{"id":37867,"date":"2016-03-28T20:17:56","date_gmt":"2016-03-28T23:17:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37867"},"modified":"2016-11-21T18:12:48","modified_gmt":"2016-11-21T20:12:48","slug":"boteco-cinco-paises-dez-cervejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/28\/boteco-cinco-paises-dez-cervejas\/","title":{"rendered":"Boteco: Cinco pa\u00edses, dez cervejas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>B\u00c9LGICA<\/strong><\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lindemanskriek.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Vlezenbeek, cidadezinha nos arredores de Bruxelas, na B\u00e9lgica, minha quarta cerveja da Brouwerij Lindemans, a Kriek da casa, uma Fruit Lambic produzida com malte de cevada e trigo mais 25% de suco natural concentrado de cereja \u2013 a maneira particular de produzi-la est\u00e1 esmiu\u00e7ada neste texto aqui. De colora\u00e7\u00e3o vermelha com creme rosa de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Lindemans Kriek apresenta um aroma maravilhoso de cereja, que salta para fora da garrafa assim que a rolha \u00e9 retirada e domina o conjunto, deixando o arisco da levedura selvagem em segundo plano. Na boca, a levemente frisante. O primeiro toque reafirma o dom\u00ednio da cereja seguido de leve acidez, dualidade que persistir\u00e1 por toda a experi\u00eancia. O final \u00e9 levemente ac\u00e9tico. No retrogosto, cereja, acidez suave e muito amor. Bela cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lindemanscassis.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo o mesmo padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o (cevada local, trigo cru, leveduras selvagens, barricas de carvalho para uma primeira fermenta\u00e7\u00e3o e adi\u00e7\u00e3o da fruta na segunda fermenta\u00e7\u00e3o, a Lindemans Cassis recebe adi\u00e7\u00e3o de 25% de suco natural de cassis, conhecida como a groselha negra. De colora\u00e7\u00e3o roxa com creme levemente avermelhado apresentando um creme de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Lindemans Cassis exibe um aroma que equilibra as notas doces da fruta com a aridez t\u00edpica da levedura selvagem, colocando lado a lado notas que remetem a geleia de morango, cereja e cassis com sugest\u00e3o de curral, couro, madeira e mofo. Na boca, a textura \u00e9 suave com leve frisante. O primeiro toque traz frutado intenso seguido de acidez suave e as notas derivadas da levedura selvagem (couro, curral, mofo), criando um conjunto bastante interessante e mais complexo que as vers\u00f5es \u201cvermelhas\u201d. O final \u00e9 levemente doce e ac\u00e9tico. No retrogosto, cassis, madeira, curral e algo que remete a vinho com frutas. Uau.<\/p>\n<h3>BRASIL<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barbanteprimavera.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o site oficial, a Academia Barbante de Cerveja tem foco na educa\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da cultura cervejeira. Localizada no \u00faltimo andar do Eataly SP, a Barbante ministra diversos cursos. A Barbante Primavera \u00e9 uma Belgian Wit que recebe adi\u00e7\u00e3o de lim\u00e3o siciliano. De colora\u00e7\u00e3o dourada com suave turbidez e creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Primavera apresenta o aroma tradicional do estilo, com frutado c\u00edtrico (lim\u00e3o, laranja) e condimenta\u00e7\u00e3o (semente de coentro) em destaque. Na boca, a textura \u00e9 levemente picante e \u00e1cida. O primeiro toque traz c\u00edtrico seguido de r\u00e1pido met\u00e1lico e amargor baixo, mas eficiente e condimentado, abrindo as portas para um conjunto c\u00edtrico e refrescante, um pouco mais arisco que a benchmarking do estilo (Hoegaarden), e at\u00e9 por isso interessante. O final \u00e9 c\u00edtrico, com percep\u00e7\u00e3o de lim\u00e3o. No retrogosto, suave acidez, lim\u00e3o e refrescancia. Gostosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barbanteautunno.