{"id":38253,"date":"2016-05-19T09:32:31","date_gmt":"2016-05-19T12:32:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38253"},"modified":"2016-09-10T09:51:14","modified_gmt":"2016-09-10T12:51:14","slug":"entrevista-vera-egito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/19\/entrevista-vera-egito\/","title":{"rendered":"Entrevista: Vera Egito"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/vera_egito1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUm filme sobre voc\u00ea\u201d. \u00c9 assim que a diretora Vera Egito define seu primeiro longa-metragem, \u201cAmores Urbanos\u201d (2014), que finalmente chega aos cinemas. Depois de participar como roteirista em filmes como \u201c\u00c0 Deriva\u201d (2009) e \u201cSerra Pelada\u201d (2012) e realizar curtas-metragens elogiados (\u201cElo\u201d e \u201cEspalhadas Pelo Ar\u201d, exibidos no Festival de Cannes de 2009), a cineasta d\u00e1 seu primeiro grande passo em voo solo com uma hist\u00f3ria que talvez possa lhe parecer familiar &#8211; se n\u00e3o com a sua vida, com a de algum amigo seu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAmores Urbanos\u201d \u2013 filmado com o nome conceito de \u201cSP \u00e9 Uma Festa\u201d \u2013 conta a hist\u00f3ria de Diego (Thiago Pethit), J\u00falia (Maria Laura Nogueira) e Mica (Renata Gaspar), tr\u00eas vizinhos do piso t\u00e9rreo de um pr\u00e9dio em S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m de compartilhar paredes, os tr\u00eas est\u00e3o entre o final dos 20 e o meio dos 30 anos de idade, sofrem com desilus\u00f5es amorosas e ainda buscam um trabalho que os fa\u00e7a se sentir realizados (ou ao menos, com algum dinheiro no bolso). \u201cMeio que tudo d\u00e1 errado na vida deles &#8211; mas n\u00e3o mais do que na vida de qualquer pessoa\u201d, diz a cineasta, em entrevista ao Scream &amp; Yell. \u201cA \u00fanica coisa que n\u00e3o d\u00e1 errado \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que eles t\u00eam um com os outros. Afinal, a amizade \u00e9 uma forma de amor tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realizado com poucos recursos e muita \u2018brodagem\u2019, \u201cAmores Urbanos\u201d se inspira no modelo de filmes como \u201cFrances Ha\u201d (2012), do diretor americano <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/20\/cinema-mistress-america\/\" target=\"_blank\">Noah Baumbach<\/a>. \u201cA ideia \u00e9 de fazer uma produ\u00e7\u00e3o leve, que faz com que o filme aconte\u00e7a, mesmo sem dinheiro nenhum\u201d, conta Vera. Al\u00e9m do trio principal, o elenco conta com participa\u00e7\u00f5es da cantora Ana Ca\u00f1as e da ex-VJ da MTV Sarah Oliveira, enquanto a equipe t\u00e9cnica \u00e9 formada toda, sem querer, por mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascida e criada em S\u00e3o Paulo, a cineasta tem em pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o outro projeto bastante paulistano &#8212; \u201cMaria Antonia &#8211; A Incr\u00edvel Batalha dos Estudantes\u201d, sobre o conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie na rua hom\u00f4nima em 1968. \u201c\u00c9 minha cidade, minha casa. \u00c9 onde estou na minha \u00e1rea. Para um projeto como esse, \u00e9 uma guerra, \u00e9 uma guerrilha. para ser guerrilheiro, tem que estar na sua \u00e1rea, n\u00e9?\u201d, explica Vera. Na entrevista a seguir, a cineasta conta mais sobre a produ\u00e7\u00e3o e a inspira\u00e7\u00e3o de \u201cAmores Urbanos\u201d. Al\u00e9m disso, Vera fala sobre como \u00e9 filmar em uma cidade tida como cinzenta, suja e feia, mas acolhedora: \u201cO bonito-bonitinho nem sempre \u00e9 o mais interessante para uma obra de arte. O estranho e o ca\u00f3tico \u00e0s vezes tem uma beleza mais interessante\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LeMu3bkEIOk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LeMu3bkEIOk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea define o \u201cAmores Urbanos\u201d?<\/strong><br \/>\nPara mim, o filme funciona como uma com\u00e9dia dram\u00e1tica, porque ele tem um pouco de humor. Os personagens tem uma vis\u00e3o ir\u00f4nica sobre os seus pr\u00f3prios problemas, mas \u00e9 um filme para ser levado a s\u00e9rio. \u00c9 um genero que faz bastante sucesso no cinema independente dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em algumas entrevistas recentes, voc\u00ea disse que queria trazer um pouco do estilo do \u201cFrances Ha\u201d para o cinema brasileiro. Em que sentido essa compara\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida?<\/strong><br \/>\nAcho que a semelhan\u00e7a \u00e9 mais de modelo de produ\u00e7\u00e3o, mesmo. O \u201cFrances Ha\u201d, do Noah Baumbach, foi feito com pouqu\u00edssimo dinheiro, entre amigos, de uma forma totalmente independente. A ideia no \u201cAmores Urbanos\u201d \u00e9 de fazer uma produ\u00e7\u00e3o leve, que faz com que o filme aconte\u00e7a, mesmo sem dinheiro nenhum. O \u201cFrances Ha\u201d foi feito assim e \u00e9 um puta filme legal. Por que n\u00e3o tentar o mesmo modelo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quem s\u00e3o os personagens principais dessa festa toda?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o tr\u00eas amigos, e eles moram no mesmo pr\u00e9dio: s\u00e3o vizinhos de apartamento, em tr\u00eas apartamentos t\u00e9rreos. Cada um vive suas quest\u00f5es amorosas e profissionais, e meio que tudo d\u00e1 errado na vida deles &#8211; mas n\u00e3o mais do que na vida de qualquer pessoa. O grande lance do filme \u00e9 a amizade dos tr\u00eas: tudo d\u00e1 meio errado na vida deles, menos a rela\u00e7\u00e3o que eles t\u00eam um com o outro. \u00c9 como n\u00e3o conseguir ficar com um namorado\u2026 mas ter os melhores amigos do mundo. A amizade \u00e9 uma forma de amor tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na \u00e9poca das filmagens, \u201cAmores Urbanos\u201d era chamado de \u201cSP \u00e9 Uma Festa\u201d \u2013 um t\u00edtulo que remete diretamente ao livro \u201cParis \u00e9 Uma Festa\u201d, do escritor norte-americano Ernest Hemingway. Qual o motivo dessa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi uma rela\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. O livro do Hemingway conta um pouco os relatos da \u00e9poca em que ele morava em Paris quando era jovem. A hist\u00f3ria do filme n\u00e3o tem a ver com a do livro do Hemingway, mas talvez o esp\u00edrito tenha: para o Hemingway era uma \u00e9poca bem dif\u00edcil, com ele escrevendo para jornal e contando moedinhas, no meio de um monte de gente sem grana. Ao mesmo tempo, era uma festa estar ali. S\u00e3o coisas boas de lembrar, e que fortalecem a narrativa de alguma forma. Acho que Paris era naquela \u00e9poca uma cidade de encontro criativo, de escritores e artistas, e acho que S\u00e3o Paulo \u00e9 um pouco assim hoje. O mais legal de S\u00e3o Paulo, na verdade, s\u00e3o as pessoas que moram aqui. \u00c9 assim que S\u00e3o Paulo est\u00e1 no filme: na maneira como as pessoas vivem, na liberdade que elas t\u00eam para viver, fazer suas escolhas. No mundo, S\u00e3o Paulo \u00e9 uma das cidades que tem mais isso, essa aceita\u00e7\u00e3o para voc\u00ea seguir o caminho que voc\u00ea quiser, tanto de orienta\u00e7\u00e3o sexual, quanto de op\u00e7\u00e3o profissional. \u00c9 uma cidade te abre o mundo. Paris devia ser assim nessa \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como a cidade aparece como personagem?<\/strong><br \/>\nEla aparece atrav\u00e9s desses personagens, mesmo. N\u00e3o tem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o em filmar pontos tur\u00edsticos da cidade. Tem alguns bares, alguns restaurantes, tem o B. Bar, o Spot, o Mand\u00edbula, a festa Javali, s\u00e3o lugares que est\u00e3o no filme e que fazem parte da hist\u00f3ria da cidade. Mas S\u00e3o Paulo est\u00e1 nessas pessoas, a rela\u00e7\u00e3o desses tr\u00eas e a forma como eles vivem s\u00f3 aconteceria aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como nasceu esse projeto?<\/strong><br \/>\nComecei a pensar, anotar e escrever relatos das pessoas que eu conhe\u00e7o, de amigos e amigos de amigos. Desencontros amorosos, fulana que terminou com fulano, quest\u00f5es profissionais, falas, di\u00e1logos, coisas que retratam essa gera\u00e7\u00e3o que vive na cidade hoje. Em algum momento achei que isso tinha que virar um filme, mostrando a vida dos meus amigos que tem entre 30 e 40 anos hoje. O filme nasce dessa vontade de fazer essa coisa real, muito contempor\u00e2nea, que diz respeito at\u00e9 ao p\u00fablico do cinema. Afinal, quem vai ao cinema [ver um filme como esse] s\u00e3o pessoas como n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fiquei curioso dessa escolha ser o teu primeiro longa-metragem. H\u00e1 um tempo atr\u00e1s, voc\u00ea tinha um outro projeto, chamado \u201cMaria Ant\u00f4nia &#8211; A Incr\u00edvel Batalha dos Estudantes\u201d. O que \u00e9 esse filme?