{"id":37825,"date":"2016-03-28T23:58:30","date_gmt":"2016-03-29T02:58:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37825"},"modified":"2018-03-28T09:19:25","modified_gmt":"2018-03-28T12:19:25","slug":"entrevista-nada-surf-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/28\/entrevista-nada-surf-2\/","title":{"rendered":"Entrevista: Nada Surf (2016)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seus 24 anos de carreira, o Nada Surf saltou da condi\u00e7\u00e3o de \u201chype do momento\u201d, conquistada logo com seu \u00e1lbum de estreia (\u201cHigh\/Low\u201d, de 1996) ao de banda cult em pouco tempo. Nessa \u00faltima condi\u00e7\u00e3o, cresceram para se tornarem uma das mais fortes refer\u00eancias para as vertentes mais indie do rock e do pop. \u00c1lbuns como \u201cLet Go\u201d (2002) e \u201cThe Weight Is a Gift\u201d (2005) foram fundamentais, ou ao menos presen\u00e7a constante, na forma\u00e7\u00e3o musical e afetiva de muita gente afeita a can\u00e7\u00f5es pop confessionais e rock urgente e barulhento influenciado pelo underground norte-americano mais cl\u00e1ssico (Dinosaur Jr, Sonic Youth etc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matthew Caws (guitarrista, vocalista e compositor de quase todas as can\u00e7\u00f5es) e Daniel Lorca (baixo) formaram a banda em 1992. Tr\u00eas anos depois, Ira Levin substituiu o baterista original, Aaron Comte, e com essa forma\u00e7\u00e3o a banda se mant\u00e9m at\u00e9 hoje. Ok, na verdade, desde 2012 passaram a contar com Doug GIllard (ex-Guided Voices e mais muitas outras bandas) na segunda guitarra. No clipe de \u201cPopular\u201d, can\u00e7\u00e3o que deu o primeiro grande destaque publico ao Nada Surf, Caws interpreta um professor de ensino m\u00e9dio. Coincidentemente, a fala de Caws \u00e9 bastante professoral: pausada, pontuada com muitos exemplos e racioc\u00ednios circulares, alternando tranquilidade e empolga\u00e7\u00e3o, e sempre preocupado com o entendimento do ouvinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa voz chegou via Skype em uma liga\u00e7\u00e3o feita a prop\u00f3sito do lan\u00e7amento de \u201cYou Know Who You Are\u201d (2016), s\u00e9timo \u00e1lbum da banda e que ter\u00e1 lan\u00e7amento nacional pela <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Inkeragenciacultural\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inker<\/a> (que lan\u00e7ou por aqui \u201cLet Go\u201d, \u201cThe Weight Is a Gift\u201d e tamb\u00e9m \u201cThe Stars Are Indifferent to Astronomy\u201d, de 2012). Caws mais uma vez comp\u00f5e todas as can\u00e7\u00f5es, mas dessa vez tamb\u00e9m dividiu a autoria de algumas \u2013 no caso, com Dan Wilson, do Semisonic. O som claro, n\u00edtido, deixa aparentes tanto as influ\u00eancias da banda quanto sua assinatura pessoal. O resultado disso \u00e9 o disco mais din\u00e2mico do Nada Surf, com muito pouco barulho, mas ainda assim bastante en\u00e9rgico e inegavelmente pop. O sabor noventista \u00e9 evidente, mas a produ\u00e7\u00e3o de Tom Beaujour ajuda a evitar que isso deixe o \u00e1lbum com uma sonoridade datada. Por isso a conversa se inicia exatamente a partir deste ponto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YZzmmfL6-6M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em \u201cYou Know Who You Are\u201d existe uma urg\u00eancia muito grande, uma energia imediatista em algumas can\u00e7\u00f5es, mas ao mesmo tempo nota-se um cuidado muito grande com os arranjos e com a nitidez do som. Houve uma decis\u00e3o consciente por buscar essa clareza de timbres e de destaque \u00e0s harmonias?