{"id":37930,"date":"2016-04-05T12:07:50","date_gmt":"2016-04-05T15:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37930"},"modified":"2016-04-05T12:07:50","modified_gmt":"2016-04-05T15:07:50","slug":"boteco-da-belgica-brasserie-du-bocq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/05\/boteco-da-belgica-brasserie-du-bocq\/","title":{"rendered":"Boteco: da B\u00e9lgica, Brasserie Du Bocq"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dubocq.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"260\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aberta em uma fazenda em 1858 no Vall\u00e9e Du Bocq, em Purnode, na B\u00e9lgica (distante uma hora de Bruxelas e meia hora da fronteira com a Fran\u00e7a), a Brasserie Du Bocq fabricava cerveja apenas no inverno, quando n\u00e3o havia trabalho para os trabalhadores da fazenda. No entanto, o carro chefe da cervejaria, a Gauloise, surgiu apenas ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, fez sucesso imediato e continua encantando o mundo. A carta da cervejaria se estendeu dos anos 20 para c\u00e1 e a Du Bocq mant\u00e9m mais de 20 r\u00f3tulos no card\u00e1pio, com destaque para a Blanche Des Moines e a Blanche de Namur (a \u00faltima, eleita melhor cerveja de trigo no World Awards Beer 2009) al\u00e9m, claro, das tr\u00eas vers\u00f5es da La Gauloise \u2013 Blonde, Ambree e Brune \u2013 e da Saison 1858, outra premiada no World Awards Beer. E com ela que come\u00e7amos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dubq_saison.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Du Bocq Saison 1858 \u00e9, como o nome adianta, uma Farmhouse Ale de autentica natureza belga. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com turbidez aparente (denotando n\u00e3o filtra\u00e7\u00e3o) e creme branco espesso de excelente forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia. No nariz cumprem-se as expectativas do estilo: especiarias e ervas em primeiro plano seguida de perto por notas c\u00edtricas (principalmente lim\u00e3o) mais trigo, feno, cereais e sugest\u00e3o de acidez. Na boca, textura suavemente frisante antecipando acidez, que surge envolta \u00e0s notas c\u00edtricas e condimentadas presentes no primeiro toque. O amargor \u00e9 m\u00e9dio e ganha for\u00e7a e impacto com a acidez, marcante, que abre as portas para um conjunto saboroso e refrescante, que une as notas c\u00edtricas (lim\u00e3o), herbais (ervas) e florais com sugest\u00f5es de feno, trigo e cereais. Del\u00edcia. O final \u00e9 levemente herbal e condimentado, remetendo a campos verdes. No retrogosto, ervas, c\u00edtrico e cereais. Uma del\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dubocq_ambree.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Du Bocq Gauloise Ambree foi a primeira cerveja a ser produzida pela casa em 1858. \u00c9 uma Belgian Pale Ale de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada e turbidez suave com creme levemente bege de boa forma\u00e7\u00e3o e media alta perman\u00eancia. No nariz, aroma suave sugerindo notas florais e c\u00edtricas (abacaxi, tangerina e lim\u00e3o) al\u00e9m de leve percep\u00e7\u00e3o condimentada. Na base, do\u00e7ura maltada de caramelo e, ainda, p\u00e3o e torta de ma\u00e7\u00e3. Na boca, a textura levemente picante (com leve acidez \u201cfervendo\u201d a l\u00edngua). O primeiro toque exibe acidez c\u00edtrica envolvida em caramelo. O amargor ganha impacto com a acidez, mas, ainda assim, \u00e9 moderado e eficiente, abrindo as portas para um conjunto refrescante que sugere presen\u00e7a c\u00edtrica (abacaxi, ma\u00e7\u00e3), cereais (p\u00e30) e do\u00e7ura (torta de ma\u00e7\u00e3 e caramelo) comedida. O final \u00e9 levemente c\u00edtrico. No retrogosto, um pouco de c\u00edtrico, um pouco de acidez, um pouco de caramelo. Gostosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dubocq_blond.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"604\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo para a Du Bocq Gauloise Blonde, uma Belgian Blond Ale que segue a risca o car\u00e1ter apresentado pela vers\u00e3o Ambree. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o dourada apresenta um creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e media alta perman\u00eancia. No nariz, as notas c\u00edtricas saltam \u00e0 frente oferecendo sugest\u00f5es de uvas e ma\u00e7\u00e3 verde acompanhadas de acidez condimentada e uma base agrad\u00e1vel de trigo e cereais. Ainda \u00e9 poss\u00edvel perceber algo de mel e de coentro. Na boca, a textura levemente picante (com leve acidez \u201cfervendo\u201d a l\u00edngua). O primeiro toque traz acidez condimentada abra\u00e7ada com l\u00fapulo c\u00edtrico (uva e ma\u00e7\u00e3 verde) e amaciada por cereais e trigo. O amargor \u00e9 m\u00e9dio (assim como na anterior, ganha for\u00e7a com a acidez) e, dai pra frente, um conjunto bastante agrad\u00e1vel, leve e saboroso, que une frutado c\u00edtrico, do\u00e7ura de cereais e acidez levemente condimentada. O final \u00e9 levemente c\u00edtrico. No retrogosto, um pouco de c\u00edtrico, um pouco de acidez, um pouco de cereais. Gostosa (2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dubocq_brune.