{"id":37885,"date":"2014-08-27T10:40:24","date_gmt":"2014-08-27T13:40:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37885"},"modified":"2016-03-30T10:42:48","modified_gmt":"2016-03-30T13:42:48","slug":"boteco-quatro-cervejas-da-mikkeller-parte-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/27\/boteco-quatro-cervejas-da-mikkeller-parte-4\/","title":{"rendered":"Boteco: Quatro cervejas da Mikkeller (parte 4)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mikkeller1.jpg\" alt=\"mikkeller1.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Mikkeller Cream Ale \u00e9 produzida pelos dinamarqueses ciganos na cervejaria De Proefbrouwerij, em Lochristi, cidade belga pr\u00f3xima de Gent. Apesar de desejar ser uma Cream Ale, estilo surgido no Canad\u00e1 e popularizado nos Estados Unidos ap\u00f3s o fim da Lei Seca, ela \u00e9 praticamente uma releitura do estilo com uma pegada da nova escola norte-americana, destacando muito mais o l\u00fapulo e a levedura do que na vers\u00e3o original. De colora\u00e7\u00e3o acobreada e creme suavemente alaranjado de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia (com direito a rendas belgas), a Mikkeller Cream Ale destaca um aroma bastante lupulado, com sugest\u00f5es de maracuj\u00e1, abacaxi e resina em primeiro plano. Na boca, o l\u00fapulo volta a dar as cartas distribuindo amargor em notas que remetem a abacaxi, maracuj\u00e1 e intensa resina, que se sobrep\u00f5e ao malte, escondendo-o. H\u00e1 alguma interven\u00e7\u00e3o da levedura distribuindo pic\u00e2ncia, mas com leveza. O final \u00e9 amargo e resinoso enquanto o retrogosto traz algo de frutas c\u00edtricas (maracuj\u00e1, toranja e abacaxi) mais resina.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mikkeller2.jpg\" alt=\"mikkeller2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra da De Proefbrouwerij, a Mikkeller Green Gold \u00e9 um tributo dos dinamarqueses ao que eles chamam de Ouro Verde: o l\u00fapulo. Nesta homenagem em forma de American India Pale Ale, a Mikkeller joga um caminh\u00e3o de l\u00fapulos norte-americanos (Simcoe, Amarillo e Cascade) numa receitinha b\u00e1sica que alcan\u00e7a 7% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. De colora\u00e3o \u00e2mbar escura e creme alaranjado de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Mikkeller Green Gold j\u00e1 mostra o caminho que o bebedor ir\u00e1 percorrer no aroma, com notas c\u00edtricas intensas (laranja e maracuj\u00e1), uma interessante proposta herbal (pinho) e muita, mas muita percep\u00e7\u00e3o de resina. Na boca, o malte d\u00e1 um leve aceno de mel para o bebedor, e logo desaparece, encoberto por uma onda de amargor c\u00edtrico, herbal e resinoso intenso. H\u00e1 muito de pinho, resina e maracuj\u00e1, mas, ainda assim, n\u00e3o \u00e9 uma cerveja exageradamente exagerada. O final refor\u00e7a as sensa\u00e7\u00f5es que aroma e paladar v\u00e3o deixando pelo caminho (herbal, c\u00edtrico e resinoso) e permanecem at\u00e9 no retrogosto. Indicada para f\u00e3s de American IPA.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mikkeller3.jpg\" alt=\"mikkeller3.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Crooked Moon dIPA \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o da Mikkeller com o est\u00fadio de tatuagem sueco  Crooked Moon, dos irm\u00e3os Jacob e Jonas Pedersen, que participam do projeto assinando os dois r\u00f3tulos (o da garrafa acima \u00e9 de autoria de Jacob; a imagem PB no fim do post \u00e9 de Jonas). A abreviatura dIPA diz respeito as Double India Pale Ale, cervejas altamente lupuladas e alco\u00f3licas. A receita junta os maltes Pilsner e Pale Ale com cinco tipos de l\u00fapulos: Amarillo, Citra, Nelson Sauvin, Simcoe e Sorachi Ace. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada com turbidez presente, a Crooked Moon dIPA exibe um creme bege de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia. No nariz, notas frutadas (p\u00eassego e manga) c\u00edtricas envolventes (abacaxi e lim\u00e3o), caramelo de malte e resina. Na boca, a paleta arom\u00e1tica se restringe a um leve aceno de caramelo no primeiro toque e um oceano de resina no amargor. Ap\u00f3s o \u201csusto\u201d saltam delicadas notas c\u00edtricas e frutadas (p\u00eassego, manga e abacaxi) mais o caramelo do malte, que volta envolvido por resina. O final traz resina, frutas c\u00edtricas, caramelo e \u00e1lcool enquanto o retrogosto traz calor, resina e c\u00edtrico. Muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mikkeller4.jpg\" alt=\"mikkeller4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Risalamande \u00e9 uma sobremesa natalina tradicional da Dinamarca, um pudim de arroz doce misturado com chantilly, baunilha, am\u00eandoas e servido com molho de cereja. A ideia dos malucos da Mikkeller ao produzir a Ris a la M\u2019ale era criar uma vers\u00e3o l\u00edquida da sobremesa, que combinasse com o prato natalino. Ou seja: eis uma cerveja com arroz, baunilha, a\u00e7\u00facar, sal, creme de leite, cerejas e extrato de am\u00eandoas. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada e creme levemente bronzeado de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Mikkeller Ris a la M\u2019ale exibe um aroma adocicado (caramelo e a\u00e7\u00facar) que valoriza o malte, mas abre espa\u00e7o, tamb\u00e9m, para notas frutadas (cereja e framboesa), leve resina e algo que remete a leite com groselha. Na boca, uma festa: h\u00e1 tanto o adocicado caramelado do malte quanto o frutado de cereja e uma acidez suave, quase bals\u00e2mica, tudo isso no primeiro toque. O conjunto ainda sugere a\u00e7\u00facar mascavo, leve azedume frutado e c\u00edtrico, \u00e1lcool (s\u00e3o 8%), sal e um leve toque de champanhe. O final traz caramelo, frutas vermelhas, \u00e1lcool suave e um curto azedinho encerrando o trajeto. No retrogosto, adstring\u00eancia derivada de acidez de frutas vermelhas e \u00e1lcool. Amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mikkeller5.jpg\" alt=\"mikkeller5.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nCome\u00e7ando pela Cream Ale, que decepciona um tiquinho porque n\u00e3o \u00e9 uma Cream Ale, mas uma Session IPA com n\u00edvel alco\u00f3lico dentro dos limites de sess\u00e3o e o amargor resinoso tomando conta do conjunto. Como Session IPA \u00e9 bem boa; como Cream Ale deixa a desejar. A Mikkeller Green Gold, por sua vez, n\u00e3o engana ningu\u00e9m: \u00e9 um tributo ao ouro verde, o l\u00fapulo, em forma de American IPA, e traz tudo aquilo que se espera do estilo: amargor c\u00edtrico, herbal e resinoso. Nada de novo, mas, ainda assim, muito boa. A dIPA da casa, Crooked Moon, uma parceria com o est\u00fadio sueco de tatuagem que nomeia a cerveja, surpreendeu por inserir em meio ao oceano de resina um apanhado de notas c\u00edtricas e frutadas, que podem passar batido para quem se concentrar apenas no amargor, mas est\u00e3o ali e tornam o conjunto bastante agrad\u00e1vel. E para provar de uma vez por todas que o pessoal os dinamarqueses s\u00e3o malucos, que tal a Ris a la M\u2019ale, uma vers\u00e3o cervejeira de uma tradicional sobremesa natalina do pa\u00eds? O melhor \u00e9 que o resultado \u00e9 agradabil\u00edssimo, meio frutado, meio caramelado, meio alco\u00f3lico, meio azedo, uma complexidade interessado numa cerveja que tinha tudo para dar errado, mas se sai dignamente bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/crooked1.jpg\" alt=\"crooked1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Mikkeller Cream Ale<br \/>\n&#8211; Produto: Cream Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,9%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,10\/5<br \/>\n&#8211; Pre\u00e7o pago: R$ 19 \u2013 330 ml<\/p>\n<p>Mikkeller Green Flash<br \/>\n&#8211; Produto: American IPA<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica:75%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,29\/5<br \/>\n&#8211; Pre\u00e7o pago: R$ 19 \u2013 330 ml<\/p>\n<p>Mikkeller Crooked Moon dIPA<br \/>\n&#8211; Produto: Double IPA<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,78\/5<br \/>\n&#8211; Pre\u00e7o pago: R$ 19 \u2013 330 ml<\/p>\n<p>Mikkeller Ris a la M\u2019ale<br \/>\n&#8211; Produto: Fruit Beer<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,46\/5<br \/>\n&#8211; Pre\u00e7o pago: R$ 24 \u2013 500 ml<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mikkeller6.jpg\" alt=\"mikkeller6.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nA Mikkeller Cream Ale \u00e9 produzida pelos dinamarqueses ciganos na cervejaria De Proefbrouwerij, em Lochristi, cidade belga pr\u00f3xima de Gent. Apesar de desejar ser uma Cream Ale, estilo surgido no Canad\u00e1 e popularizado nos Estados Unidos ap\u00f3s o fim da Lei Seca, ela \u00e9 praticamente uma releitura do estilo com uma pegada da nova escola norte-americana\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/27\/boteco-quatro-cervejas-da-mikkeller-parte-4\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[598],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37885"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37885"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37885\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37886,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37885\/revisions\/37886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}