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o acho que tivemos nenhuma inten\u00e7\u00e3o especifica, era mais uma quest\u00e3o de dar um passo adiante. Queremos apenas que nossos discos soem cada vez melhores. N\u00e3o sentamos e pensamos: \u201cvamos fazer um disco mais roqueiro\u201d, ou \u201cvamos fazer um disco mais leve\u201d. Certo, em nosso \u00e1lbum anterior (\u201cThe Stars Are Indifferent to Astronomy\u201d) tentamos soar t\u00e3o r\u00e1pidos como somos ao vivo, mas em geral apenas seguimos nossos instintos. O que houve sim de diferente foi a participa\u00e7\u00e3o de Doug Gifford. Ele est\u00e1 conosco desde 2012, mas essa foi a primeira vez que ensaiamos juntos desde o come\u00e7o e contamos com ele participando diretamente do processo. E dessa vez realmente tentamos tirar o m\u00e1ximo de cada can\u00e7\u00e3o, dar a cada uma delas o que ela pedia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, voc\u00ea acaba de dizer que n\u00e3o houve uma inten\u00e7\u00e3o deliberada de buscar uma sonoridade espec\u00edfica. Por\u00e9m, existe uma pegada reminiscente do pop do come\u00e7o dos anos 1990 \u2013 n\u00e3o apenas nas can\u00e7\u00f5es que voc\u00ea comp\u00f4s em parceria com Dan Wilson (\u201cRushing\u201d e \u201cVictory\u2019s Yours\u201d), mas tamb\u00e9m em outras, como \u201cOut of The Dark\u201d, por exemplo. Parecem remeter ao R.E.M. do come\u00e7o dos anos 1990, \u00e0 \u00e9poca em que Natalie Merchant ainda estava nos 10,000 Maniacs \u2013 voc\u00ea sabe, aquele per\u00edodo em que o alternativo estava virando mainstream.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi inten\u00e7\u00e3o, de fato. O que talvez explique isso \u00e9 que ouvimos muita m\u00fasica comercial, como todo mundo \u2013 quer dizer, quem n\u00e3o ouve Beatles e Neil Young? \u2013 mas come\u00e7amos como uma banda indie de garagem, que confiava mais nas ideias do que na t\u00e9cnica. E n\u00e3o estamos no momento de que venderemos mais discos porque somos uma banda jovem e cool \u2013 eu tenho 48 anos. Se formos vender mais discos \u00e9 pelas can\u00e7\u00f5es e pela sonoridade. Eu meio que estou inventando isso agora, porque na verdade nossa ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 outra: \u00e9 ser o mais pop poss\u00edvel. N\u00e3o no sentido Taylor Swift do pop, claro, mas no sentido de ser pop como o rock que voc\u00ea ouve no r\u00e1dio daqui a 10 ou 20 anos e continua soando bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 satisfeito com o resultado final de \u201cYou Know Who You Are\u201d?<\/strong><br \/>\nSim, estamos todos muito felizes. Quase o lan\u00e7amos no ano passado, mas deixamos para depois, e foi uma \u00f3tima experi\u00eancia passar mais tempo trabalhando no disco. Fizemos isso de uma forma diferente, trabalhamos bastante as can\u00e7\u00f5es depois, e o disco que saiu agora \u00e9 diferente do que teria sa\u00eddo no ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda sobre influ\u00eancias: mesmo com toda essa identidade pop, d\u00e1 para ouvir os ecos das coisas que fizeram parte da forma\u00e7\u00e3o de voc\u00eas e que certamente ainda ouvem, como as composi\u00e7\u00f5es de J Mascis&#8230;<\/strong><br \/>\nPode crer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8230;e ao mesmo tempo, d\u00e1 para ver que isso vem com toda a identidade art\u00edstica que voc\u00eas vem construindo ao longo da carreira. Ent\u00e3o, sim, est\u00e1 com tudo junto: o pop e a influ\u00eancia mais alternativa, e tamb\u00e9m aquilo que j\u00e1 inerente e indissoci\u00e1vel do Nada Surf. Como se voc\u00eas j\u00e1 tivessem claro quem s\u00e3o, mas n\u00e3o se bloqueassem para o que pode vir de fora.<\/strong><br \/>\nSim, com certeza! Eu j\u00e1 estou escaldado: prefiro evitar o sentimento de que estou tirando diretamente das influ\u00eancias. Se estou copiando algu\u00e9m, sei que o resultado n\u00e3o ser\u00e1 muito bom. Depois de tantos anos, acho que aprendemos a tirar as coisas de dentro de n\u00f3s, mas sabemos que a m\u00fasica pela qual nos apaixonamos tamb\u00e9m dar\u00e1 forma ao que fazemos: J Mascis, Sebadoh, Sonic Youth, Stereolab, Sonics&#8230; Sabe, quando eu tinha 13 anos, o irm\u00e3o do meu melhor amigo convidou a mim e a outros garotos para ouvir tr\u00eas discos na casa dele \u2013 que era uma casa imensa com grandes obras de arte antigas. E l\u00e1 ele nos mostrou tr\u00eas discos: \u201cLoaded\u201d, do Velvet Underground; \u201cRemain in Light\u201d, do Talking Heads; e \u201cRocket to Russia\u201d, do Ramones. Foi como se um raio tivesse me atingido. Porque veja, nesses tr\u00eas discos est\u00e3o muitos dos