{"id":37823,"date":"2016-03-28T22:03:08","date_gmt":"2016-03-29T01:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37823"},"modified":"2016-08-31T03:06:47","modified_gmt":"2016-08-31T06:06:47","slug":"entrevista-marta-ren","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/28\/entrevista-marta-ren\/","title":{"rendered":"Entrevista: Marta Ren"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/marta_ren1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"777\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marta Ren iniciou a sua carreira em 1996 no grupo de ska e reggae Sloppy Joe, onde viria a obter sucesso radiof\u00f4nico com a can\u00e7\u00e3o \u201cSix Little Monsters\u201d. Quando a banda encerrou as atividades, Marta continuou a exercitar a sua excelente capacidade de performer nos Bombazines e Funkalicious iniciando uma aproxima\u00e7\u00e3o com a soul music que caracteriza o seu trabalho mais recente. Ao longo da nossa conversa, mantida num restaurante nas imedia\u00e7\u00f5es do Teatro Tivoli, a cantora portuense falou com simpatia e entusiasmo sobre \u201cStop, Look, Listen\u201d, o \u00e1lbum de estreia em nome pr\u00f3prio. \u201cDecidi fazer esse trabalho porque a minha paix\u00e3o \u00e9 a grande \u00e1rvore da m\u00fasica negra e tamb\u00e9m pela cren\u00e7a de que poderia fazer um bom disco de soul e funk cl\u00e1ssico\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os singles \u201cSummer\u2019s Gone\u201d e \u201c2 Kinds Of Men\u201d (que t\u00eam rodado na Radio 1, da RAI, na It\u00e1lia, na Radio 3, da Espanha, e no Craig Charles Funk and Soul Show, na BBC 6, da Inglaterra), s\u00e3o representativos da expressividade vocal de Marta, capaz de sugerir um leque vasto de emo\u00e7\u00f5es que resultam numa soul grandiosa em parceria com o andamento vibrante da banda The Groovelvets. A honestidade que coloca nas suas interpreta\u00e7\u00f5es \u00e9 justificada pela dedica\u00e7\u00e3o total \u00e0 sua arte: \u201cSe eu n\u00e3o cantar ou n\u00e3o puder escutar m\u00fasica durante um dia fico irritada. \u00c9 imposs\u00edvel dissociar a minha pessoa da m\u00fasica, seja ela qual for\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a nova cena musical brasileira, a cantora do Porto manifesta algum desconhecimento, mas indica C\u00e9u como um dos nomes do seu agrado. E enquanto assume uma prefer\u00eancia clara por Lenine, Zeca Baleiro, Pedro Lu\u00eds e a Parede ou o Monobloco, Marta destaca a bela vers\u00e3o de Bebel Gilberto de \u201cSamba da Ben\u00e7\u00e3o\u201d e diz que \u201ca m\u00fasica brasileira em geral \u00e9 uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o\u201d. Relativamente \u00e0 possibilidade de atuar no Brasil, a resposta \u00e9 inequ\u00edvoca: \u201cAdoraria! O Brasil \u00e9 enorme e n\u00e3o me importava de l\u00e1 passar uma temporada, me apresentando no pa\u00eds inteiro. Eu tenho uma paix\u00e3o muito grande pelo Brasil e acho que a minha m\u00e3e iria desmaiar se eu cantasse no Programa do J\u00f4 ou no Altas Horas (risos)\u201d. De Lisboa para o Brasil, Marta Ren conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/WkbRM2yN2po\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/WkbRM2yN2po\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 que ponto nomes como Aretha Franklin e Otis Redding influenciaram o seu trabalho?<\/strong><br \/>\n\u00c9 engra\u00e7ado voc\u00ea falar nesses dois nomes, porque foram os primeiros nomes da soul cl\u00e1ssica que escutei na minha vida. O meu pai era m\u00fasico amador e a minha m\u00e3e sempre me incentivou a prosseguir uma carreira art\u00edstica. Ele tinha um pouco de medo do que poderia acontecer se eu seguisse essa via e n\u00e3o me encorajou muito nos primeiros tempos. De qualquer modo, o meu pai passou-me imensa m\u00fasica e lembro-me de ele ter em casa um disco da Aretha Franklin e outro do Otis Redding e a minha paix\u00e3o come\u00e7ou com esse dois nomes. Relativamente ao \u201cStop, Look, Listen\u201d, a minha inten\u00e7\u00e3o inicial era de fazer um disco de soul e funk cl\u00e1ssicos sem grandes surpresas, mas, no final, como n\u00e3o somos americanos e vivemos num contexto diferente, criamos quase sem querer um estilo pr\u00f3prio. \u00c9 \u00f3bvio que transporto essas e outras influ\u00eancias como Marva Whitney, Lyn Collins ou James Brown, mas a alquimia musical proporcionou esse resultado \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em \u201cStop, Look, Listen\u201d existe uma simbiose perfeita entre a intensidade vocal da Marta e a din\u00e2mica instrumental do The Groovelvets. Como se desenvolveu a vossa parceria no \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nA nossa parceria surgiu antes do disco. Eu sempre precisei de uma banda de suporte e os primeiros temas que desenvolvi com o The Groovelvets foram o \u201cSummer\u00b4s Gone\u201d e o \u201c2 Kinds Of Men\u201d, que s\u00e3o da autoria do produtor New Max, mas t\u00eam as minhas letras e melodias. Para al\u00e9m dessas can\u00e7\u00f5es fizemos tamb\u00e9m \u201cSmiling Faces\u201d, onde o New Max tinha os acordes tocados em guitarra ac\u00fastica e eu j\u00e1 tinha escrito a letra e trabalhado a melodia. Nesse momento, senti que tinha material para fazer um disco e sabia qual era o tipo de sonoridade que pretendia. Escolhi cada elemento do The Groovelvets com base nas necessidades que eu precisava para cada instrumento. J\u00e1 nos conhec\u00edamos, porque somos todos do Porto, fazemos m\u00fasica h\u00e1 muito tempo e o mundo \u00e9 pequeno tal como a nossa cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sua interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cI\u00b4m Not Your Regular Woman\u201d \u00e9 bastante emotiva. Posso concluir que se trata do seu lema pessoal?