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Barbante Autunno (Outono) \u00e9 uma Belgian Tripel que recebe adi\u00e7\u00e3o de polpa de cupua\u00e7u e \u00e9 produzida pela Krug Bier, em Minas Gerais \u2013 assim como a Primavera. De colora\u00e7\u00e3o amarela levemente puxada para o dourado e com leve turbidez, a Autunno exibe um creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, do\u00e7ura caramelada e frutada (pera, p\u00eassego e cupua\u00e7u) com suave percep\u00e7\u00e3o de acidez derivada da levedura e um distante defumado assim que o conjunto se assenta. A textura \u00e9 frisante (de \u00e1lcool) e o primeiro toque apresenta do\u00e7ura frutada levemente (e gostosamente) alc\u00f3olica (s\u00e3o 8.5% muito bem inseridos), que age na fun\u00e7\u00e3o de amargor, marcando o c\u00e9u da boca e deixando pelo caminho tra\u00e7os de acidez, frutas amarelas, especiarias e, claro, \u00e1lcool, mas muito suave. O final \u00e9 doce e suavemente frutado. No retrogosto, do\u00e7ura frutada e leve adstring\u00eancia. Bem (mais) gostosa.<\/p>\n<h3>CANAD\u00c1<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/glutenblonde.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Montreal, a Glutenberg, surgida em 2011, ambiciona \u201cpreparar as melhores cervejas sem gl\u00faten\u201d do mercado. No card\u00e1pio atual da casa, cinco r\u00f3tulos (incluindo uma IPA), dos quais vamos provar dois. O primeiro \u00e9 a Glutenberg Blond, receita que deu inicio \u00e0 cervejaria e que une aqui os tradicionais \u00e1gua, l\u00fapulo e levedura com milho, milhete (tamb\u00e9m conhecido como pain\u00e7o) e a\u00e7\u00facar demerara. Sim, n\u00e3o h\u00e1 trigo nem cereais malteados. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha cristalino com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Glutenberg Blond apresenta um aroma&#8230; diferente. H\u00e1 sugest\u00e3o de ma\u00e7\u00e3, papel molhado, raspas de lim\u00e3o, ch\u00e1 e xarope de milho. Na boca, a textura \u00e9 frisante e levemente met\u00e1lica. O primeiro toque sugere ma\u00e7\u00e3 verde e vinho branco com&#8230; papel molhado e milho. O amargor \u00e9 m\u00e9dio e dai em diante o conjunto privilegia a refrescancia numa proximidade com ch\u00e1 de ervas gelado. O final traz papel molhado, ma\u00e7\u00e3 e milho, que permanecem at\u00e9 o retrogosto. Achei estranha&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/glutenamericaine.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra da Glutenberg \u00e9 a American Pale Ale da casa (tamb\u00e9m chamada de Am\u00e9ricaine) cuja receita (seguindo o caminho aberto pela anterior) traz \u00e1gua, l\u00fapulo e levedura mais milho, trigo sarraceno, quinoa, a\u00e7\u00facar demerara e candy syrup. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia resist\u00eancia. No nariz, herbal \u00e0 frente dominando a percep\u00e7\u00e3o do bebedor, que ainda consegue pescar ervas, grama, resina suave e do\u00e7ura de candy syrup (bastante evidente). Na boca, a textura levemente \u00e1spera e picante. O primeiro toque traz refor\u00e7o da pegada herbal que o aroma adianta com presen\u00e7a intensa de candy syrup e resina leve. O amargor \u00e9 m\u00e9dio e abre as portas para um conjunto que, assim como a anterior, traz um forte componente de ch\u00e1, mas n\u00e3o de forma negativa, como a Blond. O final \u00e9 herbal. No retrogosto, mais ch\u00e1 e candy syrup. Melhor que a anterior, mas, ainda assim, estranha.<\/p>\n<h3>EUA<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/konabigwave.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto da Kona Brewing Company come\u00e7ou em 1994 em Kailua-Kona, no Hawai, quando pai e filho decidiram fazer sua pr\u00f3pria cerveja. Em 1998 eles abriram o primeiro pub da Kona, e o neg\u00f3cio foi expandindo at\u00e9 2010, quando os havaianos entraram no Craft Brew Alliance com outras quatro cervejarias tornando-se, em 2012, o nono conglomerado cervejeiro dos EUA, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o da InBev, que comprou 32% do neg\u00f3cio em 2013, e agora importa, via Ambev, a Kona para o Brasil. Carro chefe da casa, a Kona Big Wave \u00e9 uma Blond Ale dourada de creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00e9dia alta perman\u00eancia. No nariz, um aroma suave, mas delicioso de frutas c\u00edtricas (abacaxi) e herbal sobre uma base de caramelo e biscoito. Na boca, a textura \u00e9 cremosa. O primeiro toque traz caramelo seguido de c\u00edtrico (abacaxi) e de amargor baixo, mas eficiente, abrindo caminho para um conjunto altamente refrescante, que consegue exibir caracter\u00edsticas agrad\u00e1veis de malte e l\u00fapulo sem soar exagerado. O final \u00e9 sutilmente herbal. No retrogosto, caramelo, leve c\u00edtrico e muita refrescancia. Imagina no calor do Havai&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/konalong.