elementos que caracterizam a \u201cnova m\u00fasica\u201d de hoje, a m\u00fasica indie, a m\u00fasica underground. Quer dizer, mas no fim voc\u00ea est\u00e1 tentando ser voc\u00ea mesmo a partir disso. \u00c9 como uma fileira de \u00e1rvores. Voc\u00ea olha de longe e elas se perfilam perfeitamente, mas quando examina de perto v\u00ea que cada uma \u00e9 diferente. Acho que com arte \u00e9 assim tamb\u00e9m. As estruturas das can\u00e7\u00f5es e a progress\u00e3o de acordes podem ser totalmente parecidas. \u00c9 m\u00fasica pop, \u00e9 claro que h\u00e1 semelhan\u00e7as. Mas a principal ilus\u00e3o \u00e9 que por tr\u00eas minutos aquela can\u00e7\u00e3o tem que soar individual, \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nisso, nessa coisa de soar ou n\u00e3o parecido com as refer\u00eancias: n\u00e3o sei se voc\u00ea est\u00e1 a par, mas existem muitas bandas do underground brasileiro que citam Nada Surf como uma de suas maiores influ\u00eancias, ou mesmo a maior.<\/strong><br \/>\nUau! (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim. S\u00e3o bandas que escutam as mesmas refer\u00eancias que voc\u00eas t\u00eam, mas o Nada Surf tem muito mais presen\u00e7a no inconsciente.<\/strong><br \/>\nUau! Eu gostaria de ouvir essas bandas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De qualquer forma, a pergunta \u00e9: com mais de vinte 20 anos nessa estrada, qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de ser um grupo que inspirou o surgimento de outras bandas? Em \u201cBlonde on Blonde\u201d (do \u00e1lbum \u201cLet Go\u201d), voc\u00ea canta sobre estar sozinho no quarto, ouvindo \u00e1lbuns e tendo-os como inspira\u00e7\u00e3o e companhia. A m\u00fasica de voc\u00eas exerce esse papel para outros ouvintes hoje. Qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nObviamente, a coisa mais simples de dizer \u00e9 que \u00e9 incr\u00edvel e que tamb\u00e9m surpreendente. Mas fico confort\u00e1vel com isso, porque se voc\u00ea foi um padeiro a vida inteira, e foi modesto, mas de repente voc\u00ea se d\u00e1 conta de que \u00e9 bom para fazer p\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 por isso que voc\u00ea vai mudar ou seu ego vai aumentar ou vai ficar super orgulhoso. \u00c9 que simplesmente voc\u00ea fez isso por anos. Eu sempre quis estar em uma banda e fico \u00e0 vontade em frente a um microfone. Nunca fui louco por controle, eu simplesmente gosto muito de tocar e me envolvo muito com isso. E \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o boa, porque voc\u00ea d\u00e1 muito e retribui o que a m\u00fasica te deu, e a m\u00fasica me deu tanto! \u00c9 realmente um retorno da ajuda que a m\u00fasica deu. N\u00e3o \u00e9 apenas uma sensa\u00e7\u00e3o boa e surpreendente, mas tamb\u00e9m faz me sentir \u00fatil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas tocaram aqui duas vezes, em 2004 e 2012. Na primeira, foram muitas cidades, inclusive no interior. A segunda foi um pouco menor. Voc\u00ea sentiu diferen\u00e7as entre o p\u00fablico nas duas turn\u00eas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o acho que foi t\u00e3o diferente, mas essa \u00e9 uma pergunta complicada, honestamente, porque n\u00e3o sei. Acho que foi do mesmo jeito, num bom sentido. Foi positivo, muito acolhedor e um lugar com muita m\u00fasica. Espero que possamos voltar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 agora, h\u00e1 algum plano de voltar? Ou nenhum plano de turn\u00ea por aqui?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o para agora. Parece que \u00e9 por causa da economia, parece que estamos um pouco caros para sermos levados para o Brasil. N\u00e3o que sejamos uma banda cara, longe disso! Mas nesse momento parece que as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas n\u00e3o est\u00e3o ajudando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda praticamente mant\u00e9m a mesma forma\u00e7\u00e3o. Claro, Doug entrou h\u00e1 pouco e Ira n\u00e3o estava nos primeiros anos. Mas de qualquer forma, voc\u00ea, Daniel e Ira est\u00e3o juntos h\u00e1 muitos anos. N\u00e3o apenas em uma banda, mas