{"id":38041,"date":"2016-04-25T18:43:09","date_gmt":"2016-04-25T21:43:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38041"},"modified":"2025-11-03T21:07:32","modified_gmt":"2025-11-04T00:07:32","slug":"entrevista-samuel-rosa-e-lo-borges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/25\/entrevista-samuel-rosa-e-lo-borges\/","title":{"rendered":"Entrevista: Samuel Rosa fala sobre CD e DVD que ele gravou com L\u00f4 Borges"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 estranho constatar que, at\u00e9 alguns dias atr\u00e1s, Samuel Rosa e L\u00f4 Borges n\u00e3o tinham sequer um disco gravado juntos. Afinal, h\u00e1 tanto tempo s\u00e3o parceiros, que registrar esse encontro de duas gera\u00e7\u00f5es importantes da m\u00fasica mineira era algo mais que natural. Mas o fato \u00e9 que apenas agora, uma d\u00e9cada e meia depois do primeiro show da dupla, a reuni\u00e3o est\u00e1 devidamente documentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo in\u00edcio do projeto com o L\u00f4, a ideia era ser meramente um encontro dos dois no palco. N\u00e3o existia plano pra lan\u00e7armos um disco (&#8230;) era uma coisa descompromissada, leve, sem data, sem obriga\u00e7\u00e3o\u201d, conta Samuel, explicando que a intensa atividade da carreira solo de L\u00f4 e sua vida corrida com o Skank (\u201cque continua atuante e em plena atividade\u201d) tornavam quase imposs\u00edvel tocar outros projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, felizmente, sobrou um tempinho para registrar \u201cSamuel Rosa e L\u00f4 Borges\u201d, t\u00edtulo do DVD e do CD do espet\u00e1culo gravado ao vivo no Cine Theatro Brasil de Belo Horizonte, em agosto de 2015. No repert\u00f3rio, sucessos do Skank de Samuel, do Clube da Esquina de L\u00f4 e outros compostos em parceria pelos dois, como \u201cDois Rios\u201d, de 2003, a primeira m\u00fasica que fizeram juntos. Nesta entrevista, Samuel explica melhor o projeto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Samuel Rosa &amp; L\u00f4 Borges Ao Vivo no Cine Theatro Brasil\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_myEGFggmcphWMoQBWOljk9cDVXPT3IVyg\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea e o L\u00f4 Borges fazem shows juntos desde 1999 e s\u00e3o parceiros de composi\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos. Por que demorou tanto para registrar uma dessas apresenta\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se teria um motivo que explicasse completamente essa defasagem do per\u00edodo em que a gente come\u00e7ou os encontros e este primeiro documento. Vale lembrar que nesse per\u00edodo o L\u00f4 continuou tocando a carreira dele e eu tamb\u00e9m, dentro do Skank, uma banda que continua atuante e em plena atividade. Isso demanda grava\u00e7\u00e3o de disco, turn\u00ea&#8230; Cheguei a acreditar que conseguiria dar uma breve pausa na carreira com o Skank pra cuidar de outros projetos, mas vi que isso \u00e9 quase imposs\u00edvel, pelo menos agora. Vi que a alternativa seria mesmo tocar outros projetos paralelamente \u00e0 exist\u00eancia do Skank. No in\u00edcio do projeto com o L\u00f4, a ideia era ser meramente um encontro dos dois no palco. N\u00e3o existia plano pra lan\u00e7armos um disco, fazermos uma turn\u00ea ou fecharmos contrato com uma gravadora. Era uma coisa descompromissada, leve, sem data, sem obriga\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pelo mero prazer de estar junto, de tocarmos as coisas de que gostamos e talvez depois compormos juntos. Depois de algum tempo, faz uns cinco ou seis anos, \u00e9 que nos ocorreu gravar o projeto, pra que o Brasil pudesse conhecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O repert\u00f3rio do DVD fica bem dividido entre as composi\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas do L\u00f4 e as suas, al\u00e9m das parcerias entre os dois. Voc\u00eas chegaram a ficar tentados a fugir desse set list previs\u00edvel ou \u00e9 isso mesmo que os f\u00e3s querem ouvir?<\/strong><br \/>\nDurante esse per\u00edodo todo, experimentamos muitas m\u00fasicas, coisas conhecidas e outras nem tanto. Mas com a proximidade da data da grava\u00e7\u00e3o, precisamos fechar o set list. N\u00e3o foi uma coisa muito dif\u00edcil, porque ao longo do tempo houve uma sele\u00e7\u00e3o natural. Algumas m\u00fasicas est\u00e3o desde o in\u00edcio, outras foram compostas depois que o projeto come\u00e7ou. Havia 70% ou 80% das coisas que toc\u00e1vamos que ach\u00e1vamos obrigat\u00f3rio que entrassem no repert\u00f3rio, e outras que poder\u00edamos pontuar, como as parcerias e as mais recentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A participa\u00e7\u00e3o da Fernanda Takai e do Milton Nascimento tamb\u00e9m n\u00e3o foi nenhuma surpresa. Pensaram em mais algu\u00e9m que por algum motivo n\u00e3o p\u00f4de estar presente?