{"id":38010,"date":"2016-04-19T23:22:43","date_gmt":"2016-04-20T02:22:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=38010"},"modified":"2017-11-17T11:51:33","modified_gmt":"2017-11-17T13:51:33","slug":"the-hope-six-demolition-project-pj-harvey","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/19\/the-hope-six-demolition-project-pj-harvey\/","title":{"rendered":"O novo disco pol\u00edtico de PJ Harvey"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-38011\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"pj1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/pj1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Polly Jean Harvey est\u00e1 de volta. E continua afiada. Se \u201cLet England Shake\u201d, seu oitavo \u00e1lbum, lan\u00e7ado em 2011 e vencedor do Mercury Prize (PJ \u00e9, at\u00e9 hoje, a \u00fanica artista a ganhar duas vezes o importante pr\u00eamio brit\u00e2nico, sendo que na segunda, em 2011, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/07\/mercury-prize-premia-pj-harvey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ela derrotou Adele<\/a>), debatia como a Inglaterra havia se envolvido em diversos conflitos internacionais desde a Primeira Guerra Mundial (e toda dor, traumas e sujeiras resultantes da decis\u00e3o), o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cThe Hope Six Demolition Project\u201d amplia o universo de desesperan\u00e7a de Polly Jean, que agora narra hist\u00f3rias dram\u00e1ticas das viagens que fez para tr\u00eas lugares: Kosovo, o Afeganist\u00e3o e Washington DC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum \u201cThe Hope Six Demolition Project\u201d \u00e9 um amplo projeto art\u00edstico que ainda conta com um livro de poesias, \u201cThe Hollow of the Hand\u201d, que PJ escreveu entre 2011 e 2014 durante as viagens acompanhada do cinegrafista, fot\u00f3grafo de guerra e parceiro de projeto Seamus Murphy, um document\u00e1rio, que ainda ser\u00e1 lan\u00e7ado, e sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o transformadas em objeto de arte: o \u00e1lbum foi composto e gravado em sess\u00f5es abertas ao p\u00fablico como uma instala\u00e7\u00e3o art\u00edstica da Somerset House, em Londres. Durante 45 minutos por dia, o p\u00fablico assistia, atrav\u00e9s de um vidro, PJ e os produtores Flood e John Parish al\u00e9m dos m\u00fasicos convidados trabalharem no \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O registro aconteceu entre 16 de janeiro e 14 de fevereiro de 2015, com PJ recebendo o apoio de seus colaboradores tradicionais: John Parish tem participa\u00e7\u00e3o ativa no disco tocando v\u00e1rios instrumentos enquanto Mick Harvey (Bad Seeds), Terry Edwards e James Johnston (ambos do Gallon Drunk), Mike Smith (colaborador de Damon Albarn no Gorillaz e outros projetos) e Alain Johannes (QOTSA) participam de v\u00e1rias faixas do disco. A pr\u00f3pria PJ se desdobra tocando guitarra em cinco das 11 can\u00e7\u00f5es, sax em quatro, violino em &#8220;Near the Memorials to Vietnam and Lincoln&#8221; e harm\u00f4nica e auto-harp em &#8220;The Ministry of Social Affairs&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado deste processo diferenciado \u00e9, musicalmente, um dos melhores \u00e1lbuns da carreira de Polly Jean Harvey (e olha que a competi\u00e7\u00e3o \u00e9 dura), ainda que a tem\u00e1tica (pol\u00eamica) das can\u00e7\u00f5es esteja dividindo opini\u00f5es, muito porque a compositora optou por reportar (em um sentido pr\u00f3ximo do jornalismo) os fatos que ouviu e observou, muitas vezes da janela do carro, muitas vezes nas pr\u00f3prias palavras das pessoas que a guiavam nesse \u201ctour tur\u00edstico\u201d, como se voc\u00ea, caro leitor, a levasse para um passeio por sua cidade, e fizesse coment\u00e1rios sobre algo que ambos estavam vendo, e isso tudo retornasse, tempos depois, como uma can\u00e7\u00e3o (cr\u00edtica).