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Du Bocq Gauloise Brune \u00e9 uma Belgian Dubbel bastante interessante, com pot\u00eancia alco\u00f3lica (8.1%) e um conjunto que exibe, na ta\u00e7a, uma colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada com creme bege clarinho espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e media alta perman\u00eancia. No nariz, do\u00e7ura caramelada (sugerindo mel e a\u00e7\u00facar mascavo) e frutado (framboesa primeiro, depois uva passa e ameixa) se destacam, mas \u00e9 poss\u00edvel, ainda, acrescentar percep\u00e7\u00e3o de Jerez, condimenta\u00e7\u00e3o (coentro), chocolate e, suavemente, \u00e1lcool. Na boca, a textura \u00e9 levemente picante, e aqui n\u00e3o apenas de acidez, mas tamb\u00e9m de \u00e1lcool. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada e frutada sugerindo framboesa e chocolate com leve cravo e um pouco de Jerez. O amargor \u00e9 alco\u00f3lico, mas n\u00e3o agressivo. Conforme aquece, a do\u00e7ura pula um degrau oferecendo caramelo e candy sugar, e o conjunto perde um pouco de brilho, mas continua recomend\u00e1vel. O final \u00e9 caramelado e alco\u00f3lico. No retrogosto, leve do\u00e7ura caramelada, coentro e \u00e1lcool suave. Gostosa (3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dubocq_deugnet.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na B\u00e9lgica ela \u00e9 conhecida como Triple Moine, mas para o resto do mundo ela \u00e9 apresentada como Deugniet Goud Blond, uma Belgian (Tripel) Golden Strong Ale levemente dourada e alaranjada (como o r\u00f3tulo adianta) que exibe um creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia. No nariz, a Du Bocq Deugniet apresenta um aroma levemente c\u00edtrico e frutado (sugerindo ma\u00e7\u00e3 verde e p\u00eassego) seguido de leve condimenta\u00e7\u00e3o (cravo) e do\u00e7ura maltada al\u00e9m de suave \u00e1lcool. Na boca, a textura \u00e9 sedosa e levemente picante. O primeiro toque traz forte acento frutado c\u00edtrico que se desmembra em sugest\u00f5es ma\u00e7\u00e3 verde, p\u00eassego e tangerina seguida de acidez leve e amargor m\u00e9dio. Dai pra frente, um conjunto que eleva alguns degraus o que a Blonde oferece trazendo mais c\u00edtrico, condimentado suave e, tamb\u00e9m, \u00e1lcool mais presente (7.5%), ainda que nada agressivo. O final \u00e9 levemente doce e alco\u00f3lico. No retrogosto, p\u00eassego, caramelo e leve c\u00edtrico. Gostosa (4)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nAbrindo essa s\u00e9rie da Du Bocq com a Saison 1858, que homenageia a data de funda\u00e7\u00e3o da casa com uma bela receita de Farmhouse Ale, c\u00edtrica, herbal e com especiarias no ponto exato. Uma del\u00edcia. A A Du Bocq Gauloise Ambree foi a primeira receita da casa a ser produzida, e \u00e9 uma Belgian Pale Ale bem agrad\u00e1vel, com leve c\u00edtrico e leve acidez que colaboram na refrescancia. Delicinha. A mesma qualidade \u00e9 estendida para a Gauloise Blonde, outra delicinha com jeitinho de ver\u00e3o. A Gauloise Brune me soou excelente no in\u00edcio da ta\u00e7a, mas, conforme foi aquecendo, deixou a do\u00e7ura se sobrepor \u00e0s notas que traziam algo de frutado e Jerez, passando a valorizar a do\u00e7ura, o que decepcionou um tiquinho, mas ainda assim \u00e9 uma grande cerveja. Fechando a sequencia com a boa Triple da casa, que muda de nome quase exportada, mas mant\u00e9m a classe belga na ta\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Du Bocq Saison 1858<br \/>\n&#8211; Produto: Saison<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,44\/5<\/p>\n<p>Du Bocq Gauloise Ambree<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,28\/5<\/p>\n<p>Du Bocq Gauloise Blonde<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Blond Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,3%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,29\/5<\/p>\n<p>Du Bocq Gauloise Brune<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dubbel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8,1%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,37\/5<\/p>\n<p>Du Bocq Deugniet<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Golden Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,30\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/gauloise1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nAberta em uma fazenda em 1858 no Vall\u00e9e Du Bocq, em Purnode, na B\u00e9lgica (distante uma hora de Bruxelas e meia hora da fronteira com a Fran\u00e7a), a Brasserie Du Bocq fabricava cerveja apenas no inverno, quando n\u00e3o havia trabalho para os trabalhadores da fazenda\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/05\/boteco-da-belgica-brasserie-du-bocq\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[710,711],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37930"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37930"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37930\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37932,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37930\/revisions\/37932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}