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Kona Longboard Island Lager \u00e9 Pale Lager da casa e se baseia numa receita que une o malte Premium 2-Row com os l\u00fapulos Mount Hood, Hallertau, Sterling e Millenium resultando numa cerveja de colora\u00e7\u00e3o dourada cristalina com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, herbal e cereais extremamente discretos (como \u201cmanda\u201d o estilo), mas percept\u00edveis \u2013 com boa vontade. H\u00e1 um sutil amanteigado sobre uma base de p\u00e3o e biscoito (o que j\u00e1 sugere caf\u00e9 da manh\u00e3). Na boca, textura leve. O primeiro toque junta cereais, milho e leve herbal, os tr\u00eas logo atropelados, primeiro por do\u00e7ura, depois por amargor baixo (20 de IBU). Segue-se ent\u00e3o um conjunto que busca ganhar pontos refrescando o bebedor em um dia de sol, sem oferecer desafios ao paladar. Ou seja, para beber em quantidade sem prestar aten\u00e7\u00e3o. O final \u00e9&#8230; amarguinho quase esquec\u00edvel. No retrogosto, refrescancia e cereais suaves. Para dias de sol no Hava\u00ed (mas s\u00f3 se acabar o estoque de Big Wave e n\u00e3o existir uma similar).<\/p>\n<h3>ALEMANHA<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/spaten1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzida pela primeira vez em 1894 numa cervejaria de Munique cuja hist\u00f3ria remonta a 1397 (!) \u2013 Spaten-Franziskaner-Br\u00e4u, que hoje integra o poderoso conglomerado Inbev \u2013, a Spaten Munchen (Spaten M\u00fcnchner Hell na Alemanha) \u00e9 uma Munich Helles de colora\u00e7\u00e3o dourada cristalina com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, percep\u00e7\u00e3o agrad\u00e1vel de cereais remetendo a feno, trigo, p\u00e3o e palha com suave presen\u00e7a de caramelo e um s\u00fatil toque herbal. Na boca, e textura \u00e9 suave, mas com uma leve percep\u00e7\u00e3o met\u00e1lica. O primeiro toque traz do\u00e7ura de caramelo seguida de herbal e de amargor leve, mas eficiente, abrindo as portas para um conjunto que equilibra a do\u00e7ura caramelada do malte (suave) com a sugest\u00e3o campestre de feno, trigo e palha e o discret\u00edssimo herbal formando um conjunto simples, mas agrad\u00e1vel \u2013 principalmente para dias quentes. O final \u00e9 meio amargo, meio doce. No retrogosto, trigo, feno, palha, caramelo, tudo bem discreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/spaten2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra estrela da Spaten produzida em Munique, a Optimator faz bastante sucesso nos Estados Unidos. Trata-se de uma Doppelbock de 7.6% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar escura com creme bege espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia. No nariz, muita do\u00e7ura sugerindo caramelo, a\u00e7\u00facar mascavo, frutas escuras (ameixa, passas e alca\u00e7uz), rapadura e leve amadeirado. Na boca, a textura \u00e9 sedosa. O primeiro toque apresenta todas as armas: do\u00e7ura frutada juntando ameixa com caramelo. O amargor suave na sequencia traz consigo leve percep\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool abrindo as portas para um conjunto doce e frutado, mas sem nada de enjoativo, muito pelo contr\u00e1rio, harmonizando a do\u00e7ura frutada caprichada com \u00e1lcool e leve l\u00fapulo herbal. O final sugere algo de xarope de prop\u00f3lis com \u00e1lcool e ameixa. No retrogosto, mais ameixa, leve baunilha, a\u00e7\u00facar queimado e sorrisos. Uma boa Doppelbock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nCom um pouco mais de \u00e1lcool do que a Lindemans Framboise (3.5% aqui contra 2.5% l\u00e1), a Lindemans Kriek mant\u00e9m a do\u00e7ura frutada em primeiro plano deixando a acidez da levedura selvagem na retaguarda, apenas com o intuito de evitar com que a do\u00e7ura enjoe. E funciona. \u00c9 uma bela cerveja de entrada (com uma salada) e sa\u00edda (com sorvete). Ali\u00e1s, tomei um sorvete de cerveja kriek em Bruxelas que vou te contar, viu. A seguinte \u00e9 a Lindemans Cassis, que eu sempre tive receio em experimentar, e agora me arrependo: das Kriek Lambic da Lindemans, essa Cassis passa a ser a minha preferida, por equilibrar muito bem as notas frutadas e doces com o mergulho na fazenda das leveduras selvagens (curral, mofo, couro). Uma del\u00edcia. A Wit da escola paulistana, Barbante Primavera, \u00e9 um pouco mais arisca (e alco\u00f3lica) do que as witbiers famosas, e por isso interessante. Gostei mais dela na garrafa do que na press\u00e3o. \u00c9 uma \u00f3tima companheira para um prato de entrada. A Barbante Autunno \u00e9 uma Belgian Tripel com polpa de cupua\u00e7u, e