em qualquer atividade profissional, \u00e9 dif\u00edcil manter tr\u00eas pessoas unidas por tanto tempo. O que tornou isso poss\u00edvel em sua opini\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAcho que sorte, e acho que o p\u00fablico ajuda bastante tamb\u00e9m. Ele realmente nos motiva e d\u00e1 apoio, sempre tivemos essa energia positiva vindo de fora. Claro, tivemos algumas discuss\u00f5es, mas nunca foram longe demais. Acho que \u00e9 porque somos pessoas realmente diferentes. Meio que estou elaborando isso agora, mas talvez se houvessem duas pessoas iguais na banda, n\u00e3o ter\u00edamos durado tanto, pois seriam dois contra um, dois lados se opondo na banda. Tanto que no come\u00e7o houve quem quisesse nos chamar de Village People do indie (risos)! S\u00e9rio! Sempre fomos muito diferentes, voc\u00ea olha as fotos e nem mesmo nos vestimos igual. Somos diferentes em personalidade, e temos isso, \u201ceu vou ser esquisito do meu jeito, voc\u00ea do seu e o outro do dele, e assim nos respeitamos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que esse tipo de racioc\u00ednio funcionaria tamb\u00e9m para muitos casamentos. Salvaria v\u00e1rios deles (risos).<\/strong><br \/>\nSim, eu vou me casar logo mais e voc\u00ea tem raz\u00e3o, \u00e9 algo bom para se pensar a respeito. Se voc\u00ea tenta mudar algu\u00e9m, ent\u00e3o voc\u00ea tem um grande problema. Mas se voc\u00ea aceita as diferen\u00e7as, tem uma longa jornada para fazer em boa companhia, que pode ser bastante prazerosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda teve um grande hype no come\u00e7o, depois teve per\u00edodos de menor popularidade, nos quais voc\u00eas at\u00e9 adotaram empregos regulares. Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o que o Nada Surf ocupa na vida de voc\u00eas hoje?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 prioridade para todos, mas tenho composto com outras pessoas, e diria que a m\u00fasica em si \u00e9 minha prioridade. Numa compara\u00e7\u00e3o, eu diria que dirigir \u00e9 minha prioridade e o Nada Surf \u00e9 meu carro favorito. Fa\u00e7o can\u00e7\u00f5es para outros, fa\u00e7o umas trilhas sonoras \u2013 e gostaria de fazer mais \u2013 e shows solo, mas eu sei que nada que fa\u00e7o ser\u00e1 t\u00e3o importante para outros e para mim como o Nada Surf. E tamb\u00e9m sinto que h\u00e1 um contrato social, como se fosse uma obriga\u00e7\u00e3o de continuar com a banda, porque eu sinto que o que fazemos tem feito muitas pessoas felizes e se n\u00e3o fizermos mais isso ser\u00e1 injusto. Digamos que se eu der um sandu\u00edche a uma pessoa toda segunda-feira, um sandu\u00edche pelo qual ela n\u00e3o pediu, e eu continuo dando&#8230; bem, ela vai gostar e um dia se eu deixo de dar esse sandu\u00edche, eu vou criar uma aus\u00eancia, ela vai sentir. Creio que criamos uma depend\u00eancia de ambos os lados, na verdade. Porque tamb\u00e9m se n\u00e3o fosse pelos f\u00e3s, eu n\u00e3o teria uma carreira como a que tenho.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hPLwKZRuEPI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RNc45FTenhg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GR9ekFlYUFU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Nada Surf (entrevista 2012): &#8220;N\u00e3o costumo pensar muito sobre a nossa trajet\u00f3ria&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/27\/entrevista-nada-surf\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eles est\u00e3o lan\u00e7ando \u201cYou Know Who You Are\u201d, s\u00e9timo disco da banda, e falam sobre o novo \u00e1lbum, carreira, Brasil&#8230; \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/28\/entrevista-nada-surf-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":46986,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2712],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37825"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37825"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46988,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37825\/revisions\/46988"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}