<\/strong><br \/>\nUm convite ao Milton era quase que inevit\u00e1vel, uma vez que ele \u00e9 um pouco respons\u00e1vel por esse encontro. Ele sempre foi muito interessado no Skank, j\u00e1 gravou m\u00fasica minha, j\u00e1 participei de projetos com ele. E ele e o L\u00f4 s\u00e3o parceiros musicais h\u00e1 muito tempo, j\u00e1 fizeram v\u00e1rias obras-primas. Ent\u00e3o ele tinha que existir nesse projeto. Com a Fernanda, mesmo ela sendo da minha gera\u00e7\u00e3o e da mesma cidade, nossa aproxima\u00e7\u00e3o s\u00f3 se deu recentemente. Gravei no disco dela, ela gravou coisas do Skank com o Pato Fu. E tamb\u00e9m recentemente ela participou de projetos com o L\u00f4. Nossa inten\u00e7\u00e3o era que os convidados seguissem a mesma filosofia do meu encontro com o L\u00f4, ou seja, que tivessem, al\u00e9m de um respeito musical muito grande, uma afinidade pessoal antes de tudo. N\u00e3o sentimos a obriga\u00e7\u00e3o de que dever\u00edamos surpreender algu\u00e9m. Pra mim, estar fora do Skank com outro artista, ainda que seja algu\u00e9m com quem eu tabele h\u00e1 muitos anos, j\u00e1 \u00e9 algo bem diferente. N\u00e3o \u00e9 comum para os artistas de pop rock abrirem momentos na carreira pra gravar sem sua banda, ainda mais com algu\u00e9m de outra gera\u00e7\u00e3o. Pra mim, isso j\u00e1 \u00e9 surpresa em dose suficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hoje voc\u00ea tem 49 anos e o L\u00f4, 64. S\u00e3o, portanto, de gera\u00e7\u00f5es diferentes do pop mineiro. Como conseguiram tanto entendimento musical?<\/strong><br \/>\nQuase todos os garotos da minha gera\u00e7\u00e3o que tivessem pais com um m\u00ednimo de bom gosto escutaram o Clube da Esquina por tabela. [Risos] Mais pra frente, inserido na cena musical belo-horizontina, com uma preponder\u00e2ncia muito grande do Clube da Esquina, acabei entendendo um pouco mais, busquei outros discos, outros compositores. Curiosamente, sempre tive uma admira\u00e7\u00e3o muito especial pelo L\u00f4. Achava que ele era um cara que, com toda sofistica\u00e7\u00e3o, com toda erudi\u00e7\u00e3o, tinha uma linguagem mais pr\u00f3xima do pop e do rock. E isso talvez tenha sido um facilitador pra que eu entrasse no universo dele. Quando surgiu aquela turma dos anos 90, Skank, Pato Fu, era regra todo mundo pontuar o abismo est\u00e9tico que havia entre as duas gera\u00e7\u00f5es. Nossa proposta era muito diferente da do Clube da Esquina. A gente estava num momento de negar a gera\u00e7\u00e3o anterior, quer\u00edamos que n\u00e3o nos achassem uma raspa de tacho, os caras que iriam dar uma continuidade ao Clube da Esquina, \u00e0 m\u00fasica mineira ociosa. Ent\u00e3o criou-se um certo antagonismo, at\u00e9 que o L\u00f4 quebrou esse gelo gravando \u201cTe Ver\u201d no disco dele [\u201cMeu Filme\u201d, de 1996]. Ele mostrou que achava bom ter uma nova gera\u00e7\u00e3o, com outra proposta, com outras refer\u00eancias, e que gostava do nosso som. Quando o conheci, lhe disse que era f\u00e3 dele, que tinha todos os discos, e da\u00ed nasceu uma amizade, que foi pro palco por sugest\u00e3o de um amigo em comum. Ent\u00e3o come\u00e7ou a hist\u00f3ria toda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O L\u00f4 j\u00e1 declarou que sempre fez m\u00fasicas mais complexas, mas que aprendeu com voc\u00ea que \u00e9 poss\u00edvel compor \u00f3timas can\u00e7\u00f5es com menos acordes. E voc\u00ea, o que pode destacar de tudo o que aprendeu com ele?<\/strong><br \/>\nPra mim, \u00e9 mais f\u00e1cil dizer tudo que aprendi com ele [Risos]. O L\u00f4 \u00e9 um mestre da composi\u00e7\u00e3o, tem uma forma de composi\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica muito genu\u00edna, muito interessante. Olhando pra discografia do Skank, consigo ver claramente o quanto esse encontro com o L\u00f4 representou pra mim em termos de composi\u00e7\u00e3o. Se ele descobriu que \u00e9 poss\u00edvel fazer m\u00fasicas interessantes com dois acordes, eu descobri que \u00e9 poss\u00edvel fazer m\u00fasicas diretas, sem muita complica\u00e7\u00e3o, usando mais que dois acordes. [Risos] Na minha tentativa de romper com uma est\u00e9tica inicial do Skank, de baterias eletr\u00f4nicas, de m\u00fasicas mais simples, diretas, quis emprestar uma complexidade maior \u00e0s can\u00e7\u00f5es da banda. Nada muito experimental ou totalmente vanguardista, nada disso. Simplesmente ajeitar uma nova