3o de material original para esses produtos culturais, nos Estados Unidos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os pa\u00edses ocidentais est\u00e3o passando por um momento de xenofobia. A\u00ed nos EUA h\u00e1 o risco de os imigrantes verem seus direitos restringidos ou suprimidos caso Donald Trump seja eleito presidente. A Europa tamb\u00e9m tem aprovado leis mais r\u00edgidas para barrar ou mesmo extraditar imigrantes. Sendo o Calexico o oposto desse fechamento cultural, gostaria de saber como voc\u00eas veem esse panorama.<\/strong><br \/>\nEsse ano eleitoral tem um ambiente perturbador, e muitas das not\u00edcias sobre migra\u00e7\u00e3o e imigra\u00e7\u00e3o t\u00eam sido negativas, mas eu posso garantir que tamb\u00e9m ocorrem hist\u00f3rias positivas sobre migra\u00e7\u00e3o na Europa, e aqui nos EUA a maior parte das pessoas v\u00ea Trump de um modo desfavor\u00e1vel, e isso inclui at\u00e9 republicanos. N\u00f3s [do Calexico] sempre estivemos abertos para encontrar nosso caminho com todos os estilos musicais, encontrando aquela conex\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o para inspirar. A m\u00fasica e a arte n\u00e3o t\u00eam fronteiras, e por isso elas sempre nos lembram que somos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Todos temos que viver juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DfA7xbI8gAQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DfA7xbI8gAQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sxGOYgM7wug\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sxGOYgM7wug\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wznHyVvSvMM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wznHyVvSvMM\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <span> Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a><span>) no Scream &amp; Yell. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\n&#8220;Come\u00e7amos h\u00e1 20 anos atr\u00e1s, e vejo que h\u00e1 toda uma gera\u00e7\u00e3o de novos m\u00fasicos que cresceram ouvindo nossa m\u00fasica&#8221;, diz John\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/23\/entrevista-calexico\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38287"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38287"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38495,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38287\/revisions\/38495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}