{"id":37898,"date":"2016-04-04T10:30:20","date_gmt":"2016-04-04T13:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37898"},"modified":"2016-09-10T09:54:27","modified_gmt":"2016-09-10T12:54:27","slug":"soul-asylum-kula-shaker-violent-femmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/04\/soul-asylum-kula-shaker-violent-femmes\/","title":{"rendered":"CDs: Soul Asylum, Kula Shaker, Violent Femmes"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/soul_asylum.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cChange of Fortune\u201d, Soul Asylum (Entertainment One)<\/strong><br \/>\nA trajet\u00f3ria do Soul Asylum, que j\u00e1 soma 35 anos, \u00e9 daquelas hist\u00f3rias cautelares do tipo \u201ccuidado com o que voc\u00ea deseja, pois pode conseguir\u201d. Depois de anos insistindo no underground, atingiram o sucesso mainstream com seu sexto disco, \u201cGrave Dancers Union\u201d, no distante 1992, puxados pelo hit \u201cRunaway Train\u201d. E depois&#8230; apenas o ostracismo, em discos cada vez mais insignificantes e palcos cada vez menores. Pirner n\u00e3o aguentou a press\u00e3o para repetir o sucesso de \u201cGrave Dancers Union\u201d, o baixista Karl Mueller faleceu devido a um c\u00e2ncer na garganta em 2004 e o guitarrista Dan Murphy se aposentou em 2012. D\u00e9cimo primeiro \u00e1lbum da banda, \u201cChange of Fortune\u201d talvez n\u00e3o recoloque o Soul Asylum no topo, mas certamente entrega prazer, qualidade e frescor, caracter\u00edsticas que andavam em falta na sua discografia mais recente. A grosso modo, \u00e9 aquele power pop cl\u00e1ssico dos EUA, seguidor tanto das escolas Cheap Trick como Replacements, mas com esmero e sinceridade. OK, j\u00e1 se sabe que essas s\u00e3o qualidades subjetivas, ent\u00e3o aos fatos: \u201cLadies\u2019 Man\u201d \u00e9 um pop luminoso com discretos detalhes de teclados, um personagem absolutamente cr\u00edvel e um refr\u00e3o que funciona com precis\u00e3o no r\u00e1dio ou como trilha de uma s\u00e9rie de TV ou filme hollywoodiano. \u201cSupersonic\u201d segue linha semelhante, ainda que com menos requinte e mais velocidade no arranjo. Tem guitarras mais altas, bem ao gosto do fim dos anos 90, em \u201cCan\u2019t Help It\u201d, \u201cWhen I See You\u201d e \u201cMake It Real\u201d (que leva at\u00e9 um vocoderzinho). \u201cDon\u2019t Bother Me\u201d, \u201cMorgan\u2019s Dog\u201d e \u201cDoomsday\u201d remetem a sonoridades que a banda j\u00e1 explorou no passado. De tudo isso, o que n\u00e3o seduz de imediato ao menos funciona \u2013 \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da faixa-t\u00edtulo, uma derrapada feia rumo a uma \u201cmodernidade\u201d que n\u00e3o combina com a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/kula_shaker.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"447\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cK 2.0\u201d, Kula Shaker (Strange F.O.L.K.)<\/strong><br \/>\nDesde que voltou em 2006, o Kula Shaker vem a cada disco assumindo o lado mais psicod\u00e9lico de seu som, vide os discos \u201cStrangefolk\u201d (2007) e \u201cPilgrim\u2019s Progress\u201d (2010). As influ\u00eancias indianas, o lado chapad\u00e3o dos Byrds, George Harrison solo e at\u00e9 Mahavishnu Orchestra entram no rol de refer\u00eancias, mas o filtro \u00e9 o do momento presente. Da\u00ed o t\u00edtulo esquisito de seu quinto \u00e1lbum, \u201cK 2.0\u201d. N\u00e3o se trata de uma reedi\u00e7\u00e3o de \u201cK\u201d, \u00e1lbum de estreia do Kula Shaker lan\u00e7ado em 1996, mas sim uma \u201creinterpreta\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito\u201d daquele disco. Segundo o vocalista Crispian Mills vem dizendo em entrevistas, o primeiro disco do Kula foi for\u00e7osamente guiado em dire\u00e7\u00e3o a uma sonoridade britpop \u2013 para ser justo, j\u00e1 na \u00e9poca do grande sucesso