por mais que essa modinha de inserir frutas tropicais em receitas cl\u00e1ssicas buscando encontrar uma \u201cbrasilidade cervejeira\u201d soe conversa para gringo beber, a coisa toda funciona aqui deixando o conjunto mais&#8230; frutado e com maior drinkability. Desceu bem. De Minas Gerais para a Am\u00e9rica, primeiro para o Canad\u00e1, casa da Glutenberg, cervejaria que produz cervejas sem gl\u00faten. Primeira receita deles, a Blond \u00e9 estranh\u00edssima, com milho e milhete tomando o lugar do trigo e da cevada, e o conjunto sugerindo ma\u00e7\u00e3 e papel molhado. Parece um ch\u00e1 de ervas. N\u00e3o gostei. A Glutenberg Am\u00e9ricaine melhora tudo que soa confus\u00e3o na Blond, mas ainda assim soa estranha, com o candy syrup visivelmente inserido na receita para distrair a aten\u00e7\u00e3o de um conjunto mediano. Do Canad\u00e1 para o Hava\u00ed com duas cervejas da Kona: a primeira \u00e9 a Big Wave, uma cerveja leve que, segundo o site oficial, \u00e9 indicada para depois de um dia na \u00e1gua (e nas ondas). A receita caprichada valoriza os l\u00fapulos Galaxy e Citra sobre uma base suave de maltes Premium 2-Row e Caramel. Se um dia eu for para o Hava\u00ed, n\u00e3o beberei \u00e1gua: s\u00f3 beberei Kuna Big Wave. Tudo que a Big Wave soou bacana, a Kona Longboard soou dispens\u00e1vel. Uma American Pale Lager com um tiquinho de sabor a mais que as mainstream, mas muito pouco para bater mesmo uma Heineken. Inclusive, se fosse voc\u00ea, eu pegava uma Big Wave e uma Spaten Munchen, uma Munich Helles digna para beber uma Oktoberfest inteira e n\u00e3o se desequilibrar tanto. Bem simples, mas tem seu charme (alem\u00e3o). J\u00e1 a Spaten Optimator n\u00e3o \u00e9 uma Ayinger Celebrator, mas \u00e9 um baita custo \/ benef\u00edcio na forma de Doppelbock. Do\u00e7ura frutada caprichada e 7.5% de \u00e1lcool muito bem inseridos. Palmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/kona2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"412\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lindemans Kriek<br \/>\n&#8211; Produto: Fruit Lambic<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,55\/5<\/p>\n<p>Lindemans Cassis<br \/>\n&#8211; Produto:\u00a0 Fruit Lambic<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,59\/5<\/p>\n<p>Barbante Primavera<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Wit<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,15\/5<\/p>\n<p>Barbante Autunno<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Tripel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,50\/5<\/p>\n<p>Glutenberg Blond<br \/>\n&#8211; Produto: Cerveja sem Gl\u00faten<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 1,70\/5<\/p>\n<p>Glutenberg Pale Ale Am\u00e9ricaine<br \/>\n&#8211; Produto: Cerveja sem Gl\u00faten<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,81\/5<\/p>\n<p>Kona Big Wave Golden Ale<br \/>\n&#8211; Produto: Blond Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: EUA<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,4%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,24\/5<\/p>\n<p>Kona Longboard Island Lager<br \/>\n&#8211; Produto: Premium American Lager<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: EUA<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,6%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,65\/5<\/p>\n<p>Spaten Munchen<br \/>\n&#8211; Produto: Munich Helles<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Alemanha<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,00\/5<\/p>\n<p>Spaten Optimator<br \/>\n&#8211; Produto: Doppelbock<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Alemanha<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,47\/5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lindelmans2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"721\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDuas cervejas da Spaten (Alemanha), da Lindemans (B\u00e9lgica), da Barbante (Brasil), da Glutenberg (Canad\u00e1) e da Kona (EUA)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/28\/boteco-cinco-paises-dez-cervejas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[706,707,705,704,651],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37867"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37867"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41092,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37867\/revisions\/41092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}