{"id":38149,"date":"2016-05-07T18:36:21","date_gmt":"2016-05-07T21:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38149"},"modified":"2025-10-05T23:33:39","modified_gmt":"2025-10-06T02:33:39","slug":"balanco-abril-pro-rock-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/07\/balanco-abril-pro-rock-2016\/","title":{"rendered":"Abril Pro Rock 2016 ferve com shows de Alice Caymmi, Filipe Catto, BandaVoou, Maua, Oit\u00e3o e Robertinho de Recife"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo fim de semana de abril, o lend\u00e1rio festival Abril Pro Rock celebrou sua 24\u00ba edi\u00e7\u00e3o com 23 shows divididos em dois dias: a primeira noite, mais pop e plural, aconteceu no Baile Perfumado; a segunda noite, celebrando o barulho, do hair metal ao thrash, reuniu um enorme exercito de camisetas pretas no gigante Classic Hall. Nas duas datas, a extensa programa\u00e7\u00e3o dividiu o p\u00fablico, que na abertura alcan\u00e7ou o auge no meio da maratona (apenas metade da audi\u00eancia que viu o grande show de Alice Caymmi, a quarta atra\u00e7\u00e3o, ficou para ver o oitavo show, j\u00e1 na avan\u00e7ada madrugada, de Ti\u00ea). No s\u00e1bado de metal, o cansa\u00e7o da maratona espalhou corpos, b\u00eabados de sono e \u00e1lcool, pelos cantos do Classic Hall, com o Viper encerrando a \u201cnoitada de s\u00e1bado\u201d \u00e0s v\u00e9speras do sol de domingo raiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, o Abril Pro Rock 2016 j\u00e1 havia come\u00e7ado algumas semanas antes, com shows acontecendo no APR Club, no Recife Antigo, e quem deu \u00e0s boas vindas \u00e0 v\u00e9spera da maratona oficial foi Daniel Groove, numa apresenta\u00e7\u00e3o emocionante, voz e viol\u00e3o, em que ele mostrou can\u00e7\u00f5es de seus dois \u00e1lbuns para uma plateia pequena, por\u00e9m atenta e com letras na ponta da l\u00edngua. J\u00e1 no Baile Perfumado, no dia seguinte, uma boa novidade: a cervejaria local DeBron seria a respons\u00e1vel por abastecer a primeira noite com tr\u00eas chopes (Weizen, Pilsen e Pale Ale) e o ambiente ainda exibia uma feirinha (destaque para a banquinha da local e cada vez mais nacional <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AssustadoDiscos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Assustado Discos<\/a>) e uma \u00e1rea de food trucks. Os shows, por sua vez, foram divididos em dois palcos, de forma que uma apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ava no segundo seguinte ao t\u00e9rmino de outra. Partiu maratona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira parte da primeira noite foi dedicada aos artistas locais, e eles mostraram personalidade. O perform\u00e1tico Pierre Ten\u00f3rio abriu os trabalhos com uma bela apresenta\u00e7\u00e3o sustentada por uma banda eficiente e por um repert\u00f3rio que merece ser ouvido com aten\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/pierre-ten-rio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a<\/a> \u201cChoques El\u00e9tricos\u201d e \u201cPrecip\u00edcio\u201d). De Serra Talhada e com um p\u00fablico fiel, a BandaVoou teria estofo para atrair os mesmos olheiros que \u201cdescobriram\u201d os Los Hermanos no Abril Pro Rock de 1999: com um repert\u00f3rio autoral caprichado calcado numa jun\u00e7\u00e3o de samba, MPB e pop com boas letras cantadas por quase todos os presentes, o grupo se divide na personalidade de seus dois l\u00edderes, Carlos Filho (vocais e cordas), mais agitado e entregue, e PC Silva (vocais e cordas), mais contido e po\u00e9tico, resultando num grande show. Na sequencia, a poesia do sert\u00e3o numa bonita apresenta\u00e7\u00e3o do Em Canto e Poesia, que honra seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr6.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira atra\u00e7\u00e3o \u201cestrangeira\u201d, Os Transtornados do Ritmo Antigo, de Curitiba, colocou todo mundo pra dan\u00e7ar com banjo, baixol\u00e3o, metaleira e som de bigband de rua num clima que destoou tanto das primeiras atra\u00e7\u00f5es, mais focadas no folclore da regi\u00e3o e na MPB, quanto das seguintes, exercendo um expediente interessante da curadoria por provocar o p\u00fablico que veio para ver esse ou aquele artista, e encontrar um bom show como o dos curitibanos. Jogada acertada. No palco principal, um dos shows mais festejados do fim de semana, Alice Caymmi, que mais uma vez mostrou que n\u00e3o h\u00e1 limites para sua musicalidade indo de Caetano (\u201cIans\u00e3\u201d) a Stones (\u201cPaint It Black\u201d), de Maysa (\u201cMeu Mundo Caiu\u201d) a Led Zepellin (\u201cBlack Dog\u201d), de Abba (\u201cLay All Your Love On Me&#8221;) a Lilian (\u201cSou Rebelde\u201d), numa mistureba sonora que, em alguns momentos, soa exageradamente kitsch e indigesta, mas que em outros, como na vers\u00e3o matadora de \u201cHomem\u201d, de Caetano, alcan\u00e7am o Olimpo pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Porto Alegre, dois bons shows em sequencia: o pop folk de J\u00e9f agradou o p\u00fablico em uma apresenta\u00e7\u00e3o correta e eficiente enquanto Filipe Catto mostrou um repert\u00f3rio mais denso e perform\u00e1tico, perfeito para que o cantor exibisse a for\u00e7a de sua voz sob a cama de uma \u00f3tima banda no segundo grande show da noite \u2013 vale observar que tanto Alice quanto Filipe s\u00e3o 90% interpretes, assinando can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias em seus repert\u00f3rios, mas se utilizando bastante de vers\u00f5es para exibir seu talento. \u00cddolo cult local, a apresenta\u00e7\u00e3o de Graxa foi tipicamente indie anos 90, com desleixo vocal e riffs \u00e1speros rendendo um show morno. Para encerrar a noite, Ti\u00ea, em vers\u00e3o folk hippie rock, fez a felicidade do pequeno p\u00fablico presente com um show diferente das turn\u00eas anteriores, que faz sentir saudade do tempo das baladinhas folk simples e eficientes de \u201cSweet Jardim\u201d, o disco de estreia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no Classic Hall, no s\u00e1bado, nada de fofura, muito pelo contr\u00e1rio. Cheguei a tempo de pegar as duas \u00faltimas m\u00fasicas do Monticelli, trio hard rock eficiente formado por tr\u00eas irm\u00e3os que pediram: \u201cParem de tocar covers\u201d. Aplausos. Ainda no palco secund\u00e1rio, a Maua, de Aracaju, fez um show digno de palco principal, com peso, vocal gutural e insanidade que colocam no bolso muitas \u201cestrelas\u201d da noite. J\u00e1 em um dos dois palcos principais, o mesmo esquema do Baile Perfumado: uma banda come\u00e7a o massacre no segundo seguinte ao fim da outra. A primeira foi a paulistana NervoChaos, metal profissa e eficiente. O psychobilly do Sick Sick Sinners, de Curitiba, veio na sequencia, e conseguiu agilizar umas rodas de pogo, mas o punk hardcore ativista da Questions, de S\u00e3o Paulo, foi al\u00e9m com discursos pol\u00edticos conscientes, empolga\u00e7\u00e3o e entrega que se reverteu em rodas de pogo e muitos aplausos. Um baita show que encerrou a primeira e melhor parte da noite pesada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr7.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda parte da noite foi iniciada com o Terra Prima, banda local que carrega 11 anos de hist\u00f3ria e tem um s\u00e9quito fiel de f\u00e3s na cidade, mas cujo show empilha os clich\u00eas mais toscos do hair metal. Se o Sepultura conseguiu revolucionar o thrash em \u201cRoots\u201d, o Terra Prima parece querer fazer o mesmo com o hair metal chocando o Bon Jovi com uma sonoridade terceiro-mundista. N\u00e3o funcionou, mas iria piorar. Infelizmente, o pedido dos garotos do Monticelli n\u00e3o foi atendido, e Edu Falaschi subiu ao palco para um show de covers de Iron Maiden, Dio, Megadeth, Angra&#8230; O p\u00fablico adorou. Tentando colocar a noite nos trilhos novamente, o Oit\u00e3o, que tem a frente o Master Chef Henrique Foga\u00e7a, fez uma apresenta\u00e7\u00e3o vigorosa, concentrada no som e n\u00e3o em m\u00e3ozinha nas madeixas (at\u00e9 porque Foga\u00e7a \u00e9 careca) e nh\u00e9m nh\u00e9m nh\u00e9m. Grande momento: a participa\u00e7\u00e3o de Cannibal, da Devotos, numa grande vers\u00e3o de \u201cIsto \u00e9 Olho Seco\u201d, da Olho Seco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr8.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerado um dos maiores guitarristas do Brasil, Robertinho de Recife, aos 52 anos, trouxe para sua terra natal o show \u201cMetal Mania\u201d, que recupera o \u00e1lbum lan\u00e7ado por ele em 1985 (tr\u00eas anos antes do sucesso nacional com o Yahoo). Descontando as letras, pueris quando n\u00e3o bestas, e concentrando-se na m\u00fasica, esse foi um dos melhores shows da noite pesada do Abril Pro Rock 2016, com som potente e encorpado e uma banda muito boa ao vivo. A minha despedida do festival foi com a eficiente banda belga Evil Invaders, trash metal seco e violento com uma excelente presen\u00e7a de palco do trio de moleques que forma a banda. Ainda faltavam os shows de Korzus (que eu havia visto no <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/07\/os-destaques-do-goiania-noise-2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Goi\u00e2nia Noise 2014<\/a>) e Viper, que eu queria muito ver, mas o avan\u00e7ado da hora (a previs\u00e3o pessoal era de que os paulistanos fossem encerrar a maratona p\u00f3s 5 da manh\u00e3) vitimou o rep\u00f3rter. Partiu hotel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr9.