{"id":38013,"date":"2016-04-19T18:43:39","date_gmt":"2016-04-19T21:43:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38013"},"modified":"2016-08-31T03:06:16","modified_gmt":"2016-08-31T06:06:16","slug":"entrevista-sean-riley-the-slowriders","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/19\/entrevista-sean-riley-the-slowriders\/","title":{"rendered":"Entrevista: Sean Riley &#038; The Slowriders"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seanriley.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"405\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Origin\u00e1rios de Coimbra e residentes em Lisboa, os Sean Riley &amp; The Slowriders desenvolveram a sua identidade inspirando-se no folk, no rock e no blues. Num tom cordial e pragm\u00e1tico, que manter\u00e1 ao longo da entrevista, no Clube Liter\u00e1rio do Tivoli F\u00f3rum, Sean Riley (o alter-ego do vocalista e guitarrista Afonso Rodrigues) explica que a op\u00e7\u00e3o por temas cantados em ingl\u00eas correspondeu a uma circunst\u00e2ncia temporal: \u201cSempre escutei m\u00fasica portuguesa e MPB mas, no momento em que comecei a compor as minhas primeiras can\u00e7\u00f5es, eu estava completamente influenciado por m\u00fasicos e escritores anglo-sax\u00f3nicos. Por isso, foi algo instintivo e n\u00e3o ponderado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a edi\u00e7\u00e3o do disco de estreia, \u201cFarewell\u201d, de 2007, a banda apostou numa toada folk rock, flertando com refer\u00eancias americanas como Bob Dylan e Leonard Cohen e apostando num classicismo honesto com bons resultados art\u00edsticos. \u201cRealmente, o \u00fanico objetivo era criar algo e a marca que eu queria deixar era concretizar a grava\u00e7\u00e3o de um disco. Pensei que se passasse por essa experi\u00eancia seria a vit\u00f3ria final\u201d, conta Sean Riley. Dois anos mais tarde, \u201cOnly Time Will Tell\u201d, um \u00e1lbum inspirado e ao n\u00edvel dos melhores momentos do grupo, mereceria igual destaque e resultaria em boas atua\u00e7\u00f5es nos Festivais Paredes de Coura e Optimus Alive.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSean Riley &amp; The Slowriders\u201d, o mais recente trabalho do quarteto, onde se incluem Bruno Sim\u00f5es (baixo, guitarra, mel\u00f3dica e noise), Filipe Costa (\u00f3rg\u00e3o, piano, baixo, guitarra, bateria e harmonica) e Filipe Rocha (bateria, contrabaixo e glockenspiel), apresenta uma pegada mais roqueira, mas tamb\u00e9m momentos harm\u00f4nicos. A dualidade do disco \u00e9 acompanhada por uma toada \u00e9pica e alguns momentos explorat\u00f3rios como \u00e9 o caso do blues eletr\u00f4nico \u201cGipsy Eyes\u201d. \u201cO aspeto interessante dessa faixa \u00e9 que a sua base (os acordes de guitarra e voz) corresponde a um tema habitual no Sean Riley &amp; The Slowriders. Mas, se voc\u00ea escutar o arranjo da can\u00e7\u00e3o, ela s\u00f3 poderia entrar nesse trabalho ou nas grava\u00e7\u00f5es anteriores ao nosso primeiro \u00e1lbum\u201d, refere o vocalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A edi\u00e7\u00e3o de dois discos na B\u00e9lgica, Holanda e Luxemburgo, pelo selo Sonic Rendezvous, e uma presen\u00e7a regular em shows internacionais, garantiram \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de Coimbra a experi\u00eancia para garantir uma progress\u00e3o sustentada na sua carreira. Relativamente ao balan\u00e7o das atividades da banda, Sean Riley prefere destacar a globalidade do processo. \u201cTerminamos um disco depois de um pequeno tour pela Europa em que viajamos por v\u00e1rios pa\u00edses, levamos a nossa m\u00fasica para o exterior e isso s\u00e3o experi\u00eancias fant\u00e1sticas, mas os primeiros shows tamb\u00e9m foram m\u00e1gicos e tudo o que se passa entre esses dois momentos \u00e9 influenciado pelo que vem de tr\u00e1s e implica uma constru\u00e7\u00e3o futura\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Sean Riley conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/HfgDpyME7eA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/HfgDpyME7eA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O novo trabalho tem contornos \u00e9picos muito vincados, mas alia o desencanto a uma perspectiva otimista da realidade. Essa oposi\u00e7\u00e3o de sentimentos define o conceito do disco?<\/strong><br \/>\nEsse trabalho n\u00e3o tem propriamente um conceito que o sustente. Mas essas duas realidades est\u00e3o bem acentuadas no disco e acabam por ser duas constantes permanentes na exist\u00eancia. O otimismo e o descontentamento \u00e9 algo com que temos de contar e a vida \u00e9 o balan\u00e7o desses sentimentos. Por isso, voc\u00ea faz uma an\u00e1lise com muito sentido. E a n\u00edvel s\u00f4nico tamb\u00e9m existe essa dualidade no \u00e1lbum: tem um lado negro, pesado e agressivo, mas tamb\u00e9m cad\u00eancias mais leves e bonitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Porque escolheram \u201cDili\u201d como primeiro single do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\n\u00c9 sempre dif\u00edcil escolher singles e eu n\u00e3o gosto de o fazer. Por norma, se voc\u00ea coloca 10 faixas num disco