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qsLqsqbObyg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 mais ou menos isso que acontece em &#8220;The Community of Hope&#8221;, segundo single do \u00e1lbum e primeira faixa do disco, uma can\u00e7\u00e3o diretamente ligada ao t\u00edtulo do projeto, por flagrar PJ e Seamus Murphy sendo conduzidos pelo famoso rep\u00f3rter Paul Schwartzman, do The Washington Post, aos lugares mais sombrios da capital dos Estados Unidos. \u201cPassei tr\u00eas horas com ela no carro e n\u00e3o sabia quem era ela\u201d, relata Schwartzman <a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/lifestyle\/i-gave-a-famous-rock-star-a-windshield-tour-of-dc--and-didnt-know-who-she-was\/2016\/03\/18\/8124ab28-e488-11e5-bc08-3e03a5b41910_story.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em texto escrito em mar\u00e7o deste ano<\/a>, 20 meses depois do \u201cpasseio\u201d, no momento em que ele recebe o v\u00eddeo de &#8220;The Community of Hope&#8221;, que abre com uma imagem sua, de \u00f3culos, no espelho retrovisor do carro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A letra de &#8220;The Community of Hope&#8221; foca na decad\u00eancia do distrito Ward 7, em Washington, especialmente sobre as falhas do programa Hope IV, que foi criado com o intuito de revitalizar habita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, demolindo e reconstruindo loteamentos habitacionais do p\u00f3s-guerra seguindo os princ\u00edpios do Novo Urbanismo para a ind\u00fastria imobili\u00e1ria. \u201cEsse forte programa de habita\u00e7\u00e3o de reconstru\u00e7\u00e3o de comunidades se tornou vital\u201d, explica o urbanista Douglas Farr no livro \u201cUrbanismo Sustent\u00e1vel\u201d, mas, por outro lado, h\u00e1 fortes cr\u00edticas de gentrifica\u00e7\u00e3o tanto quanto de privil\u00e9gios com base na capacidade de cada regi\u00e3o para gerar renda para a cidade (ou seja, se n\u00e3o gera renda, recebe menos privil\u00e9gios, o que soa igual a abandono).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, o passeio de PJ por Washington DC guiado pelo jornalista Paul Schwartzman flagra um bairro absolutamente decadente: \u201cEsta \u00e9 apenas a cidade das drogas\u201d, canta Polly Jean em certo momento al\u00e9m de descrever moradores de rua e drogados como zumbis e as escolas do bairro como chiqueiros (\u201cshit-hole\u201d). Ao ouvir as primeiras frases da can\u00e7\u00e3o (\u201cAqui est\u00e1 o projeto de demoli\u00e7\u00e3o Hope IV, que se estende at\u00e9 Benning Road, conhecida como \u2018o caminho da morte\u2019. Pelo menos \u00e9 o que me disseram\u201d), Schwartzman, que na \u00e9poca estranhou o sil\u00eancio da artista sentada no banco de tr\u00e1s do carro, observou: \u201cEla estava prestando muita aten\u00e7\u00e3o durante o nosso trajeto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como era de se esperar, a comunidade local n\u00e3o recebeu bem a can\u00e7\u00e3o, e vale muito prestar aten\u00e7\u00e3o nos coment\u00e1rios do texto de Paul Schwartzman no Washington Post, como este: \u201cPrivilegiada estrangeira branca, musicista e poeta, \u00e9 levada para conhecer a pobreza de um bairro pobre de Washington DC por um privilegiado jornalista branco. Ela transforma a experi\u00eancia em can\u00e7\u00e3o. Ele em uma pe\u00e7a para o caderno Estilo de Vida. Ambos ganham dinheiro. Vergonhoso\u201d. Outra pessoa observa: \u201cSe uma pessoa do bairro tivesse guiado PJ nesse tour, provavelmente ela n\u00e3o teria comparado um drogado com zumbis, porque eles t\u00eam nome e pessoas que os amam\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RRpzEnq14Hs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez nesse segundo coment\u00e1rio possa se vislumbrar um fragmento interessante a discutir: PJ n\u00e3o conta o que viu, mas sim o que pessoas viram e falaram, e isso diz muito sobre a sensa\u00e7\u00e3o de se viver em uma falsa idealiza\u00e7\u00e3o de comunidade que apenas