de \u201cK\u201d eles j\u00e1 citavam o desconforto com o resultado final do \u00e1lbum. Parece papinho para agradar jornalista, mas a verdade \u00e9 que d\u00e1 para enxergar as mesmas inten\u00e7\u00f5es com um tratamento sonoro diferente. E, verdade seja dita, pode n\u00e3o causar a conquista f\u00e1cil de hits como \u201cTattva\u201d e \u201cGovinda\u201d, mas \u201cOh Mary\u201d e \u201cHere Comes My Demons\u201d est\u00e3o entre as melhores coisas que o quarteto ingl\u00eas j\u00e1 fez \u2013 para n\u00e3o falar de \u201cInfinite Sun\u201d, primeiro single do disco, de ades\u00e3o imediata. Para n\u00e3o perder o h\u00e1bito, h\u00e1 um breve e simp\u00e1tico mantra (\u201cHari Bo\u201d), um belo tema ac\u00fastico (\u201c33 Crows\u201d), espa\u00e7o para as guitarras solarem (\u201cMountain Lifter\u201d) e uma porcaria absolutamente dispens\u00e1vel (a ris\u00edvel tentativa funky de \u201cGet Right Get Ready\u201d). N\u00e3o surpreende como \u201cPeasants, Pigs &amp; Astronauts\u201d (1999), \u00e9 verdade, mas est\u00e1 muito acima da m\u00e9dia apresentada pelos trabalhos de seus companheiros de gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/violent_femmes.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cWe Can Do Anything\u201d, Violent Femmes (PIAS America)<\/strong><br \/>\nTudo que o f\u00e3 do Violent Femmes aprecia na banda est\u00e1 em doses exatas neste que \u00e9 seu primeiro \u00e1lbum de material in\u00e9dito em 16 anos: os riffs e harmonias ac\u00fasticos, as pontes em escalas decrescentes, o humor sarc\u00e1stico, a bronca anti-crist\u00e3, as melodias pop e as can\u00e7\u00f5es de amor desencantadas. O mais surpreendente \u00e9 que esse per\u00edodo sem grava\u00e7\u00f5es foi de muito quebra-pau entre os ex-integrantes, devido a disputas judiciais envolvendo a autoria das can\u00e7\u00f5es. Gordon Gano (voz e guitarra) e Brian Ritchie (baixo), que trocaram farpas pesadas em p\u00fablico, se acertaram e voltaram para tocar em alguns festivais a partir de 2013. Na bateria, nem o fundador Victor De Lorenzo (que definiu a situa\u00e7\u00e3o atual da banda como \u201cperda de um ente querido\u201d) nem seu substituto, Guy Hoffman: quem est\u00e1 nas baquetas \u00e9 Brian Viglione, dos Dresden Dolls (no disco, porque ele j\u00e1 pulou fora, cedendo o lugar a John Sparrow). Tanta encrenca interna n\u00e3o se reflete na m\u00fasica. A malemol\u00eancia de \u201cIssues\u201d, o vigor anti-Deus de \u201cHoly Ghost\u201d, a cara-de-pau de enfiar doo-wop no folk de \u201cUntrue Love\u201d, o apelo pop de \u201cMemory\u201d, o clima de festa caipira de \u201cI Could Be Anything\u201d e a delicadeza de \u201cWhat You Really Mean\u201d s\u00e3o boas raz\u00f5es para validar a impress\u00e3o de quem diz que \u201cWe Can Do Anything\u201d \u00e9 compar\u00e1vel ao cl\u00e1ssico disco hom\u00f4nimo de estreia, de 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/GGcIaMU6X4E\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/GGcIaMU6X4E\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/t-N7ckQioU0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/t-N7ckQioU0\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/O8vcnXy9Jao\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/O8vcnXy9Jao\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nSoul Asylum e Kula Shaker entregam discos bons e transpirando honestidade; Violent Femmes lan\u00e7a um novo grande \u00e1lbum\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/04\/soul-asylum-kula-shaker-violent-femmes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37898"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37898"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40224,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37898\/revisions\/40224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}