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo final dos dois dias de Abril Pro Rock foi positivo, mas abriu o pensamento para dezenas de quest\u00f5es importantes sobre o futuro \u2013 n\u00e3o s\u00f3 do festival em si, mas do pr\u00f3prio calend\u00e1rio de festivais brasileiros em geral. Formando com o Goi\u00e2nia Noise e o Por\u00e3o do Rock (Bras\u00edlia) a tr\u00edade de festivais que deveriam ser tombados pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico brasileiro e fixados no calend\u00e1rio oficial de suas capitais, o Abril Pro Rock \u00e9 o mais plural dos tr\u00eas eventos, ainda que, neste momento da hist\u00f3ria, tenha na noite Metal sua grande reverbera\u00e7\u00e3o. Surgindo em 1998, o Por\u00e3o do Rock carece completamente de curadoria e repete atra\u00e7\u00f5es como se fosse uma vers\u00e3o diminuta do question\u00e1vel Rock in Rio (grande modelo de neg\u00f3cio, p\u00e9ssimo modelo de curadoria), tendo um grande alcance no Distrito Federal; j\u00e1 o Goi\u00e2nia Noise, criado em 1995, soa melhor focado: a maratona de shows \u00e9 intensa e h\u00e1 pouca concess\u00e3o a artistas n\u00e3o pesados, mas a curadoria \u00e9 criteriosa e abastece uma cena que se criou em torno do festival e da Monstro Discos. Entre os tr\u00eas, o caso do Abril Pro Rock \u00e9 o mais particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr10.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgido em 1993 em meio \u00e0 efervesc\u00eancia da cena pernambucana com a badala\u00e7\u00e3o do Manguebeat, o Abril Pro Rock segue apostando no novo (\u201cA programa\u00e7\u00e3o da primeira noite foi totalmente in\u00e9dita\u201d, comemorava Paulo Andr\u00e9, idealizador do festival, que divide a curadoria com Guilherme Moura), acertadamente, mas dialogando com um p\u00fablico menor do que nas edi\u00e7\u00f5es anteriores, fruto, segundo Paulo Andr\u00e9, de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, entre eles a crise, cortes em patroc\u00ednios e o cancelamento da banda de death metal Malevolent Creation, uma das atra\u00e7\u00f5es mais aguardadas da noite Metal. De qualquer forma, a maratona de shows diminuiu o p\u00fablico sensivelmente nas bordas (come\u00e7o e fim das noites), o que acende a discuss\u00e3o sobre formato de festival: o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/07\/os-destaques-do-goiania-noise-2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Goi\u00e2nia Noise<\/a> tradicionalmente segue o mesmo padr\u00e3o, mas com shows mais curtos; o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/12\/08\/balanco-porao-do-rock-2015-brasilia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Por\u00e3o<\/a> alterna tr\u00eas palcos, dois deles simultaneamente; mais \u201cnovato\u201d, surgido em 2005 em Natal, o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/12\/balanco-festival-dosol-natal-2015\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festival DoSol<\/a> aposta nos v\u00e1rios palcos simult\u00e2neos, e o resultado tem agradado; em sua primeira edi\u00e7\u00e3o em 2015, o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/08\/03\/balanco-festival-radioca-em-salvador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festival Radioca<\/a>, em Salvador, apostou num line-up compacto de oito shows em dois dias, e colheu bons frutos. Qual o caminho?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr11.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como todo grande festival, o Abril Pro Rock teve shows excelentes (neste caso, Alice Caymmi, Filipe Catto, BandaVoou, Maua, Oit\u00e3o, Robertinho de Recife), outros muitos bons e alguns dispens\u00e1veis (isso do ponto de vista do autor do texto, que n\u00e3o v\u00ea sentido em um show cover de Edu Falaschi, ainda que escalado de \u00faltima hora para suprir a aus\u00eancia da Malevolent Creation, e que cativou a aten\u00e7\u00e3o de um grande p\u00fablico na segunda noite, quest\u00f5es cr\u00edticas \u00e0 parte) numa maratona sonora para fortes e corajosos. Agora, o Abril Pro Rock j\u00e1 adentra o seu 25\u00ba ano, afinal, como diz o jarg\u00e3o do meio, \u201co festival do ano que vem come\u00e7a quando o desse ano acaba\u201d, festejando em 2017 suas Bodas de Prata, o que j\u00e1 injeta animo extra \u2013 n\u00e3o \u00e0 toa, j\u00e1 h\u00e1 boatos de que o festival deve voltar a ter tr\u00eas noites \u2013 e aumenta as expectativas para uma grande festa. O Abril Pro Rock merece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/apr12.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nNo \u00faltimo fim de semana de abril, o lend\u00e1rio festival Abril Pro Rock celebrou sua 24\u00ba edi\u00e7\u00e3o com 23 shows divididos em dois dias\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/07\/balanco-abril-pro-rock-2016\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":91732,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38149"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38149"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91731,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38149\/revisions\/91731"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}