ent\u00e3o \u00e9 porque gosta de todos os temas e ser\u00e1 indiferente escolher um deles em particular. Mas foi preciso fazer isso e essas s\u00e3o as can\u00e7\u00f5es que chegam primeiro ao p\u00fablico ou das quais se edita um clipe. No caso do Sean Riley &amp; The Slowriders, pedimos a opini\u00e3o das pessoas que est\u00e3o pr\u00f3ximas da banda como a editora, management ou alguns amigos que nos acompanham. \u201cDili\u201d acabou por ser uma escolha das pessoas em redor do grupo e colocamos esse tema em vota\u00e7\u00e3o, porque sentimos que era dif\u00edcil ter uma faixa que ilustrasse todas as cores, latitudes e sentimentos diferentes que este \u00e1lbum cont\u00e9m. Pareceu-nos uma boa op\u00e7\u00e3o optar por essa can\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que fazia a transi\u00e7\u00e3o entre o que mostramos no passado, mas ao n\u00edvel do som e da produ\u00e7\u00e3o dava uma luz sobre o que estamos fazendo em 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Globalmente, \u201cSean Riley &amp; The Slowriders\u201d \u00e9 um trabalho em que voc\u00eas desafiam o passado ou, pelo contr\u00e1rio, representa apenas o estado atual da banda?<\/strong><br \/>\nAcaba por ser um pouco das duas coisas. Por um lado, desafia o passado porque conscientemente n\u00e3o queriamos repetir processos. O que tentamos fazer nos discos \u00e9 levar a banda para novos caminhos e manter a sua identidade, com o objetivo de tornar a m\u00fasica interessante para os outros, mas tamb\u00e9m para n\u00f3s. Essa \u00e9 a quest\u00e3o que liga \u00e0 representa\u00e7\u00e3o atual do grupo e tem de ser o resultado daquilo que somos e do que pretendemos fazer hoje. Naturalmente, algo estaria errado se fossemos as mesmas pessoas, com os mesmos interesses e fazendo algo semelhante ao nosso primeiro disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pretendem fazer shows nacionais e internacionais de promo\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nO objetivo \u00e9 fazermos todos os shows que forem poss\u00edveis e interessantes para o grupo. Sempre tivemos uma regularidade de atua\u00e7\u00f5es em Portugal e no exterior e esperamos que isso aconte\u00e7a neste momento. Ultimamente tocamos em Braga (norte de Portugal) e no Festival Caparica Primavera Surf Fest (margem sul de Lisboa) e proximamente anunciaremos algumas surpresas futuras. Posso garantir que em Portugal teremos muitas apresenta\u00e7\u00f5es programadas e encaramos a parte internacional com muita tranquilidade. Gostamos de tocar l\u00e1 fora, mas funcionamos ao sabor dos acontecimentos. Em breve, retomaremos alguns contatos, at\u00e9 porque j\u00e1 fizemos bons concertos no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os planos futuros dos Sean Riley &amp; The Slowriders?<\/strong><br \/>\nExistem v\u00e1rias raz\u00f5es para que esse processo seja circular. O fato de lan\u00e7armos o nosso disco hom\u00f4nimo n\u00e3o \u00e9 por acaso. Isso significa que de alguma forma tenhamos sentido que \u00e9 um novo come\u00e7o, ou seja, existia um ciclo que compunha os tr\u00eas \u00e1lbuns anteriores que foi fechado e agora estamos falando de algo diferente. Ao fazermos um novo arranque, o objetivo ficou pr\u00f3ximo do meu prop\u00f3sito inicial e que era simplesmente editar um disco. Com o atual trabalho, n\u00f3s quer\u00edamos passar tempo juntos, compor m\u00fasica e grav\u00e1-la. Para n\u00f3s, esse fato e a bel\u00edssima experi\u00eancia de fazer can\u00e7\u00f5es novamente foi uma viagem que valeu a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria de deixar uma mensagem aos leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nAdoro m\u00fasica brasileira e em minha casa, atrav\u00e9s do meu pai, escutei discos de Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Beth\u00e2nia. A \u00fanica mensagem que gostaria de vos deixar \u00e9 esta: n\u00f3s gostamos da vossa m\u00fasica, mas interessem-se tamb\u00e9m pela m\u00fasica portuguesa e vamos tentar estabelecer o m\u00e1ximo de pontes e liga\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Para al\u00e9m disso, espero que o interc\u00e2mbio se desenvolva e n\u00e3o se limite a artistas brasileiros tocando em Portugal, mas que ocorram parcerias em discos com m\u00fasicos dos dois pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lTBLmNNwlvU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lTBLmNNwlvU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp;          Yell   contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras    entrevistas   de   Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado, de Lisboa\nOrigin\u00e1rios de Coimbra e residentes em Lisboa, os Sean Riley &#038; The Slowriders inspiram-se no folk, no rock e no blues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/19\/entrevista-sean-riley-the-slowriders\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38013"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38013"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38124,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38013\/revisions\/38124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}