finge ignorar todas as diferen\u00e7as de classes, credos e cores. Neste ponto, PJ coloca Schwartzman na berlinda, porque \u00e9 o olhar dele que narra a hist\u00f3ria que ela canta. E, assim como ele, milhares de pessoas observadoras do mundo n\u00e3o ultrapassam as manchetes de textos no Facebook e em capas de jornais, mas se d\u00e3o ao direito de, apenas atrav\u00e9s destas manchetes, terem certeza de que entendem o mundo, como um todo, e aquele fragmento de &#8220;verdade&#8221; em particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 importante ressaltar: n\u00e3o h\u00e1 um tom acusat\u00f3rio em &#8220;The Community of Hope&#8221;, e sim algu\u00e9m anotando o que outra pessoa descreve do cen\u00e1rio que observa de uma cidade que ainda ir\u00e1 inspirar um bloco de can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum: &#8220;River Anacostia&#8221; \u00e9 sobre o \u201crio esquecido\u201d, como \u00e9 apelidado o Rio Tiet\u00ea deles, que inicia seu curso no Condado de Prince George&#8217;s, em Maryland, percorrendo um trajeto de 13,50 km at\u00e9 \u00e0 cidade de Washington DC. A can\u00e7\u00e3o abre com um lamento vocal blues e vai crescendo sinuosamente at\u00e9 encontrar &#8220;Wade in the Water&#8221;, um spiritual tradicional (j\u00e1 gravado por Odetta, Bob Dylan, Mavis Staples e Tedeschi Trucks Band, entre muitos outros) que evoca a \u00e9poca em que os escravos entravam no rio para despistar os c\u00e3es farejadores (algo imposs\u00edvel de ser feito hoje em dia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as melhores can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum est\u00e3o &#8220;Near the Memorials to Vietnam and Lincoln&#8221;, que observa a movimenta\u00e7\u00e3o cotidiana de trabalhadores e crian\u00e7as num parque que homenageia a guerra sob um arranjo suntuoso que une guitarra, violino, acordeom, mellotrom e harm\u00f4nica; j\u00e1 &#8220;The Ministry of Defence&#8221; \u00e9 conduzida por uma tonelada de riffs de guitarra e saxofone que tentam desenhar o caos de um pr\u00e9dio bombardeado. PJ lista tudo o que v\u00ea (\u201cgrafites em \u00e1rabe, merda humana, seringas, laminas de barbear, uma mand\u00edbula, um fantasma de uma menina que corre e se esconde\u201d) para concluir: \u201c\u00c9 assim que o mundo vai acabar\u201d. A narrativa tr\u00e1gica ganha sequencia na densa \/ tensa &#8220;A Line in the Sand&#8221;, que abre com uma frase forte (\u201cComo parar os assassinatos? J\u00e1 dever\u00edamos ter aprendido\u201d) para contar: \u201cEu vi uma fam\u00edlia comendo a pata congelada de um cavalo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conduzida por um grande arranjo de sax (base e solo), &#8220;Chain of Keys&#8221; \u00e9 um blues arrastado que flagra uma mulher de Kosovo que guarda as chaves das casas dos vizinhos que partiram, caso eles voltem (\u201cOs vizinhos n\u00e3o v\u00e3o voltar\u201d, diz a letra). Outro dos destaques do disco, \u201cThe Orange Monkey\u201d soa como uma faixa do Arcade Fire fase-\u201cNeon Bible\u201d, da letra cantada em coro galopante no come\u00e7o at\u00e9 o coro vocal na segunda metade. \u201cMedicinals\u201d \u00e9 talvez a can\u00e7\u00e3o mais PJ Harvey do \u00e1lbum, e contrap\u00f5e a sabedoria ind\u00edgena (esquecida) dos rem\u00e9dios feitos com plantas medicinais com \u201cum novo analg\u00e9sico para os povos nativos\u201d que entorpece uma torcedora do time Washington Redskins numa cadeira de rodas: o \u00e1lcool.