<\/strong><br \/>\n\u00c1s vezes (risos). Existem dias em que me sinto tal como a personagem dessa letra, uma mulher que trabalha muito e pretende ser valorizada, mas isso n\u00e3o acontece na maior parte do tempo (risos). Sinto-me feliz, embora sinta que h\u00e1 muita injusti\u00e7a e que dou mais do que recebo, no entanto tudo isso faz parte da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O clipe de \u201c2 Kinds Of Men\u201d foi gravado em Londres. Pode descrever como foi essa experi\u00eancia?<\/strong><br \/>\nEsse clipe tem uma hist\u00f3ria muito engra\u00e7ada. O Marco Oliveira (realizador) e eu pretend\u00edamos gravar no Porto, mas fui convidada para cantar no The 100 Club, na Oxford Street, ao lado de grandes m\u00fasicos da soul e do funk cl\u00e1ssicos, e decidimos que era uma boa ideia fazer a filmagem em Londres. A outra situa\u00e7\u00e3o que tivemos de resolver foi encontrar o ator que contracenaria comigo e pensamos no ex-modelo portugu\u00eas Joaquim Gaspar, porque ele tem um ar estranho e \u00e9 mais velho do que o padr\u00e3o de beleza e juventude associados a essa profiss\u00e3o. Atrav\u00e9s de uma amiga ligada \u00e0 \u00e1rea da moda, soubemos que ele estava vivendo em Londres e ent\u00e3o aproveitamos o fato de eu cantar nessa sala m\u00edtica (onde os Rolling Stones, Sex Pistols e B.B. King j\u00e1 tocaram), para realizar esse encontro. O p\u00fablico ingl\u00eas adorou a minha performance e o lado mais especial desse show foi ver o t\u00e9cnico de som do The 100 Club, que estava nas fotos da parede junto a essas refer\u00eancias, fazer a minha passagem de som: a\u00ed eu fiquei nervosa pensando em todos esses grandes nomes com quem ele trabalhou. O stress passou porque ele elogiou-me e disse que nunca tinha visto uma cantora t\u00e3o pr\u00e1tica e madura. Foi um sonho tornado realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O destaque internacional que o seu disco tem recebido \u00e9 encarado por si como uma plataforma para uma carreira fora de Portugal?<\/strong><br \/>\nSim, e n\u00e3o s\u00f3 o destaque. A distribui\u00e7\u00e3o do meu disco em Portugal \u00e9 feita pela Sony Music e internacionalmente pelo Record Kicks (um selo italiano que edita no mundo inteiro). O \u00e1lbum j\u00e1 vai par aa segunda edi\u00e7\u00e3o no Jap\u00e3o e tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel na Alemanha, Fran\u00e7a, Inglaterra, It\u00e1lia, Espanha e Austr\u00e1lia. Quando entrei para o Record Kicks j\u00e1 existia esse objetivo da internacionaliza\u00e7\u00e3o da minha m\u00fasica, porque eles fazem tours europeias com as suas bandas e projetam-nas mundialmente. Tudo come\u00e7ou assim e o fato de eu cantar em ingl\u00eas e estar interessada em dar esse passo ajudou a implementar o processo. Como voc\u00ea sabe, comecei a minha carreira em 1996 com o Sloppy Joe, fiz alguns shows no exterior e dei o meu contributo a Portugal. Embora nem sempre me tenham dado valor ou acreditado em mim, quando atuo no estrangeiro sou muito patriota e a primeira coisa que fa\u00e7o \u00e9 mostrar o lado bom do meu pa\u00eds. Mas sim, quero outros voos e pretendo que as pessoas compreendam melhor aquilo que eu digo nas letras e desejo conhecer outros palcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nOs meus planos futuros foram sempre os mesmos e assim continuar\u00e3o a ser. No momento, gostaria que o \u00e1lbum chegasse ao maior n\u00famero de pessoas poss\u00edveis e pretendo fazer uma turn\u00ea gigante de promo\u00e7\u00e3o do disco. A tour europeia est\u00e1 sendo preparada e vai acontecer, mas adoraria atuar noutros pontos do globo como o Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia ou Brasil. Depois da tour, pensarei noutro trabalho e j\u00e1 estou a escrever novas can\u00e7\u00f5es. Para mim, a fun\u00e7\u00e3o de um m\u00fasico \u00e9 exatamente essa, fazer discos, tocar e retomar tudo novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Rw9GTkjvUj4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Rw9GTkjvUj4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>)        \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp;         Yell   contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras   entrevistas   de   Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado\nNascida no Porto, Marta Ren apaixonou-se pela soul music cl\u00e1ssica e chega agora ao seu primeiro disco solo. Venha conhece-la! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/28\/entrevista-marta-ren\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37823"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37823"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39602,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37823\/revisions\/39602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}