maneira de compor, que n\u00e3o dependesse tanto dos metais, ou que n\u00e3o come\u00e7asse a partir de uma batida de bateria. A\u00ed veio \u201cResposta\u201d, veio \u201cDois Rios\u201d, \u201cBalada de um Amor Inabal\u00e1vel\u201d, que j\u00e1 t\u00eam algumas disson\u00e2ncias nos acordes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O L\u00f4 me disse, no lan\u00e7amento de seu \u00faltimo disco de in\u00e9ditas, \u201cHorizonte Vertical\u201d, em 2011, que o p\u00fablico dele se renova constantemente. Em 2014, voc\u00ea me garantiu o mesmo sobre o Skank no lan\u00e7amento de \u201cVelocia\u201d. E os f\u00e3s de voc\u00eas dois juntos, quem s\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma pergunta dif\u00edcil, e vou ter mais condi\u00e7\u00f5es de te responder depois que a gente fizer alguns shows. A sensa\u00e7\u00e3o que eu tinha, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, \u00e9 que as pessoas, ao irem ao show do Samuel e do L\u00f4, n\u00e3o sabiam o que iriam encontrar. Se era um projeto de m\u00fasicas in\u00e9ditas, se ir\u00edamos privilegiar o Clube da Esquina, o L\u00f4 ou o Skank, e se, privilegiando um ou outro, de qual fase da carreira. Era meio que um susto, as pessoas iam descobrindo o que tinham comprado durante o show. Agora, com o lan\u00e7amento do DVD, a gente coloca uma legenda, fica mais f\u00e1cil de entender. O que sinto \u00e9 que as m\u00fasicas, apesar de serem de fases diferentes, conseguem manter um di\u00e1logo entre elas no show. E vejo na plateia, na grande maioria, pessoas que t\u00eam, no gosto musical, uma interse\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas do Skank e do L\u00f4 Borges. O p\u00fablico do Skank j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o jovem, s\u00e3o pessoas que casaram, tiveram filhos. E pra essas pessoas entenderem a m\u00fasica do L\u00f4, acredito que seja mais tranquilo. Tamb\u00e9m vejo hoje que uma mo\u00e7adinha de 16, 17 anos, at\u00e9 porque sou pai de um garoto de 17 anos, n\u00e3o sei se pelo desgaste, pela fal\u00eancia da m\u00fasica pop brasileira, que n\u00e3o existe mais, est\u00e1 buscando l\u00e1 atr\u00e1s coisas que possam atender a eles, que tenham juventude, mas tamb\u00e9m conte\u00fado. E encontram isso na m\u00fasica do Clube da Esquina. Hoje \u00e9 muito mais f\u00e1cil, n\u00e3o \u00e9 preciso recorrer \u00e0quele vinil velho que est\u00e1 na casa do seu av\u00f4 ou do seu pai, est\u00e1 tudo na internet. Vejo uma mo\u00e7ada mais iniciada em m\u00fasica, que procura a m\u00fasica brasileira produzida no in\u00edcio dos anos 70, os tesouros da Tropic\u00e1lia, dos Novos Baianos, da m\u00fasica progressiva, psicod\u00e9lica. Est\u00e3o garimpando os tesouros da nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea e o L\u00f4 ter\u00e3o tempo para uma turn\u00ea juntos?<\/strong><br \/>\nA ideia \u00e9 essa. Vamos cobrir as principais capitais do Brasil e, o m\u00e1ximo poss\u00edvel, fazer o p\u00fablico brasileiro sabedor desse encontro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o Skank, o que h\u00e1 de novo para contar aos f\u00e3s da banda?<\/strong><br \/>\nO Skank continua na turn\u00ea do \u201cVelocia\u201d, ainda estamos colhendo os frutos do disco. Estamos na terceira m\u00fasica de trabalho. \u00c9 prov\u00e1vel que no ano que vem a gente venha a lan\u00e7ar alguma coisa. Ainda n\u00e3o posso garantir, porque n\u00e3o tivemos nenhuma reuni\u00e3o pra definir isso, mas \u00e9 bem prov\u00e1vel termos coisas in\u00e9ditas do Skank. Ou quem sabe minhas, solo, n\u00e3o sei. [Risos]<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Samuel Rosa, L\u00f4 Borges - Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (Video Ao Vivo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FwGb3eA9Yww?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Quase todos os garotos da minha gera\u00e7\u00e3o que tivessem pais com um m\u00ednimo de bom gosto escutaram Clube da Esquina&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/25\/entrevista-samuel-rosa-e-lo-borges\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":92401,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1019,1021,1020],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38041"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38041"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38041\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92402,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38041\/revisions\/92402"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92401"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}