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um projeto que tamb\u00e9m tem muito a ver com S\u00e3o Paulo. \u00c9 a hist\u00f3ria do que aconteceu em 1968, aqui na cidade, no confronto entre os estudantes da USP e do Mackenzie. \u00c9 um filme bem mais complexo, de \u00e9poca, com figura\u00e7\u00e3o grande, com cenas de batalha campal, invas\u00e3o policial, ent\u00e3o acaba sendo um filme com um or\u00e7amento bem mais alto. \u00c9 um projeto do cora\u00e7\u00e3o e est\u00e1 caminhando\u00ac. Vamos come\u00e7ar a filmar em setembro. O \u201cAmores Urbanos\u201d passou na dianteira porque \u00e9 um projeto muito mais leve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o Paulo \u00e9 uma cidade pouco filmada, e quase sempre conta hist\u00f3rias muito espec\u00edficas. H\u00e1 quem diga que \u00e9 uma cidade feia, cinza, ruim de filmar. Como \u00e9 para voc\u00ea filmar aqui?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o Paulo tem lugares bonitos, pr\u00e9dios bonitos, mas n\u00e3o definiria SP como uma cidade bonita. Mas acho que essa est\u00e9tica de n\u00e3o mostrar o que n\u00e3o \u00e9 bonito\u2026 \u00e9 a vida, e o cinema \u00e9 a vida. A feiura tem uma for\u00e7a, uma est\u00e9tica muito impactante. S\u00e3o Paulo \u00e9 uma cidade desordenada, onde muitas vezes a feiura se imp\u00f5e, mas tamb\u00e9m tem o verde, tem lugares po\u00e9ticos, e tem muito a ver com a hist\u00f3ria que voc\u00ea t\u00e1 contando. Voc\u00ea pode filmar na periferia de Paris e encontrar uma coisa feia, que \u00e9 bonita. O bonito-bonitinho nem sempre \u00e9 o mais interessante para uma obra de arte. O estranho, o ca\u00f3tico, \u00e0s vezes tem uma beleza mais interessante. N\u00e3o s\u00f3 na cidade, mas tamb\u00e9m nos atores, nos figurinos. \u00c0s vezes, nada \u00e9 melhor que um rosto estranho, mas que voc\u00ea n\u00e3o consegue parar de olhar. N\u00e3o acho dif\u00edcil filmar em SP n\u00e3o, at\u00e9 porque eu nasci aqui. \u00c9 minha cidade, minha casa. \u00c9 onde estou na minha \u00e1rea. Para um projeto como esse, \u00e9 uma guerra, \u00e9 uma guerrilha. Para ser guerrilheiro, tem que estar na sua \u00e1rea, n\u00e9? A gente usa esse termo, cinema de guerrilha. Para mim, \u201cAmores Urbanos\u201d s\u00f3 poderia ser aqui, um filme como esse. Eu nunca morei em outro lugar. Al\u00e9m de conhecer a cidade e conhecer o que significa tudo que tem aqui, o SP contou com a participa\u00e7\u00e3o de amigos, ent\u00e3o o que aconteceu \u00e9 que eu tamb\u00e9m trouxe a teia de pessoas que eu constru\u00ed nessas d\u00e9cadas em S\u00e3o Paulo. O figurante que foi meu amigo de escola, a fot\u00f3grafa que come\u00e7ou a fotografar porque eu a chamei para um clipe l\u00e1 atr\u00e1s. S\u00e3o as pessoas que eu acompanho e me acompanham durante esses 30 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem filmes sobre S\u00e3o Paulo que voc\u00ea recomenda?<\/strong><br \/>\nTem uns filmes obrigat\u00f3rios. \u201cS\u00e3o Paulo S\/A\u201d [do cineasta Luiz S\u00e9rgio Person, de 1965], que n\u00e3o tem como n\u00e3o ver. Ele mostra a Galeria Metr\u00f3pole, tem umas cenas da cidade que s\u00e3o muito fortes. Dos filmes atuais\u2026 n\u00e3o sei, acho que h\u00e1 poucos filme sobre S\u00e3o Paulo. O Heitor (Dhalia) fez um filme em SP, \u201cNina\u201d, que tem uma est\u00e9tica louca, que tem que ser visto tamb\u00e9m, a cidade est\u00e1 sendo usada ali de um jeito \u00fanico, de um ponto de vista \u00fanico. N\u00e3o sei. Tem que pensar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para encerrar: se o \u201cAmores Urbanos\u201d n\u00e3o tivesse esse nome, qual seria?<\/strong><br \/>\nDif\u00edcil dizer. Sei que, enquanto a gente estava construindo os roteiros, um dos t\u00edtulos que o filme teria era \u201cUm filme sobre voc\u00ea\u201d. Talvez seja uma frase que apare\u00e7a ainda, embaixo do t\u00edtulo. A maior inten\u00e7\u00e3o \u00e9 a de fazer uma cr\u00f4nica sobre n\u00f3s todos que estamos aqui em SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/amoresurbanos1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"877\" \/><\/p>\n<p>&#8211; Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\">@noacapelas<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog\u00a0<a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Pergunte ao Pop<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/literatura\/\"><strong><\/strong><\/a><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/cinema\/\">MAIS SOBRE CINEMA E FILMES<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Capelas\nRealizado com poucos recursos e muita \u2018brodagem\u2019, \u201cAmores Urbanos\u201d se inspira no modelo de filmes como \u201cFrances Ha\u201d\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/19\/entrevista-vera-egito\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38253"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38253"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38546,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38253\/revisions\/38546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}