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7ReW0jJkag8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThat&#8217;s What They Want\u201d, um blueza\u00e7o do gaitista Jerry &#8220;Boogie&#8221; McCain lan\u00e7ado em 1956, introduz e funciona com base para &#8220;The Ministry of Social Affairs&#8221;, que mant\u00e9m o tema original da can\u00e7\u00e3o de McCain como foco: a sedu\u00e7\u00e3o do dinheiro (\u201cMoney honey\u201d). PJ usava a passagem da B\u00edblia em que Jesus expulsa os cambistas do Templo como que dizendo que devemos fazer o mesmo com os pol\u00edticos que, hoje em dia, n\u00e3o ajudam as pessoas. O arranjo evolui com uma linha insinuante de sax, que entorta o arranjo e leva o ouvinte, cambaleante, para o trecho final do \u00e1lbum, aberto com \u201cThe Wheel\u201d, primeiro single do disco, que sugere que, tal qual uma roda, as guerras s\u00e3o um ciclo fadado a acontecer sempre (para nosso desespero). Na letra, PJ observa quatro crian\u00e7as brincando em balan\u00e7os de um parquinho abandonado e as imagina desaparecendo diante da chega dos 28 mil soldados s\u00e9rvios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar \u201cThe Hope Six Demolition Project\u201d, uma coda trist\u00edssima chamada \u201cD\u00f3lar, D\u00f3lar\u201d, a frase que PJ, de dentro do carro, ouve uma crian\u00e7a pedir e, sem que possa fazer algo enquanto observa ela sumir no retrovisor, atesta: \u201cTodas as minhas palavras foram engolidas\u201d. Se a cantora abre o disco como a passageira de um carro que apenas anota as observa\u00e7\u00f5es de seu guia, sem emitir ju\u00edzos, na \u00faltima can\u00e7\u00e3o do disco ela \u201cparticipa\u201d ativamente da a\u00e7\u00e3o, pois ainda que n\u00e3o fa\u00e7a gestos, se sente tocada pela imagem, pela voz que ouve gritando \u201cD\u00f3lar, D\u00f3lar\u201d, e se sente impotente diante da cena, que ela ir\u00e1 carregar dolorosamente consigo dali em diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu segundo \u00e1lbum pol\u00edtico (seguido), PJ salta 100 anos para atestar que as atrocidades da Primeira Guerra Mundial que ela pesquisou e transformou no tema central de \u201cLet England Shake\u201d infelizmente continuam acontecendo nos dias de hoje, ainda que muita gente finja n\u00e3o ver \u2013 n\u00e3o \u00e0 toa, alguns cr\u00edticos apelidaram o disco de \u201cLet American Shake\u201d. De maneira jornal\u00edstica, \u201cThe Hope Six Demolition Project\u201d descreve o cen\u00e1rio de um mundo doente, ref\u00e9m do capitalismo cego, da falta de humanidade das pessoas e da crueldade de governantes. \u00c9 um disco t\u00e3o potente musicalmente quanto doloroso tematicamente, lan\u00e7ando no ar uma por\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es que merecem discuss\u00e3o e reflex\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel ansiar mais de uma obra de arte?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fUCvVbTY1rE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cA Woman A Man Walked By\u201d retalha fases da carreira de PJ (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/08\/sinead-oconnor-tori-amos-e-pj-harvey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cLet England Shake\u201d: PJ retorna observa o mundo em guerra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/28\/cds-beady-eye-pj-harvey-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; PJ Harvey ao vivo no Paradiso: quebrando o protocolo da turn\u00ea\u00a0 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/06\/07\/quatro-dias-na-vida-quatro-shows\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cWhite Chalk\u201d \u00e9 denso, sombrio e renascentista (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/28\/2007\/11\/19\/disco-da-semana-white-chalk-de-polly-jean-harvey\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDe maneira jornal\u00edstica, \u201cThe Hope Six Demolition Project\u201d descreve o cen\u00e1rio de um mundo doente, ref\u00e9m do capitalismo&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/19\/the-hope-six-demolition-project-pj-harvey\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38010"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38010"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45046,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38010\/revisions\/45046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}